terça-feira, 11 de abril de 2017

CONFRONTOS ADIADOS

TAÇA DE PORTUGAL - 2017


XXV ANIVERSÁRIO

Por dificuldades inesperadas, não é possível divulgar hoje os confrontos, como fora prometido.
Com as nossas desculpas, esperamos poder fazê-lo durante o dia de amanhã.


CONFRONTOS PARA A 3.ª PROVA

TAÇA DE PORTUGAL - 2017
XXV ANIVERSÁRIO

CONFRONTOS PARA A 3.ª PROVA,

AINDA HOJE, AQUI!

domingo, 9 de abril de 2017

POLICIÁRIO 1340



 SUBCHEFE PINGUINHAS PERGUNTA:
DE QUEM É A CARTEIRA?

Na caminhada que nos conduz ao XXV aniversário desta nossa secção de Policiário, a ocorrer já no próximo dia 1 de Julho e, mais à frente, à conclusão das nossas competições de 2017, surge o segundo desafio da prova 3, tal como o primeiro de autoria do confrade Inspector Boavida, tendo, desta feita como figura principal o subchefe Pinguinhas, a braços com mais um caso intrincado…

CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2017
PROVA N.º 3 – PARTE II
“O SUBCHEFE PINGUINHAS NO POSTO DE TURISMO” – Original de INSPETOR BOAVIDA
            
Com o encerramento da esquadra onde prestava serviço, na baixa de Lisboa, o subchefe Pinguinhas foi destacado no início do ano para um posto de apoio aos turistas que nesta altura enxameiam a cidade. Quatro deles entraram um dia destes esbaforidos no posto, ao início da noite, aos gritos uns com os outros, expressando-se nos seus respetivos idiomas: turco, somali, curdo e romeno. Nem eles se entendiam, quanto mais o pessoal do posto, que procurava em vão perceber o motivo da refrega. A muito custo, Pinguinhas conseguiu entender que o pomo da discórdia era uma carteira, contendo três mil euros, que o turco tinha na mão e que os outros três reclamavam também como sua.
Para além do dinheiro, em notas de cinquenta, vinte, dez e cinco euros, a carteira continha alguns papéis (faturas de cafés emitidas sem nome ou número de contribuinte, uma fração da lotaria clássica para o sorteio do dia seguinte, um talão de registo do euromilhões para terça-feira e um bilhete para a próxima sessão do espetáculo em cena no Teatro Nacional D. Maria II), mas nada de passaporte ou qualquer outro documento que pudesse identificar o seu proprietário. O subchefe Pinguinhas não desarmou e desatou a fazer perguntas num inglês pausado e acompanhado de largos e repetitivos gestos, que eles se esforçavam por entender de testa franzida e olhares interrogadores.
Através deste processo, ficou a saber-se que o cidadão romeno está em Lisboa há cinco dias, o somali e o curdo há quatro, enquanto o turco chegara na manhã da antevéspera. Soube-se também que, curiosamente, estão todos alojados no mesmo local, razão por que Pinguinhas se dirigiu de imediato para lá. No hostel, depois de conferir os passaportes dos quatro, tomou conhecimento de que todos reservaram alojamento por seis noites, partindo imediatamente no dia seguinte cada um deles para outra cidade europeia, por via aérea: o turco a início da manhã, rumo a Paris; o romeno ao fim da manhã, com destino a Praga; o curdo e o somali a meio da tarde, em direção a Londres.
Com a preciosa ajuda do rececionista do hostel, que entendia o mais básico das línguas nativas dos quatro turistas desavindos, o subchefe Pinguinhas conseguiu perceber que o início da contenda se verificou na entrada para a composição do metro na estação dos Restauradores, quando à frente deles caiu a carteira a que todos deitaram a mão, tendo o turco sido o mais hábil na disputa pela sua posse. A discussão, em altos berros, numa polifonia de idiomas, começara nesse momento, com todos a reclamarem como sua a carteira que se abrira literalmente perante todos com as várias notas de euro expostas pelo chão da plataforma. Exatamente três mil euros, ali contados a olho nu!
O subchefe Pinguinhas ainda pensou em perguntar a cada um dos turistas onde ficam os cafés que emitiram as faturas que estavam na carteira e a que serviços se reportavam, ou onde foi comprada a fração da lotaria e feito o registo da aposta do euromilhões, mas não o fez por dificuldade de comunicação. De qualquer maneira, embora não deixasse de fazer essa e outras diligências no dia seguinte de manhã bem cedo, com o apoio de um intérprete das várias línguas em presença, considerou que tal não seria necessário para saber a qual deles podia pertencer a carteira. Ou seja, depois de juntar todas as peças do caso, ele concluiu que o proprietário da carteira podia ser:
A: o romeno;
B: o turco;
C: o somali;
D: o curdo.

               
E pronto.
Com os dados lançados, é chegada a altura de todos os nossos “detectives” serem chamados a dizerem-nos a quem poderá pertencer a carteira, indicando explicitamente a letra correspondente à opção tomada (sob pena de ser considerada resposta errada), impreterivelmente até ao próximo dia 30 do corrente mês de Abril, para o que poderão usar um dos meios seguintes:
- Pelos Correios : Luís Pessoa, Estrada Militar, n.º 23, 2125-109 MARINHAIS;
- Por entrega em mão ao coordenador do espaço, onde quer que o encontrem.

Boas deduções!

RESULTADOS DA PROVA N.º 1

Encontram-se já disponíveis as pontuações obtidas pelos nossos “detectives” na prova n.º 1 do Campeonato Nacional, no blogue Crime Público, em http://blogs.publico.pt/policiario ou no sítio do confrade Daniel Falcão, Clube de Detectives, em http://clubededetectives.pt.
Recordamos que todos os resultados são sempre publicados em primeira mão no blogue Crime Público ou nesta nossa secção, conforme as disponibilidades.
Também os endereços de e-mail acima referidos para envio das propostas de solução, podem ser utilizados pelos nossos leitores e “detectives” para qualquer dúvida ou assunto que possa surgir, havendo sempre uma resposta, ainda que possa tardar algum tempo, devido a possíveis acumulações de correspondência.


















sábado, 8 de abril de 2017

NOVO BLOGUE DE COISAS "QUASE" CRIMINAIS

Abrimos mais uma janela na blogosfera.

O "TRETAS À PORTUGUESA" vai tratar de "coisitas" que se passam na nossa vida de todos os dias, por que quase todos já passamos e que seriam "quase" casos de polícia, se não se passassem em Portugal!

O primeiro relato, já publicado, tem como alvo a GALP ON, fornecedor de electricidade e a denominada autoridade reguladora, a ERSE. A vítima, como sempre, é um consumidor português que no fim das contas ficou a haver da GALP ON uma importância em dinheiro, que esta lhe cobrou abusivamente!!

Em breve haverá outros casos e o próximo vai direitinho à NESTLÉ (DOLCE GUSTO) e seus concursos da treta e envolve também um secretário do Ministério da Administração Interna, a quem devia competir zelar pelo cumprimento dos regulamentos dos concursos!

Outros se seguirão! 

Este blogue está aberto a TODOS que tenham "casos" com entidades, Estado, empresas...

Estamos em tretasaportuguesa.blogspot.pt  

CLASSIFICAÇÃO DIC ROLAND


CAMPEONATO NACIONAL - XXV ANIVERSÁRIO

PROVA N.º 1

1.º BÚFALOS ASSOCIADOS - 5 PONTOS
2.º DANIEL FALCÃO - 4 PONTOS
3.º INSPECTOR ARANHA - 3 PONTOS
4.º DETECTIVE JEREMIAS - 2 PONTOS
5.º ZÉ - 1 PONTO


CLASSIFICAÇÃO MEDVET


CAMPEONATO NACIONAL - XXV ANIVERSÁRIO

PROVA N.º 1

1.º INSPECTOR GIGAS - 5 PONTOS
2.º UNIAQUE - 4 PONTOS
3.º PETER O - 3 PONTOS
4.º DECO - 2 PONTOS
5.º JOE TROIKO - 1 PONTO

domingo, 2 de abril de 2017

POLICIÁRIO 1339



QUEM MATOU O CHEF?

Iniciamos mais uma etapa da nossa competição de 2017, o ano em que completamos e festejamos os 25 anos de Policiário no PÚBLICO.
Os desafios deste mês, o desta semana e o que que apresentaremos no próximo domingo, ficam a cargo do nosso confrade Inspector Boavida, um dos “detectives” mais valorosos e completos, sempre nos lugares cimeiros das diversas classificações e um produtor de méritos reconhecidos.

CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2017
PROVA N.º 3 – PARTE I
“SMALUCO E A MORTE DO CHEF JOCA GANITAS”
 Original de INSPETOR BOAVIDA
                                  
Um dos casos conduzidos pelo detetive Smaluco mais comentados e discutidos nos bastidores da Polícia Judiciária, onde prestou serviço após concurso público até ser reformado compulsivamente, relaciona-se com a morte do Chef Joca Ganitas, um homem envolvido na noite clandestina de jogos de fortuna e azar. O póquer era a sua perdição, gastando à mesa de jogo praticamente tudo o que ganhava na sua reconhecida atividade profissional, terminando quase sempre a noite com quatro parceiros há muito identificados como perigosos predadores de jogadores viciados. Todos eles tinham um gosto especial por vinho da casta alvarinho, que iam bebericando durante o jogo, quase sempre acompanhado por iguarias previamente preparadas pelo exímio cozinheiro.
As dívidas contraídas por Ganitas nas suas noites mais azaradas eram invariavelmente saldadas a meio da tarde do dia seguinte em sua própria casa, onde preparava antecipadamente um pitéu preferido do seu credor da noite anterior. Alberto Lucas, um sujeito franzino, de pequena estatura, tinha um gosto particular por caldeirada de chocos com batata-doce. Bernardo Lara, um homenzarrão de muitos músculos e pouco cérebro, adorava migas à alentejana. Carlos Luís, um tipo divertido e sempre de bom humor, era o intelectual do grupo e tinha predileção por lombinhos de porco, gratinados. Daniel Libertino, um simpático galã com ar de quem ainda vivia no início do século XX, gostava fundamentalmente de estufado de novilho com ervilhas.
A determinada altura, os dias foram-se sucedendo sem que os petiscos a meio da tarde em casa do solteirão Ganitas acontecessem e as dívidas foram-se acumulando sem que as sessões noturnas de póquer parassem alguma vez de ter lugar. A rotina de fim do dia mantinha-se inalterada e, noite após noite, mal saía do restaurante onde prestava serviço, o cozinheiro rumava para a habitual mesa de jogo, sempre na esperança de recuperar o imenso dinheiro perdido para os seus quatro parceiros, que haviam já começado a exigir, todos eles juntos e em separado, a liquidação das dívidas, sempre com ameaças mais ou menos veladas de violência física, ao mesmo tempo que iam exercendo pressão, através de ameaçadoras mensagens anónimas enviadas por correio.
Certa noite, Smaluco, que se encontrava de plantão na PJ, recebeu um telefonema da PSP dando conta de uma ocorrência que requeria a intervenção urgente da uma brigada da polícia criminal. O caso conta-se em breves palavras. Os colegas do Chef Joca Ganitas, estranhando a sua ausência no posto de trabalho numa noite de muito movimento, e após várias chamadas telefónicas infrutíferas para sua casa, decidiram tomar a iniciativa de comunicar a situação à PSP, que foi dar com ele, por volta das dez da noite, caído na cozinha, com a cabeça dentro do forno, morto, de nariz enfiado num tabuleiro, com inúmeras queimaduras no rosto que o deixaram quase irreconhecível. Junto do fogão estavam quatro cartas de jogar: quatro ases… Um póquer de ases!
Quando chegou ao local da ocorrência, inchado pelas suas conhecidas soberba, fanfarronice e vaidade, o detetive Smaluco, de gabardina beije vestida e de cachimbo “à la Maigret” apagado no canto da boca, não teve quaisquer dúvidas de que se tratou de um acidente. Para ele, o homem havia caído de cabeça no forno quando o petisco que cozinhara já estava no ponto, ao tropeçar inadvertidamente numa garrafa de vinho alvarinho que se encontrava tombada no seu caminho, não muito longe de dois copos com resquícios daquele delicioso néctar minhoto. E era isso mesmo que ele se preparava para colocar no seu relatório da ocorrência, não fosse um dos jovens camaradas que o acompanhavam o ter alertado de forma veemente para o grave erro que iria cometer.
Levantou-se então uma grande discussão, insistindo Smaluco que o seu raciocínio estava certo e devidamente sustentado nos indícios encontrados, pelo que reportaria isso mesmo no relatório, fazendo-se valer da sua posição de superior hierárquico naquela circunstância, por ser o membro da brigada com maior antiguidade de serviço. Conteve-se, porém, quando se lembrou subitamente que havia combinado para o fim da noite um encontro com a sua então jovem namorada Natália, que ficou de esperar por ele num bar do Bairro Alto muito na moda, logo que terminasse o espetáculo em que participava. E como não a queria fazer esperar, porque ela não tolerava atrasos e ele não suportava os efeitos do seu mau humor, deixou ao cuidado do camarada a elaboração do relatório, que os leitores farão o favor de tentar reproduzir.


E pronto.
Uma vez apresentado o caso pelo confrade Inspector Boavida, é chegado o tempo dos nossos confrades e “detectives” o estudarem, elaborarem as suas propostas de solução e remetê-las, impreterivelmente até ao próximo dia 30 de Abril, podendo usar um dos seguintes meios:
- Pelo Correio para: Luís Pessoa, Estrada Militar, 23, 2125-109 MARINHAIS;
- Por entrega em mão ao orientador, onde quer que o encontrem.
Boas deduções!