quarta-feira, 27 de maio de 2015

JARTURICE 146

                                                                    
                   PROBLEMAS POLICIAIS – 149 - # 146
  (Diário Popular # 5152 – 09.02.1957)
                       
Ia o pequeno Billy Cassidy a passear pelos campos quando tropeçou no corpo de Lulu Ladell. O cadáver tinha a cabeça esmagada.
Ao ser informado da morte da sua namorada Lulu Ladell, finalista universitária, Tom Neely mostrou emoção profunda e aparentemente sincera, sem que desse mostras de qualquer4 receio.
- E aquelas mar4cas de sangue no estofo do automóvel?
- Há uns dias - explicou Tom – fui sair com Lulu. Ia aproximadamente a 50 à hora quando, ao pé de Elk Mound Hill, fui obrigado a virar rapidamente, a fim de evitar o choque com um camião que vinha no sentido contrário. O cotovelo escapou-se-me para cima e bateu no nariz da Lulu, que começou a sangrar abundantemente.
- E a pá de ferro que foi encontrada no carro? – inquiriu o professor Fordney.
-Ah, a Lulu e eu andámos a transplantar umas árvores nesse dia: depois pu-la ali e esqueci-me dela.

Sem grande necessidade de evitar o choque, Fordney desviou o carro violentamente para a direita ao pé de Elk Mound Hill e deu a curva da ampla estrada.

No laboratório da universidade, o professor Fordney tornou a examinar a pá. O resultado era negativo: a pá estava completamente limpa.
Nelly abriu a porta e disse:
- Ainda acerca daquelas manchas de sangue, professor, como lhe disse, a Lulu começou a deitar sangue pelo nariz e serviu-se da pá para proteger o vestido.
O criminologista pegou no vestido da desventurada rapariga, que estava em cima da almofada do automóvel. Apresentava uma grande mancha de sangue.
- Então ela sangrou do nariz antes de transplantarem as árvores?
- Sim. Tínhamos a pá à nossa frente. Depois de termos acabado o trabalho, raspei-lhe a lama.
O professor Fordney abanou a cabeça e disse:
- Você seria apanhado de qualquer maneira, mas o que me surpreende é que, tratando-se de pessoa instruída, minta tão estupidamente.

Qual foi a mentira que determinou a prisão de Neely?

 (Divulgaremos amanhã, a solução oficial deste caso)


  *     *     *     *     *










Solução do problema # 145
(Diário Popular # 5145 – 02.02.1957)

Fordney prendeu Kinkaid. Dissera ele que não conhecia Markley pessoalmente e, não obstante, dirigiu-se imediatamente ao armário de licores!
Sabendo que Markley tinha como criado um ex-presidiário, Kinkaid projectara apoderar-se de várias moedas de alto valor que Markley não queria vender, embora, para isso, tivesse de o assassinar. O seu plano de implicar Briggs no caso fora muito bem pensado, mas o regresso inesperado do ex-presidiário e o pormenor do brandy levaram Kinkaid à forca. O vinho – já Plauto o dizia – é um ardiloso adversário…

Jarturice-146 (Divulgada em 27.Maio.2015)






APRESENTAÇÃO
E DIVULGAÇÃO
DE: J A R T U R
jarturmamede@aeiou.pt


terça-feira, 26 de maio de 2015

JARTURICE 145

PROBLEMAS POLICIAIS – 148 - # 145
                                                                 


                    (Diário Popular # 5145 – 02.02.1957)

O professor Fordney examinou a generosa reserva de licores que se encontravam na copa, ao lado da cozinha.
Havia garrafas abertas de rum, gin, curaçao e whisky. Semicerrou a porta e dirigiu-se, através do longo vestíbulo, para o escritório, onde George Markley jazia inerte e debruçado sobre uma mesa rodeado pela sua colecção numismática.
- Nunca nos conhecemos pessoalmente, se bem que nos correspondêssemos há já algum tempo. – explicou Bertram Kineaid. – Ontem à noite combinei de Bóston com ele um encontro para as 13 e 30 de hoje. Markley estava muito interessado em comprar uma das moedas que possuo. Quando cheguei, às 13 e 30, Griggs (designou o criado de Markley, um ex-presidiário, com o olhar) trouxe-me ao escritório e saiu à pressa. A princípio pensei que Markley estivesse apenas desmaiado. Estava inconsciente quando o encontrei. Por isso fui buscar brandy ao armário dos licores e tentei obrigá-lo a beber. Nesse momento Briggs entrou.

