Memórias de mais três épocas de competição e divulgação policiárias, marcam o nosso espaço de hoje.
A abertura destes autênticos “álbuns de recordações”, fazem com que se avivem as memórias e se possam transmitir às gerações mais recentes de “detectives” informações sobre algumas das figuras de proa do nosso passatempo e um pouco do ambiente que se respirava há alguns anos atrás.
E como estamos em pleno mês de Agosto, ficam os renovados votos de continuação de boas férias, para os felizardos que as podem ter!
ÉPOCA 2004/2005
No campeonato nacional, um elevado número de participantes lutou até final pelo título, mas apenas um terceto terminou empatado com o máximo de pontos, valendo como desempate o critério dos pontos especiais, atribuídos prova a prova, às soluções consideradas melhores. Foi o saudoso Dic Roland, confrade de Vila Nova de Santo André, quem se sagrou campeão nacional, deixando os dois outros lugares no pódio aos confrades Zé dos Anzóis (actual Inspector Aranha), de Santarém e A. Raposo (actual A. Raposo & Lena), de Lisboa, respectivamente segundo e terceiro classificados. Nos lugares seguintes, Búfalos Associados, Avlis e Snitram, Nove, Daniel Falcão, Zé-Viseu, Figaleira e KO, completaram os dez primeiros
A final da Taça de Portugal da época 2004/2005 foi disputadíssima, pondo frente a frente dois dos melhores policiaristas nacionais, Daniel Falcão e Dic Roland, saindo vencedor o confrade nortenho, que ergueu o troféu. Nas meias-finais, Búfalos Associados e Inspector Boavida haviam sido eliminados, após excelentes prestações. Pelos quartos de final, ficaram Dr. Gismondo, Onaírda, Paulo e Zé-Viseu, enquanto Agente Guima, Alce Branco, Arnes, D. Chicote, Danielux, Flo, Mafesa e Sinid Agiev terminaram o seu sonho nos oitavos de final.
O Policiarista do Ano foi Dic Roland, campeão nacional e finalista vencido da taça. Subiram também ao pódio Daniel Falcão e Búfalos Associados, respectivamente segundo e terceiro, mercê de uma época bem conseguida. Seguiram-se o Inspector Boavida, A Raposo, Zé-Viseu, Zé dos Anzóis, Avlis e Snitram, Nove, Paulo, etc.
Exactamente pela mesma ordem ficou alinhado o pódio do Ranking, a que se seguiram, Nove, Zé-Viseu, Inspector Boavida, etc.
Quanto ao Campeonato Nacional de Produção, este foi muito disputado, com boas produções, a merecerem a aprovação generalizada dos confrades decifradores.
Para além dos bons desafios, de autoria de Ecologista, Rip Kirby, Inspector Boavida, Severina, Paulo, Karl Marques e A. Raposo, os lugares do pódio foram ocupados da seguinte forma:
O saudoso Dic Roland, “detective” de Santo André, com o problema “A Vingança”, ficou em 3.º lugar;
Zé da Vila, outro pseudónimo do mestre da arte de bem produzir M. Constantino, residente em Almeirim, com o problema “O Morto era um dos Ponteiros do Relógio”, que conquistou o 2.º posto;
O Inspector Fidalgo que se sagrou campeão nacional com o problema “O Inspector Fidalgo e a Morte do Coronel”.
TEMPORADA 2005/2006
Um ponto apenas, no critério de desempate, entregou o título de campeão nacional ao confrade Zé, ficando Daniel Falcão em segundo lugar, logo seguido dos Búfalos Associados. Ainda totalistas, ficaram o Inspector Boavida em 4.º lugar, Nove em 5.º, Onaírda em 6.º e o saudoso K.O. em 7.º lugar. Nos lugares seguintes, quedaram-se Zé dos Anzóis, Figaleira, Rip Kirby, A Raposo & Lena, Avlis e Snitram, à frente de um imenso pelotão de participantes.
Como sempre, os desempates foram efectuados através dos pontos especiais, atribuídos às melhores soluções e, em caso de empate nestas, em segundo plano, pelas pontuações atribuídas às respostas mais originais.
Nas melhores, foi Zé quem ficou em 1.º, seguido de Daniel Falcão, Búfalos Associados, Zé dos Anzóis e Inspector Boavida. Nas mais originais foi a tradicional vencedora, Medvet, quem se impôs a Onaírda, KO, Dic Roland e Zé, que ocuparam, por esta ordem, os lugares seguintes.
