UM CASO DO OUTRO MUNDO
Concluimos a publicação da prova n.º 1 das competições desta nova época com a apresentação da parte II. Este problema de resposta múltipla, é de autoria do confrade Al-Hain, de resto, também autor da primeira parte.
Recordamos que os confrades apenas terão de indicar a alínea que acham ser a solução do enigma, não necessitando de dar qualquer explicação das opções tomadas. No entanto, não está vedada a ninguém a possibilidade de poderem desenvolver e justificar a resposta dada, mas é obrigatório que refiram, com clareza, qual a alínea que escolhem, sem o que não somarão a totalidade dos pontos em disputa.
Posto isto, vamos a esta história, verdadeiramente “do outro mundo”!
CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL - 2011
PROVA N.º 1 – PARTE II
"São Pedro Resolve”, Original de Al-Hain
César Murteira, comerciante de cortiça, dirigia-se para casa em Santa Catarina da Fonte do Bispo quando, perto da saída da Via do Infante para Olhão, foi embater nas alfaias de um tractor que, de recuo, vinha saindo de um caminho vicinal. Murteira não se deslocava a grande velocidade, mas o choque foi o suficientemente para lhe tirar a vida. Não havia testemunhas e o condutor do tractor fugiu do local.
O sargento Veríssimo, da GNR de Tavira foi destacado para as primeiras investigações do acidente. De pergunta em pergunta o sargento descobriu quatro suspeitos. Eram eles: Tiago Fonseca, proprietário do trator envolvido no acidente, Jorge Patacão, Firmino Viegas e Alfredo Bodião que trabalhavam normalmente com tractores. Porém quando o sargento Veríssimo tinha o caso quase deslindado teve que intervir nas operações para prender os assaltantes de um banco sendo baleado e depois de dias entre a vida e a morte esta acabou por levar a melhor. Curiosamente os suspeitos não sobreviveram muito tempo ao sargento. Tiago Fonseca alguns dias depois foi colhido por um tractor e não sobreviveu aos ferimentos. Alfredo Bodião deslocou-se a Faro e no Rio Seco ao atravessar a EN 125 foi atropelado por um camião TIR. Jorge Patacão que morava em Moncarapacho uma semana depois, num domingo, numa taberna envolveu-se numa discussão e foi crivado de facadas. Por casualidade nesse mesmo dia Firmino Viegas foi acometido por um enfarte do miocárdio e chegou já cadáver ao hospital de Faro.
A narrativa que se segue não posso garantir que seja real, pois eu em não estava presente para o confirmar. Quem me contou foi um amigo que por essa mesma ocasião esteve entre cá e lá e teve oportunidade a assistir a tudo. Também não sei se serei capaz de contar tudo com a riqueza de pormenores que o meu amigo usou, mas vou tentar.
Alguns dias depois dos acontecimentos narrados anteriormente começaram a chegar os espíritos de César Murteira, do Sargento Veríssimo e dos suspeitos de terem provocado a morte do primeiro. O lugar se não era o autêntico Paraíso era pelo menos paradisíaco. Era uma imensa planície verdejante, cortada aqui e ali por ligeiras ondulações. Havia muitas e frondosas árvores cujo verde, de vários tons, das folhas contrastava com o verde da relva. Também eram abundantes os canteiros de flores maravilhosas e por todo o lado havia lagoas, fontes e ribeiros rumorejantes.
A luminosidade era intensa.. Era um lugar de a paz e harmonia.
Com a chegada dos espíritos já referidos a paz foi quebrada especialmente pelo espírito de César Murteira que acusava os outros de serem responsáveis por ele se encontrar ali. Apenas o espírito do sargento Veríssimo se conservava à parte de todas as brigas, mas bem atento ao que se passava.
Como os brigões não havia meio de se acalmarem dois dos chefes do lugar apareceram por ali para se inteirarem do que se passava e para acalmarem os ânimos. O meu amigo não podia garantir, mas disse-me que um dos dois chefões era muito parecido com as imagens que na terra pintam de São Pedro e o outro com as de São Paulo. Como os ânimos mesmo assim não acalmaram o espírito de Veríssimo pediu para falar em particular com os dois chefes ao que estes acederam.
Veríssimo contou o que se tinha passado na terra e deu pormenores das diligências que tinha feito antes de ter sido baleado.
Nos interrogatórios que havia feito no dia seguinte ao acidente Tiago Fonseca. Proprietário do trator que provocara o acidente afirmou que tinha estado alguns dias na Feira Nacional de Agricultura, para ver umas máquinas e tinha acabado de chegar naquele momento. Apresentou a fatura do hotel onde tinha ficado e os bilhetes do combóio entre Santarém e Lisboa e de Lisboa a Faro onde tinha chegado pouco depois das 13h. Não sabia quem teria trabalhado com o trator que provocou o acidente.
Aos outros suspeitos Veríssimo quando lhes perguntou o que havia feito no dia anterior não falou no acidente com o trator
Jorge Patacão afirmou que no dia anterior não trabalhara e que passara o dia todo em casa. Não tinha testemunhas, apenas a mulher. Por isso não tinha estado em Santa Catarina da Fonte do Bispo nem tinha nada a ver com acidentes com tratores.
Firmino Viegas quando interrogado afirmou que no dia anterior tinha ido a Faro onde fizera uns exames e a uma consulta com um cardiologista que lhe disse que ele tinha o coração em muito mau estado pelo que devia ter muito cuidado. Mostrou os recibos da consulta, que ainda tinha consigo.
Alfredo Bodião disse que no dia anterior não tinha ido trabalhar, fora logo pela manhã com o tractor para Moncarapacho para o levar a uma oficina de ferreiro para fazer a reparação dos formões do arado que já estavam muito rombas e tortas e colocar uns reforças nas aivecas que já estavam muito gastas. Não tinha faturas porque iria pagar no final do mês, mas a alfaia estava ali mesmo junto deles e o sargento podia confirmar que o trabalho referido de facto tinha sido feito havia pouco tempo.