O professor ergueu a cabeça de Markley e reparou que havia umas manchas húmidas de brandy no fato. Fez sinal a Briggs, para que falasse.
- Eu ia precisamente a sair quando este homem chegou – disse ele. – Vou ao cinema todas as quintas-feiras, às 13 e 30. Já tinha andado dois quarteirões quando me lembrei de um bilhete para o teatro, que me fora dado por um amigo. Por isso voltei e encontrei este homem ao pé do meu patrão, a beber brandy por uma garrafa. Foi ele quem o matou, tenho a certeza.
- Há quanto tempo – perguntou Fordney – estava você ao serviço do senhor Markley?
- Há apenas seis semanas.
- Deixe-me ver esse tal bilhete do teatro.
- Um momento, que vou buscá-lo ao meu quarto.
- Aí – disse o criminologista – foi onde nós encontrámos este revolver, com que o seu patrão foi morto.
Os dois homens começaram a falar ao mesmo tempo; em redor dos pulsos de um fecharam-se as algemas.

Quem foi que Fordney prendeu?   

      (Divulgaremos amanhã, a solução oficial deste caso)   


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Solução do problema # 144
(Diário Popular # 5138 – 26.01.1957)

O número de postes necessário é o mesmo para cada vedação.

      «Os lavradores são os fundadores da civilização…»                                                                                                                                                        Webster

Jarturice-145 (Divulgada em 26.Maio.2015)

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J A R T U R
jartturmamede@aeiou.pt

segunda-feira, 25 de maio de 2015

JARTURICE 144

                                                   
           PROBLEMAS POLICIAIS – 147 - # 144
                   (Diário Popular # 5138 – 26.01.1957)

«Professor Fpordney: O Bill e eu temos um pequeno problema e gostaríamos de que o senhor nos ajudasse a resolvê-lo. Está de acordo?».
O aluno Lanny Kirk tirou do bolso um pedaço de papel amarrotado. Bill Braden sorriu. O professor tinha um ar fatigado. «O caso é este – começou Lanny – O Bill e eu podemos alugar uma quintazita barata, a 20 milhas da cidade, se fizermos umas vedações».
Lanny entregou a Fordney o papel: «Isto é o rascunho do mapa de uma parte da quinta. Está a ver ali? Ora bem: O proprietário quer que nós façamos uma vedação nesta extensão de meia milha, com postes a distâncias iguais. É fácil porque o terreno está perfeitamente nivelado. Mas aqui – apontou Lanny – nós precisamos de outra vedação, a um quarto de milha de distância e paralela à outra. Mas o pior é que o terreno aqui sobe e atinge 45 pés de altura, no meio. Depois, vai diminuindo gradualmente até ficar ao mesmo nível da outra extremidade. Essa extensão também é de meia minha de comprimento, e o lavrador quer que a vedemos como a outra com postes a igual distância. Ah, é verdade, temos de empregar três filas de arame nas duas vedações.
«O que Bill e eu ainda não conseguimos descobrir é quantos postes a mais precisaremos para vedar a vertente da colina do que o terreno nivelado. É capaz de nos ajudar?».
«Muito simples – disse o professor Fordney. – Para vedar essa colina vocês precisam de…».

         Quantos postes a mais serão necessários? 


       (Divulgaremos amanhã, a solução oficial deste caso)



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Solução do problema # 143
(Diário Popular # 5131 – 19.01.1957)

Como a morte fora instantânea, Bebee não podia ter tido a possibilidade de colocar o retrato rasgado de um jornal e manchado de sangue, na caixa dos rebuçados. Como Madden não se teria incriminado a si mesmo, colocando o seu retrato ensanguentado na caixa, e como ele e Dalton haviam sido as únicas visitas a Debee, o professor Fordney concluiu que o criminoso era Dalton. Como Debee se tivesse recusado a romper com Madden, Dalton matou-a. Esperando incriminar Madden, o assassino rasgou do jornal o retrato do seu rival, manchou-o com sangue de Debee e colocou-o, estupidamente, na caixa de rebuçados. 


