A NOVA ÉPOCA
Projecto para a alteração das competições policiárias
Este projecto provisório para a alteração das competições policiárias vai ter como base a actual classificação geral.
Campeonato Nacional de problemística Policiária
Os concorrentes ao Campeonato Nacional de Problemística Policiária seriam divididos em 4 categorias neste primeiro ano da seguinte forma:
1ª Categoria ou categoria A) — Seria composta pelos concorrentes classificados entre o 1º e o 598º lugares inclusive num total de 598 participantes
2ª Categoria ou Categoria B) — Seria composta pelos concorrentes colocados entre os lugares 599º e o 1263º lugares inclusive num total 664 participantes.
3ª Categoria ou categoria C)—Seria composta pelos concorrentes colocados entre os lugares 1264º e o 1864º lugares inclusive num total 600 participantes.
4ª Categoria ou categoria D)—Seria composta pelos restantes concorrentes.
No final dos campeonatos os 40 primeiros das 2ª, 3ª e 4ª categoria subiriam à divisão imediatamente superior. Os 40 primeiros da 1ª categoria receberiam um bônus de 10 pontos além daqueles que normalmente recebem para a classificação de Policiarista do ano.
Os 40 últimos classificados das 1ª, 2ª e 3ª categoria desceriam para a categoria imediatamente abaixo.
As colocações para as subidas e descidas em caso de igualdade de pontos e não existindo outra forma de desempate, que a haver terá prioridade, será feita por ordem alfabética sendo que para as subidas serão promovidos aqueles cujo pseudónimo se inicie por letras mais próximas do início do alfabeto. Em caso de pseudónimos numéricos estes têm prioridade.
Em casos semelhantes para as descidas serão despromovidos aqueles cuja inicial do pseudónimo esteja mais próxima da última letra do alfabeto.
Nos anos seguintes, tendo em vista emparelhar as três primeiras categorias, deverá ser feito um ajuste no número de subidas e descidas de modo que estas fiquem com o mesmo número de concorrentes.
Os concorrentes que se apresentem a concorrer pela 1ª vez ou que regressem à competição depois de 4 anos consecutivos sem concorrer iniciam a sua participação pela 4ª categoria.
Troféus Policiarista do Ano e Ranking
Estas classificações continuariam com as mesmas regras de actualmente com uma ligeira alteração. Aos primeiros classificados finais de cada categoria seriam atribuídos os bônus 400, 300, 200 e 100 pontos respectivamente sendo a pontuação mínima em cada uma das categorias de 4, 3, 2 e 1 ponto. Estes bônus iriam decrescendo gradualmente segundo as regras actuais.
Estes troféus terão uma classificação única pelo que eventualmente concorrentes de uma categoria inferior poderão ficar à frente de um de categoria superior. Contudo, tendo em vista a evitar que isso aconteça, antes do início do campeonato seguinte deverá ser feito um reajuste no número de bônus a conceder em cada categoria até que esta disparidade desapareça.
Nota Final
Este modo de competição tem uma vantagem. Proporcionará aos concorrentes um incentivo tendo em vista a sua promoção ao escalão superior ou evitar a descida ao inferior.
Creio que deste modo haverá menos desistências no decorrer dos campeonatos.
Eventualmente a competição assim poderá dar mais trabalho ao responsável pela secção mas ele poderá resolver o caso de uma forma simples. Cada concorrente ao identificar a sua solução indica a categoria em que participa. Esta indicação errada será penalizada em um ponto. Ao receber as soluções o seccionista vai logo dividindo-as pelas categorias a que pertencem depois é só avaliar os méritos de cada uma iniciando essa avaliação pelo escalão A, B, C e D.
Ao publicar os resultados segue esta mesma ordem.
RIP KIRBY
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
PROVA 9
Meus caros confrades, confirmaram-se os nossos receios de que não seria provável a publicação dos resultados da prova n.º 9, hoje mesmo.
Fica a promessa (com as ressalvas que as promessas sempre encerram) que amanhã será o dia das classificações verem a luz do dia.
Queremos aqui deixar, também, a indicação de que já estamos a trabalhar na preparação da "noitada de todas as decisões", em que serão lidas e classificadas todas as propostas de solução da prova n.º 10 e em que serão conhecidos os grandes vencedores da época.
Para os confrades mais ansiosos, deixamos um especial pedido de desculpas, mas pedimos um pouco mais de paciência, porque se não publicamos hoje os resultados é porque tal não é mesmo possível.
Fica a promessa (com as ressalvas que as promessas sempre encerram) que amanhã será o dia das classificações verem a luz do dia.
Queremos aqui deixar, também, a indicação de que já estamos a trabalhar na preparação da "noitada de todas as decisões", em que serão lidas e classificadas todas as propostas de solução da prova n.º 10 e em que serão conhecidos os grandes vencedores da época.
Para os confrades mais ansiosos, deixamos um especial pedido de desculpas, mas pedimos um pouco mais de paciência, porque se não publicamos hoje os resultados é porque tal não é mesmo possível.
CLASSIFICAÇÕES DA PROVA 9
Estamos a fazer todos os esforços para podermos publicar, ainda hoje, os resultados relativos à prova n.º 9, o que não tem sido fácil, mercê da já crónica falta de tempo.
Até logo (esperamos!)
Até logo (esperamos!)
POLICIÁRIO 1008
Na continuação da semana passada, vamos publicar mais algumas notas que mereceram a nossa atenção, a propósito do problema de autoria de Cardílio & Avita, que constituiu a prova n.º 8. O diálogo informal com o confrade Zé, produziu algumas notas que podem ser interessantes, não só para o problema em causa, que é já passado, mas para o futuro.
A PROPÓSITO DE LECY (conclusão)
2ª Questão
- Musk, em Paris, exibe uma carta de suicídio (dactilografada) assinada por Lecy. Quem a escreveu? Quando a recebeu?
Comentário
Como se pode inferir do texto do problema, há nele dois planos nitidamente diferentes. Num, movem-se as vizinhas, não como elementos menores, mas como vozes da opinião pública. Por isso, o que dizem, para a investigação, tem o valor que tem a opinião pública nesta matéria (outro tema interessante para aprofundar). No outro, situam-se as notas, as quais traduzem os dados oficiais do problema que foi possível apurar e nos são trazidos ao conhecimento pelas palavras do narrador.
Por isso, quando na nota do narrador se afirma que Musk "mostrou uma carta que ela lhe tinha escrito, na qual explicava as razões por que decidira pôr termo à vida.", temos de considerar que estamos perante um dado do problema já certificado. Pelo que, contrariamente ao que o Confrade assume, não podemos dizer se a carta era dactilografada nem se estava assinada, o que podemos concluir é que não há qualquer dúvida de que a carta foi dirigida a Musk, foi escrita por Lecy e explicava por que razões esta tinha decidido por termo à vida, mais nada. (…)
Na nossa perspectiva, este dado sobre a carta em si não incrimina Musk, mas permitiria discutir a possibilidade de haver alguma cumplicidade entre Musk e Tó. (…)
3ª Questão
"Outro exemplar da carta apareceu próximo do corpo."