Na Taça de Portugal, foram os Búfalos Associados quem ergueram o troféu, depois de suplantarem o Inspector Boavida na final. Pelas meias-finais haviam ficado os confrades KO e Zé.
No Troféu de Policiarista do Ano, mercê de uma época brilhante, os Búfalos Associados suplantaram o Zé e o Inspector Boavida, respectivamente 2.º e 3.º. Igual posicionamento ocorreu no troféu relativo ao Ranking.
No Campeonato Nacional de Produção, Procurador Incógnito, Severina, Paulo, Rip Kirby, A Raposo & Lena, Inspector Boavida e Onaírda viram Daniel Falcão conquistar o pódio, no 3.º lugar com o problema “Estranha Mensagem”; Nove no 2.º posto, com “Investigando um Autor”; e M. CONSTANTINO, o grande mestre da produção que conquistou o título de campeão nacional, com o problema “Os Enigmas do Homem Que Não Existia”.
TEMPORADA 2006/2007
O Campeonato Nacional foi dominado por um trio de enorme qualidade, que disputou milímetro a milímetro o título nacional.
Acabou por ser o confrade de Braga, Daniel Falcão a sagrar-se campeão nacional 2006/2007, com os mesmos pontos de Zé-Viseu e Inspector Boavida, respectivamente segundo e terceiro. Foram os pontos especiais atribuídos às melhores soluções que estabeleceram a hierarquia.
Nos lugares seguintes, Onaírda, Zé dos Anzóis, Rip Kirby, Nove, Búfalos Associados e A Raposo & Lena, com um ponto a menos e Arnes, Cromossoma e Peter Pan com menos dois, destacaram-se.
Daniel Falcão, Zé-Viseu e Inspector Boavida ficaram nos três primeiros lugares nas melhores, enquanto a inevitável Medvet triunfou nas mais originais, seguida de Onaírda e K.O.
A Taça de Portugal foi erguida por Daniel Falcão, que venceu na final o confrade Onaírda. Pelas meias-finais quedaram-se a Arnes e o Zé-Viseu, enquanto os quartos de final viram ser eliminados os confrades Det. Lupa de Pedra, Dr. Gismondo, Insp.ª Marcelis e Paulo.
Face aos resultados obtidos, Daniel Falcão recebeu o troféu de Policiarista do Ano, deixando os restantes lugares do pódio para Onaírda e Zé-Viseu. Também o troféu de n.º 1 do Ranking foi para Braga, para Daniel Falcão, ficando em 2.º lugar Zé-Viseu e em 3.º Onaírda.
No Campeonato Nacional de Produção, Peter Pan, Mr. Ignotus, A. Raposo, Insp. Boavida e Rip kirby viram os confrades Búfalos Associados, com o problema “A Estatueta de Pedra”, subir ao lugar mais baixo de pódio; Onaírda com a produção “A Morte da Digitálica”, ao degrau intermédio e Inspector Fidalgo, com “O Insp. Fidalgo e o caso Anaquicoínes” que se sagrou campeão nacional.
DESTAQUES
Nestas épocas, destaque para o desaparecimento de três nomes grandes do policiário:
- O confrade DIC ROLAND, que após épocas de grande valia, sempre no topo das classificações, faleceu em 9 de Agosto de 2006, deixando uma marca indelével.
- A. VARATOJO, falecido em 2006.10.28, um dos “monstros sagrados” do policial português e um dos mais mediáticos criminologistas da nossa história e figura de proa na divulgação do policial, na rádio e na televisão.
- K.O., desaparecido em 2007.08.24. O seu espírito de conviva excelente e magnífico detective, quer produtor, quer decifrador, abriram uma ferida com a sua ausência que ainda hoje mostra as suas marcas.
domingo, 21 de agosto de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
POLICIÁRIO 1047
UM ENIGMA EM “R”!
A segunda parte da prova n.º 8, que hoje publicamos é, tal como a primeira, de autoria de Daniel Falcão, o que faz com que este confrade possa dizer que tem um mês de Agosto repousado, em termos de decifração de problemas policiários.
Tratando-se, como é o caso, de um desafio de escolha múltipla, recordamos que os “detectives” apenas terão de indicar a alínea por que optam, sem necessidade de mais explicações, que, no entanto, podem ser dadas por quem assim entender.
Em directo da cidade de Braga e do confrade Daniel Falcão, aqui fica este desafio para que nos digam quem foi a “R”, de entre as quatro “R” suspeitas, que matou outra “R”! Um verdadeiro problema em “R”!
CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL
PROVA N.º 8 – PARTE II
“QUEM MATOU A RAFA (ELA)?”, Original de DANIEL FALCÃO
Tudo aconteceu no final da tarde de uma sexta-feira 13. Quando todos se preparavam para mais um fim-de-semana primaveril, foi encontrado o corpo de Rafaela Pacheco, professora de Química. Rafa, para os colegas de trabalho.
Se ninguém tivesse passado pela sala contígua à sala dos professores, a mesma sala onde os directores de turma habitualmente recebem os encarregados de educação, o corpo só seria encontrado na manhã de segunda-feira. Felizmente, se é que se pode recorrer a um termo destes neste género de circunstâncias, alguém lá entrou e gritou, depois de ver aquele cenário horrível.
Não era preciso ter muita experiência para aventar o que teria acontecido naquela sala. A vítima teria sido empurrada brutalmente contra a esquina de um móvel alto onde batera com a testa, provocando-lhe um ferimento muito feio, tendo dele jorrado uma grande quantidade de sangue. O homicida, assustado com o resultado do seu acto, ter-se-á retirado da sala.
O rasto de sangue no chão da sala permitia concluir que a morte não fora imediata e que a vítima ainda se deslocara até próximo de uma das portas. Muito provavelmente, já sem forças, resolvera rabiscar no chão, com o dedo em sangue, alguns algarismos. Ao lado da sua mão direita, escrito com sangue, estava o seguinte:
5-8 5-16
A investigação decorreu célere, ainda naquele dia e durante a manhã de sábado. Depois de escutadas muitas das pessoas – professores, funcionários, alguns alunos – que estavam na escola naquela sexta-feira 13, foram detidas quatro professoras para mais averiguações: Renata Santos, professora de Francês, também conhecida por René; Rita Nogueira, professora de Português; Rosa Antunes, professora de Geografia; e Rute Magalhães, professora de Matemática.
Eis alguns dos elementos recolhidos a partir dos respectivos depoimentos, nomeadamente sobre o que tinham feito na aula que antecedeu o momento em que foi encontrado o corpo e o que recentemente estavam a leccionar.
René – Como estava com uma infecção urinária, precisava de ir constantemente à casa de banho. Durante a aula saíra por duas vezes. Curiosamente, de ambas as vezes vira uma colega seguir na direcção da sala dos professores: a Rita, primeiro, e a Rosa, depois. Pareceu-lhe que nenhuma delas se apercebera que fora vista, embora a Rosa olhasse constantemente para a sua direita e para a sua esquerda. Nas aulas, estava a fazer uma revisão do conjuntivo dos verbos.
Rita – Durante a aula apercebera-se que se esquecera dos trabalhos dos alunos. Voltara à sala dos professores onde os tinha deixado. Chegou, entrou, dirigiu-se ao seu cacifo e, recolhendo os trabalhos, regressou à sala de aula. Não se lembra de ter visto ninguém. As aulas mais recentes estavam a ser dedicadas aos Lusíadas.
Rosa – Saíra da sala dos professores sem levar com ela um mapa-mundo que representava de uma forma muito elucidativa as longitudes e as latitudes de vários países. Era este o tema das últimas aulas. Por isso, tivera de regressar à sala dos professores. Não viu nem ouviu nada, enquanto lá esteve.
Rute – Também saiu da sala de aula, depois da aula se iniciar. Precisou de ir à casa de banho e não se aproximou da sala dos professores. Regressou sem ter visto ninguém. Os alunos estavam a aprender a teoria das probabilidades.
A investigação permitiu ainda apurar que Rafa, René, Rita, Rosa e Rute, além de serem amigas e estarem informadas sobre o que cada uma estava a leccionar, partilhavam uma paixão comum: o director da escola. Parecia estar encontrado o móbil do crime!
Pergunta-se: Quem matou a Rafa (ela)?
A – René
B – Rita
C – Rosa
D – Rute
E pronto.
Numa jornada dupla do confrade Daniel Falcão, autor dos dois desafios desta prova n.º 8, o prazo para envio de ambas as soluções decorre até ao próximo dia 20 de Setembro, impreterivelmente.
Para responderem, podem os nossos “detectives” usar um dos seguintes meios:
- Pelos Correios para PÚBLICO-Policiário, Rua Viriato, 13, 1069-315 LISBOA;
- Por e-mail para policiario@publico.pt;
- Por entrega em mão na redacção do PÚBLICO de Lisboa;
- Por entrega em mão ao orientador da secção, onde quer que o encontrem.
