segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

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domingo, 20 de dezembro de 2009

CAMPEONATO NACIONAL

PRIMEIRA PROVA

A primeira parte da primeira prova do Campeonato Nacional vai ser publicada no dia 10de Janeiro de 2010 e vai ser composta de um problema de escolha múltipla, ou seja, de rápidas.
No dia 17 será publicada a segunda parte, composta de um problema tradicional.

O prazo para resposta aos dois desafios, decorrerá até ao dia 31 de Janeiro.

Ficarão, assim, abertas as portas de mais um ano de competição, que pretendemos venha a ser determinante para mostrarmos a vitalidade e importância do Policiário num jornal de expansão nacional, neste caso o PÚBLICO.

Ao fim de quase 18 anos de Policiário no PÚBLICO, não temos nada a demonstrar a ninguém e por isso resta-nos darmos o melhor de nós mesmos, numa organização de boa competição, saudável, com muita camaradagem e amizade, afinal de contas tudo o que temos vindo a fazer de há muito a esta parte.
Resta-nos, pois, sermos iguais a nós mesmos!

Venham essas produções, que parece não estarem a mobilizar ninguém!
Meus caros, um problema aqui, outro ali, podem fazer a diferença entre um torneio banal e um bom!
Ninguém tem uma ideia? Ninguém tem pachorra para a escrever? Estão à espera dos outros? Já repararam que se fizerem um problema é menos um que têm para responder no torneio, com garantia da pontuação máxima?

Mãos à obra!
Essa será a melhor prenda de Natal que poderão dar ao Policiário!

M. CONSTANTINO NO PÚBLICO

O HOMENAGEADO É M. CONSTANTINO!

Já havia quem desse o palpite de que só podia ser o Mestre a encerrar este pequeno ciclo de homenagens que o Policiário do PÚBLICO levou a efeito.

Eis o Policiário 961:




M. CONSTANTINO LANÇA UM REPTO AOS LEITORES


Não são necessárias muitas palavras para definir M Constantino, aquele que é, unanimemente considerado o melhor produtor de enigmas policiários.
Conhecemo-lo há longos anos em diversas facetas da sua vida policiária, não só como produtor excelente, mas igualmente como ensaísta e estudioso destes assuntos, com trabalhos importantes, felizmente muitos publicados graças à Associação Policiária Portuguesa (APP).
M. Constantino é hoje o nosso homenageado, encerrando este pequeno ciclo que promovemos, em vésperas do início das nossas competições 2010.
Fiquem, pois, com este “bico-de-obra” com a chancela de qualidade do nosso Mestre.