3ª Resposta
Relativamente a esta carta o texto refere: "(a carteira) tendo no seu interior uma carta de despedida dactilografada". A carta a que se refere o Confrade aparece dentro da carteira da vítima e há indícios suficientemente fortes para sustentar que esta carta não tem que ver com a que Musk exibiu perante a polícia.
Comentário
Do nosso ponto de vista, são nítidas as diferenças entre estas duas cartas. Enquanto que sobre a primeira se diz que era explicativa das razões da decisão de Lecy em pôr termo à vida e não se refere a uma despedida; sobre a encontrada na carteira de Lecy, diz-se apenas que é de despedida, nada se referindo sobre a existência de explicações . Além disso, esta carta é declaradamente uma carta dactilografada e, eventualmente, não assinada, pois a nota do narrador não indica quem foi o seu autor. Por isso, não concordamos que possa ser entendida como mais um exemplar da carta mostrada por Musk (...).
4ª Questão
-Como chegou (a carta) às mãos de quem a lá colocou? O criminoso? Como chegou essa carta às mãos de quem a colocou próximo do corpo?
4ªResposta
Sim, é muito possível e provável que tenha sido o criminoso quem escreveu a carta e a colocou na carteira da vítima.
ComentárioZé
-…Mas ele só contactou com a Lecy na Sexta ao fim da tarde e o Musk já ia em viagem...
-…Isto era fundamental para a minha solução...
Comentário Autor:
Caro Confrade, admito que fosse fundamental para a sua resposta. No entanto, como não conheço o contexto da mesma, não sei se adianta alguma coisa a minha perspectiva sobre o assunto. Contudo, gostaria de adiantar o seguinte. Com base no que referi na questão anterior, tudo indica que se trataria de cartas diferentes, tendo o aparecimento da segunda na cena do crime contornos de elemento de "diversão". Na realidade, entre a morte da personagem e o seu lançamento à água mediaram, pelo menos, 92 horas, tempo mais que suficiente para que o criminoso (usando a sua terminologia) pensasse em formas de se libertar do corpo (o homicídio não parece ter sido premeditado e não é impossível que tenha sido involuntário, aspectos de que o texto parece pedir alguma discussão) ) e de se ilibar das suas responsabilidades no evento, pelo que seria possível que fosse ele próprio a elaborar a carta e colocá-la na mala de Lecy. (Mais problemática é a questão da presença da embalagem vazia de digoxina…).
5ª Questão
Parece-lhe lógico que, indo Tó e Namet todos os dias (ou frequentemente) ao café do Zé Galão lanchar (está no texto), o Namet, estando tantos dias fora, não tenha ido com Tó ao café nem o tenha contactado, na Segunda ou na Terça? (…)
Comentário
Nas questões que coloca, o Confrade Zé refere: "indo Tó e Namet todos os dias (ou frequentemente) ao café do Zé Galão lanchar (está no texto)".
Ora, verificando o texto, aquilo que a nota do narrador nos informa sobre isto é que: " De manhã, antes das aulas, … À tarde vinha o outro par. O Tó, para o petisco, e o Namet, para o chá ou yogourt. Por isso, o que logicamente se pode entender daqui é que nos dias de aulas, à tarde, o referido par ia lanchar (usando a sua terminologia) à pastelaria (e não café) do Zé Galão, ou seja, iam apenas nos dias de aulas e à tarde. Mas, será que isto pode ser entendido como uma afirmação universal verdadeira? Se tivermos em conta que, na 6ª feira, 13 de Março de 2009, um dia em que houve aulas na Escola referida no problema, Namet partiu de manhã para Paris, teremos de concluir que a proposição mais importante com que temos de entrar no raciocínio é que "nos dias de aulas, à tarde, nem sempre Namet e Tó iam lanchar, ao Zé Galão ", ficando, deste modo, demonstrado que nos dias de aulas, à tarde, era possível existirem razões para eles não irem lá lanchar. Por isso, me parece logicamente válido o argumento de que seria lógico que não tivessem ido lanchar na 2ª e 3ª feira ao Zé Galão (…) A nota diz-nos que " … (Namet) No dia 13, de manhã, partiu para um fim-de-semana em Paris, tendo regressado na noite de 2ª feira 16…". Aqui temos uma prova inquestionável de que na 6ª feira era impossível irem ambos de tarde lanchar juntos no Zé Galão, bem como na 2ª feira, pois Namet não estava em TN a horas que lhe permitissem fazê-lo.
(…) De qualquer maneira, no quadro descrito, seria possível que Namet e Tó tivessem lanchado, na tarde dessa 3ª feira, como habitualmente, no Zé Galão, antes ou depois de aquele ir à polícia, ou até mesmo nos dias seguintes que mediaram até Lecy ter sido encontrada sem vida no rio, mas não se encontram indícios nas notas do narrador que possam fundamentar a hipótese de tal ter acontecido. (...) Tendo em conta que Namet regressava na 2ª feira à noite a TN de uma viagem a Paris e era doente do coração (Não podia usar telemóvel por causa do coração… digoxina… são frases que mereceriam alguma atenção), seria possível que o cansaço se sobrepusesse ao desconforto que encontrou em casa e à eventual preocupação de não ter aí encontrado Lecy, levando a que se tivesse fechado no quarto a dormir até ao outro dia. Sabe-se lá! São tão diversificados os padrões de relacionamento dentro dos casais (…).
Coluna do “C”
CLASSIFICAÇÕES E FUTURO
O nosso blogue CRIME PÚBLICO, que pode ser acedido, em http://blogs.publico.pt/policiario, prossegue a divulgação dos resultados que vão sendo obtidos pelos nossos “detectives”. Ali podem ser encontrados, a partir de amanhã, os resultados da prova n.º 9 do Campeonato Nacional, que contou com os problemas “A Morte do Veterano”, de autoria de Rip Kirby e “Que Grande Lata”, de Lateiro, cujas soluções foram já publicadas.
Prossegue, igualmente, a discussão e recolha de opiniões sobre o que cada confrade pretende e alvitra para a nova época competitiva. O que esperam os nossos confrades da nova época? Devemos mudar? Em quê e como?
Também o CLUBE DE DETECTIVES, o sítio do confrade Daniel Falcão, continua a divulgação daquilo que os “detectives” portugueses vão fazendo em prol do nosso passatempo, a par de publicar os resultados integrais de todas as nossas provas, bem todos os desafios e respectivas soluções, não apenas desta época, mas das anteriores. Muito do nosso Mundo está em http://danielfalcao.net.
