domingo, 22 de fevereiro de 2015

POLICIÁRIO 1229



[Transcrição da secção n.º 1229 publicada 

hoje no jornal PÚBLICO]


M. CONSTANTINO – UMA JUSTA HOMENAGEM

Aproxima-se a data em que os confrades e “detectives” vão prestar mais uma homenagem – inteiramente merecida e justa, sublinhe-se – a Manuel Constantino, um vulto ímpar na nossa actividade, pois trata-se de um policiarista que ao longo de mais de 70 anos desenvolveu trabalhos importantes na área da investigação e ensaio, ao mesmo tempo que produzia excelentes problemas policiais, de diversos tipos.
Dentro desta última vertente, o M. Constantino desenvolveu temas e adicionou muitas vezes componentes técnicas, de investigação criminal, que se transformaram em casos exemplares e problemas de estudo.
Aliás, M. Constantino é unanimemente considerado o melhor produtor nacional de problemas policiários em actividade, tendo sido campeão nacional.
Na qualidade de ensaísta, foram muitos os trabalhos de investigação que desenvolveu, quase todos publicados pela APP – Associação Policiaria Portuguesa, sem contudo conseguir que as vistas curtas do nosso movimento livreiro e editorial chegassem ao seu inestimável trabalho.
A par da sua actividade no policial, M. Constantino foi um profissional de enormes méritos, chegando às mais altas funções de responsabilidade nas Finanças, nos Tribunais e na própria vida cívica, nunca deixando de acudir com a sua competência a instituições humanitárias, culturais e cívicas da terra que o viu nascer e onde reside, Almeirim.
M. Constantino, a poucos dias de completar 90 anos de vida e 70 de actividade no campo policial, é amplamente merecedor da sincera homenagem de todo o nosso Mundo Policiário, que se vai reunir na sua cidade natal no próximo dia 17 de Maio, numa organização da Tertúlia Policiária da Liberdade, a quem damos, desde já, a palavra e que vai incluir um concurso de contos com o nome do confrade:


TERTÚLIA POLICIÁRIA DA LIBERDADE – XI CONVÍVIO

Caros confrades:
Desejo lembrar que está em marcha a preparação do XI Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade, com data marcada para 17 de Maio, em Almeirim.
Neste convívio prestar-se-á homenagem ao nosso mestre das lides policiárias Manuel Constantino que, entretanto, completará 90 anos de idade e 70 de policiarismo.
Já está lançado um concurso de contos, justamente denominado “Manuel Constantino”, cujas provas deverão enviadas até 31 de Março.
Anexo o Regulamento do Concurso, agradecendo, mais uma vez, a sua larga divulgação bem como da data e local do Convívio.
O programa completo do encontro será dado a conhecer em breve.

CONCURSO DE CONTOS "MANUEL CONSTANTINO"