 Jarturice-144 (Divulgada em 25.Maio.2015)





APRESENTAÇÃO E DIVULGAÇÃO
DE: J A R T U R
jarturmamede@aeiou.pt


domingo, 24 de maio de 2015

POLICIÁRIO 1242



ECOS DO CONVÍVIO DE ALMEIRIM, SOLUÇÕES E
ELIMINATÓRIA DA TAÇA DE PORTUGAL

Ainda estamos no rescaldo do Convívio de Almeirim, superiormente organizado pela Tertúlia Policiária da Liberdade (TPL) e da homenagem ao “mestre” Manuel Constantino, que decorreu de forma excelente e permitiu o reencontro de muitos confrades, a par da comparência, pela primeira vez, de outros. Estão neste caso os confrades Rigor Mortis e Inspector Moscardo, que puderam sentir o ambiente de saudável confraternização que se respira neste nosso “Mundo Policiário”.
Registo, ainda, para a mensagem enviada pelo confrade Zé, impedido de marcar a sua habitual e sempre celebrada presença por motivos de imprevista mazela de saúde. Para ele vão os votos de rápida recuperação e regresso aos nossos convívios.
Sobre o que se passou em Almeirim, dos resultados do Concurso de Contos Manuel Constantino e da homenagem ao “mestre”, teremos aqui reportagem desenvolvida, logo que tal seja possível e no blogue Crime Público, em http://blogs.publico.pt/policiario, onde haverá abundante informação sobre o que foi mais este momento de confraternização.
Entretanto, vamos hoje dirigir a nossa atenção para as soluções dadas pelos seus autores aos enigmas que compuseram a prova n.º 3 do campeonato nacional e ficarmos a conhecer os confrontos para a próxima eliminatória da Taça de Portugal, em que estarão envolvidos os 128 “detectives” que superaram a eliminatória anterior.

CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL
SOLUÇÕES DA PROVA N.º 3

PARTE I – “TEMPICOS E A MÚSICA DE ÁGUAS FURTADAS” – de A. RAPOSO & LENA


Este caso apresenta duas questões e a primeira é: Será que Tempicos virá a ser um homem rico se puser o quadro do Schiele à venda na Christie´s?
- A resposta é não.

Porque analisando a descrição do quadro se conclui que é falso. O original está no Museu Albertina, na Austria e não é um quadro a óleo, o suporte não é tela. Trata-se de um trabalho a lápis e guache, sobre papel, e pintado em 1914 e não em 1913.

Quanto ao enigma de 15 letras bordadas também não é difícil descobrir. Pode-se chegar lá por mera analogia e tentar utilizar palavras que supostamente o trabalho deverá conter. Se pensarmos na palavra Tempicos lá encontraremos todas as letras do detective. As letras sobrantes após breves combinações levam-nos à solução:
“Tempicos é o maior”.

Se quisermos reconstituir o enigma pelos processos tradicionais faremos a inversão ao processo que nos levou ao enigma, a saber:
Escrevamos a frase “Tempicos é o maior” num retângulo com 5 letras de largura e três de altura, escrevendo de cima para baixo e da esquerda para a direita.
Depois transcrevemos as três linhas de letras horizontais, umas a seguir às outras. Por fim transcrevemos do fim para o princípio.
Chama-se a esta forma de encriptação o método chinês. Vem descrito no livro do nosso confrade Constantino “ Enigmistica Policiaria” (APP) na secção das cifras.

Chega-se lá de qualquer maneira. Quem não conseguir – perde pontos. É a vida.


