Muito embora contrarie um pouco a prática que vimos seguindo de não publicarmos depoimentos que possam soar como elogio fácil, porque sabemos não ser esse o caso, deixamos o depoimento com um abraço ao confrade que conhecemos (pelo pseudónimo) do Mundo de Aventuras e outras publicações.
Caro Luís Pessoa
Não tenho o prazer de o conhecer pessoalmente mas asseguro-lhe que nutro uma admiração enorme por si e pelo que representa.
Desde os tempos do Sete de Espadas que aprendi a gostar do Policiário, apesar de não ser muito assíduo. Com ele aprendi a estar no Policiário como alguém que é feliz a decifrar pelo gosto de decifrar e não pelas vitórias. Depois de um problema resolvido, a satisfação é muita e quando acertamos ou erramos, sentimos que fizemos o nosso melhor.

Luís Pessoa, esse mérito é seu, escusa de andar sempre a sacudir a água do capote, como se tudo fosse mérito dos confrades policiaristas, não, esse mérito é mesmo seu, porque conseguiu reunir aquilo que o Sete de Espadas iniciou e deu-lhe uma maior dimensão.
Sou já um pouco velhote, mas juro-lhe que o Policiário é uma das minhas companhias mais fiéis e serei seu leitor e decifrador enquanto as forças deixarem.
LP, numa conversa que guardo para mim, ouvi o Sete de Espadas referir-se a si, lá para 1975 ou 1976, na altura em que o LP era o maior contestatário do Policiário, pondo em xeque o próprio Sete de Espadas, que o LP era o "futuro do Policiário", tendo notado uma pontinha de vaidade no nosso Sete de Espadas quando disse isso.

Na minha modéstia, Luís Pessoa, agradeço-lhe os momentos que me dá todas as semanas no jornal e às vezes no blogue, que tenho de pedir ao meu neto que me encaminhe porque a internet ainda é uma incógnita para mim.
Obrigado, Luís Pessoa.
1 comentário:
Muito bem. A luta continua...
Zé
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