terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

PRAZO ALARGADO ATÉ SEGUNDA-FEIRA, DIA 6 DE MARÇO


NOTÍCIAS QUE NOS CHEGAM REFEREM QUE ALGUNS CONFRADES ESTÃO COM DIFICULDADES NO ENVIO DAS PROPOSTAS DE SOLUÇÃO AOS ENIGMAS DA PROVA N.º 1, CUJO PRAZO TERMINAVA HOJE.

MEUS CAROS, O PRAZO É ALARGADO ATÉ À PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA, 
DIA 6 DE MARÇO.

TODOS OS CONFRADES QUE JÁ ENVIARAM AS SOLUÇÕES, PODEM REFAZÊ-LAS E VOLTAR A ENVIAR, DESDE QUE REFIRAM QUE ESTA ANULA E SUBSTITUI A ANTERIOR.


domingo, 26 de fevereiro de 2017

POLICIÁRIO 1334



PROVA N.º 1
ÚLTIMOS DIAS PARA RESPOSTA

DETECTIVES CONTINUAM APRESSADOS…

Enquanto nos aproximamos do derradeiro dia para apresentação das propostas de solução dos enigmas da primeira prova deste ano, que será coincidente com o dia de Entrudo, 28 de Fevereiro, queremos deixar aqui algumas indicações que poderão ser úteis, também para o futuro, principalmente aos novos “detectives”, sempre muito lestos na resposta.
No Policiário, a pressa é, normalmente, inimiga de uma boa prestação. Na realidade, após uma primeira leitura, há ideias que ficam, há rumos que se apontam, mas ninguém pode deixar de pesar a circunstância de no outro lado, entenda-se no lado do produtor, haver, quase sempre, uma clara intenção de “desviar” as atenções para factores laterais à própria solução.
Quem seja um leitor atento dos bons romances policiais, certamente se apercebe que todos os mestres conduzem os seus casos para decifrações completamente imprevistas, mas (quase sempre) lógicas.
Este ano, apesar de já havermos alertado para esta situação no passado, repetiram-se as pressas por parte de alguns dos nossos “detectives”, envolvidos numa quase competição para ver quem chegava primeiro! No Policiário, nunca importou quem chega primeiro, mas sim quem chega com respostas correctas aos enigmas propostos.
Sem quaisquer intuitos paternalistas, apesar de apenas restarem dois dias, recomendamos aos novos participantes que releiam os problemas, reavaliem as suas conclusões e, se assim entenderem, refaçam as soluções. Durante o período de resposta, até ao dia 28 de Fevereiro, poderão substituí-las, fazendo apenas menção que a resposta que enviam anula e substitui a já enviada. Será sempre considerada a última recepcionada.

CRITÉRIOS PARA AS MELHORES E MAIS ORIGINAIS

Uma das questões que os confrades mais colocam, porque nos últimos anos os torneios têm sido decididos nos critérios de desempate, em que assume especial relevo o das melhores soluções, é sobre o que conta efectivamente para que as soluções possam ser consideradas melhores ou mais originais e terem direito aos pontos especiais.
Na realidade, não existe uma resposta concreta, tanto mais que um critério de avaliação deste tipo tem sempre uma componente elevada de subjectividade e até de humor do avaliador!
A questão das melhores soluções será sempre relativa ao modo como as propostas de resolução dos enigmas vão mais além daquilo que é pedido, com lógica e profundidade. Neste sentido, o orientador avaliará o modo como é feita a abordagem e o desenvolvimento da investigação, a par da sua correcção.
No que se refere à originalidade, os factores aleatórios são muito mais relevantes. Uma solução muito original, exótica, diferente, deixa de o ser a partir do momento em que é apresentada. Ou seja, se um outro confrade apresentar uma solução semelhante à que outro ou ele mesmo fizeram em momento anterior, a componente original já não existe.
Também no que se refere à utilização de materiais, se passa o mesmo. Portanto, uma solução de grande originalidade, à partida, pode ser, afinal, uma coisa já vista, já usada.
Portanto, se no caso das melhores soluções, cada “detective” pode, com alguma certeza, desenvolver a sua investigação para além do estritamente necessário e assim candidatar-se aos pontos em disputa, no caso das originais será sempre muito mais imprevisto e susceptível de já ter sido “inventado” aquilo que se pretende original!
Não podemos, pois, falar de fórmulas.