A PROPÓSITO DE LECY (conclusão)
2ª Questão
- Musk, em Paris, exibe uma carta de suicídio (dactilografada) assinada por Lecy. Quem a escreveu? Quando a recebeu?
Comentário
Como se pode inferir do texto do problema, há nele dois planos nitidamente diferentes. Num, movem-se as vizinhas, não como elementos menores, mas como vozes da opinião pública. Por isso, o que dizem, para a investigação, tem o valor que tem a opinião pública nesta matéria (outro tema interessante para aprofundar). No outro, situam-se as notas, as quais traduzem os dados oficiais do problema que foi possível apurar e nos são trazidos ao conhecimento pelas palavras do narrador.
Por isso, quando na nota do narrador se afirma que Musk "mostrou uma carta que ela lhe tinha escrito, na qual explicava as razões por que decidira pôr termo à vida.", temos de considerar que estamos perante um dado do problema já certificado. Pelo que, contrariamente ao que o Confrade assume, não podemos dizer se a carta era dactilografada nem se estava assinada, o que podemos concluir é que não há qualquer dúvida de que a carta foi dirigida a Musk, foi escrita por Lecy e explicava por que razões esta tinha decidido por termo à vida, mais nada. (…)
Na nossa perspectiva, este dado sobre a carta em si não incrimina Musk, mas permitiria discutir a possibilidade de haver alguma cumplicidade entre Musk e Tó. (…)
3ª Questão
"Outro exemplar da carta apareceu próximo do corpo."
3ª Resposta
Relativamente a esta carta o texto refere: "(a carteira) tendo no seu interior uma carta de despedida dactilografada". A carta a que se refere o Confrade aparece dentro da carteira da vítima e há indícios suficientemente fortes para sustentar que esta carta não tem que ver com a que Musk exibiu perante a polícia.
Comentário
Do nosso ponto de vista, são nítidas as diferenças entre estas duas cartas. Enquanto que sobre a primeira se diz que era explicativa das razões da decisão de Lecy em pôr termo à vida e não se refere a uma despedida; sobre a encontrada na carteira de Lecy, diz-se apenas que é de despedida, nada se referindo sobre a existência de explicações . Além disso, esta carta é declaradamente uma carta dactilografada e, eventualmente, não assinada, pois a nota do narrador não indica quem foi o seu autor. Por isso, não concordamos que possa ser entendida como mais um exemplar da carta mostrada por Musk (...).
4ª Questão
-Como chegou (a carta) às mãos de quem a lá colocou? O criminoso? Como chegou essa carta às mãos de quem a colocou próximo do corpo?
4ªResposta
Sim, é muito possível e provável que tenha sido o criminoso quem escreveu a carta e a colocou na carteira da vítima.
ComentárioZé
-…Mas ele só contactou com a Lecy na Sexta ao fim da tarde e o Musk já ia em viagem...
-…Isto era fundamental para a minha solução...
Comentário Autor:
Caro Confrade, admito que fosse fundamental para a sua resposta. No entanto, como não conheço o contexto da mesma, não sei se adianta alguma coisa a minha perspectiva sobre o assunto. Contudo, gostaria de adiantar o seguinte. Com base no que referi na questão anterior, tudo indica que se trataria de cartas diferentes, tendo o aparecimento da segunda na cena do crime contornos de elemento de "diversão". Na realidade, entre a morte da personagem e o seu lançamento à água mediaram, pelo menos, 92 horas, tempo mais que suficiente para que o criminoso (usando a sua terminologia) pensasse em formas de se libertar do corpo (o homicídio não parece ter sido premeditado e não é impossível que tenha sido involuntário, aspectos de que o texto parece pedir alguma discussão) ) e de se ilibar das suas responsabilidades no evento, pelo que seria possível que fosse ele próprio a elaborar a carta e colocá-la na mala de Lecy. (Mais problemática é a questão da presença da embalagem vazia de digoxina…).
5ª Questão
Parece-lhe lógico que, indo Tó e Namet todos os dias (ou frequentemente) ao café do Zé Galão lanchar (está no texto), o Namet, estando tantos dias fora, não tenha ido com Tó ao café nem o tenha contactado, na Segunda ou na Terça? (…)
Comentário
Nas questões que coloca, o Confrade Zé refere: "indo Tó e Namet todos os dias (ou frequentemente) ao café do Zé Galão lanchar (está no texto)".
Ora, verificando o texto, aquilo que a nota do narrador nos informa sobre isto é que: " De manhã, antes das aulas, … À tarde vinha o outro par. O Tó, para o petisco, e o Namet, para o chá ou yogourt. Por isso, o que logicamente se pode entender daqui é que nos dias de aulas, à tarde, o referido par ia lanchar (usando a sua terminologia) à pastelaria (e não café) do Zé Galão, ou seja, iam apenas nos dias de aulas e à tarde. Mas, será que isto pode ser entendido como uma afirmação universal verdadeira? Se tivermos em conta que, na 6ª feira, 13 de Março de 2009, um dia em que houve aulas na Escola referida no problema, Namet partiu de manhã para Paris, teremos de concluir que a proposição mais importante com que temos de entrar no raciocínio é que "nos dias de aulas, à tarde, nem sempre Namet e Tó iam lanchar, ao Zé Galão ", ficando, deste modo, demonstrado que nos dias de aulas, à tarde, era possível existirem razões para eles não irem lá lanchar. Por isso, me parece logicamente válido o argumento de que seria lógico que não tivessem ido lanchar na 2ª e 3ª feira ao Zé Galão (…) A nota diz-nos que " … (Namet) No dia 13, de manhã, partiu para um fim-de-semana em Paris, tendo regressado na noite de 2ª feira 16…". Aqui temos uma prova inquestionável de que na 6ª feira era impossível irem ambos de tarde lanchar juntos no Zé Galão, bem como na 2ª feira, pois Namet não estava em TN a horas que lhe permitissem fazê-lo.
(…) De qualquer maneira, no quadro descrito, seria possível que Namet e Tó tivessem lanchado, na tarde dessa 3ª feira, como habitualmente, no Zé Galão, antes ou depois de aquele ir à polícia, ou até mesmo nos dias seguintes que mediaram até Lecy ter sido encontrada sem vida no rio, mas não se encontram indícios nas notas do narrador que possam fundamentar a hipótese de tal ter acontecido. (...) Tendo em conta que Namet regressava na 2ª feira à noite a TN de uma viagem a Paris e era doente do coração (Não podia usar telemóvel por causa do coração… digoxina… são frases que mereceriam alguma atenção), seria possível que o cansaço se sobrepusesse ao desconforto que encontrou em casa e à eventual preocupação de não ter aí encontrado Lecy, levando a que se tivesse fechado no quarto a dormir até ao outro dia. Sabe-se lá! São tão diversificados os padrões de relacionamento dentro dos casais (…).
