Caros Amigos:
PROBLEMAS POLICIAIS – 250 - # 247
Ontem voltei à BPMP, para continuar a repescagem dos problemas que o Álvaro Trigo publicou na sua secção "O Crime Não Compensa", que se publicava no jornal «O Benfica».
Embora só me preocupe verdadeiramente, com a captação do conteúdo dos torneios, problemas e soluções, aproveito para fazer uma leitura ligeira de tudo o que ali se desenvolve. E isso por vezes resulta em interessante descoberta. Lá estava na secção de 24 de Outubro de 1957, a informação de que, nas colunas do jornal «Torneios de Palavras Cruzadas», se iniciou a publicação da secção, «Enigma Policial».
Consultei há momentos, pela "net", o catálogo da biblioteca, e lá está essa publicação, de que se terão editado 27 números, entre 1955 a 1957. Na próxima segunda feira irei ver o volume, e depois abrirei novo ficheiro histórico.
Até então, passem um bom fim de semana, sejam felizes, e repartam com Familiares e Amigos.
Abraços do Jartur
(Diário Popular # 5969 – 23.05.1959)

O seu amor
morrera e transformara-se em ódio. Estavam sós; o momento era oportuno. Se o
inspector Fauvel não estivesse tão longe… Mas… Os olhos de ambos
encontraram-se. A morte estava ali.
Robert colocou
Helena sobre o banco e deixou que o seu sangue corresse abundantemente.
Esperava calmamente. De súbito teve uma inspiração. Por que não pensara nisso
mais cedo?
*
Como
precaução, o inspector afastou a roupa limpa e cuidada das costas de Helena e
observou a forma das suas feridas. Uma delas estava um pouco abaixo do coração;
a outra, no ombro direito.
Fauvel
estremeceu de frio e reparou no espesso «pull-over» usado por Nabor.
Robert Nabor
disse: «Divertíamo-nos a atirar. Eu ia atirar quando o alvo caiu. Helena correu
a arranjá-lo, e ficou na trajectória do revólver. Nesse momento disparei dois
tiros. Sabe como estas armas são rápidas… Coloquei-a sobre o banco; depois telefonei-lhe
e cuidei das feridas dela, ligando-a. Ela sangrava abundantemente mas o seu
pulso continuou a bater até o senhor chegar. Depois…
Fauvel
reflectiu: Nabor telefonou-me às 8 e 22 e cheguei aqui às 8 e 43. Ela deve ter
morrido entre as 8 e 40 e 8 e 43. Olhou para as mãos de Nabor e viu que estavam
manchadas de sangue. Disse-lhe então, com voz firme: «Está preso».
Porque prendeu Fauvel, Robert Nabor?
(Divulgaremos
amanhã, a solução oficial deste caso)
* *
* * *
Solução do problema # 246
(DiárioPopular # 5962 16.05.1959)
Os óculos de Monique teriam ficado embaciados no momento em que ela
entrasse no apartamento, por causa da diferença de temperatura que existia
entre o exterior e a casa de Grace. Assim, ter-lhe-ia sido impossível ver,
fosse o que fosse na cozinha, através dos seus óculos.
Jarturice-247
(Divulgada em 05.Setembro.2015)
APRESENTAÇÃO E DIVULGAÇÃO
DE: J A R T U R
jarturmamede@aeiou.pt
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