O PUNHAL MALDITO QUE VEIO DO PASSADO

Autor: M. Constantino


As mãos nuas do cavaleiro afastam do rosto os ramos orvalhados. Segue a vibração do martelo sobre a bigorna, na floresta nevoenta. O som torna-se mais audível pela proximidade. O cheiro pestífero das águas da lagoa denuncia o fim da jornada. É hora do afortunado – a condenação à morte do irmão e o suicídio do pai, engrossam-lhe a riqueza – quão inescrupuloso personagem, deixar a montada e dirigir-se a pé ao encontro do exímio armeiro. Acerca-se a passos lentos… Tem dez Legiões, magica Spartacus, cogita no título de Procônsul.
O armeiro curva-se reverente… “Dives pax vobiscum”… O gélido cavaleiro teve um ligeiro arrepio, disfarçado. O armeiro estende-lhe o fruto do trabalho: o punhal longo, bronze e fio de ouro temperados nas águas fétidas da “Lagoa da Morte”, logo inquebrável, punho incrustado de pedras preciosas.
Pega na arma, agradado, toma-lhe o peso… Subitamente, de um só golpe faz rolar a cabeça de quem acaba de o servir… o corpo tomba ao lado. Limpa o punhal, extrai com os dedos, sem tremura, um moeda de ouro, que atira para junto do corpo… “Finis coronat opus”… Regressa à montada, indiferente.
Pouco após, durante a festa de despedida de duas das suas Legiões, que integram o contingente para a Gália, um dos comandantes apropria-se, esquiva e ilegitimamente, da arma. O roubado, consultada a sua estrela, não persegue o ladrão. Certo é que, internado no território gálico sem estorvo, tal comandante, jovem e ambicioso, adianta-se ao grosso da coluna com uma centúria de “infantes” e “velitas” e dez cavaleiros. Caem numa emboscada. Os galeses soltam-se das árvores sobre o inimigo. O punhal de ouro corta e trespassa corpos… Na manhã seguinte, um dos muitos mendigos que acompanhou os exércitos encontra-o numa mão dispersa, cujos dedos foram totalmente decepados…
O tempo conta-se por dias, anos, séculos. Do punhal nada se sabia…
Em pleno Renascimento, entre os escombros de um sombrio solar medieval (sem respeito pelos fantasmas do marido e sogro, que perturbavam o sono, tétrico de visões, da formosa diva favorita do Rei, este, em cumprimento da promessa que lhe fizera, ali mandou erguer um monumental castelo), ocasionalmente, um operário descobre o valioso punhal. Levou-o. Foi assassinado antes de alcançar recato. A arma desapareceu de novo… dias, anos, séculos decorreram.
Sensivelmente três séculos depois, um homem alto, forte, de cabelos louros, no período áureo da sua existência, permite-se ostentar à cintura o punhal de ouro e bronze, cabo coberto de pedrarias… Onde o encontrou? Fora o eterno perseguido, parte da vida nas prisões e delas de evadindo graças à arte de disfarce e expedientes loucos. Apreciava o nome de Jules, mas usava Blondel, Lebel, soldado Kaisenky. No Regimento de Bourbon serviu como Jacquelin. Vida espantosa! Mesmo na notoriedade, bateu-se contra polícias ou contra ladrões, por vezes simultaneamente com uns e outros. Já septuagenário, é julgado por fraude, sequestro e escroqueria: sente-se em casa, tal é o seu à-vontade! Mas onde se encontra o punhal, cuja posse parece ser por si só, uma ameaça?
Na louca cavalgada dos anos, por estranho que pareça, entra Portugal. É um punhal maldito com uma história não menos sinistra.
Depois que me foi revelada a sua existência, vejo o refulgir do seu gume de ouro. O brilho das pedras, a adejar-me sobre a cabeça. Na escuridão do quarto, anormalmente silencioso, ouço um som horrível – o do meu coração saltitante! Grito e acordo! Que sonho terrífico! Terrífico, mas real.
Obcecado, recolho elementos, estudo-os, posso garantir: o Cavaleiro existiu, descobri o seu nome (Qual é?) e, a verificar-se o cruel crime na actualidade, o personagem era facilmente identificável (Como?); o Castelo (Qual é?) representa o mais belo protótipo da arquitectura referida; o ás das evasões fora-me fácil de identificar (Quem é?).
São estas as quatro questões que deixo à inteligência dos leitores.

Posto este desafio do Mestre Constantino, boas deduções!


SOLUÇÃO DE “O LEITOR RESOLVE”


Autor: FIGALEIRA/BIG BEN

O problema publicado na passada semana foi solucionado pelo próprio autor, da seguinte forma:

O objecto que tem a indicação de 60 a.C. é falso, por ser impossível indicar aquilo que ainda não sucedera; isto é – 60 anos antes de Cristo!