Coluna do “C”
CLASSIFICAÇÕES E FUTURO
O nosso blogue CRIME PÚBLICO, que pode ser acedido, em http://blogs.publico.pt/policiario, prossegue a divulgação dos resultados que vão sendo obtidos pelos nossos “detectives”. Ali podem ser encontrados, a partir de amanhã, os resultados da prova n.º 9 do Campeonato Nacional, que contou com os problemas “A Morte do Veterano”, de autoria de Rip Kirby e “Que Grande Lata”, de Lateiro, cujas soluções foram já publicadas.
Prossegue, igualmente, a discussão e recolha de opiniões sobre o que cada confrade pretende e alvitra para a nova época competitiva. O que esperam os nossos confrades da nova época? Devemos mudar? Em quê e como?
Também o CLUBE DE DETECTIVES, o sítio do confrade Daniel Falcão, continua a divulgação daquilo que os “detectives” portugueses vão fazendo em prol do nosso passatempo, a par de publicar os resultados integrais de todas as nossas provas, bem todos os desafios e respectivas soluções, não apenas desta época, mas das anteriores. Muito do nosso Mundo está em http://danielfalcao.net.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
POLICIÁRIO 1007
AINDA O DRAMA DE LECY ONARA
O problema da prova n.º 8, de autoria de Cardílio & Avita, causou uma troca de ideias excelente, entre o autor e o confrade Zé, que não queremos deixar passar em claro, por encerrar algumas notas importantes para a discussão futura de alguns problemas e deixar dicas para os confrades menos experientes.
Ora tomem atenção à primeira parte desta troca de argumentos:
Meu caro autor:
Responda-me, por favor, às seguintes questões:
Por que razão foi detido Musk, em Paris, na Sexta-feira, 13, à noite? Pela morte da Lecy, não, pois a polícia só teve conhecimento do seu desaparecimento na Terça-feira seguinte e da sua morte na quarta (da semana seguinte)!
Não é admissível que a polícia detenha alguém por um crime que nem ela nem ninguém sabiam que tinha sido cometido (a não ser o autor)!
- Musk, em Paris, exibe uma carta de suicídio (dactilografada) assinada por Lecy. Quem a escreveu? Quando a recebeu? Outro exemplar da carta apareceu próximo do corpo. Como chegou às mãos de quem a lá colocou. O criminoso? Mas ele só contactou com a Lecy na Sexta ao fim da tarde e o Musk já ia em viagem... Como chegou essa carta às mãos de quem a colocou próximo do corpo? Isto era fundamental para a minha solução...
Parece-lhe lógico que, indo Tó e Namet todos os dias (ou frequentemente) ao café do Zé Galão lanchar (está no texto), o Namet, estando tantos dias fora, não tenho ido com Tó ao café nem o tenha contactado, na Segunda ou na Terça? Não me pareceu lógico.
Como se explica que o Namet, tendo chegado na Segunda (e vendo a casa como estava) só tenha participado o desaparecimento da mulher na Terça? Por que ligou logo para a Polícia e não tentou saber dela na Escola ou junto de amigos comuns? Não está, no texto, qualquer um desses contactos. Por isso, eu disse que me parecia que o Namet sabia demasiado.
Peço desculpa pelas questões, mas foi com base nestas dúvidas que fiz a minha solução. E não vejo resposta a elas na solução oficial.
Vá lá... Acertei no criminoso e na hora da morte...
No resto, não sei, pois as minhas questões não foram respondidas na solução oficial.
Muito obrigado pelo problema! Sinceramente! Passei dezenas de horas a estudar as evoluções das larvas e a recolher e a documentar o seu aparecimento num organismo morto. Fiquei muito mais rico. Aprendi muito! Objectivo da solução cumprido.
Grande abraço
Zé
Caríssimo Confrade Zé:
Como prometido, aqui me tem a comentar as suas questões e digo comentar porque, como pretende uma resposta para elas na solução e o problema não permitem ser conclusivo a seu respeito, não posso desfazer as dúvidas que o "atormentam".
Como sabemos, na vida real como na ficção, quando há uma morte por explicar, a investigação criminal tem como principais objectivos elucidar "o que se passou", "por que razão, isso aconteceu" e "quem terá sido o responsável por tal", objectivos estes que são habitualmente apresentados sob a forma de perguntas. Para se resolver um problema, é necessário recolher a informação, organizar e interpretar as evidências físicas e os factos que determinam os limites daquilo que efectivamente se passou, comparar com o que dizem as testemunhas e participantes, aplicando metodologias aceites e princípios científicos bem provados, e aplicar o raciocínio crítico para se chegar a uma conclusão.
Em geral um investigador esforça-se por determinar quem, o quê, quando, onde, como e porquê, os "famosos" 5W dos ingleses, mas nem sempre é possível encontrar resposta para tudo. Basta estar atento aos media para perceber que, muitas vezes, só ficamos a saber verdadeiramente o que se passou e quais as motivações subjacentes aos actos depois da confissão do criminoso.
Em "Lecy Onara", temos um caso destes, no qual faltam elementos para uma resposta cabal a alguns deste W, como é o caso, entre outros, das questões que o Confrade levantou.
Para se construir o texto "Lecy Onara", teve-se presente a máxima atribuída a Sherlock Holmes:
"It is an old maxim of mine that when you exclude the impossible, what ever remains, however improbable, must be the truth".
Por isso, preconizamos como solução que "A personagem da história Lecy Onara foi vítima de um crime e o agente que o perpetrou foi a personagem Tó Trinete", como fundamentamos no texto publicado neste Blog.
Julgamos que, em termos de discussão, não se pode ir mais longe do que foram os autores no texto referido para fundamentar esta solução, mas estamos perfeitamente preparados para aceitar uma solução mais conseguida, se a acuidade de outros Confrades a vier a encontrar, não falando do Orientador, pois este já detém a liberdade de poder aceitar outras soluções. Além disso, enquanto autores, é nosso entendimento que o modo, como os concorrentes chegam à solução, os fundamentos que apresentam, os seus argumentos, o estilo literário que utilizam, etc., são assuntos que cabem exclusivamente na jurisdição do Orientador.
Como sabemos, avaliar é comparar. Se o problema suporta uma solução suficientemente fechada, podemos considerar que avaliar será medir até que ponto a resposta do concorrente se afasta da resposta certa, mas as questões formuladas em torno do problema, a relevância das respectivas hipóteses e as conclusões apresentadas pelos concorrentes nas suas respostas dependem da argúcia e capacidade de argumentação de cada um, pelo que não podem ser comparadas em relação a um estereótipo determinado e têm de ser medidas por comparação entre as respostas dos concorrentes, o que também cabe inteiramente ao Orientador fazer. É por isso que consideramos que as perguntas que o Confrade Zé nos dirigiu, por um lado, devem ser avaliadas no contexto em que foram inseridas na sua resposta e, por outro, só o Orientador pode esclarecer até que ponto as considerou certas ou erradas.