REGULAMENTO

            1. - A Tertúlia Policiária da Liberdade, com o apoio da Secção Policiária do jornal PÚBLICO, promove um CONCURSO DE CONTOS que pretende homenagear e ter como inspiração a personalidade e a obra de Mestre MANUEL CONSTANTINO, por ocasião do seu 90.o aniversário.
            2. - O Concurso é aberto a todos, policiaristas ou não, sem condicionalismos de idade.
            3. – É vedada a participação de membros do júri ou seus familiares, podendo cada concorrente apresentar mais do que um original, desde que o faça utilizando pseudónimos diferentes. Os pseudónimos utilizados, bem como os textos, não poderão por qualquer forma levar à identificação do concorrente.
            4. - Os trabalhos, na modalidade de conto policiário, em língua portuguesa, deverão ser apresentados impressos em páginas de formato A4 e não deverão exceder seis páginas.
            5. - Cada trabalho, com o respectivo autor identificado apenas por um pseudónimo, deverá ser enviado pelo correio até ao dia 31 de Março de 2015, em triplicado, num sobrescrito dentro do qual também deverá ser metido outro sobrescrito bem fechado, identificado por fora com o mesmo pseudónimo e contendo um papel onde se indique o título do conto, o pseudónimo e a verdadeira identificação e o endereço do concorrente, número de telefone ou endereço de email. Outra forma de identificar o texto, que não seja a do pseudónimo, poderá acarretar a desclassificação.
            6. - A abertura dos sobrescritos contendo a identificação dos concorrentes premiados, só será efectuada após as decisões do Júri.
            7. - Dos trabalhos deverá obrigatoriamente constar, mas não como título, a frase da autoria de Manuel Constantino que a seguir se transcreve: "QUEM RECORDA NUNCA ESTÁ SÓ", frase que pertence ao problema policial intitulado "UM CASO A RECORDAR" de 1992.
            8. - Os trabalhos, nos moldes atrás descritos, deverão ser enviados para a seguinte direcção postal: Maria José Mendonça R. Lucília Simões, 8 - 10.ºB 1500-387 LISBOA.
            9. - O júri será constituído por três personalidades de reconhecido mérito, a designar pela organização do XI Convívio da T. P. L., o qual se realizará, com a respectiva entrega de prémios, no dia 17 de Maio de 2015, na região de Santarém.
            10.- Das decisões do Júri não haverá recurso, ficando-lhe atribuída a competência de determinar, dependendo da quantidade e da qualidade dos trabalhos, se deverão ou não ser atribuídos os prémios, no limite previsto de três.
            11.- Os nomes dos premiados serão anunciados a seu tempo na página da Secção Policiária do jornal PÚBLICO, bem como em imprensa regional, sites e blogues ligados ao policiarismo.
            12.- A Tertúlia Policiária da Liberdade reserva-se o direito, dentro do prazo de um ano, de promover a publicação de qualquer dos trabalhos concorrentes, sem pagamento de direitos autorais.
            13.- Para esclarecimentos poderão ser utilizados os telefones 214719664 ou 966102077 (Pedro Faria), 213548860 (António Raposo), ou 219230178 (Rui Mendes).


PRAZOS

Decorre até ao próximo dia 28 de Fevereiro o prazo para os nossos “detectives” enviarem as propostas de solução dos dois enigmas que compõem a prova n.º 1 do campeonato nacional de 2015.
Recordamos que a primeira parte, o problema tradicional, vai exigir que os confrades elaborem um relatório com as conclusões a que chegam, justificando devidamente cada passo dado e cada conclusão retirada. A par disso, é da máxima importância que haja algum aprimorar da solução, uma vez que dela vai depender a passagem à 2.ª eliminatória da Taça de Portugal, a que apenas terão acesso os detentores dos 512 melhores trabalhos.
A segunda parte, problema de escolha múltipla, apenas exige que cada confrade assinale a alínea por que opta para dar solução ao enigma proposto.

Até 28 de Fevereiro, boas soluções!  

JARTURICE 052

           PROBLEMAS POLICIAIS – 55 - # 052           
                   (Diário Popular # 4424 – 29.01.1955)

O professor Fordney e o seu hóspede, o «sherif» Tom Brennan, estavam sentados à mesa do pequeno almoço.
- Esta quadrilha dá comigo em doido. – dizia o «sherif». - Fogem em motocicletas, encontram-se em local previamente marcado, depois abandonam as motos e seguem viagem numa “forgoneta”. A semana passada mataram três homens no meu condado. Temos de os apanhar, professor!
- Quem são os componentes do bando? – perguntou Fordney.
- Pierre Meget, Axel Drew, Ernst Krause e Rom Reardom. As únicas informações que temos acerca deles são as seguintes:
1 – A irmã de Drew e o primo do chefe da quadrilha são campeões de tiro. Um dos quatro é um óptimo mecânico que mantém a furgoneta do bando sempre em óptimo estado de marcha. A irmã desse homem é amante do chefe da quadrilha.
2 – Apesar de ele usar óculos, Pierre Meget e o mecânico afirmam que Tom Reardom, é o melhor atirador do Mundo.
3 – Aqui há dias, Reardom alugou duas casas para esconderijo da quadrilha, e propôs ao chefe e ao mecânico que os respectivos proprietários se tornassem também membros do grupo. O chefe rejeitou a proposta.
- E é tudo quanto sabemos, professor. Poderá agora dizer-me quem é o chefe da quadrilha?
Fordney sorriu e segredou-lhe:
- Isso é fácil, Tom. O chefe da quadrilha é…Por conseguinte, o mecânico que desempenha tão importante papel nesses crimes é…

Diga leitor:
Quem é o chefe da quadrilha? Quem é o mecânico?

