(Diário Popular #
6024 – 18.07.1959)

Estavam as
impressões digitais de Georges Calton, o rico industrial, na caixa de bombons e
na cigarreira de Jacqueline, mas quando o interrogaram afirmara que nunca
pusera os pés no apartamento de Jacqueline.
Levara-lhe uma
caixa de bombons e apanhara a cigarreira que ela deixara cair ao levantar-se da
mesa; entregara-lhe as duas coisas na sexta-feira, à noite, ao acompanhá-la até
à porta de sua casa, de regresso de um restaurante.
Monique, a
mulher de Georges, explicou igualmente a presença das suas impressões digitais
num copo. «Meu marido pedira-me o divórcio, a fim de casar com Jacqueline. Fui
vê-la ontem, à noite, e no decorrer da nossa discussão ela sentiu-se mal e eu
dei-lhe um copo de água».
Naturalmente,
Fauvel encontrou as impressões de Pierre Vilmin, o marido de Jacqueline, em
todo o lado: nos livros de cheques, no extracto das contas do mês de Junho, nos
alimentos, no bar, etc…
Pierre disse que
estava no mar desde o domingo anterior. Na noite fatal encontrava-se em Londres
e ouvira a notícia pela rádio. Voltara imediatamente a casa.
Impressões
digitais de Roxane foram encontradas na secretária. Roxane era amiga íntima de
Jacqueline e vivia no mesmo prédio.
Roxane disse que
estivera em Lyon nessa noite.
O inspector
sentou-se e suspirou. Sabia, agora, qual das pessoas interrogadas mentira.
Qual fora?
(Divulgaremos
amanhã, a solução oficial deste caso)
* *
* * *
Solução do problema
# 254
(Diário
Popular # 6017 – 11.07.1959)
Se a Cartier tivessem tirado tudo o que tinha nos bolsos, como ele
pretendia, não poderia fazer o telefonema para o Comissariado, pois, nos
telefones automáticos é preciso meter uma moeda.
Com base nesta dedução, Fauvel fez um interrogatório cerrado e
Cartier acabou por confessar o horrível assassínio de sua noiva.
Jarturice-255
(Divulgada em 13.Setembro.2015)
APRESENTAÇÃO E DIVULGAÇÃO
DE: J A R T U R
jarturmamede@aeiou.pt
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