Por isso, quero ressalvar que vou tomar estas questões tal como o Confrade Zé as colocou, fora do contexto, e sobre elas fazer os meus comentários, como prometido.
1ª Questão
-Por que razão foi detido Musk, em Paris, na Sexta-feira, 13, à noite?
1ª Resposta
Não sabemos por que razão foi detido Musk em Paris, na Sexta-feira, 13, ao princípio da noite. As notas do narrador não esclarecem nem dão pistas que permitam uma conclusão fundamentada sobre esta questão.
1º Comentário Zé
Pela morte da Lecy, não (foi detido Musk), pois a polícia só teve conhecimento do seu desaparecimento na Terça-feira seguinte e da sua morte na quarta (da semana seguinte)!
1º Comentário Autor
De acordo, face aos factos descritos nas notas do narrador.
COLUNA DO “C”
A PRÓXIMA ÉPOCA
Muitos confrades vão interrogando sobre o que vai ser a nova época competitiva, agora que está prestes a terminar a de 2010.
Pois bem, estamos a trabalhar no assunto e a procurar as melhores opções para que a próxima época seja superior à actual.
Muito em breve, vamos abrir espaço à discussão no nosso blogue CRIME PÚBLICO, que está acessível em http://blogs.publico.pt/policiario, onde esperamos a participação de todos os confrades interessados num Policiário cada vez mais próximo do gosto da maioria dos “detectives”.
O modelo deverá ser muito aproximado daquele que vimos seguindo, ou vamos encetar uma “revolução” que quebre com as rotinas que parecem estar instaladas?
Na primeira época após o Milénio da nossa secção, estamos prontos para procurarmos outros objectivos, com as ideias de todos, para tentarmos colocar o Policiário num patamar cada vez mais alto.
O problema da prova n.º 8, de autoria de Cardílio & Avita, causou uma troca de ideias excelente, entre o autor e o confrade Zé, que não queremos deixar passar em claro, por encerrar algumas notas importantes para a discussão futura de alguns problemas e deixar dicas para os confrades menos experientes.
Ora tomem atenção à primeira parte desta troca de argumentos:
Meu caro autor:
Responda-me, por favor, às seguintes questões:
Por que razão foi detido Musk, em Paris, na Sexta-feira, 13, à noite? Pela morte da Lecy, não, pois a polícia só teve conhecimento do seu desaparecimento na Terça-feira seguinte e da sua morte na quarta (da semana seguinte)!
Não é admissível que a polícia detenha alguém por um crime que nem ela nem ninguém sabiam que tinha sido cometido (a não ser o autor)!
- Musk, em Paris, exibe uma carta de suicídio (dactilografada) assinada por Lecy. Quem a escreveu? Quando a recebeu? Outro exemplar da carta apareceu próximo do corpo. Como chegou às mãos de quem a lá colocou. O criminoso? Mas ele só contactou com a Lecy na Sexta ao fim da tarde e o Musk já ia em viagem... Como chegou essa carta às mãos de quem a colocou próximo do corpo? Isto era fundamental para a minha solução...
Parece-lhe lógico que, indo Tó e Namet todos os dias (ou frequentemente) ao café do Zé Galão lanchar (está no texto), o Namet, estando tantos dias fora, não tenho ido com Tó ao café nem o tenha contactado, na Segunda ou na Terça? Não me pareceu lógico.
Como se explica que o Namet, tendo chegado na Segunda (e vendo a casa como estava) só tenha participado o desaparecimento da mulher na Terça? Por que ligou logo para a Polícia e não tentou saber dela na Escola ou junto de amigos comuns? Não está, no texto, qualquer um desses contactos. Por isso, eu disse que me parecia que o Namet sabia demasiado.
Peço desculpa pelas questões, mas foi com base nestas dúvidas que fiz a minha solução. E não vejo resposta a elas na solução oficial.
Vá lá... Acertei no criminoso e na hora da morte...
No resto, não sei, pois as minhas questões não foram respondidas na solução oficial.
Muito obrigado pelo problema! Sinceramente! Passei dezenas de horas a estudar as evoluções das larvas e a recolher e a documentar o seu aparecimento num organismo morto. Fiquei muito mais rico. Aprendi muito! Objectivo da solução cumprido.
Grande abraço
Zé
Caríssimo Confrade Zé:
Como prometido, aqui me tem a comentar as suas questões e digo comentar porque, como pretende uma resposta para elas na solução e o problema não permitem ser conclusivo a seu respeito, não posso desfazer as dúvidas que o "atormentam".
Como sabemos, na vida real como na ficção, quando há uma morte por explicar, a investigação criminal tem como principais objectivos elucidar "o que se passou", "por que razão, isso aconteceu" e "quem terá sido o responsável por tal", objectivos estes que são habitualmente apresentados sob a forma de perguntas. Para se resolver um problema, é necessário recolher a informação, organizar e interpretar as evidências físicas e os factos que determinam os limites daquilo que efectivamente se passou, comparar com o que dizem as testemunhas e participantes, aplicando metodologias aceites e princípios científicos bem provados, e aplicar o raciocínio crítico para se chegar a uma conclusão.
Em geral um investigador esforça-se por determinar quem, o quê, quando, onde, como e porquê, os "famosos" 5W dos ingleses, mas nem sempre é possível encontrar resposta para tudo. Basta estar atento aos media para perceber que, muitas vezes, só ficamos a saber verdadeiramente o que se passou e quais as motivações subjacentes aos actos depois da confissão do criminoso.
Em "Lecy Onara", temos um caso destes, no qual faltam elementos para uma resposta cabal a alguns deste W, como é o caso, entre outros, das questões que o Confrade levantou.
Para se construir o texto "Lecy Onara", teve-se presente a máxima atribuída a Sherlock Holmes:
"It is an old maxim of mine that when you exclude the impossible, what ever remains, however improbable, must be the truth".
Por isso, preconizamos como solução que "A personagem da história Lecy Onara foi vítima de um crime e o agente que o perpetrou foi a personagem Tó Trinete", como fundamentamos no texto publicado neste Blog.
Julgamos que, em termos de discussão, não se pode ir mais longe do que foram os autores no texto referido para fundamentar esta solução, mas estamos perfeitamente preparados para aceitar uma solução mais conseguida, se a acuidade de outros Confrades a vier a encontrar, não falando do Orientador, pois este já detém a liberdade de poder aceitar outras soluções. Além disso, enquanto autores, é nosso entendimento que o modo, como os concorrentes chegam à solução, os fundamentos que apresentam, os seus argumentos, o estilo literário que utilizam, etc., são assuntos que cabem exclusivamente na jurisdição do Orientador.