(Divulgaremos amanhã, a solução oficial deste caso)

 *     *     *     *     *
 




Solução do problema # 051
                               Diário Popular # 4417 – 22.01.1955

As pegadas de Harold que iam e voltavam da Vivenda das Roseiras tinham sido pisadas pelos pés do capitão Fisk e de Ethel. Logo, Harold  fora à vivenda antes dos outros dois. Isso provava que ele mentira duas vezes. Realmente, se ele não os seguira até à vivenda, como podia saber que o colar estava na secretária? Só havia uma explicação: Fora ele quem lá o colocara.                                                                                                           
                                                                                                         Jarturice-052 (Divulgada em 22.Fevereiro.2015)








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sábado, 21 de fevereiro de 2015

JARTURICE 051

         
                   PROBLEMAS POLICIAIS – 54 - # 051

                     Diário Popular # 4417 – 22.01.1955
A notícia fora publicada nos seguintes termos no jornal local:
«Reina grande consternação na casa de campo do senhor Clive Collins, o conhecido milionário, pelo roubo de um colar de diamantes, de preço incalculável, que era um dos bens da família Collins. O colar foi roubado a noite passada, de um cofre do escritório do senhor Collins».
                O professor Fordney, quando se dirigia para o local, foi informado pela Polícia de que havia suspeitas do filho único de Clive Collins.
Entretanto, interrogado pela Polícia, o milionário afirmou:
- Não posso acreditar na culpabilidade do meu rapaz, embora ele recuse defender-se da acusação. Só posso concluir que ele está a encobrir alguém.
- Diz o senhor que o viu de pé ao lado do cofre aberto e que o colar não foi encontrado com ele?
- Sim. Mandei revistá-lo porque ele próprio assim o pediu.
- Quem mais está cá em casa?
- Só eu, os criados e a minha pupila, «miss» Ethel Lomas.
- Posso vê-la? – perguntou Fordney.
- Decerto. Vou mandá-la chamar.
O professor levantou os olhos quando uma rapariga alta e morena entrou na sala. Pareceu surpreendida por encontrar o seu tutor com uma visita, mas respondeu com franqueza a todas as perguntas que lhe foram feitas.
- Já esteve noiva do senhor Harold, do filho do senhor Collins?
A rapariga surpreendeu-se.
- Estive. – disse ela. – Mas nós… Mas ele desfez o noivado.
- Ainda o ama?
- Não – respondeu a rapariga, com firmeza. – Estou noiva do capitão Fisk que vive perto daqui, na vivenda das Roseiras.
Fordney descobriu, depois, que Harold tinha muitas dívidas. Soube também que o rapaz estava, já há algum tempo, noivo em segredo da filha de um lavrador das vizinhanças que era rendeiro de seu pai.
O professor deu depois uma volta pelo exterior da casa. «Que é isto? Pegadas de um homem e uma mulher que caminharam ao lado um do outro… E isto? Outras pegadas de homem, mas com um feitio de sapatos muito diferente. Todas se dirigem para aquela vivenda». 
- É a tal vivenda das Roseiras, onde mora o capitão Fisk.
- Já repararam que as pegadas do homem que tem sapatos mais estreitos, quase se perdem, espezinhadas pelas dos sapatos mais largos?
Tirou uma forma em gesso das três pegadas e depois voltou a casa para examinar o calçado de várias pessoas.
- Como eu pensava – concluiu Fordney – o sapato de sola estreita pertence a Harold Collins.
- Estará ele a tentar encobrir «miss» Ethel?
- É o que vamos ver.
Na vivenda das Roseiras, o capitão Fisk disse aos polícias nada saber sobre o roubo. Mas, quando foi aberta a gaveta de uma secretária, encontrou-se lá dentro o colar, cuidadosamente escondido.
«Venha comigo» - disse Fordney ao capitão que estava boquiaberto.
Chegados a casa de Collins, o professor disse a Harold:
- Recuperei o colar em casa do capitão Fisk. Sabia que ele tinha roubado o colar, não é verdade?
- Sim – acabou por admitir Harold, envergonhado.
- Diga-me o que aconteceu.
- Eu ia a entrar no escritório do pai quando ouvi vozes. Olhei e vi lá dentro o capitão Fisk e Ethel a abrirem o cofre. Tiraram qualquer coisa, saíram de casa e dirigiram-se à vivenda das Roseiras. Fui atrás deles e vi Fisk esconder o colar na secretária. Voltei para casa e encontraram-me ao lado do cofre ainda aberto. Para salvar Ethel, não neguei o roubo.
- Uma história bonita, mas falsa – exclamou Fordney, impassível. – Agora conte a verdade…».