A mulher de Jorge Patacão afirmou que saíra de casa cedo, ainda não eram 6 horas para ir trabalhar perto de Quelfes, o marido ainda ficara na cama, quando voltou eram já 19 horas e encontrou o marido a rachar lenha. Veríssimo que se tinha deslocado a Moncarapacho verificou que havia lenha rachada recentemente, uns vinte ou trinta tarolos, na casa do suspeito.
Quando Veríssimo acabou o seu relato, São Paulo segredou algo ao ouvido de São Pedro e este dirigindo-se ao espírito de um dos suspeitos disse: Tu mentiste, vais para baixo.
Quem teria sido ele?
A— Alfredo Bodião
B— Jorge Patacão
C— Firmino Viegas
D— Tiago Fonseca
Coluna do “C”
PRAZO ATÉ 31 DE JANEIRO
Com a publicação do desafio de hoje, completamos a prova n.º 1, pelo que é chegado o momento dos nossos “detectives” se debruçarem com afinco na sua resolução. Não apenas do problema publicado hoje, mas também do que saíu na semana passada, igualmente do confrade Al-Hain. Destas soluções irá depender um bom arranque de campeonato, por um lado e uma passagem à segunda eliminatória da Taça de Portugal, onde apenas irão ter assento os autores das melhores 512 duplas soluções, por outro.
As respostas terão de ser dadas, impreterivelmente até ao próximo dia 31 de Janeiro, para o que poderão usar um dos seguintes meios:
- Pelos Correios para PÚBLICO-Policiário, Rua Viriato, 13, 1069-315 LISBOA;
- Por e-mail para policiario@publico.pt;
- Por entrega em mão na redacção do PÚBLICO de Lisboa;
- Por entrega em mão ao orientador da secção, onde quer que o encontrem.
Boas deduções!
domingo, 16 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
PARABÉNS A JARTUR!
JARTUR, o nosso "detective investigador", que prossegue a sua luta pela instalação do Arquivo Histórico da Problemistica Policiária Portuguesa, completa HOJE a belíssima idade de 76 anos!
JARTUR é um exemplo de dedicação ao Policiário e de camaradagem, que tem de ser devidamente relevado.
É caso para dizermos: Jartur, os primeiros 76 já cá cantam!
Muitos parabéns e um incentivo muito especial para a continuação de tarefa ciclópica em que está empenhado, são os nossos desejos sinceros!
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
SURPRESA (OU TALVEZ NÃO)!
Algumas vezes somos surpreendidos por situações que não prevemos ou, pelo menos, não esperamos que se manifestem assim!
Esta semana aconteceu algo que jamais sentimos e que nos deixou completamente abismados: MAIS DE 700 SOLUÇÕES EM 3 DIAS!!
Com mais de 30 anos de seccionista (iniciámo-nos em Fevereiro de 1977) e com quase 19 de PÚBLICO, é uma inteira surpresa aquilo que o problema do confrade AL-HAIN despertou nos "detectives", em NOVOS "DETECTIVES"!
É evidente que muitas das soluções são apressadas, pouco trabalhadas, muitas delas revelam que a leitura foi muito deficiente, (pudera, em apenas 3 dias!), mas são mais de 700!
Numa época em que sentimos que o audiovisual, a electrónica, a loucura da rapidez percorre cada um de nós, o simples saber que há uma imensidão de pessoas que ainda se dão ao trabalho de ler um texto e tentar responder-lhe, deixa-nos uma sensação indescritível de incredulidade, de satisfação, de orgulho, que sabemos nós?!
Finalmente, uma boa notícia, neste mar enlameado onde nos vamos atolando, como pessoas, como cidadãos de país eternamente adiado...
Afinal, parece que ainda há uma réstea de esperança...
Esta semana aconteceu algo que jamais sentimos e que nos deixou completamente abismados: MAIS DE 700 SOLUÇÕES EM 3 DIAS!!
Com mais de 30 anos de seccionista (iniciámo-nos em Fevereiro de 1977) e com quase 19 de PÚBLICO, é uma inteira surpresa aquilo que o problema do confrade AL-HAIN despertou nos "detectives", em NOVOS "DETECTIVES"!
É evidente que muitas das soluções são apressadas, pouco trabalhadas, muitas delas revelam que a leitura foi muito deficiente, (pudera, em apenas 3 dias!), mas são mais de 700!
Numa época em que sentimos que o audiovisual, a electrónica, a loucura da rapidez percorre cada um de nós, o simples saber que há uma imensidão de pessoas que ainda se dão ao trabalho de ler um texto e tentar responder-lhe, deixa-nos uma sensação indescritível de incredulidade, de satisfação, de orgulho, que sabemos nós?!
Finalmente, uma boa notícia, neste mar enlameado onde nos vamos atolando, como pessoas, como cidadãos de país eternamente adiado...
Afinal, parece que ainda há uma réstea de esperança...
domingo, 9 de janeiro de 2011
POLICIÁRIO 1016
PRIMEIRO DESAFIO DO CAMPEONATO NACIONAL 2011
Iniciamos hoje mais uma época competitiva, com a publicação da primeira parte da prova n.º 1.
Chamamos a atenção dos confrades para a necessidade de procederem a uma leitura muito atenta dos desafios propostos, antes de iniciarem a tentativa de solução.
CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2011
PROVA N.º 1 – PARTE I
MISTÉRIO NO PARAÍSO – Original de AL-HAIN
A criminalidade já está tão desenvolvida e com tanta falta de espaço cá neste recanto do universo, que até já se expandiu para o paraíso onde, criminosos que, por cá morrem, vão continuar as suas tropelias num outro mundo onde teoricamente tudo deveria ser paz e harmonia.
Como calculam, e muito bem, eu não assisti aos factos relatados na história que se segue. Eles foram-me revelados num contacto espiritual que mantive com um confrade nosso que já não se encontra no meio de nós. Não posso revelar quem era ele porque as visões que tive, apesar de bastante nítidas, quando se tratava de imagens do rosto, apareciam-me como que esfumadas, escondidas entre rolos de nuvens bastante compactas. Parecia que ele tinha medo de ser reconhecido, ou não o queria ser.