Como sabemos, avaliar é comparar. Se o problema suporta uma solução suficientemente fechada, podemos considerar que avaliar será medir até que ponto a resposta do concorrente se afasta da resposta certa, mas as questões formuladas em torno do problema, a relevância das respectivas hipóteses e as conclusões apresentadas pelos concorrentes nas suas respostas dependem da argúcia e capacidade de argumentação de cada um, pelo que não podem ser comparadas em relação a um estereótipo determinado e têm de ser medidas por comparação entre as respostas dos concorrentes, o que também cabe inteiramente ao Orientador fazer. É por isso que consideramos que as perguntas que o Confrade Zé nos dirigiu, por um lado, devem ser avaliadas no contexto em que foram inseridas na sua resposta e, por outro, só o Orientador pode esclarecer até que ponto as considerou certas ou erradas.
Por isso, quero ressalvar que vou tomar estas questões tal como o Confrade Zé as colocou, fora do contexto, e sobre elas fazer os meus comentários, como prometido.
1ª Questão
-Por que razão foi detido Musk, em Paris, na Sexta-feira, 13, à noite?
1ª Resposta
Não sabemos por que razão foi detido Musk em Paris, na Sexta-feira, 13, ao princípio da noite. As notas do narrador não esclarecem nem dão pistas que permitam uma conclusão fundamentada sobre esta questão.
1º Comentário Zé
Pela morte da Lecy, não (foi detido Musk), pois a polícia só teve conhecimento do seu desaparecimento na Terça-feira seguinte e da sua morte na quarta (da semana seguinte)!
1º Comentário Autor
De acordo, face aos factos descritos nas notas do narrador.
COLUNA DO “C”
A PRÓXIMA ÉPOCA
Muitos confrades vão interrogando sobre o que vai ser a nova época competitiva, agora que está prestes a terminar a de 2010.
Pois bem, estamos a trabalhar no assunto e a procurar as melhores opções para que a próxima época seja superior à actual.
Muito em breve, vamos abrir espaço à discussão no nosso blogue CRIME PÚBLICO, que está acessível em http://blogs.publico.pt/policiario, onde esperamos a participação de todos os confrades interessados num Policiário cada vez mais próximo do gosto da maioria dos “detectives”.
O modelo deverá ser muito aproximado daquele que vimos seguindo, ou vamos encetar uma “revolução” que quebre com as rotinas que parecem estar instaladas?
Na primeira época após o Milénio da nossa secção, estamos prontos para procurarmos outros objectivos, com as ideias de todos, para tentarmos colocar o Policiário num patamar cada vez mais alto.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
A ÉPOCA 2011
Com as competições desta época praticamente resolvidas, pelo menos na óptica dos “detectives”, em que o trabalho está concluído, restando apenas as emoções e expectativas quanto aos resultados, é altura de nos debruçarmos sobre o que vai ser a próxima época.
Alguns confrades têm feito chegar a informação de haver algum desgaste e saturação com a monotonia das provas, pedindo uma “revolução” na estrutura competitiva!
Como sempre, estamos abertos a todas as sugestões e propostas, convidando, desde já, todos os confrades para a discussão:
- Devemos continuar com o Campeonato Nacional e Taça de Portugal?
- Devemos actualizar os torneios, com outros regulamentos?
- Devemos definir novos calendários?
- Devemos definir o tipo de produções a publicar?
A opinião dos confrades a quem se destinam as provas é essencial para continuarmos a ter competições agradáveis, em que participar não seja uma maçada.
Caríssimos confrades, a linha está aberta.
Iremos dando AQUI conta de todas as sugestões, comentários, críticas, com o destaque que merecem sempre as opiniões de quem faz do Policiário a sua actividade lúdica de eleição.
Alguns confrades têm feito chegar a informação de haver algum desgaste e saturação com a monotonia das provas, pedindo uma “revolução” na estrutura competitiva!
Como sempre, estamos abertos a todas as sugestões e propostas, convidando, desde já, todos os confrades para a discussão:
- Devemos continuar com o Campeonato Nacional e Taça de Portugal?
- Devemos actualizar os torneios, com outros regulamentos?
- Devemos definir novos calendários?
- Devemos definir o tipo de produções a publicar?
A opinião dos confrades a quem se destinam as provas é essencial para continuarmos a ter competições agradáveis, em que participar não seja uma maçada.
Caríssimos confrades, a linha está aberta.
Iremos dando AQUI conta de todas as sugestões, comentários, críticas, com o destaque que merecem sempre as opiniões de quem faz do Policiário a sua actividade lúdica de eleição.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
POLICIÁRIO 1006
Precisamente no dia em que termina o prazo para envio das propostas de solução dos enigmas que compõem a prova n.º 10, a derradeira desta época competitiva, parece-nos ser chegado o momento de fazermos um pequeno balanço sobre a forma como os torneios decorreram.
Vamos, também, saber a solução oficial da parte II da prova n.º 9, “Que Grande Lata”, de autoria do confrade Lateiro.
COMPETIÇÃO DENTRO DOS PRAZOS
A nota dominante das nossas competições desta época, é indubitavelmente o cumprimento escrupuloso dos prazos estabelecidos, algo que já não ocorria há muito tempo, por vicissitudes várias. Pela primeira vez em muitos anos, o calendário vem sendo cumprido e vamos poder encontrar os nossos vencedores a tempo e horas.
A segunda nota é para a carência absoluta de desafios. Uma autêntica penúria que assola o nosso passatempo há muitos anos, mas que revela uma tendência de agravamento, capaz de inviabilizar, a curto prazo, qualquer tentativa de competição séria. Se revelarmos aos nossos “detectives” que se tornou necessário apelar aos produtores para não nos deixarem de mãos vazias, parecerá inacreditável, mas retrata a realidade!
Por isso, há que fazer opções, que procurar novas maneiras de mantermos o Policiário vivo, ou então, nada a fazer! Sem bons problemas a competição é impossível e inútil. Se numa competição com 10 desafios formos obrigados a abrir o crivo pontual em metade, tornamos o torneio num exercício de risco mínimo, sem a exigência que pretendemos, não podendo ir até ao limite do rigor.
No campo da produção, atrevemo-nos a dizer que estamos magnificamente servidos em termos de qualidade, com um naipe de excelentes produtores, mas falta-nos a escolha, a quantidade e a renovação que gostaríamos de poder anunciar. Quando algum dos nossos mestres da produção falta, não conseguimos encontrar um conjunto de boas revelações, capazes de assumir o seu lugar. Para além de quase tornar obrigatória a presença de todos os mestres, acabamos por ser conduzidos para uma certa monotonia, em que os confrades já estão a fazer contas aos produtores que ainda faltam em cada torneio, eliminando qualquer possibilidade de agradável surpresa!