Boas deduções!
DIC ROLAND
Completaram-se no passado dia 9 de Agosto, 5 anos sobre o desaparecimento deste nosso confrade, que deixou uma marca muito profunda no nosso passatempo e em todos os que tiveram o privilégio de com ele conviverem.
Depois de uma vida intensa, em que passou por vários cantos do Mundo, Dic Roland apareceu no Policiário com uma postura completamente ímpar, manifestando um interesse e um rigor inexcedíveis.
Uma das suas características mais marcantes era a avidez com que convivia com todos os confrades, deslocando-se para todos os locais onde houvesse uma manifestação policiária, fosse um convívio, um colóquio ou mero jantar de confraternização.
Pessoa de enorme estatura moral e intelectual, assumiu desde a primeira hora o Policiário como sua modalidade de eleição, também na vertente de competição, em que conquistou praticamente tudo como decifrador, sagrando-se campeão nacional, ou como produtor, assinando problemas de boa qualidade, muitos deles abordando situações passadas nos seus tempos de Nova Goa, na Índia, onde exerceu funções profissionais, que eram também motivo para emotivas histórias, sempre contadas com descrições pormenorizadas, de quem sabia separar com mestria o essencial do acessório.
Inicialmente a responder do Retaxo, Castelo Branco, onde residiu e exerceu actividade profissional, passou pela Barragem do Fratel, onde dirigiu uma estalagem e onde organizou um excelente convívio, com passagem pela vizinha vila de Nisa e pelas Termas da Fadagosa. Esse convívio, ainda hoje é recordado por todos os confrades que puderam estar presentes.
Depois, Dic Roland acabou por se fixar no Litoral Alentejano, mais precisamente em Vila Nova de Santo André, onde assumiu uma presença notória na Tertúlia Policiária que ficou conhecida por Poliandré, conjuntamente com os confrades Vilnosa e Sinid Agiev e onde todos os anos, religiosamente, os confrades “detectives” se reuniam em animados convívios, sempre com uma vertente cultural bastante marcante.
Cinco anos passados sobre a sua morte, o confrade Dic Roland continua bem vivo entre todos os que se revêem na sua exemplar postura de sempre e é bem merecedor da singela homenagem que aqui lhe prestamos.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
CONFRONTOS DOS OITAVOS DE FINAL
TAÇA DE PORTUGAL 2011
RIP KIRBY - DANIEL FALCÃO; MISTER H - AGENTE GUIMA; DETECTIVE JEREMIAS - ALVES & C.ª; ALCE BRANCO - DR. GISMONDO; INSPECTOR ARANHA - MEDVET; FLO - PROFESSOR CEBOLAS; ZÉ - A RAPOSO & LENA; INSPECTOR GIGAS - PAULO.
RIP KIRBY - DANIEL FALCÃO; MISTER H - AGENTE GUIMA; DETECTIVE JEREMIAS - ALVES & C.ª; ALCE BRANCO - DR. GISMONDO; INSPECTOR ARANHA - MEDVET; FLO - PROFESSOR CEBOLAS; ZÉ - A RAPOSO & LENA; INSPECTOR GIGAS - PAULO.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
CONFRONTOS PARA OS OITAVOS DE FINAL
TAÇA DE PORTUGAL
Os confrontos para os oitavos de final da Taça de Portugal 2011 vão ser publicados AQUI, ainda no decorrer do dia de hoje.
Estamos a "digerir" algumas dúvidas que ainda temos e a tentar tomar as decisões mais acertadas em alguns confrontos que vão ter de ser decididos por desempate de grandes penalidades, como costumamos dizer!
Apenas mais algumas horas, antes de ficarmos a saber quem defronta quem, nos oitavos de final.
Até mais logo!
Os confrontos para os oitavos de final da Taça de Portugal 2011 vão ser publicados AQUI, ainda no decorrer do dia de hoje.
Estamos a "digerir" algumas dúvidas que ainda temos e a tentar tomar as decisões mais acertadas em alguns confrontos que vão ter de ser decididos por desempate de grandes penalidades, como costumamos dizer!
Apenas mais algumas horas, antes de ficarmos a saber quem defronta quem, nos oitavos de final.
Até mais logo!
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
UM LIVRO DO INSPECTOR MOKA
VOLFRO!
Assim se chama o trabalho que o nosso confrade e Amigo INSPECTOR MOKA, do Lavradio, Barreiro, vai lançar em Arouca, no próximo dia 13 de Agosto e para o qual convida TODOS os confrades do Policiário, que queiram comparecer.
O Inspector Moka é uma das figuras maiores do nosso Policiário, infelizmente afastado há alguns anos, após épocas de grandes resultados e excelente camaradagem a Amizade.
Um abraço a este nosso confrade e Amigo, com desejos sinceros de que esta obra seja um êxito e que possa regressar ao nosso convívio policiário, onde a sua ausência se faz sentir!
De todo este MUNDO POLICIÁRIO, um forte abraço para o "nosso" Inspector Moka!
POLICIÁRIO 1046
Neste início de Agosto, com sol e praia para quem goste, fica o desafio do confrade Daniel Falcão para exercitar as capacidades de decifração criptográfica.
O mês de Agosto é, por tradição, o mês escolhido pela maioria dos confrades para gozo de férias, também por causa de ser o único mês disponível para quem tem filhos em época de exames.
Mas o estar de férias não deve ser sinónimo de paragem, pelo menos em termos de Policiário. Daí o lançamento deste desafio que vai, estamos certos, proporcionar alguns momentos de agradável decifração, “à vista desarmada”, o mesmo é dizer, sem recorrer aos velhinhos manuais de decifração criptográfica, que aqui também não serão de grande valia, estamos certos.
Para todos os confrades – e foram bastantes – que se manifestaram agradados pela inclusão de um problema com criptografia no nosso torneio deste ano e pediram mais, aqui têm um novo desafio!
Destaque ainda para a particularidade de encerrar uma homenagem – a que nos associamos integralmente - a três grandes nomes do Policiário, infelizmente já desaparecidos do nosso convívio: Dic Roland, de Vila Nova de Santo André, um confrade sempre na linha da frente, presente em todos os eventos, ocorressem onde ocorressem, produtor e decifrador de excelência; K.O., de Mem Martins, um dos mais interessados “detectives”, capaz de soluções de enorme valia e conviva sempre presente; e o nosso “mestre” Sete de Espadas, que dispensa apresentações, grande divulgador deste nosso passatempo e verdadeiro cidadão do mundo policiário.
CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL
PROVA N.º 8 – PARTE I
“AZUL CELESTIAL”, de DANIEL FALCÃO
Dedicado a
Dic Roland, KO, Sete de Espadas… e Avarra
Envoltos numa coloração azul celestial, observamos três vultos. Não, não nos estamos a referir a três figuras indistintas cuja presença apenas se adivinha. Mas a três figuras que, numa outra fase do seu eterno percurso, se salientaram. Não por feitos inesquecíveis, mas por relações inolvidáveis. Um deles, em particular, marcou uma geração. A minha geração.
No centro destes três vultos, existe uma mesa. Também ela azul, mas de um azul-marinho. Fazendo-lhes recordar, com toda a certeza, as ondas do mar. A mesa tem um estranho formato hexagonal, como que se adaptando às posições por eles ocupadas. Não é um hexágono perfeito. Três dos lados têm maior dimensão que os três lados não ocupados. Estes últimos, separando e melhor acomodando os três vultos. Arriscaríamos dizer que, se eles fossem quatro e não três, a mesa seria octogonal.
Todavia, é uma mesa deveras estranha. Estranha devido à sua transparência, porque muito dificilmente se divisam as pernas que a sustentam. O mesmo se poderá dizer sobre as cadeiras em que os três vultos estão sentados. Afirmamos que estão sentados, porque a posição em que se encontram se coaduna com esta descrição.
Afinal, quem são estes três vultos? Apenas personalidades muito respeitadas e muito queridas no seio da família policiária que mudaram de dimensão, em três anos consecutivos, nos ainda não longínquos anos de 2006 – Dic Roland, 2007 – KO e 2008 – Sete de Espadas. Embora não estejam entre nós numa dimensão física, estão e continuarão a estar numa dimensão espiritual. Por isso vão reproduzindo aquilo a que sempre estiveram habituados: a partilha de uma mesa, confraternizando e debatendo o policiário.
“É interessante ler o Luís Pessoa desafiando os grandes decifradores e produtores de outrora a apresentar problemas em que a criptografia seja a estrela principal. Estaria ele a pensar em nós?” Questionava-se Dic Roland. “Recordo que ainda na temporada passada, ‘a mensagem secreta’ do Paulo demonstrou, inequivocamente, a qualidade da produção da nova geração de decifradores.”
Enquanto falava, Dic Roland ia rabiscando sobre a mesa. Se pensam que ele usava papel e lápis, estão enganados. Percebia-se que o dedo indicador ia mexendo e, como por magia, as letras iam surgindo na mesa, uma atrás da outra.
“Notável o processo utilizado para exortar os decifradores à escrita de problemas policiários, enunciando os quatro pilares para se obter uma boa produção.” Concluiu Dic Roland.
“É bem verdade o que dizes!” Afirmou KO, esticando o dedo indicador. O conjunto de letras escrita por Dic Roland passara, de repente, para a frente de KO, como se a mesa tivesse rodado para a direita, embora não se tivesse visto qualquer movimento.
Utilizando o dedo, tal como procedera anteriormente Dic Roland, o conjunto de letras ia sofrendo alterações. “O mote do desafio do Luís Pessoa parece ter sido a razia provocada pelo ‘aprendiz de criminoso’ do Felizardo Lopes. Como era possível, interrogava-se ele, que um problema linear e directo, baseado nos aspectos mais básicos da criptografia, com a chave bem à vista, o número do prisioneiro 1432, tenha provocado tanta dificuldade?”
Um momento! Parece que conseguimos ver (?) qualquer coisa. É verdade que foi muito ténue. Mas, pelo menos sentimos algo a acontecer, segundos antes do conjunto de letras aparecer defronte do Sete de Espadas. Certo, certo, é que o Sete de Espadas, para sempre e simplesmente o Sete, observava atentamente as letras que se encontravam à sua frente. Adivinha-se que ia, a qualquer momento, mover o seu dedo indicador.
“Sabem que mais!?... Concordo com o Luís Pessoa. Os problemas criptográficos obrigam a utilizar as células cinzentas. Nos dois problemas que referem, utiliza-se o método da transposição, com as devidas variantes. Mas será muito interessante que também se produzam problemas recorrendo a outros métodos.” Enquanto ditava as suas ideias, a sequência de letras sobre a mesa continuava sendo modificada, por acção do dedo do Sete.
Foi neste ponto da conversa que nos apercebemos da chegada de um quarto vulto. Com uma voz forte, disse: “Sempre a mesma coisa! Nem agora descansam um pouco do policiário. Não há dúvida que lhes está no sangue e já nada o conseguirá extirpar.”
“Avarra, tens sempre de interromper o nosso prazer!” Afirmaram os três em uníssono.
Ainda estas últimas palavras ecoavam e já só conseguíamos divisar as costas dos quatro amigos, afastando-se para algum lugar para nós desconhecido. Sobre a mesa, já muito indistintas, porque se iam desvanecendo, encontravam-se as letras que formavam a seguinte sequência.
H V P Y S P J P H V W V C H K P V H N U T S Z V Z H Q L V L K Z H N P T
O que significará esta mensagem? O que estavam Dic Roland, KO e Sete de Espadas a engendrar, quando foram interrompidos por Avarra? Ajudem-nos, por favor!
E pronto.
Depois de devidamente resolvido, é tempo da elaboração das propostas de solução e do seu envio, impreterivelmente até ao próximo dia 20 de Setembro, por um dos seguintes meios:
- Pelos Correios para PÚBLICO-Policiário, Rua Viriato, 13, 1069-315 LISBOA;
- Por e-mail para policiario@publico.pt;
- Por entrega em mão na redacção do PÚBLICO de Lisboa;
- Por entrega em mão ao orientador da secção, onde quer que o encontrem.
Boas deduções!
O mês de Agosto é, por tradição, o mês escolhido pela maioria dos confrades para gozo de férias, também por causa de ser o único mês disponível para quem tem filhos em época de exames.
Mas o estar de férias não deve ser sinónimo de paragem, pelo menos em termos de Policiário. Daí o lançamento deste desafio que vai, estamos certos, proporcionar alguns momentos de agradável decifração, “à vista desarmada”, o mesmo é dizer, sem recorrer aos velhinhos manuais de decifração criptográfica, que aqui também não serão de grande valia, estamos certos.
Para todos os confrades – e foram bastantes – que se manifestaram agradados pela inclusão de um problema com criptografia no nosso torneio deste ano e pediram mais, aqui têm um novo desafio!
Destaque ainda para a particularidade de encerrar uma homenagem – a que nos associamos integralmente - a três grandes nomes do Policiário, infelizmente já desaparecidos do nosso convívio: Dic Roland, de Vila Nova de Santo André, um confrade sempre na linha da frente, presente em todos os eventos, ocorressem onde ocorressem, produtor e decifrador de excelência; K.O., de Mem Martins, um dos mais interessados “detectives”, capaz de soluções de enorme valia e conviva sempre presente; e o nosso “mestre” Sete de Espadas, que dispensa apresentações, grande divulgador deste nosso passatempo e verdadeiro cidadão do mundo policiário.
CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL
PROVA N.º 8 – PARTE I
“AZUL CELESTIAL”, de DANIEL FALCÃO
Dedicado a
Dic Roland, KO, Sete de Espadas… e Avarra
Envoltos numa coloração azul celestial, observamos três vultos. Não, não nos estamos a referir a três figuras indistintas cuja presença apenas se adivinha. Mas a três figuras que, numa outra fase do seu eterno percurso, se salientaram. Não por feitos inesquecíveis, mas por relações inolvidáveis. Um deles, em particular, marcou uma geração. A minha geração.
No centro destes três vultos, existe uma mesa. Também ela azul, mas de um azul-marinho. Fazendo-lhes recordar, com toda a certeza, as ondas do mar. A mesa tem um estranho formato hexagonal, como que se adaptando às posições por eles ocupadas. Não é um hexágono perfeito. Três dos lados têm maior dimensão que os três lados não ocupados. Estes últimos, separando e melhor acomodando os três vultos. Arriscaríamos dizer que, se eles fossem quatro e não três, a mesa seria octogonal.
Todavia, é uma mesa deveras estranha. Estranha devido à sua transparência, porque muito dificilmente se divisam as pernas que a sustentam. O mesmo se poderá dizer sobre as cadeiras em que os três vultos estão sentados. Afirmamos que estão sentados, porque a posição em que se encontram se coaduna com esta descrição.
Afinal, quem são estes três vultos? Apenas personalidades muito respeitadas e muito queridas no seio da família policiária que mudaram de dimensão, em três anos consecutivos, nos ainda não longínquos anos de 2006 – Dic Roland, 2007 – KO e 2008 – Sete de Espadas. Embora não estejam entre nós numa dimensão física, estão e continuarão a estar numa dimensão espiritual. Por isso vão reproduzindo aquilo a que sempre estiveram habituados: a partilha de uma mesa, confraternizando e debatendo o policiário.
“É interessante ler o Luís Pessoa desafiando os grandes decifradores e produtores de outrora a apresentar problemas em que a criptografia seja a estrela principal. Estaria ele a pensar em nós?” Questionava-se Dic Roland. “Recordo que ainda na temporada passada, ‘a mensagem secreta’ do Paulo demonstrou, inequivocamente, a qualidade da produção da nova geração de decifradores.”
Enquanto falava, Dic Roland ia rabiscando sobre a mesa. Se pensam que ele usava papel e lápis, estão enganados. Percebia-se que o dedo indicador ia mexendo e, como por magia, as letras iam surgindo na mesa, uma atrás da outra.
“Notável o processo utilizado para exortar os decifradores à escrita de problemas policiários, enunciando os quatro pilares para se obter uma boa produção.” Concluiu Dic Roland.
“É bem verdade o que dizes!” Afirmou KO, esticando o dedo indicador. O conjunto de letras escrita por Dic Roland passara, de repente, para a frente de KO, como se a mesa tivesse rodado para a direita, embora não se tivesse visto qualquer movimento.
Utilizando o dedo, tal como procedera anteriormente Dic Roland, o conjunto de letras ia sofrendo alterações. “O mote do desafio do Luís Pessoa parece ter sido a razia provocada pelo ‘aprendiz de criminoso’ do Felizardo Lopes. Como era possível, interrogava-se ele, que um problema linear e directo, baseado nos aspectos mais básicos da criptografia, com a chave bem à vista, o número do prisioneiro 1432, tenha provocado tanta dificuldade?”
Um momento! Parece que conseguimos ver (?) qualquer coisa. É verdade que foi muito ténue. Mas, pelo menos sentimos algo a acontecer, segundos antes do conjunto de letras aparecer defronte do Sete de Espadas. Certo, certo, é que o Sete de Espadas, para sempre e simplesmente o Sete, observava atentamente as letras que se encontravam à sua frente. Adivinha-se que ia, a qualquer momento, mover o seu dedo indicador.
“Sabem que mais!?... Concordo com o Luís Pessoa. Os problemas criptográficos obrigam a utilizar as células cinzentas. Nos dois problemas que referem, utiliza-se o método da transposição, com as devidas variantes. Mas será muito interessante que também se produzam problemas recorrendo a outros métodos.” Enquanto ditava as suas ideias, a sequência de letras sobre a mesa continuava sendo modificada, por acção do dedo do Sete.
Foi neste ponto da conversa que nos apercebemos da chegada de um quarto vulto. Com uma voz forte, disse: “Sempre a mesma coisa! Nem agora descansam um pouco do policiário. Não há dúvida que lhes está no sangue e já nada o conseguirá extirpar.”
“Avarra, tens sempre de interromper o nosso prazer!” Afirmaram os três em uníssono.
Ainda estas últimas palavras ecoavam e já só conseguíamos divisar as costas dos quatro amigos, afastando-se para algum lugar para nós desconhecido. Sobre a mesa, já muito indistintas, porque se iam desvanecendo, encontravam-se as letras que formavam a seguinte sequência.
H V P Y S P J P H V W V C H K P V H N U T S Z V Z H Q L V L K Z H N P T
O que significará esta mensagem? O que estavam Dic Roland, KO e Sete de Espadas a engendrar, quando foram interrompidos por Avarra? Ajudem-nos, por favor!
E pronto.
Depois de devidamente resolvido, é tempo da elaboração das propostas de solução e do seu envio, impreterivelmente até ao próximo dia 20 de Setembro, por um dos seguintes meios:
- Pelos Correios para PÚBLICO-Policiário, Rua Viriato, 13, 1069-315 LISBOA;
- Por e-mail para policiario@publico.pt;
- Por entrega em mão na redacção do PÚBLICO de Lisboa;
- Por entrega em mão ao orientador da secção, onde quer que o encontrem.
Boas deduções!
sábado, 6 de agosto de 2011
ANDRÉ, DE PENICHE: UM COMENTÁRIO SEMPRE A TEMPO!
Um confrade que se assina ANDRÉ e de Peniche, fez-nos chegar um comentário a propósito do 88.º aniversário do SETE DE ESPADAS. Essa notícia que publicámos em 2009, referia-se ao aniversário que ocorreria nessa data se o nosso confrade e mestre SETE DE ESPADAS ainda fosse vivo.
Anos depois, um dos "miúdos" da secção do SETE, no Mundo de Aventuras, deu com essa homenagem singela que lhe fizemos e não resistiu a deixar o seu depoimento.
Também nós não resistimos em publicá-lo, com um abraço nosso e, certamente, de todos os confrades parceiros desses momentos.
Ficamos à espera do regresso do André a esta nossa Famíla, que é, sempre e também, do SETE DE ESPADAS:
"Eu fui um desses miúdos que participaram na secção do Sete no Mundo de Aventuras, o Mistério Policiário. Tive oportunidade de conhecer muita gente boa, de todas as idades, gente da mais diversa, unida pelo apelo do policiário e do convívio sadio. Hoje lembrei-me desses tempos e do Sete de Espadas, e fiz uma busca na net. Lamento a partida desse ser humano de excepção. Creio que muito do que sou o devo ao exemplo do Sete e às experiências riquíssimas de participar numa actividade como o policiário. AA
Por André em 88.º ANIVERSÁRIO DO NASCIMENTO DO SETE DE ESPADAS às 12:15"
Anos depois, um dos "miúdos" da secção do SETE, no Mundo de Aventuras, deu com essa homenagem singela que lhe fizemos e não resistiu a deixar o seu depoimento.
Também nós não resistimos em publicá-lo, com um abraço nosso e, certamente, de todos os confrades parceiros desses momentos.
Ficamos à espera do regresso do André a esta nossa Famíla, que é, sempre e também, do SETE DE ESPADAS:
"Eu fui um desses miúdos que participaram na secção do Sete no Mundo de Aventuras, o Mistério Policiário. Tive oportunidade de conhecer muita gente boa, de todas as idades, gente da mais diversa, unida pelo apelo do policiário e do convívio sadio. Hoje lembrei-me desses tempos e do Sete de Espadas, e fiz uma busca na net. Lamento a partida desse ser humano de excepção. Creio que muito do que sou o devo ao exemplo do Sete e às experiências riquíssimas de participar numa actividade como o policiário. AA
Por André em 88.º ANIVERSÁRIO DO NASCIMENTO DO SETE DE ESPADAS às 12:15"
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