A história que o nosso extinto confrade me contou foi a seguinte:
Duas quadrilhas, rivais, de traficantes de droga das favelas do Rio de Janeiro envolveram-se em guerra aberta nos morros que rodeiam a cidade.
Quando a polícia chegou foi atirando para tudo quanto mexia e até para o que estava estático.
No meio desta guerra muitos inocentes pereceram e entre estes uma menina de 12 anos, filha de um agente da PM, que regressava da escola e se dirigia ao alto do morro para casa da avó, onde ia almoçar.
Não foi possível identificar a arma que matou a menina, mas verificou-se que foi disparada a cerca de 5 metros pelas costas quando ela passava precisamente em frente ao ponto em que o pai estava abrigado. Este ao ver a filha cair sangrando esqueceu todas as precauções e correu para a filha que não consegui alcançar, pois foi atingido por um tiro que entrou por baixo do braço esquerdo indo a bala alojar-se no coração. A bala que atingiu a menina foi disparada pela mesma arma que disparou o tiro que matou o pai desta.
A menina foi levada para o hospital em estado de coma enquanto o pai foi conduzido ao necrotério
A responsabilidade pelos dois tiros foi atribuída a 3 suspeitos.
Erivaldo Garcia que por casualidade ou mera ironia do destino era também um agente da Polícia Militar indiciado por envolvimento com o tráfico de drogas e outras tramóias bem mais graves. Quando interrogado afirmou que se encontrava abrigado alguns metros abaixo do local onde se encontrava o colega. Apesar disso afirmou não ter visto nada.
Argemiro de Freitas, um conhecido traficante, afirmou não ter conhecimento de nada. Estivera toda a manhã no alto do morro vigiando os movimentos da PM o que foi confirmado por várias pessoas incluindo a avó da menina.
O terceiro suspeito era Alceu Xavier. Era um motoqueiro que trabalhava com moto-táxi. Não se lhe conhecia ligações com os grupos de traficantes, mas já havia sido preso por pequenos roubos na prática dos quais nunca usara armas de fogo.
Casualidade ou não, a verdade é que dois dias depois de interrogados os três suspeitos morreram também. Alceu Xavier morreu num acidente de moto quando foi bater com violência de frente com um ônibus. Erivaldo Garcia e Argemiro de Freitas morreram numa troca de tiros entre os traficantes e as forças da ordem quando a Polícia Militar fez mais uma incursão na favela.
Quando os três chegaram ao paraíso o agente da PM tentou envolver-se em pancadaria com o seu colega, mas sem resultado, contudo a bulha foi enorme o que atraiu para o local uma figura indefinida com uma altura enorme e que parecia ter grande autoridade ali.
Perante a presença desta personagem os ânimos acalmaram-se e a estranha figura exigiu que lhe contassem o que se passava.
Todos iam falar ao mesmo tempo, mas com um gesto o estranho ser impôs silêncio e de seguida ordenou ao agente da PM, pai da menina, que falasse. Este relatou todos os factos de que tinha conhecimento.
Quando terminou o estranho ser que parecia ser quem mandava ali dirigiu-se à menina e disse-lhe: Tu podes ir-te embora, a tua hora ainda não chegou, vai que a tua mãe te espera.
Dito isto duas figuras, que pareciam anjos, desprenderam-se da enorme personagem e envolvendo a menina levaram-na dali.
Depois o chefão dirigindo-se a um dos quatro disse-lhe: Tu vais para o Umbral. Na tua vida sempre praticaste ações que devias combater. Lá ficarás até que te arrependas de todo o mal que praticaste e encontres quem queira de lá tirar-te. Mal estas palavras foram pronunciadas duas medonhas figuras negras se desprenderam do estranho ser que parecia presidir ali a tudo e arrastaram o condenado.
Os outros ficam aí onde irão ser preparados para nova encarnação. Dizendo isto a estranha figura afastou-se e a cada passo, que dava, aquilo que parecia ser o seu corpo tomava as mais estranhas formas.
Então os bons não vão para o Céu e os maus para o Inferno? Como é possível este encontro aqui? Perguntei eu, admirado ao nosso ex-companheiro.
Qual quê meu amigo! Essa do Céu e Inferno não passa de uma lenda. Ou antes esses dois lugares existem realmente mas estão concentrados num só e é lá nesse mundo em que tu ainda vives.
No Inferno estão aqueles que não têm uma casa para morar, dormem nos vãos de escadas ou debaixo de pontes e viadutos e quantas vezes se cobrem apenas com cartões. Não têm uma sopa para comer, nem um médico para os tratar quando estão doentes e, se o Inverno for rigoroso, morrem de frio em qualquer canto. No Céu estão todos aqueles que têm em abundância o que falta aos outros e que, depois de gastarem fortunas em bens que não lhes fazem falta ainda lhes sobra dinheiro para depositarem fortunas nos cofres dos bancos.
Então o que é o Paraíso? Voltei eu a perguntar
O nosso ex-confrade enchendo-se de paciência, lá me foi explicando:
O paraíso é um lugar para onde vão todos aqueles que terminam o seu ciclo de vida e vêem para aqui para se prepararem para um novo ciclo.
Todos nós praticamos ações reprováveis que representam dívidas que vamos acumulando. Dívidas essas, que teremos que pagar e por isso teremos que voltar à vida para pagarmos nossas dívidas.Alguns quanto mais vezes reencarnam mais dívidas contraem e voltam à vida para sofrerem sempre. Outros vão melhorando a cada encarnação até que atingindo a perfeição ficam aqui para ensinarem e cuidarem daqueles que precisam ser ensinados e cuidados.
Dizendo isto o nosso ex-confrade calou-se e afastou-se sem se despedir.
Foi neste momento que eu acordei ainda assustado com o sonho que tivera.
No outro dia a menina que estava no hospital saiu de coma e sorriu para a mãe que sentada a seu lado chorava.