Como soube Fordney que a história de Harold não era verdadeira?          
 (Divulgaremos amanhã, a solução oficial deste caso)

*   *   *   *





Solução do problema # 050
Diário Popular # 4410 – 15.01.1955

O professor conseguiu provar que o roubo fora simulado porque ambas as raparigas declararam que os ladrões lhes haviam encostado as pistolas ao corpo. Era muito improvável que, com a chuva a mudar de direcção a todo o momento, elas tivessem aberto alguma das janelas do carro. Ora, com os vidros corridos, os supostos gatunos não poderiam ter-lhes encostado as armas ao corpo. 

                                                                                   
Jarturice-051 (Divulgada em 21.Fevereiro.2015)



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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

JARTURICE 050

                   
                         PROBLEMAS POLICIAIS – 53 - # 050
                     (Diário Popular # 4410 – 15.01.1955)

Os assaltos praticados durante aquele mês tinham deprimido consideravelmente o inspector Kelley. Um dia, ele pediu ao professor Fordney que o acompanhasse num carro patrulha. Como o professor também estava impressionado com a recente onda de crimes, aceitou o convite.
Com  o sargento Reynolds ao volante, os três partiram do Quartel General da Polícia às onze da noite sob uma chuva forte que caia por todos os lados, pois o vento mudava de direcção constantemente. Ribombavam trovões e os relâmpagos iluminavam o céu.
A primeira chamada dirigida àquele carro, repetida três vezes, foi feita nestes termos:
«Atenção carro 18. Dirijam-se imediatamente ao número 2088 de Leopold Boulevard, apartamento do primeiro andar, a fim de investigar roubo. WPPJ.
Reynolds carregou no acelerador e com a sirene a apitar, o carro precipitou-se na noite tempestuosa.
Chegados ao local, encontraram duas jovens bastante excitadas, uma loira e outra morena. Enquanto Fordney interrogava a loira, Kelley encarregava-se da morena.
A loira declarou que eram cobradoras numa companhia fabricante de gelados. Tinham entrado em numerosos estabelecimentos nessa noite, a fim de receberem o produto das entregas efectuadas durante o dia. Ambas disseram que, ao chegarem com o carro defronte da porta do seu apartamento, dois homens tinham saltado para os estribos, um de cada lado, e encostado as suas pistolas às costas das raparigas, exigindo a entrega do dinheiro. A morena entregara-lho.
Fordney apurou que a última cobrança fora feita a cerca de uma milha dali, e que depois disso não tinham tornado a parar o carro. Não lhe passaram igualmente despercebidos os dois grandes diamantes que a loira ostentava no dedo.
- Lamento muito, minhas senhoras – disse ele – mas têm que nos acompanhar ao Comando.

Porque calculou Fordney que o roubo havia sido simulado?   

  (Divulgaremos amanhã, a solução oficial deste caso)

    *     *     *     *     *
Solução do problema # 049
    
     Rector dissera que fora forçado a dormir vestido e, apesar disso, ao ser posto em liberdade, apresentava-se com o fato impecável. Ora, a ser verdadeira a sua versão, o natural seria que o fato se apresentasse enrugado.