Finalmente, ainda na produção, uma palavra para os desafios de escolha múltipla, uma fórmula que consideramos muito atractiva para ambas as partes, produtores e decifradores. Pensávamos nós, talvez de forma ingénua, que iria ser um tipo de problemas muito procurado e capaz de fazer despertar nos nossos confrades o desejo pela produção. Puro engano!
Terminámos a época com desafios “encomendados”, no que se refere aos de escolha múltipla! Nenhum dos confrades pretendeu “estragar” uma ideia num problema que consideram menor. Nem mais!
Ora, se olharmos para as tabelas classificativas podemos verificar que a realidade foi e é outra, que há confrades candidatos aos títulos máximos, que falharam em problemas com estas características, porque ali não entra só a sabedoria de bem solucionar, de bem decifrar, de bem interpretar, de bem redigir, mas também e igualmente, de estar atento, de não facilitar em nenhum momento!
A terceira nota entronca, precisamente, no quase desprezo a que alguns detectives parecem votar os problemas de escolha múltipla. Sempre que aqui falávamos das características especiais da Taça de Portugal, por exemplo, em que tudo se decide num único problema, sem margem para qualquer correcção futura, também nos problemas de escolha múltipla se passa um pouco isso. Os problemas parecem mais simples e a tarefa dos candidatos a decifradores mais facilitada, até porque há 4 hipóteses para escolher uma e normalmente ela é quase óbvia, daí haver a tendência de aliviar a tensão e guardar para o fim do prazo. Depois, surgem as surpresas! E, pela estrutura das pontuações, em que acertar vale 5 e errar apenas 2, falhar uma aposta é hipotecar uma boa classificação no final, tal é a dificuldade de recuperação. Talvez fosse útil, à luz da experiência adquirida, procurarmos outros métodos de classificar estes problemas, com menor intervalo pontual, por exemplo 2 pontos para quem acertar e 1 para quem errar…
Uma última nota, por agora, para relevar a extraordinária competitividade que os torneios continuam a exibir. À entrada para as duas últimas provas, portanto com 30 pontos em disputa, muitos são ainda os confrades que lutam pelo lugar mais alto do pódio, um lugar que continua a depender da qualidade das soluções e dos pontos especiais que cada qual consegue angariar. Fruto do elevado número de participantes e da sua qualidade, cada vez se torna mais complicado que algum seja capaz de se destacar e triunfar isoladamente.
O êxito e a qualidade das competições não podem obstar a que aspiremos a mais e melhor. Daí que o confrade Rip Kirby, lá do outro lado do oceano já tenha deixado o recado no nosso blogue Crime Público, para a necessidade de ser discutida esta época e avançarmos com propostas concretas para a próxima época, sempre com o fito principal de melhorarmos os aspectos menos correctos e traçarmos as vias para uma competição cada vez mais disputada e aberta.
Em http://blogs.publico.pt/policiario, a via está sempre aberta para quem quiser pronunciar-se, propor, alvitrar, enfim, dizer de sua justiça.
O Policiário agradece!
CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL
SOLUÇÃO DA PARTE II DE PROVA N.º 9
“QUE GRANDE LATA”, de LATEIRO
A resposta correcta é: “C”.
A revista Super Jovem foi uma publicação que reuniu apoiantes e seguidores entre os mais jovens, nos anos 90 do século passado, numa altura em que a internet ainda era uma quase miragem em Portugal e os meios de contacto passavam precisamente pela partilha de assuntos em revistas dirigidas aos mais novos.
A promoção e campanha das “bocas ecológicas” que é referida, ocorreu na revista que foi publicada a 27 de Maio de 1996, por conseguinte numa altura em que o Oceanário, bem como toda a zona de intervenção da Expo, não passavam de uma miragem a caminho da concretização, que apenas seriam inauguradas cerca de dois anos mais tarde. O lançamento dos autocolantes fazia parte das iniciativas inseridas no calendário da Expo 98 e foi publicitado na “Revista do Gil” de Maio de 1996.
Portanto, seria impossível que num estaleiro de obras e sem acessos, alguém pudesse ir sentar-se calmamente ao pé do Oceanário, a ler a revista. Um par de anos depois, isso já seria possível porque o Oceanário, ao contrário do que muita gente continua a pensar, não está rodeado de água por todos os lados.
TAÇA DE PORTUGAL
Termina hoje, precisamente à meia-noite, o prazo para envio das propostas de solução dos problemas “A Voz do Destino”, de autoria do mestre M. Constantino e “Mortes na Estrada”, de Rodoviário, um envio que tem ainda mais significado para os confrades DR. GISMONDO e DANIEL FALCÃO, que vão disputar a final da Taça de Portugal, após eliminarem nas meias-finais os opositores Mister H e Rip Kirby, respectivamente.
COLUNA DO “C”
O PONTO DA SITUAÇÃO
À passagem da 8.ª prova, comandam o campeonato nacional com 120 pontos, Daniel Falcão, Zé, Det. Jeremias, Mister H, Insp. Boavida, A. Raposo & Lena e Karl Marques, por esta ordem, mercê dos critérios de desempate, sendo perseguidos por Dr. Gismondo, com 119 e Insp. Aranha, Rip kirby, Medvet e Avlis e Snitram, com 117.
Na Taça de Portugal, DR. GISMONDO e DANIEL FALCÃO disputam a final.
No Troféu SETE DE ESPADAS (Policiarista do Ano), comanda Daniel Falcão, com 345 pontos, seguido de Mister H com 340 e Dr. Gismondo com 338.
No troféu Detective Misterioso (Ranking), comanda Daniel Falcão com 425 pontos, seguido de Rip Kirby com 411 e Zé com 407.
Saliência para o confrade Daniel Falcão, que comanda todas as classificações e está na final da Taça de Portugal, podendo fazer o pleno! Será mais um “Ano do Falcão”?
Vamos, também, saber a solução oficial da parte II da prova n.º 9, “Que Grande Lata”, de autoria do confrade Lateiro.
COMPETIÇÃO DENTRO DOS PRAZOS
A nota dominante das nossas competições desta época, é indubitavelmente o cumprimento escrupuloso dos prazos estabelecidos, algo que já não ocorria há muito tempo, por vicissitudes várias. Pela primeira vez em muitos anos, o calendário vem sendo cumprido e vamos poder encontrar os nossos vencedores a tempo e horas.
A segunda nota é para a carência absoluta de desafios. Uma autêntica penúria que assola o nosso passatempo há muitos anos, mas que revela uma tendência de agravamento, capaz de inviabilizar, a curto prazo, qualquer tentativa de competição séria. Se revelarmos aos nossos “detectives” que se tornou necessário apelar aos produtores para não nos deixarem de mãos vazias, parecerá inacreditável, mas retrata a realidade!