Pronto, agora é só fazer um relatório dizendo-nos quem foi condenado a ir para o Umbral. Devem explicar o significado deste sonho e dizer-nos o que é o Umbral. Podem dizer tudo o que valorize a solução.
COLUNA DO “C”
PRAZO PARA RESPONDER
Apresentado o primeiro caso para os nossos “detectives” resolverem, é tempo de dar as coordenadas para que as soluções cheguem a bom porto, impreterivelmente até ao próximo dia 31 de Janeiro:
- Pelos Correios para PÚBLICO-Policiário, Rua Viriato, 13, 1069-315 LISBOA;
- Por e-mail para policiario@publico.pt;
- Por entrega em mão na redacção do PÚBLICO de Lisboa;
- Por entrega em mão ao orientador da secção, onde quer que o encontrem.
Chamamos a atenção dos concorrentes para a necessidade de responderem cabalmente às perguntas feitas pelos autores dos problemas e, mais do que isso, explicarem e desenvolverem todos os raciocínios que entenderem necessários para explicar as opções tomadas.
Recordamos, ainda, que na próxima semana publicaremos a Parte II desta prova, constituida por um desafio de escolha múltipla, cujo prazo será idêntico, pelo que os nossos “detectives” podem juntar ambas as propostas de solução.
Boas deduções!
Iniciamos hoje mais uma época competitiva, com a publicação da primeira parte da prova n.º 1.
Chamamos a atenção dos confrades para a necessidade de procederem a uma leitura muito atenta dos desafios propostos, antes de iniciarem a tentativa de solução.
CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2011
PROVA N.º 1 – PARTE I
MISTÉRIO NO PARAÍSO – Original de AL-HAIN
A criminalidade já está tão desenvolvida e com tanta falta de espaço cá neste recanto do universo, que até já se expandiu para o paraíso onde, criminosos que, por cá morrem, vão continuar as suas tropelias num outro mundo onde teoricamente tudo deveria ser paz e harmonia.
Como calculam, e muito bem, eu não assisti aos factos relatados na história que se segue. Eles foram-me revelados num contacto espiritual que mantive com um confrade nosso que já não se encontra no meio de nós. Não posso revelar quem era ele porque as visões que tive, apesar de bastante nítidas, quando se tratava de imagens do rosto, apareciam-me como que esfumadas, escondidas entre rolos de nuvens bastante compactas. Parecia que ele tinha medo de ser reconhecido, ou não o queria ser.
A história que o nosso extinto confrade me contou foi a seguinte:
Duas quadrilhas, rivais, de traficantes de droga das favelas do Rio de Janeiro envolveram-se em guerra aberta nos morros que rodeiam a cidade.
Quando a polícia chegou foi atirando para tudo quanto mexia e até para o que estava estático.
No meio desta guerra muitos inocentes pereceram e entre estes uma menina de 12 anos, filha de um agente da PM, que regressava da escola e se dirigia ao alto do morro para casa da avó, onde ia almoçar.
Não foi possível identificar a arma que matou a menina, mas verificou-se que foi disparada a cerca de 5 metros pelas costas quando ela passava precisamente em frente ao ponto em que o pai estava abrigado. Este ao ver a filha cair sangrando esqueceu todas as precauções e correu para a filha que não consegui alcançar, pois foi atingido por um tiro que entrou por baixo do braço esquerdo indo a bala alojar-se no coração. A bala que atingiu a menina foi disparada pela mesma arma que disparou o tiro que matou o pai desta.
A menina foi levada para o hospital em estado de coma enquanto o pai foi conduzido ao necrotério
A responsabilidade pelos dois tiros foi atribuída a 3 suspeitos.
Erivaldo Garcia que por casualidade ou mera ironia do destino era também um agente da Polícia Militar indiciado por envolvimento com o tráfico de drogas e outras tramóias bem mais graves. Quando interrogado afirmou que se encontrava abrigado alguns metros abaixo do local onde se encontrava o colega. Apesar disso afirmou não ter visto nada.
Argemiro de Freitas, um conhecido traficante, afirmou não ter conhecimento de nada. Estivera toda a manhã no alto do morro vigiando os movimentos da PM o que foi confirmado por várias pessoas incluindo a avó da menina.
O terceiro suspeito era Alceu Xavier. Era um motoqueiro que trabalhava com moto-táxi. Não se lhe conhecia ligações com os grupos de traficantes, mas já havia sido preso por pequenos roubos na prática dos quais nunca usara armas de fogo.
Casualidade ou não, a verdade é que dois dias depois de interrogados os três suspeitos morreram também. Alceu Xavier morreu num acidente de moto quando foi bater com violência de frente com um ônibus. Erivaldo Garcia e Argemiro de Freitas morreram numa troca de tiros entre os traficantes e as forças da ordem quando a Polícia Militar fez mais uma incursão na favela.
Quando os três chegaram ao paraíso o agente da PM tentou envolver-se em pancadaria com o seu colega, mas sem resultado, contudo a bulha foi enorme o que atraiu para o local uma figura indefinida com uma altura enorme e que parecia ter grande autoridade ali.
Perante a presença desta personagem os ânimos acalmaram-se e a estranha figura exigiu que lhe contassem o que se passava.
Todos iam falar ao mesmo tempo, mas com um gesto o estranho ser impôs silêncio e de seguida ordenou ao agente da PM, pai da menina, que falasse. Este relatou todos os factos de que tinha conhecimento.
Quando terminou o estranho ser que parecia ser quem mandava ali dirigiu-se à menina e disse-lhe: Tu podes ir-te embora, a tua hora ainda não chegou, vai que a tua mãe te espera.
Dito isto duas figuras, que pareciam anjos, desprenderam-se da enorme personagem e envolvendo a menina levaram-na dali.
Depois o chefão dirigindo-se a um dos quatro disse-lhe: Tu vais para o Umbral. Na tua vida sempre praticaste ações que devias combater. Lá ficarás até que te arrependas de todo o mal que praticaste e encontres quem queira de lá tirar-te. Mal estas palavras foram pronunciadas duas medonhas figuras negras se desprenderam do estranho ser que parecia presidir ali a tudo e arrastaram o condenado.