                                                                                                 
                                                                                   
Jarturice-050 (Divulgada em 20.Fevereiro.2015)







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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

JARTURICE 049

              
                     PROBLEMAS POLICIAIS – 52 - # 049

                     (Diário Popular # 4403 – 08.01.1955)
        
   
      O professor Fordney havia sido informado de que Amos Rector seria deixado a uma das esquinas da rua onde morava, nessa mesma noite: um carro conduzi-lo-ia até lá.
         Rector fora raptado dez dias antes e o resgate de 40.000 dólares havia sido pago pelo irmão dele.
         Oculto no escuro, no cruzamento das ruas Clark e Camp, Fordney olhou para o seu relógio de pulso, de mostrador luminoso, quando o grande «Sedan» se deteve na curva. Eram, precisamente, onze horas e trinta e oito minutos.
         O professor seguiu o homem que saíra do carro. Precisamente quando ele ia a entrar, no vestíbulo da casa de Rector, Fordney tocou-lhe num braço. O homem, um indivíduo alto, magro, elegante e impecavelmente vestido, voltou-se sobressaltado.
         - Chama-se Amos Rector? – perguntou Fordney, apresentando-se.
         - Sou eu, sim, professor. Entre por favor. Que deseja?

                                                                       *
         Após a carinhosa recepção que a mulher de Rector lhe dispensou, sentaram-se todos em frente do fogão de sala.
         - Não, não sei onde estive – disse Rector. – Os raptores conservaram-me sempre de olhos vendados. Tive de dormir vestido, mas eles barbearam-me todos os dias e alimentaram-me bem. Um dia, em que tentei tirar a venda, um deles que se encontrava atrás de mim, deu-me um murro na cabeça que me prostrou sem sentidos.
         Fordney, observou a contusão, atrás da orelha direita, e perguntou:
         - Quando foi isso?
         - Há dois dias, creio eu.
         - Porque é que eles não lhe tiraram do dedo o seu anel de brilhantes? – perguntou o professor.
         - Bem… Confesso que não sei. 
         - Você está a mentir! Essa história do rapto foi preparada por si para apanhar os 40.000 dólares a seu irmão ou por qualquer outra razão que ignoro.

         Como chegou Fordney a tal conclusão

 (Divulgaremos amanhã, a solução oficial deste caso)
     *     *     *     *





Solução do problema # 048
(Diário Popular # 4384 – 18.12.1954)

Pelo jornal da tarde que ele encontrou em cima da mesa apesar de ter saído de manhã da cidade e de não o ter comprado enquanto andara por fora.

                                                                                  
 Jarturice-049 (Divulgada em 19.Fevereiro.2015)




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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

JARTURICE 048

     
                        PROBLEMAS POLICIAIS – 51 - # 048                          
               
 (Diário Popular # 4384 – 18.12.1954)
        
         - Como ia dizendo – prosseguiu Jerrold Mauson – saí do meu apartamento ontem de manhã, pelas 11 horas. Como sabe, não tenho criados. Cheguei à 1 hora ao «chalet» onde passo o fim-de-semana: Levei a tarde a pintar e cerca das sete horas fui dar um passeio, regressando por volta das nove. Entrei, peguei no jornal da tarde, que se encontrava em cima da mesa, e comecei a ler o noticiário desportivo. E foi precisamente quando acabei de ler o relato do desafio Brooklin-Giants que me apercebi que alguém entrara naquela casa, durante a minha ausência.
        
         «Aparentemente, não faltava nada, mas quando, mais tarde, examinei a secretária, notei que os meus manuscritos estavam remexidos.
        
         - E roubaram alguma coisa? – inquiriu Fordney.
        
         Não, deve ter sido apenas bisbilhotice de algum vizinho. Mas o que eu gostaria que você me dissesse é como – sem sair da minha poltrona – descobri que alguém estivera no «chalet», durante a minha ausência.
        
         - Você assegura-me que passou a tarde a pintar e a passear pelo campo? Não fez mais nada? Não falou com ninguém?
        
         - Exactamente, asseguro-lhe.
        
         - Não tem dificuldade alguma. – disse Fordney, rindo. – É claro como água!

         Como descobriu Mauson, antes de examinar os seus papéis,
         que alguém estivera em sua casa?  

 (Divulgaremos amanhã, a solução oficial deste caso)

  
 *     *     *     *     *





Solução do problema # 047
(Diário Popular # 4377 – 11.12.1954)

Se alguém tivesse, de facto, descido pela corda, como Bishop e Rolf afirmavam, a mesa teria, evidentemente, sido arrastada para junto da janela, em consequência do peso do gatuno.
   

Jarturice-048 (Divulgada em 18.Fevereiro.2015)



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