A PRÓXIMA ÉPOCA

Estamos na recta final do aquecimento para mais uma época de competições, que vai ter o seu primeiro desafio no primeiro domingo do ano de 2010, precisamente do dia 3 de Janeiro.
Até ao final deste ano, vamos publicar os regulamentos definitivos, os calendários das provas, prazos e todos os restantes pormenores, para que os “detectives” possam planear a sua participação.
Relembramos que continuamos à espera das vossas propostas de desafios, quer tradicionais, quer rápidos (escolha múltipla). O primeiro é do género daqueles que temos vindo a publicar e, na prática, será um conto policial que o autor interrompe logo que tenha fornecido todos os dados necessários à sua resolução, pedindo aos “detectives” que decifrem o enigma nele contido; O segundo tem a mesma finalidade, mas o próprio autor revela, no final, quatro (e apenas serão admitidas quatro) hipóteses de solução, sendo que apenas uma poderá decifrar o enigma.
Os trabalhos deverão ser enviados para o endereço electrónico pessoa_luis@hotmail.com, cumprindo com os limites de caracteres impostos pelo Regulamento e pelo espaço disponível, ou seja, 6500, para os desafios tradicionais e 5000 para os “rápidos”, em qualquer dos casos com espaços incluídos.
Chamamos ainda a atenção para o facto de cada produção dever ser acompanhada da respectiva proposta de solução.


BOAS FESTAS

O Policiário deseja a todos os leitores em geral e particularmente aos nossos “detectives”, um Feliz Natal!



COLUNA DO “C”


FALTAM 39 SEMANAS PARA A EDIÇÃO N.º 1000

A Volta a Portugal de 1997, terminou em clima de grande amizade e camaradagem, como é apanágio deste mundo policiário.
Ficou na retina a cerimónia do envergar das camisolas das diversas classificações, ao vivo, no decorrer do convívio de Santarém, numa organização do confrade Zé dos Anzóis/Inspector Aranha, depois da etapa que terminou na cidade escalabitana.
No final da competição, foi o confrade Dic Roland quem açambarcou a maioria dos prémios em disputa, mercê de uma prova a todos os títulos brilhante, chegando à meta instalada em Lisboa, envergando as camisolas, amarela, branca e verde. O confrade K.O. envergou a azul.
Sem surpresa, Dic Roland foi Policiarista do Ano e terminou em N.º 1 do Ranking.
Em pouco mais de cinco anos, atingimos os 1000 concorrentes a responder regularmente aos desafios, na altura um máximo absoluto, situação extraordinária, se tivermos em conta que a internet ainda era uma miragem para a esmagadora maioria das pessoas.

O NATAL DA TERTÚLIA DA LIBERDADE

FOI ASSIM O ALMOÇO DE NATAL DA TERTÚLIA DA LIBERDADE


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

CICLO DE HOMENAGENS

ÚLTIMA ANTES DO NATAL

Neste próximo domingo vamos encerrar este ciclo de homenagens em que pretendemos dar uma imagem de confrades que nos mereceram uma distinção.
Não pudemos prestar homenagem a todos os que a mereceriam, mas mesmo assim entendemos que valeu a pena.

Já este domingo, mais uma justíssima referência!
A QUEM?
Mistério... por mais umas horas!

POLICIÁRIO EM 2010

HÁ 18 ANOS, A CAMINHO DE 19!

Há 18 anos consecutivos que há Policiário na imprensa diária portuguesa e em 2010 chegaremos aos 19!
Quando olhamos para trás, para aquele remoto 1 de Julho de 1992, ainda nos custa a acreditar!

Atenção aos apontamentos que vamos deixando sobre o nosso passado, em todas as secções, até à nossa meta mais próxima: a secção 1000.

COMPETIÇÕES 2010

ATENÇÃO!

É já no próximo dia 10 de Janeiro que vamos começar as nossas competições, com a publicação do primeiro desafio da primeira prova.

No dia 10, problema de "rápidas"; No dia 17, problema tradicional.

O prazo para responder será até ao dia 31 de Janeiro.

Meus caros, o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal vão estar "na estrada" daqui por algumas semanas!

E fica o novo apelo: ESSAS PRODUÇÕES, APARECEM OU NÃO?