Por isso, há que fazer opções, que procurar novas maneiras de mantermos o Policiário vivo, ou então, nada a fazer! Sem bons problemas a competição é impossível e inútil. Se numa competição com 10 desafios formos obrigados a abrir o crivo pontual em metade, tornamos o torneio num exercício de risco mínimo, sem a exigência que pretendemos, não podendo ir até ao limite do rigor.
No campo da produção, atrevemo-nos a dizer que estamos magnificamente servidos em termos de qualidade, com um naipe de excelentes produtores, mas falta-nos a escolha, a quantidade e a renovação que gostaríamos de poder anunciar. Quando algum dos nossos mestres da produção falta, não conseguimos encontrar um conjunto de boas revelações, capazes de assumir o seu lugar. Para além de quase tornar obrigatória a presença de todos os mestres, acabamos por ser conduzidos para uma certa monotonia, em que os confrades já estão a fazer contas aos produtores que ainda faltam em cada torneio, eliminando qualquer possibilidade de agradável surpresa!
Finalmente, ainda na produção, uma palavra para os desafios de escolha múltipla, uma fórmula que consideramos muito atractiva para ambas as partes, produtores e decifradores. Pensávamos nós, talvez de forma ingénua, que iria ser um tipo de problemas muito procurado e capaz de fazer despertar nos nossos confrades o desejo pela produção. Puro engano!
Terminámos a época com desafios “encomendados”, no que se refere aos de escolha múltipla! Nenhum dos confrades pretendeu “estragar” uma ideia num problema que consideram menor. Nem mais!
Ora, se olharmos para as tabelas classificativas podemos verificar que a realidade foi e é outra, que há confrades candidatos aos títulos máximos, que falharam em problemas com estas características, porque ali não entra só a sabedoria de bem solucionar, de bem decifrar, de bem interpretar, de bem redigir, mas também e igualmente, de estar atento, de não facilitar em nenhum momento!
A terceira nota entronca, precisamente, no quase desprezo a que alguns detectives parecem votar os problemas de escolha múltipla. Sempre que aqui falávamos das características especiais da Taça de Portugal, por exemplo, em que tudo se decide num único problema, sem margem para qualquer correcção futura, também nos problemas de escolha múltipla se passa um pouco isso. Os problemas parecem mais simples e a tarefa dos candidatos a decifradores mais facilitada, até porque há 4 hipóteses para escolher uma e normalmente ela é quase óbvia, daí haver a tendência de aliviar a tensão e guardar para o fim do prazo. Depois, surgem as surpresas! E, pela estrutura das pontuações, em que acertar vale 5 e errar apenas 2, falhar uma aposta é hipotecar uma boa classificação no final, tal é a dificuldade de recuperação. Talvez fosse útil, à luz da experiência adquirida, procurarmos outros métodos de classificar estes problemas, com menor intervalo pontual, por exemplo 2 pontos para quem acertar e 1 para quem errar…
Uma última nota, por agora, para relevar a extraordinária competitividade que os torneios continuam a exibir. À entrada para as duas últimas provas, portanto com 30 pontos em disputa, muitos são ainda os confrades que lutam pelo lugar mais alto do pódio, um lugar que continua a depender da qualidade das soluções e dos pontos especiais que cada qual consegue angariar. Fruto do elevado número de participantes e da sua qualidade, cada vez se torna mais complicado que algum seja capaz de se destacar e triunfar isoladamente.
O êxito e a qualidade das competições não podem obstar a que aspiremos a mais e melhor. Daí que o confrade Rip Kirby, lá do outro lado do oceano já tenha deixado o recado no nosso blogue Crime Público, para a necessidade de ser discutida esta época e avançarmos com propostas concretas para a próxima época, sempre com o fito principal de melhorarmos os aspectos menos correctos e traçarmos as vias para uma competição cada vez mais disputada e aberta.
Em http://blogs.publico.pt/policiario, a via está sempre aberta para quem quiser pronunciar-se, propor, alvitrar, enfim, dizer de sua justiça.
O Policiário agradece!
CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL
SOLUÇÃO DA PARTE II DE PROVA N.º 9
“QUE GRANDE LATA”, de LATEIRO
A resposta correcta é: “C”.
A revista Super Jovem foi uma publicação que reuniu apoiantes e seguidores entre os mais jovens, nos anos 90 do século passado, numa altura em que a internet ainda era uma quase miragem em Portugal e os meios de contacto passavam precisamente pela partilha de assuntos em revistas dirigidas aos mais novos.
A promoção e campanha das “bocas ecológicas” que é referida, ocorreu na revista que foi publicada a 27 de Maio de 1996, por conseguinte numa altura em que o Oceanário, bem como toda a zona de intervenção da Expo, não passavam de uma miragem a caminho da concretização, que apenas seriam inauguradas cerca de dois anos mais tarde. O lançamento dos autocolantes fazia parte das iniciativas inseridas no calendário da Expo 98 e foi publicitado na “Revista do Gil” de Maio de 1996.
Portanto, seria impossível que num estaleiro de obras e sem acessos, alguém pudesse ir sentar-se calmamente ao pé do Oceanário, a ler a revista. Um par de anos depois, isso já seria possível porque o Oceanário, ao contrário do que muita gente continua a pensar, não está rodeado de água por todos os lados.
TAÇA DE PORTUGAL
Termina hoje, precisamente à meia-noite, o prazo para envio das propostas de solução dos problemas “A Voz do Destino”, de autoria do mestre M. Constantino e “Mortes na Estrada”, de Rodoviário, um envio que tem ainda mais significado para os confrades DR. GISMONDO e DANIEL FALCÃO, que vão disputar a final da Taça de Portugal, após eliminarem nas meias-finais os opositores Mister H e Rip Kirby, respectivamente.
COLUNA DO “C”
O PONTO DA SITUAÇÃO
À passagem da 8.ª prova, comandam o campeonato nacional com 120 pontos, Daniel Falcão, Zé, Det. Jeremias, Mister H, Insp. Boavida, A. Raposo & Lena e Karl Marques, por esta ordem, mercê dos critérios de desempate, sendo perseguidos por Dr. Gismondo, com 119 e Insp. Aranha, Rip kirby, Medvet e Avlis e Snitram, com 117.
Na Taça de Portugal, DR. GISMONDO e DANIEL FALCÃO disputam a final.
No Troféu SETE DE ESPADAS (Policiarista do Ano), comanda Daniel Falcão, com 345 pontos, seguido de Mister H com 340 e Dr. Gismondo com 338.
No troféu Detective Misterioso (Ranking), comanda Daniel Falcão com 425 pontos, seguido de Rip Kirby com 411 e Zé com 407.
Saliência para o confrade Daniel Falcão, que comanda todas as classificações e está na final da Taça de Portugal, podendo fazer o pleno! Será mais um “Ano do Falcão”?
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