Os outros ficam aí onde irão ser preparados para nova encarnação. Dizendo isto a estranha figura afastou-se e a cada passo, que dava, aquilo que parecia ser o seu corpo tomava as mais estranhas formas.
Então os bons não vão para o Céu e os maus para o Inferno? Como é possível este encontro aqui? Perguntei eu, admirado ao nosso ex-companheiro.
Qual quê meu amigo! Essa do Céu e Inferno não passa de uma lenda. Ou antes esses dois lugares existem realmente mas estão concentrados num só e é lá nesse mundo em que tu ainda vives.
No Inferno estão aqueles que não têm uma casa para morar, dormem nos vãos de escadas ou debaixo de pontes e viadutos e quantas vezes se cobrem apenas com cartões. Não têm uma sopa para comer, nem um médico para os tratar quando estão doentes e, se o Inverno for rigoroso, morrem de frio em qualquer canto. No Céu estão todos aqueles que têm em abundância o que falta aos outros e que, depois de gastarem fortunas em bens que não lhes fazem falta ainda lhes sobra dinheiro para depositarem fortunas nos cofres dos bancos.
Então o que é o Paraíso? Voltei eu a perguntar
O nosso ex-confrade enchendo-se de paciência, lá me foi explicando:
O paraíso é um lugar para onde vão todos aqueles que terminam o seu ciclo de vida e vêem para aqui para se prepararem para um novo ciclo.
Todos nós praticamos ações reprováveis que representam dívidas que vamos acumulando. Dívidas essas, que teremos que pagar e por isso teremos que voltar à vida para pagarmos nossas dívidas.Alguns quanto mais vezes reencarnam mais dívidas contraem e voltam à vida para sofrerem sempre. Outros vão melhorando a cada encarnação até que atingindo a perfeição ficam aqui para ensinarem e cuidarem daqueles que precisam ser ensinados e cuidados.
Dizendo isto o nosso ex-confrade calou-se e afastou-se sem se despedir.
Foi neste momento que eu acordei ainda assustado com o sonho que tivera.
No outro dia a menina que estava no hospital saiu de coma e sorriu para a mãe que sentada a seu lado chorava.
Pronto, agora é só fazer um relatório dizendo-nos quem foi condenado a ir para o Umbral. Devem explicar o significado deste sonho e dizer-nos o que é o Umbral. Podem dizer tudo o que valorize a solução.
COLUNA DO “C”
PRAZO PARA RESPONDER
Apresentado o primeiro caso para os nossos “detectives” resolverem, é tempo de dar as coordenadas para que as soluções cheguem a bom porto, impreterivelmente até ao próximo dia 31 de Janeiro:
- Pelos Correios para PÚBLICO-Policiário, Rua Viriato, 13, 1069-315 LISBOA;
- Por e-mail para policiario@publico.pt;
- Por entrega em mão na redacção do PÚBLICO de Lisboa;
- Por entrega em mão ao orientador da secção, onde quer que o encontrem.
Chamamos a atenção dos concorrentes para a necessidade de responderem cabalmente às perguntas feitas pelos autores dos problemas e, mais do que isso, explicarem e desenvolverem todos os raciocínios que entenderem necessários para explicar as opções tomadas.
Recordamos, ainda, que na próxima semana publicaremos a Parte II desta prova, constituida por um desafio de escolha múltipla, cujo prazo será idêntico, pelo que os nossos “detectives” podem juntar ambas as propostas de solução.
Boas deduções!
CAMPEONATO NACIONAL 2011, COMEÇA HOJE!
É hoje publicado o primeiro desafio da época 2011, que nos vai levar, daqui por mais de 11 meses, ao conhecimento dos vencedores!
Tarefa árdua espera os nossos "detectives", tanto mais que esta época promete ainda mais luta, face àquilo que foram as promessas de alguns confrades, geralmente menos determinados em fazer "miséria" no pelotão dos concorrentes!
Cá estaremos, prova a prova, a confirmar (ou não!) essa determinação adicional.
Para já, as nossas saudações a TODOS os leitores do problema policiário que hoje saíu no PÚBLICO e que dentro de alguns minutos AQUI estará, também!
Depois da suas leitura, fica o desafio a todos os "navegadores", para que se abalancem na elaboração de uma proposta de solução! É que, ler e decifrar e depois não enviar, não parece muito correcto. Já agora, porque não testar as próprias capacidades, em saqudável competição com os mais de dois milhares de "deetectives" que todos os anos nos seguem?
O CAMPEONATO COMEÇA HOJE!
BEM-VINDOS AO NOSSO CONVÍVIO!
PARTICIPAR E COMPETIR SAUDAVELMENTE É O QUE QUEREMOS QUE ENCONTRE AQUI!
Tarefa árdua espera os nossos "detectives", tanto mais que esta época promete ainda mais luta, face àquilo que foram as promessas de alguns confrades, geralmente menos determinados em fazer "miséria" no pelotão dos concorrentes!
Cá estaremos, prova a prova, a confirmar (ou não!) essa determinação adicional.
Para já, as nossas saudações a TODOS os leitores do problema policiário que hoje saíu no PÚBLICO e que dentro de alguns minutos AQUI estará, também!
Depois da suas leitura, fica o desafio a todos os "navegadores", para que se abalancem na elaboração de uma proposta de solução! É que, ler e decifrar e depois não enviar, não parece muito correcto. Já agora, porque não testar as próprias capacidades, em saqudável competição com os mais de dois milhares de "deetectives" que todos os anos nos seguem?
O CAMPEONATO COMEÇA HOJE!
BEM-VINDOS AO NOSSO CONVÍVIO!
PARTICIPAR E COMPETIR SAUDAVELMENTE É O QUE QUEREMOS QUE ENCONTRE AQUI!
domingo, 2 de janeiro de 2011
POLICIÁRIO 1015
REGULAMENTOS PARA 2011
Com os votos de um magnífico ano de 2011 para todos os nossos leitores e “detectives”, prosseguimos hoje a publicação dos regulamentos que vão nortear a nossa actividade ao longo de mais uma época competitiva, cuja primeira parte foi publicada na semana transacta.