PARTE II – “SURPRESA!” – de MARISCO MARADO

A resposta certa é B.
O investigador verificou que no frigorífico estava uma sapateira pronta a ser cozinhada, portanto, em estado cru. Pela descrição do marido da vítima, este sentiu o odor do perfume da mulher assim que chegou a casa e depois notou que a panela estava a libertar vapor. Não fala de ter ido ao frigorífico pelo que não poderia saber que havia uma sapateira para cozinhar. E se esse vapor fosse de cozinhar marisco, o odor que ele sentiria não era do perfume da mulher.
Como ele afirma que a sapateira já devia estar desfeita de tanto cozinhar, é porque abriu o frigorífico e viu lá a sapateira, uma vez que a mensagem da mulher lhe falava de uma surpresa sem qualquer outra referência.


TAÇA DE PORTUGAL
CONFRONTOS DA 4.ª ELIMINATÓRIA

Em face das prestações dos nossos “detectives” na prova n.º 3, de que hoje publicamos as soluções oficiais, o sorteio dos confrontos para a próxima eliminatória ficou assim escalonado:

Rui Nanico – Luberabo; Elvis Pink – Verbatim; Luís Jota – Big Gib; Cuore Dolce – Albany; Paulo – O Marca Dez; Insp. Noya – Flo & Tânia; Quaresma – Verde Smart; Cinquentão – A A Nogueira; Xilindró 44 – Det. Jeremias; ME 12T – Micas Cebola; Rei dos Pontos – Ribeiro Carvalho; Hamlet – Clark Quente; DC24 – Rigor Mortis; Rao Kito – Zappa; Jo.com – Carlos Vinte; Agente Guima – Miss Less; AH Princess – Dr. Issaçu; Orta Kary – Zé; Insp. Boavida – Beto Organista; Lx Portex – Mister H; Chocolari – Padre Brown; Silumano – Det. Matraquilho; Milt.com – Bernie Leceiro; Domqui – Búfalos Associados; Insp. Gigas – Okaka; Tó Nano – A Raposo & Lena; Giancarlo – Luís Zero; Walking Pass – Insp. Moscardo; Deco – Yannik; Prof. Cebolas – Ganda 31; Atu Xagal – Parceiro Trouxa; Dunga – Jota Petrus; Percorroxo – Karl Marques; Dr. Mosca – Sam Spade; Major Alvega – Abrótea; Amok – Morgain; Troikosta – Insp. Sonntag; Ego – Agente Salgado; Maphil – Insp. Aranha; Det. Satã – Troll; Azerum – Miss Marple; Rato – Orange; Maria Raznit – Daniel Falcão; Det. Holmes – Apitus; Maria Viana – Paulo Quinta; Zé Ferry – Pimpão; Rx Plural – Chico Zé; Insp. Xibó – Tolas; Alazul – Trianon; Det. ABC – Falamil; Malícia – Flávia; Carioca – Erwin; Tara Kali – Anackis; Cláudia Mall – Ribas; O Gato Preto – T Xara; Rita – Det. Lamúrias; Cool – Romoaldo; Gel – P Coruja; Det. Vampírico – Txis; Prof. Namora – Etilon; Norotó – Aruzu; Det. Pilantra – Indygo; Gila – CR 007 e Byrly – Crock.


  

JARTURICE 143

                                                       
                   PROBLEMAS POLICIAIS – 146 - # 143

                       (Diário Popular # 5131 – 19.01.1957)
           