O POLICIÁRIO EM MOVIMENTO

CORREIO POLICIAL

Secção que semanalmente é publicada no semanário regional Correio do Ribatejo, que se publica em Santarém.
O espaço é gerido por um dos “monstros sagrados” do Policiário, o confrade Inspector Aranha (d.cabral@sapo.pt). Privilegia a publicação de contos policiais e problemas, de antigamente e de agora, fazendo a divulgação do policial nas suas múltiplas dimensões.

CRIME PÚBLICO

É o blogue que está associado a esta nossa secção, servindo de seu suporte, no sentido de fornecer informação atempada, que uma secção semanal não permite. Notícias, classificações, informações, alguma da nossa história, tudo vai passando pelo blogue.
O Crime Público está em http://blogs.publico.pt/policiario.

CLUBE DE DETECTIVES
É o sítio de autoria do confrade Daniel Falcão, confrade de Braga, que disponibiliza imensa informação, quer do andamento das competições, quer dos problemas publicados e respectivas soluções. É, aliás, de acompanhamento obrigatório para todos os “detectives” que participam nos nossos torneios, para ficarem sempre ao corrente do que se vai passando.
Destaque para a bibliografia disponível e vasto material da AHPPP. Obrigatório!
Pode ser acedido em http://clubededetectives.pt.


POLICIÁRIO DE BOLSO

Um blogue de grande qualidade, feito a partir de Santarém pela Detective Jeremias, uma das policiaristas mais importantes do novo policiário, campeã nacional em título. Por este blogue passou a divulgação de alguma da imensa obra do nosso mestre Manuel Constantino.


POLICIARISMO

Um blogue especialmente dirigido à memória do Policiário que por cá se fez no após 1975, ou seja, na fase do regresso em força, pela mão do inevitável Sete de Espadas. São memórias de convívios, de competições, de problemas, de todo um mundo que fervilhou nas décadas de 70 e 80 do século passado.
Para reviver memórias ou tomar conhecimento dessa realidade, em http://policiarismo.blogspot.pt.


O DESAFIO DOS ENIGMAS

No jornal quinzenal “NOVO AUDIÊNCIA”, que se publica em Vila Nova de Gaia, o confrade Inspector Boavida iniciou este espaço, que vai ser mais um divulgador do nosso passatempo.
Os contactos poderão ser efectuados directamente para o orientador, pelo endereço salvadorpereirasantos@hotmail.com.


LOCAL DO CRIME


Um blogue que serve de apoio ao “DESAFIO DOS ENIGMAS” e que pode ser encontrado em http://localdocrime.blogspot.com. Tem em curso duas iniciativas importantes: um torneio policial que já decorre e um concurso de contos sobre um caso policial em Gaia, a merecer atenção.



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

MADALENA, A PROFESSORA DE PORTUGUÊS DO CHINÊS TIAGO



Foi em 2013, a 9 de Dezembro.

Hoje, a professora referida na mensagem, enviou um texto, com algum atraso, se é que há atraso quando se (re)encontra alguém...

Caríssima Madalena, seja muito bem-vinda a este nosso espaço. O Tiago ainda nos transmitiu algumas ideias, mas acabou por "desaparecer". Ainda bem que o Policiário ajudou, porque também é para isso que cá estamos. Não agradeça, venha connosco descobrir o Policiário!

Madalena disse...
Só passado todo este tempo, encontrei este texto do Tiago online! A professora era eu. O Tiago era um dos meus estudantes de Português da Universidade de Línguas Estrangeiras no Norte da China, em Dalian. Na altura, ele mostrou-nos a resposta que tinha obtido e agradeceu a gentileza. Não sei se, depois disso, ele lhe terá respondido. De qualquer maneira, aqui fica a minha resposta, com grande atraso, é certo. O texto do Policiário foi um sucesso e os estudantes aprenderam e trabalharam em português para resolver o caso. Obrigada!


O texto original, rezava assim:
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O SOS DO TIAGO!