Já na próxima semana teremos o grande e esperado início das “hostilidades”, com o primeiro desafio “a doer”, que vai exigir a todos a máxima concentração.
Á semelhança do que fizemos no ano transacto, o primeiro desafio que publicaremos será de características tradicionais, de molde a que os confrades disponham de um pouco mais de tempo para a sua decifração, uma vez que o prazo para envio das propostas de solução será o último dia de cada mês. Por norma, no primeiro domingo será sempre publicado o desafio tradicional e no segundo o de rápidas, com excepção, precisamente da prova n.º 1 em que a publicação ocorrerá no segundo e terceiros domingos.
Dentro em breve teremos a possibilidade de publicar o calendário que nos vai reger, com as datas de publicação das provas; dos limites para envio das propostas de solução; de publicação das soluções oficiais; de publicação de resultados e de confrontos da Taça de Portugal, etc.
Entretanto, fiquemos com o que falta dos regulamentos, ou seja, dos troféus Sete de Espadas e Detective Misterioso:
TROFÉU SETE DE ESPADAS (POLICIARISTA DO ANO)
1. O Policiarista do Ano é definido pelo somatório das pontuações obtidas ao longo da época, da seguinte forma: 2 pontos por cada um obtido no CN.
2. Quando, numa prova, o número de acertantes for igual ou superior a 5 por cento, mas inferior a 10 por cento do total de participantes, todos eles receberão não os 20 pontos, mas sim 25. Se o número de acertantes for inferior a 5 por cento, mas igual ou superior a 2 concorrentes, cada um deles terá 30 pontos; se apenas houver 1 acertante, este receberá 40 pontos. Para estes cálculos não conta o autor do problema, que, no entanto, receberá os mesmos pontos.
3. No final do CN, o vencedor receberá 100 pontos; o 2º, 90; o 3º, 85; o 4º, 80; o 5º, 75; o 6º, 70; o 7º, 69; o 8º, 68; e assim por diante até ao 75º que receberá 1 ponto.
4. Em caso de igualdade na tabela classificativa do CN, serão somados os pontos de todos os concorrentes empatados e o seu somatório dividido pelo seu número, recebendo, assim, cada um deles, a média aritmética, arredondada sempre por excesso.
5. Cada eliminatória da TP superada com êxito renderá 10 pontos. No final, o vencedor da TP receberá 20 pontos, o finalista vencido 10 e cada um dos semifinalistas, 5 pontos.
6. O Campeão Nacional de Produção receberá 20 pontos, o 2º 10 e o 3º 5.
7. Os prémios a atribuir são os seguintes: Troféu SETE DE ESPADAS para o mais pontuado; Medalhas para o 2º e 3º classificados.
8. Todos os casos omissos serão resolvidos de acordo com o estabelecido no último ponto do Regulamento do CN.
TROFÉU DET. MISTERIOSO (N.º 1 DO RANKING)
1. As pontuações são exactamente iguais às do Policiarista do Ano, mas haverá uma pontuação que transita do ranking anterior, correspondente a 20 por cento, sempre arredondada por excesso.
2. Os prémios são os seguintes: Troféu DET. MISTERIOSO para o mais pontuado no final da época; Medalhas para os 2º e 3º classificados.
3. Todos os casos omissos serão resolvidos da mesma forma que nos restantes regulamentos
O DRAMA DAS PRODUÇÕES!
Meus caros confrades e “detectives”, o drama é permanente e não mostra forma de abrandar! De ano para ano nota-se uma dificuldade crescente em produzir problemas em quantidade e em qualidade, susceptíveis de assegurar um normal desenvolvimento da actividade policiaria.
Repetem-se os apelos, respondem sempre os mesmos confrades, aqueles que são já e sempre “clientes habituais”. Criou-se um ambiente quase hostil aos produtores, em que estes são questionados e inquiridos sobre as suas produções, muitas vezes de forma desabrida.
Pois bem, ninguém está acima da discussão, ninguém pode arvorar-se num paladino das sãs virtudes de um produtor inatacável e olhar com desprezo para as críticas, mas todos temos o direito de ver o nosso trabalho reconhecido, estudado, criticado com decoro e respeito.
Estamos em 2011 e há um ano atrás escrevíamos aquilo que se segue. Desafiamos os nossos leitores a verem se há alguma palavra, algum conceito, alguma ideia que esteja desactualizada e que não seja aplicável hoje:
PRODUÇÕES
“Agora que vamos iniciar as nossas competições, queremos reafirmar que temos necessidade de problemas policiários, de ambas espécies: tradicionais e de escolha múltipla.
Assegurada, como sempre, a disponibilidade dos produtores mais activos da nossa secção, uma disponibilidade que não nos cansamos de agradecer, a verdade é que necessitamos de “sangue novo”, novos métodos e processos de escrita, novidades, em suma, que evitem uma certa estagnação. É que, após alguns anos de Policiário, com o conhecimento dos autores e dos seus processos, começamos a perceber e antecipar as suas conclusões, quase resolvemos os problemas pelo conhecimento que temos dos seus autores. Claro que é um exagero, mas quer dizer algo.
A nossa actividade baseia-se, em primeira instância, na qualidade dos desafios que temos para propor aos “detectives”. É frustrante chegarmos à conclusão de que um determinado problema não tem a resposta adequada, depois de imenso tempo perdido na sua análise, ou que é anulado após tanto esforço.
Por isso vamos lançando o nosso apelo para que os nossos “detectives” elaborem um desafio, de qualquer dos tipos e o façam com o espírito de propor aos restantes confrades aquilo com que gostariam de ser confrontados. Aquilo que lhes daria prazer resolver.
Um problema passa sempre pelo contar de uma história, por retratar uma cena verosímil, capaz de ter ocorrido em qualquer lugar, que envolva um enigma e a sua resolução. Terminada a exposição dos factos, no exacto momento em que o investigador vai passar à fase de apresentação das conclusões e exibir as provas em que se baseia para apontar o responsável, o produtor interrompe o seu conto e lança os seus desafios. Alguns produtores escolhem o método de fazer algumas perguntas, que querem ver respondidas, outros optam por simplesmente interromperem o texto e aguardarem pelos relatórios. No caso dos de escolha múltipla, o texto termina com as quatro hipóteses de solução, de entre as quais o decifrador terá que escolher uma.
Caríssimos “detectives”, queremos que este ano de 2010 seja um marco, também no que se refere à produção de enigmas. Não é aceitável que tenhamos hoje um universo de participantes nos nossos desafios de mais de dois milhares de confrades, que os lêem e estudam, se dão ao trabalho de escreverem as soluções, mas não tenham a curiosidade de testarem os seus dotes de escrita de desafios!
Fazendo o paralelismo com o que foi a nossa actividade nos anos 70 e 80 do século passado, a produção fica a perder, já que nesses tempos o universo de decifradores rondaria as cinco ou seis centenas, para um número de produtores que rondaria a centena!
Tal disparidade não é aceitável! As pessoas não deixaram de utilizar a Língua Portuguesa, desde logo porque o nosso passatempo, como já referimos, exige que se escrevam as soluções, no mínimo. Portanto, será por preguiça?
Vamos todos dar uma resposta, produzindo um desafio?
O Policiário agradece!”
COLUNA DO “C”
2011 POLICIÁRIO
Um novo ano, novas perspectivas para as nossas competições, com o despontar e o confirmar de confrades de grande valor potencial.
Se o Policiário regista uma baixa capacidade de renovação nos lugares cimeiros das classificações, uma grande parte da explicação está no tempo que demora a formar-se um “detective”, desde que se inicia até atingir um grau de experiência capaz de competir ao mais alto nível.
Assim se explicam, por exemplo, as prestações excelentes dos habituais triunfadores, mas agora com sérios candidatos a desalojá-los: Desde logo a Detective Jeremias, com uma progressão excepcional, tal como tiveram, em tempos, o Nove ou os Búfalos Associados; os manos Karl Marques e Mister H, a atingirem finalmente um nível excelente; ou os “adiados” Paulo, Medvet ou Avlis e Snitram, sempre na crista da onda, mas a faltar alguma coisa.
Por isso a competição em 2011 promete tanto, incluindo a possibilidade de uma surpresa!
Com os votos de um magnífico ano de 2011 para todos os nossos leitores e “detectives”, prosseguimos hoje a publicação dos regulamentos que vão nortear a nossa actividade ao longo de mais uma época competitiva, cuja primeira parte foi publicada na semana transacta.
Já na próxima semana teremos o grande e esperado início das “hostilidades”, com o primeiro desafio “a doer”, que vai exigir a todos a máxima concentração.
Á semelhança do que fizemos no ano transacto, o primeiro desafio que publicaremos será de características tradicionais, de molde a que os confrades disponham de um pouco mais de tempo para a sua decifração, uma vez que o prazo para envio das propostas de solução será o último dia de cada mês. Por norma, no primeiro domingo será sempre publicado o desafio tradicional e no segundo o de rápidas, com excepção, precisamente da prova n.º 1 em que a publicação ocorrerá no segundo e terceiros domingos.
Dentro em breve teremos a possibilidade de publicar o calendário que nos vai reger, com as datas de publicação das provas; dos limites para envio das propostas de solução; de publicação das soluções oficiais; de publicação de resultados e de confrontos da Taça de Portugal, etc.
Entretanto, fiquemos com o que falta dos regulamentos, ou seja, dos troféus Sete de Espadas e Detective Misterioso:
TROFÉU SETE DE ESPADAS (POLICIARISTA DO ANO)
1. O Policiarista do Ano é definido pelo somatório das pontuações obtidas ao longo da época, da seguinte forma: 2 pontos por cada um obtido no CN.
2. Quando, numa prova, o número de acertantes for igual ou superior a 5 por cento, mas inferior a 10 por cento do total de participantes, todos eles receberão não os 20 pontos, mas sim 25. Se o número de acertantes for inferior a 5 por cento, mas igual ou superior a 2 concorrentes, cada um deles terá 30 pontos; se apenas houver 1 acertante, este receberá 40 pontos. Para estes cálculos não conta o autor do problema, que, no entanto, receberá os mesmos pontos.
3. No final do CN, o vencedor receberá 100 pontos; o 2º, 90; o 3º, 85; o 4º, 80; o 5º, 75; o 6º, 70; o 7º, 69; o 8º, 68; e assim por diante até ao 75º que receberá 1 ponto.
4. Em caso de igualdade na tabela classificativa do CN, serão somados os pontos de todos os concorrentes empatados e o seu somatório dividido pelo seu número, recebendo, assim, cada um deles, a média aritmética, arredondada sempre por excesso.
5. Cada eliminatória da TP superada com êxito renderá 10 pontos. No final, o vencedor da TP receberá 20 pontos, o finalista vencido 10 e cada um dos semifinalistas, 5 pontos.
6. O Campeão Nacional de Produção receberá 20 pontos, o 2º 10 e o 3º 5.
7. Os prémios a atribuir são os seguintes: Troféu SETE DE ESPADAS para o mais pontuado; Medalhas para o 2º e 3º classificados.
8. Todos os casos omissos serão resolvidos de acordo com o estabelecido no último ponto do Regulamento do CN.
TROFÉU DET. MISTERIOSO (N.º 1 DO RANKING)
1. As pontuações são exactamente iguais às do Policiarista do Ano, mas haverá uma pontuação que transita do ranking anterior, correspondente a 20 por cento, sempre arredondada por excesso.
2. Os prémios são os seguintes: Troféu DET. MISTERIOSO para o mais pontuado no final da época; Medalhas para os 2º e 3º classificados.
3. Todos os casos omissos serão resolvidos da mesma forma que nos restantes regulamentos
O DRAMA DAS PRODUÇÕES!
Meus caros confrades e “detectives”, o drama é permanente e não mostra forma de abrandar! De ano para ano nota-se uma dificuldade crescente em produzir problemas em quantidade e em qualidade, susceptíveis de assegurar um normal desenvolvimento da actividade policiaria.
Repetem-se os apelos, respondem sempre os mesmos confrades, aqueles que são já e sempre “clientes habituais”. Criou-se um ambiente quase hostil aos produtores, em que estes são questionados e inquiridos sobre as suas produções, muitas vezes de forma desabrida.
Pois bem, ninguém está acima da discussão, ninguém pode arvorar-se num paladino das sãs virtudes de um produtor inatacável e olhar com desprezo para as críticas, mas todos temos o direito de ver o nosso trabalho reconhecido, estudado, criticado com decoro e respeito.
Estamos em 2011 e há um ano atrás escrevíamos aquilo que se segue. Desafiamos os nossos leitores a verem se há alguma palavra, algum conceito, alguma ideia que esteja desactualizada e que não seja aplicável hoje:
PRODUÇÕES
“Agora que vamos iniciar as nossas competições, queremos reafirmar que temos necessidade de problemas policiários, de ambas espécies: tradicionais e de escolha múltipla.
Assegurada, como sempre, a disponibilidade dos produtores mais activos da nossa secção, uma disponibilidade que não nos cansamos de agradecer, a verdade é que necessitamos de “sangue novo”, novos métodos e processos de escrita, novidades, em suma, que evitem uma certa estagnação. É que, após alguns anos de Policiário, com o conhecimento dos autores e dos seus processos, começamos a perceber e antecipar as suas conclusões, quase resolvemos os problemas pelo conhecimento que temos dos seus autores. Claro que é um exagero, mas quer dizer algo.
A nossa actividade baseia-se, em primeira instância, na qualidade dos desafios que temos para propor aos “detectives”. É frustrante chegarmos à conclusão de que um determinado problema não tem a resposta adequada, depois de imenso tempo perdido na sua análise, ou que é anulado após tanto esforço.
Por isso vamos lançando o nosso apelo para que os nossos “detectives” elaborem um desafio, de qualquer dos tipos e o façam com o espírito de propor aos restantes confrades aquilo com que gostariam de ser confrontados. Aquilo que lhes daria prazer resolver.
Um problema passa sempre pelo contar de uma história, por retratar uma cena verosímil, capaz de ter ocorrido em qualquer lugar, que envolva um enigma e a sua resolução. Terminada a exposição dos factos, no exacto momento em que o investigador vai passar à fase de apresentação das conclusões e exibir as provas em que se baseia para apontar o responsável, o produtor interrompe o seu conto e lança os seus desafios. Alguns produtores escolhem o método de fazer algumas perguntas, que querem ver respondidas, outros optam por simplesmente interromperem o texto e aguardarem pelos relatórios. No caso dos de escolha múltipla, o texto termina com as quatro hipóteses de solução, de entre as quais o decifrador terá que escolher uma.
Caríssimos “detectives”, queremos que este ano de 2010 seja um marco, também no que se refere à produção de enigmas. Não é aceitável que tenhamos hoje um universo de participantes nos nossos desafios de mais de dois milhares de confrades, que os lêem e estudam, se dão ao trabalho de escreverem as soluções, mas não tenham a curiosidade de testarem os seus dotes de escrita de desafios!
Fazendo o paralelismo com o que foi a nossa actividade nos anos 70 e 80 do século passado, a produção fica a perder, já que nesses tempos o universo de decifradores rondaria as cinco ou seis centenas, para um número de produtores que rondaria a centena!
Tal disparidade não é aceitável! As pessoas não deixaram de utilizar a Língua Portuguesa, desde logo porque o nosso passatempo, como já referimos, exige que se escrevam as soluções, no mínimo. Portanto, será por preguiça?
Vamos todos dar uma resposta, produzindo um desafio?
O Policiário agradece!”
COLUNA DO “C”
2011 POLICIÁRIO
Um novo ano, novas perspectivas para as nossas competições, com o despontar e o confirmar de confrades de grande valor potencial.
Se o Policiário regista uma baixa capacidade de renovação nos lugares cimeiros das classificações, uma grande parte da explicação está no tempo que demora a formar-se um “detective”, desde que se inicia até atingir um grau de experiência capaz de competir ao mais alto nível.
Assim se explicam, por exemplo, as prestações excelentes dos habituais triunfadores, mas agora com sérios candidatos a desalojá-los: Desde logo a Detective Jeremias, com uma progressão excepcional, tal como tiveram, em tempos, o Nove ou os Búfalos Associados; os manos Karl Marques e Mister H, a atingirem finalmente um nível excelente; ou os “adiados” Paulo, Medvet ou Avlis e Snitram, sempre na crista da onda, mas a faltar alguma coisa.
Por isso a competição em 2011 promete tanto, incluindo a possibilidade de uma surpresa!
sábado, 1 de janeiro de 2011
PROBLEMAS POLICIÁRIOS PARA 2011
Neste início de ano, precisamente no primeiro dia, queremos aqui deixar o testemunho da chegada de várias produções, que dão boas indicações quanto a esta época competitiva.
Em nosso poder temos já produções de AL-HAIN, PAULO e RIP KIRBY, com um problema de cada modalidade.
Estão, igualmente, garantidas mais algumas produções, com alguns regressos!
Caríssimos confrades, é com muitas e boas produções que podemos ter uma competição de elevado nível. Portanto, venham elas!
Que este ano de 2011 consiga marcar uma viragem em termos de problemas policiários, é o que esperamos e desejamos!
Bom e Feliz Ano Novo
Em nosso poder temos já produções de AL-HAIN, PAULO e RIP KIRBY, com um problema de cada modalidade.
Estão, igualmente, garantidas mais algumas produções, com alguns regressos!
Caríssimos confrades, é com muitas e boas produções que podemos ter uma competição de elevado nível. Portanto, venham elas!
Que este ano de 2011 consiga marcar uma viragem em termos de problemas policiários, é o que esperamos e desejamos!
Bom e Feliz Ano Novo
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