O relógio soou, mansamente cinco vezes, enquanto o médico legista, Brierson, dizia: «Aquele ferimento no coração causou morte instantânea, Fordney. A rapariga está morta há umas três ou quatro horas». 
«E isso – observou o sargento Morry - dá ao caso um aspecto de suicídio». Ergueu por acaso a tampa de uma caixa de rebuçados que estava em cima da mesa. «Mas será? – acrescentou – Olhe professor». E indicou uma gravura de jornal, manchada de sangue, que representava Franke Madden, dono de um recinto de diversões nocturnas e um dos muitos admiradores da morta. O retrato fora rasgado de um jornal da tarde, e encontrava-se dentro da caixa de rebuçados. «Talvez – acrescentou Murry – a rapariga haja sido assassinada e tenha posto isto aqui para nos dizer quem a matou».
Fordney permanecia silencioso em frente da cadeira onde se encontrava, morta, a formosa Bebee Bellescu, que vestia um flamejante pijama encarnado e tinha, ao colo, um jornal ensopado de sangue. No chão, jazia uma automática de calibre 38. A perfuração feita pela bala era oblíqua e dirigida para baixo, Bebee era excepcionalmente alta.
Na caixa que o sargento Murry abrira, faltava cerca de um quarto da primeira camada dos rebuçados.
Aquele telefonema anónimo a informá-los da morte de Bebee… A porta aberta… Sim…
As investigações revelaram que as duas únicas visitas de Bebee, nessa tarde, tinham sido Jim Dalton e Frank Madden.
Dalton disse; «Hoje era o dia de aniversário de Bebee. Mandei-lhe aquela caixa de rebuçados esta manhã e apareci cerca das 14 e 30. Saí às 17 e 45, mais ou menos. Nessa altura, tenho a certeza de que ela estava bem viva».
Madden, por seu turno, declarou: «Vim a casa da Bebee às 15 e 30 – a porta estava aberta – e encontrei-a morta. Não havia nada a fazer. Na verdade não comuniquei o caso à Polícia».
O professor Fordney prendeu um dos homens pelo assassínio de Bebee.

Quem prendeu ele, e porquê?
 
       (Divulgaremos amanhã, a solução oficial deste caso)


  *     *     *     *     *











Solução do problema # 142
(Diário Popular # 5124 – 12.01.1957)

Havia sangue no dedal. Foi este o indício que levou Fordney a pensar que Denusi mentira e, ao contrário do que dizia, estivera no estúdio quando Brent fora morto. Se ele tivesse deixado ali o seu dedal às 22 horas, como dissera, não poderia ter sido encontrado com sangue coagulado. Denusi matara Brent, após o jantar.

 Jarturice-143 (Divulgada em 24.Maio.2015)






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sábado, 23 de maio de 2015

JARTURICE 142

                                                          
                           PROBLEMAS POLICIAIS – 145 - # 142
                                (Diário Popular # 5124 – 12.01.1957)

Godfrey Varren voltou à sala de visitas, pálido e a tremer: «Brent… está… morto!», exclamou:
                           
                                               *
Falando pelos convidados de Brent ali reunidos para o fim-de-semana, Hamilton Grant disse: «Denusi Ocai ia encontrar-se com Brent, no escritório deste, às 21 e 30. Depois de jantar às 18 e 30, Brent foi para o escritório e disse que ali permaneceria, sozinho, até às 21 e 30, e que depois nos chamaria. Como às 22 horas ainda não tivesse chamado, Denusi pediu a Warren para ir saber da demora. E é tudo. O senhor diz que ele morreu cerca das 19 horas…»
O professor Fordney concordou. Depois mostrou aos circunstantes um dedal de ouro, para o qual escorrera sangue, agora coagulado. Encontrara-o no escritório, caído no chão.
«É meu», disse Denusi. «Devo tê-lo deixado cair quando corremos para o escritório, depois da macabra descoberta de Warren. Eu estava a coser, aqui, antes disso».
Depois, Fordney apontou para um charuto parcialmente fumado que encontrara num cinzeiro, também no escritório.
«É de Warren!», exclamou Grath. «É o único que fuma charuto».
«É meu», confessou Warren. «Eu estive a fumar, no escritório, antes de anunciarem que o jantar ia ser servido».
Seguidamente, Fordney mostrou um livro.
«Tem o seu nome, Miss Laird».
«É natural: pertence-me», retorquiu ela. «Emprestei-o esta tarde a Brent».
Quando todos os convidados negaram ter estado no escritório entre o jantar e as 22 horas, o professor abanou a cabeça, em ar de dúvida. E, apontando para um dos convidados, afirmou: «Você estava no estúdio quando Brent foi morto!».

De quem suspeitou Fordney e porquê?  

           (Divulgaremos amanhã, a solução oficial deste caso)

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Solução do problema # 141
(Diário Popular # 5117 – 05.01.1957)

Se Daphne Drew estava deitada no divã, ao ser apunhalada, não podia haver manchas de sangue no meio do soalho, sob o seu corpo.

Jarturice-142 (Divulgada em 23.Maio.2015)


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J A R T U R
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