A nossa secção também é motivo de estudo de português, para alunos com nome português, mas de origem chinesa, presumivelmente de Macau... será?
O SOS foi assim;

Para: pessoa_luis@hotmail.com
https://1.bp.blogspot.com/-hUuYe1_OS0E/UqYrXDCZ3ZI/AAAAAAAADdU/YfJSvdRdupw/s1600/1.jpg
Olá, Senhor Luis pessoa
Sou da China e é estudante da lingua portuguesa. Na semana passada, estudarmos um texto Quem matou a cabeleireira? que foi escolhido no Jornal Público(edição de 11.08.2013)pela nossa prefessora professora. Mas todos nós não sabemos o alínea correcta. E a o nossa professora tentou muitas vezes para enontrar o alínea correta na Internete, mas também não conceque encontrar. Não sei se o senhor poderia dar-me a resposta, e conta-me quem matou a cabeleireira. Eu e os meus colegas estamos tão ansiosos para saber a resposta. E vamos ficar muito agradecido por sua resposta.
Atentamente
Tiago


domingo, 19 de fevereiro de 2017

POLICIÁRIO 1333



O MÊS DE “SETE DE ESPADAS”



O mês de Fevereiro está sempre associado à figura cimeira do nosso passatempo e seu principal divulgador: Sete de Espadas.
Melhor dizendo, não é só no mês de Fevereiro, mas sempre que falamos de Policiário, que a referência ao Sete de Espadas aparece como uma inevitabilidade, tal a sua importância, primeiro para a divulgação e depois para a consolidação deste passatempo exemplar, amplamente reconhecido como um veículo importante para estimular a leitura, a interpretação, a análise, o poder de síntese, o espírito observador e científico.
O Sete de Espadas nasceu no Ribatejo, na vila da Chamusca há 96 anos, em 1 de Fevereiro de 1921 e em 12 de Janeiro de 1947 iniciava a sua actividade como orientador de um espaço policiário, no Jornal de Sintra, com o título Mistério e Aventura, que ele mesmo definia, em subtítulo, como uma “secção policial orientada por Sete de Espadas”.
Depois foi um nunca mais acabar, na divulgação da literatura policial e, sobretudo, na vertente da competição policial.
Que me desculpem os confrades mais antigos, aqueles que viveram com ele as aventuras do Clube de Literatura Policial, das secções no Camarada, no Cavaleiro Andante e em tantos locais, mas nós apontamos um marco que nos parece decisivo em toda a História do Policiário: O dia 13 de Março de 1975.
Nesse dia, em todas as papelarias, quiosques, pontos de venda de jornais e revistas, apareceu, apenas, mais um número do “Mundo de Aventuras”, uma revista de histórias aos quadradinhos, editada pela Agência Portuguesa de Revistas, que já vinha dos anos 40 do século XX, mas que trazia algo de novo: As últimas páginas eram identificadas como “Mistério… Policiário” e assinadas por um não menos misterioso “Sete de Espadas”!
Foi, podemos dizê-lo com toda a propriedade, o virar de página de toda uma geração de jovens, muito jovens mesmo, na casa dos 13, 14 anos, que apareceram em enorme explosão, criando um movimento imparável que nos trouxe até aos nossos dias.
Muitos dos actuais policiaristas são produtos dessa época, eram leitores de histórias aos quadradinhos e descobriram o policiário, tornando-se detectives!
O primeiro sinal de que algo se movia, foi a grande afluência à literatura policial, a corrida aos alfarrabistas, a ânsia de ler os clássicos do policial, antes da procura dos modernos escritores. Depois, foi a quantidade de malta nova a tratar-se por nomes escolhidos pelos próprios, que podiam ser de uma personagem dos quadradinhos, de um detective da literatura, de uma abreviatura do próprio nome, de uma invenção pura… Tudo servia para nos identificarmos perante os outros. Era o Detective Invisível, o Inspector Moisés, o Ubro Hmet ou o Satanás… Poucos sabiam o nome real do confrade que estava à sua frente, nem isso era importante! Poucos sabiam o que faziam os outros na vida profissional, mas também não era necessário! O importante era o facto de estarem todos irmanados no mesmo gosto pela dedução, pelo exercício das “células cinzentas”, estarem disponíveis para se reunirem em Tertúlias Policiárias e todos os meses percorrerem o país para os Convívios, na altura única forma de travarmos conhecimento para além das fronteiras próximas.
No centro de tudo, a figura simpática de um homem de barbas brancas, cabelo ralo, sorriso aberto e simpático: O Sete de Espadas.
Nos dias dos Convívios, era digno de ser visto o número de pais que chegavam perto do Sete e lhe confiavam os miúdos de 11 ou 12 anos, como se confia a um avô e lhe diziam que eram os próprios miúdos que insistiam em ir e não aceitavam um não como resposta! E o Sete, com a calma e o espírito positivo que sempre teve, lá os tranquilizava, dizendo-lhes que na tribo policiária eles estavam no local certo para crescerem, num são convívio, numa camaradagem exemplar.
Ainda hoje sentimos isso. Mesmo nós, muitos já avós, ainda olhamos para o exemplo do Sete como um aspecto importantíssimo no nosso processo de desenvolvimento. Todos crescemos muito com ele e com o Policiário. Todos lhe devemos muito daquilo que conseguimos ser. O seu exemplo, de persistência na demonstração dos benefícios do exercício de uma actividade tão saudável para o desenvolvimento harmonioso de um espírito científico, como é o caso do Policiário, merece ser sempre realçado.
Daí a justeza desta homenagem singela, numa altura em que se aproxima a passos largos uma data que passará a ser parte integrante da nossa História Policiária, por atingirmos os 25 anos deste nosso espaço. É que esta secção, se teve o seu nascimento formal no dia 1 de Julho de 1992, verdadeiramente nasceu muitos anos antes, algures pelo ano de 1975, quando o Inspector Fidalgo encontrou o Sete de Espadas e ficou fascinado com o Mundo que este lhe abriu!
Mais tarde foi o XYZ Magazine, o Clube dos Amigos do XYZ e muitas outras coisas, sempre com a relevância da Amizade e da Camaradagem, suas imagens de marca.
Foi no dia 10 de Dezembro de 2008, depois de cumprir mais um dos seus grandes objectivos que era assistir e participar na viragem do milénio, que a notícia do seu falecimento correu no seio da imensa família policiária, que assim viu partir o seu principal divulgador, deixando um rasto de pesar entre a imensa legião daqueles que com ele cresceram física e mentalmente.



Ao “velho” Amigo Sete de Espadas queremos dedicar mais esta data histórica, 1 de Julho de 2017, em que pela primeira vez uma secção do seu querido Policiário comemora 25 anos ininterruptos, num jornal de referência e grande divulgação, como é o PÚBLICO, porque nas comemorações desta efeméride há muito dele e daquilo que ele nos deixou…
                                                                                                 




domingo, 12 de fevereiro de 2017

POLICIÁRIO 1332




CONCLUSÃO DA PRIMEIRA PROVA DE 2017


Com a publicação do problema de hoje, concluímos a primeira prova das competições do ANO XXV do Policiário no PÚBLICO.

CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2017
PROVA N.º 1 – PARTE II
“TEMPICOS E O TEMPLO DE DELFOS” – Original de
 A. RAPOSO & LENA

PROBLEMA DEDICADO AO “AVOZINHO” ZE DE VISEU

Tempicos espreguiçou-se longamente na rede debaixo da pérgula e continuou a ler a secção de astrologia do “ borda d´água “, leitura entediante para chamar o sono após o almoço no verão, na sua casa do Algarve, onde o peixinho é fresco “escalado” e grelhado no carvão de azinho e um vinho verde fresquinho ajudando a festa.
Rapidamente começou a viajar no tempo entre duas nuvens brancas e fofas e foi dar consigo na estrada que levava ao Templo de Delfos, de mão dada com uma moça roliça de fartos e apetitosos seios que segundo o informou viera da Bélgica, de bicicleta, danada para visitar o campo dos jogos Píticos, na antiga Grécia.

Tempicos sempre sensível aos pedidos feitos por lábios carnudos e gostosos, propôs o seguinte:

- Primeiro vamos ao Templo de Delfos para eu falar à pitonisa e perguntar-lhe:

“Se há alguém mais sábio, inteligente e ilustre detective que Tempicos?”

Depois duma resposta que considerasse favorável ao seu ego, aviava-lhe um programa…

Acontece que havia muita gente e a coisa demorou até ao por do sol.

Ainda demos dois dedos de conversa com Sócrates que estava a escrever em parceria com Platão e Xenofonte, seus amigos, cada um seu capítulo do livro "Vida atribulada de Sócrates” e o tema estava a dar discussão ao ponto da mulher de Sócrates aborrecida, fechar o zip das vestes e dar de “frosques” zangada.

Tempicos achou a resposta da pitonisa simpática e manifestou essa alegria á gorducha belga que com amizade ripostou:- Graças à virgem Maria!

Pelo relógio de pedra do templo verificaram que já tombava a noite e a fome apertava.

Deitaram-se na relva a comer um pedaço de pão e umas cervejolas de garrafa. E a iniciar umas brincadeiras de mãos. Que mais não lhes conte. A Belga já não queria ir visitar os jogos Píticos. Preferia os jogos modernos com o especialista ali à mão, Tempicos, homem que dominava o “savoir-faire” e a difícil arte de agradar a damas, solteiras, casadas, divorciadas e viúvas. Não era racista!

Entusiasmados resolveram ver se podiam entrar num bacanal ali da zona. Porém o Senado já os tinha entretanto proibido.

Na falta de melhor Tempicos conhecia uma tasca de um “portuga” e foram lá comer um divinal bacalhau com batatas a murro, Uma receita que só não conseguia bater a confecção do seu amigo Zé quando lá ia a casa abifar-lhe umas vitualhas e bater uns papos sobre as vitórias do Benfica…

Entretanto Tempicos acordou estremunhado e entrou na real.
E em jeito de filósofo afirmou em voz alta:- como são as coisas. Nos sonhos tudo existe, vivo ou morto, real ou fantasista, sem lógica, datas certas ou erradas, personagens, épocas. Acções.
Mas os meus amigos que são exímios observadores certamente contarão todas as incongruências que este lindo sonho de Tempicos encerra. Coisas que a verdade histórica desmentiria.

Pergunta-se o número das incongruências:


1-      Dez ou mais,
2-      Máximo nove.
3-      Máximo oito.
      4 – Menos de cinco.


E pronto.

Depois de na passada semana termos apresentado o problema inaugural das competições desta época especial, em que comemoramos os 25 anos de Policiário no PÚBLICO, também de autoria da dupla A. Raposo & Lena, publicamos hoje a segunda parte, um problema de escolha múltipla.
Chamamos a atenção dos nossos “detectives” para o seguinte:

- A proposta de solução ao problema da passada semana e a alínea escolhida no de hoje, sevem ser enviadas, impreterivelmente até ao próximo dia 28 de Fevereiro;

- Deve ser usado um dos meios seguintes para o seu envio: 1- Pelo Correio para Luís Pessoa, Estrada Militar, n.º 23, 2125-109 MARINHAIS; 2- Por e-mail para: pessoa_luis@hotmail.com; luispessoa@sapo.pt; lumagopessoa@gmail.com; 3- Por entrega em mão ao orientador, onde quer que o encontrem.

- Da qualidade das respostas vai depender o apuramento para a eliminatória seguinte da Taça de Portugal, uma vez que apenas serão apurados os detentores das melhores 512 propostas de solução. Só após esta eliminatória os apuramentos serão obtidos em confrontos de um para um, de acordo com os resultados dos sorteios que alinharão os opositores, obrigatoriamente publicitados antes do final do prazo de cada prova.

Boas deduções!


TORNEIO POLICIÁRIO – 2017

Já teve o seu início o torneio organizado pelo confrade Inspector Boavida, que publicitámos nestas páginas e de que publicámos o respectivo regulamento e que vai decorrer até ao mês de Setembro, com muitos motivos de interesse.
O primeiro problema já viu a luz do dia e pode ser encontrado pelos nossos “detectives” no blogue LOCAL DO CRIME, em localdocrime.blogspot.pt, que acompanha a secção policiária “O Desafio dos Enigmas”, no jornal Audiência Grande Porto, onde vai desenrolar-se o torneio. O endereço postal é Audiência GP/O Desafio dos Enigmas, Rua do Mourato, 70-A, 9600-224 Ribeira Seca RG – São Miguel – Açores.
A primeira prova tem o prazo a decorrer até ao dia 10 do próximo mês de Março e para ela convidamos todos os nossos “detectives” que queiram testar, uma vez mais, as suas capacidades.

Atenção, também, para a outra iniciativa em curso, desta feita virada para o conto policial, denominada Um Caso Policial em Gaia, que pode constituir um veículo excelente para os confrades que acumulam escritos nas gavetas por falta de local para publicar.







domingo, 5 de fevereiro de 2017

POLICIÁRIO 1331




 25 ANOS DE POLICIÁRIO
PRIMEIRA PROVA DO CAMPEONATO


Finalmente chegou a competição a sério!
No nosso XXV aniversário, o campeonato tem a ligeira alteração das produções serem de autores convidados pelo orientador, por haverem já obtido posições de relevo como produtores.
E o primeiro convidado é A. