terça-feira, 11 de dezembro de 2018

PRAZO PARA A PROVA N.º 10


PRAZO LIMITE:

 15 DE DEZEMBRO ÀS 24 HORAS


E NEM MAIS UM SEGUNDO!

A PARTIR DAS 24 HORAS NÃO SERÁ ACEITE QUALQUER SOLUÇÃO!!

domingo, 9 de dezembro de 2018

POLICIÁRIO 1427




MISTER H E DANIEL FALCÃO NA FINAL DA TAÇA

A Taça de Portugal tem, desde agora, os seus finalistas encontrados. Depois de uma competição muito dura em que, prova após prova, foram resistindo os “detectives” com melhores prestações, chegamos a um dos pontos altos de cada época competitiva: A Final da taça.
A Taça é uma prova a eliminar, pelo que encerra uma enorme dose de imprevisibilidade. Um “detective” que possa estar com desvantagem evidente no campeonato, tem sempre uma competição em que apenas terá de superar os respectivos adversários directos, para aspirar ao título!
A regra geral é a de que há um sorteio entre os confrades que estão em prova, de forma que cada um deles defronte outro e apenas esse. Assim, um confrade passará à eliminatória seguinte desde que obtenha uma pontuação superior ou, em caso de igualdade, uma solução mais conseguida, sob a óptica do orientador.
E isso, que aparenta ser uma coisa fácil e acessível, não o é, de todo. Suplantar um confrade que também vai lutar pelo apuramento, obriga a um exercício de concentração e busca, que vai sempre muito além da mera obtenção dos 10 pontos em disputa.
A Taça de Portugal é uma prova diferente, em que não é propriamente a regularidade que dita as leis, mas sim uma especial acuidade para estar, no momento certo, melhor que cada um dos seus oponentes. No fundo é isso que conta, em cada eliminatória fazer melhor que o seu adversário!

Talvez haja um espírito próprio para os candidatos à taça, ao ponto de sabermos quem tem melhores argumentos para ir vencendo os confrontos, um a um, mesmo quando em termos de classificação geral do campeonato as coisas não correm tão bem.

Este ano, os semi-finalistas davam garantia de muita luta, muito equilíbrio e a certeza de que a final ia contar com pesos pesados do Policiário. Um pormenor, uma ideia, um rasgo de génio, poderia levar um confrade à decisão final e assim aconteceu.

MISTER H e DANIEL FALCÃO vão disputar o título, deixando pelo caminho os seus valorosos opositores, PAULO e ZÉ, a quem deixamos uma palavra de agradecimento pela seriedade que puseram nesta eliminatória, valorizando sobremaneira os finalistas.

A prova n.º 10, cujo prazo para envio de soluções termina amanhã, dia 10, vai decidir quem conquista a Taça de Portugal – 2018.

RESULTADOS “AO VIVO” NA PASSAGEM DE ANO 

Repetindo a experiência do ano transacto, em que os resultados finais das competições foram sendo divulgados ao longo da noite de passagem de ano, havendo registo de muitas centenas de acessos ao blogue Crime Público, sempre na ânsia natural de cada confrade ficar a saber o mais antecipadamente possível qual o seu comportamento competitivo.
Este ano, o atraso na publicação dos problemas da prova n.º 10, que teve como consequência o adiamento dos prazos, faz com que apenas a partir do dia 16, data de publicação das soluções oficiais, possamos pôr à votação as produções deste ano. No entanto, já hoje vamos inserir as listagens das produções, para que os “detectives” possam, desde já, preparar as suas votações. No blogue Crime Público, em http://blogs.publico.pt/policiario, iremos dando informações sobre prazos e meios de votação, para que possamos ter tudo em devida ordem para a nossa grande noite policiária.
O programa é relativamente simples: Desde o início da noite, iremos publicando os resultados da prova n.º 10, as pontuações obtidas pelos “detectives”, a que se seguirão, pouco a pouco, os vencedores de cada classificação, culminando com os campeões nacionais de produção e decifração, vencedor da Taça de Portugal, Policiarista do Ano e n.º 1 do Ranking.
A noite terminará com a consagração de todos os confrades, preparando a nova época de 2019, rumo à edição 1500 do Policiário, um objectivo que vamos perseguir e alcançar em 2020, se tudo correr como planeado.

CAMPEONATO NACIONAL DE PRODUÇÃO – 2018

Os problemas a votação para encontrarmos o campeão nacional de produção desta época, são os seguintes:
Prova 1 – Calor e Morte no Alentejo – Compadre AL
Prova 2 – Smaluco e a Morte de Jorge Maravilhas – Inspector Boavida
Prova 3 – Roubo na Noite Escura – Stage 15
Prova 4 – O Precioso Camafeu Napolitano – Verbatim
Prova 5 – No Melhor Pano Cai a Nódoa – Fernando Search
Prova 6 – Quatro Amigos em 1 de Julho – Zéfrey
Prova 7 – Crime Impossível – Rigor Mortis
Prova 8 – O Anticristo – X. Boavista
Prova 9 – Uma Noite de Natal em Solar Minhoto – Emil
Prova 10 – Memórias do Inspector Ambrósio – Nordi

PROBLEMAS DE ESCOLHA MÚLTIPLA

Prestemos atenção, igualmente, aos problemas “rápidos”, de escolha múltipla, publicados este ano e que ficarão sujeitos à votação dos nossos “detectives”:
Prova 1 – A Morte do Rei dos Queijos – Rui Lopo
Prova 2 – O Caso da Morte de Elisa – Inspector Boavida
Prova 3 – A Saga das Girafas Incómodas – FIPQ
Prova 4 – Código Urgente – Verbatim
Prova 5 – Uma História de Marcolino – Zélima
Prova 6 – Quatro Amigos ao Pôr-do-Sol – Zéfrey
Prova 7 – O Rubi – Rigor Mortis
Prova 8 – A Viagem de Verbatim – Zéfrey
Prova 9 – Cadáver na Praia – Bimba
Prova 10 – Sábado Sangrento – Troll

Em breve serão fornecidas as indicações e prazos para envio das propostas de votação dos “detectives” que reúnam as condições regulamentares para exercer esse voto, ou seja, que tenham respondido a todos os desafios propostos, independentemente das pontuações obtidas.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

TAÇA DE PORTUGAL - 2018


F I N A L I S T A S



     

MISTER H 










DANIEL FALCÃO


domingo, 2 de dezembro de 2018

FALECEU JORGE MAGALHÃES

O nome não dirá muito à generalidade dos nossos confrades, porque nunca foi decifrador ou produtor de problemas policiários, tanto quanto sabemos, mas era uma figura importante para nós, principalmente porque era o responsável da Agência Portuguesa de Revistas pelos conteúdos do Mundo de Aventuras e, como tal, o "chefe" do nosso SETE DE ESPADAS na secção que trouxe a maioria de nós para o Policiário, a partir de Março de 1975.


Para além disso, era um conviva excelente, que nos acompanhava nos convívios policiários que nessa época percorriam TODO o país.

Foi o confrade Jartur que nos deu a notícia, assim:

Prezados Amigos:
Esta manhã domingueira, por telefone, o nosso Amigo Luis Beira, estudioso da Banda Desenhada cujos trabalhos assina com o pseudónimo de Alfa Zulu, informou-me da morte de Jorge Magalhães, que a maioria de vós conhece por frequentar alguns dos nossos convívios,
e porque foi durante muitos anos argumentista de BD e Director  de uma das fases do Mundo de Aventuras. 
Após essa triste e surpreendente informação, liguei o "Gmail", onde já uma mensagem do Carlos Gonçalves, sempre Amigo e atento, escrevia:

"É com sentido pesar que divulgamos esta triste notícia de um ícone no nosso meio, também ele de uma grande dedicação à Banda Desenhada e um homem conhecedor e privilegiado de ter no seu currículo muitos anos profissionais em paralelo com a sua carreira de estudioso".

À família enlutada, em especial a sua mulher Catherine Labey, e a sua filha Maria José Pereira,
endereço os mais sentidos pêsames. DESCANSA EM PAZ, JORGE MAGALHÃES.
Jartur Mamede



POLICIÁRIO 1426





HOMENAGEM A “PROCURADOR INCÓGNITO”


Enquanto aguardamos o fim do prazo para solução dos problemas da prova n.º 10, que vão decidir tudo sobre esta época, vamos prestar homenagem a um confrade que já nos deixou: Procurador Incógnito.
Conhecemo-nos em 2005, no verão, em plena Praia do Pedrógão, local em que também costumava ir buscar as energias para mais um ano de trabalho.
Longas foram as conversas naquele mês de Agosto, quase sempre com o Policiário em pano de fundo, como é óbvio.
Prometeu um problema, que já andava preparar e o desafio surgiu, sendo publicado em 13 de Novembro desse mesmo ano e que hoje republicamos.
As voltas que o mundo dá levaram-no até Faro, onde passou os últimos anos.

MENTIRAS
                                                                    Autor: Procurador Incógnito

Já não via o pai há muitos anos e este nunca demonstrara grande interesse no que se passava por aqueles lados. Invariavelmente, vinha a argumentação do pai: “Não me importava muito porque sabia que estavas em boas mãos com a tua mãe…” Não acreditava, mas o que é que podia fazer? Crescera sem pai e sem o desejo muito evidente de o vir a ter por perto. Podia dizer, mesmo, que lhe era indiferente. Só que, depois de tantos anos, eis que ele aparecia na sua vida e, sinceramente, não sabia como lidar com a situação. Ignorá-lo? Hostilizá-lo?
A mãe lançara o aviso para que não acreditasse em tudo o que ele dissesse, porque mentia com uma facilidade impressionante e com a convicção própria de quem estava seguro do que dizia…
“Não chega olhá-lo nos olhos porque até assim é capaz de mentir e jurar…”
“Sabes, filho, a vida nem sempre é como a queremos viver… Há momentos em que temos de tomar decisões e abrir mão de muitas convicções… Também eu gostava de ter estado contigo e acompanhar o teu crescimento, mas tive de ir para a América do Sul, por onde andei anos a fio, em expedições, mas sempre contigo nos meus pensamentos…
“Lembro-me de estar numa véspera de Natal, algures pelo Chile a contemplar a Lua e, ao ver nela a tua inicial, recordar os momentos que passei contigo, eras tu ainda um bebé… Dias depois, em plena passagem de ano, naquela bola enorme, luminosa, revia a tua cara bolachuda, redonda e sorridente… É mesmo isso, nunca te esqueci, só não tinha muito tempo nem oportunidade para te escrever, entendes? Andei por sítios nunca visitados por brancos, bem no centro da Amazónia, visitei tribos desconhecidas até então e recordo em particular uma aldeia praticamente inacessível, em que comi com o chefe da tribo, falei-lhe de muitas das coisas que eles nunca viram e ouvi da sua boca muitas histórias sobre a sua vida, família e tribo… Experiência única, ser o primeiro ser exterior a falar com eles, já imaginaste? E outra vez em que me despedi da vida porque me perdi e andei dias e dias sozinho por montes e vales nos Andes, sem encontrar vivalma, caminhando de noite para me poder proteger do sol e me orientar pela estrela polar, uma estrela que me parecia ter seis pontas e que logo me recordava o teu nome, que era a minha única referência e me serviu para encontrar uma aldeia mais a norte e ali encontrar assistência e apoio… Também nessa altura me lembrei de ti e foste a razão da força que me tirou de lá… Ainda estive à porta de uma estação de correios, na Bolívia, no dia de um dos teus aniversários, decidido a enviar-te uma mensagem, um telegrama, que telefone era coisa que por lá não havia, mas não pude mandar-te nada porque estava fechada por ser feriado… É o que dá nascer no dia da implantação da República. Eu bem tinha dito à tua mãe que era melhor registar-te a 4 ou a 6, mas ela disse que se nasceste a 5 de Outubro, era a 5 de Outubro que eras registado… Ainda havemos de partir à aventura para aquele mundo espectacular, vais ver…”
Francamente, ficara com a certeza de que a mãe o alertara para o perigo das suas mentiras apenas por despeito, mas agora mudara de opinião e achava que o pai era, de facto, um grande mentiroso, ainda que trapalhão…

SOLUÇÃO


Refere que andou dias e dias sozinho pelas montanhas dos Andes, como se isso fosse assim tão fácil, com temperaturas baixíssimas, sobretudo de noite, temporais e as dificuldades de acesso, jamais lhe permitiriam andar como diz e muito menos sem um guia especializado e competente.
Os Andes ficam na América do Sul, abaixo da linha do Equador. Por isso, nunca ele poderia orientar-se pela Estrela Polar que indica o norte e apenas é visível no hemisfério norte.
Na passagem do ano, refere que a Lua era uma grande bola, pelo que estava em fase de lua cheia e fazia-lhe recordar a cara bolachuda do filho, pelo que por alturas do Natal estaria a crescer, logo, em fase de quarto crescente, o que ele associa ao nome do filho. Tudo estaria bem se ele não falasse da Estrela de David, a estrela de seis pontas, revelando que o miúdo se chamava David; a Lua não lhe podia recordar o nome do filho, porque no hemisfério sul a Lua não é “mentirosa”: em quarto crescente aparece mesmo como um “C”.
Andou por florestas nunca visitadas por brancos na Amazónia, onde conheceu tribos que nunca viram ninguém exterior a eles. Mas a verdade é que lhes contou e ouviu histórias. Em que língua, ninguém sabe e ele não diz. Nunca poderia ter essa familiaridade e entender-se assim tão fácil e amigavelmente.
Diz que bem tentou telefonar ao filho no dia dos anos, mas teve azar porque não havia telefone na estação dos correios – como se isso fosse possível, e ainda por cima por ser dia 5 de Outubro, feriado em Portugal por se comemorar a implantação da República. Só que a história passava-se na Bolívia e não em Portugal e lá não se comemora nada nessa data.

sábado, 1 de dezembro de 2018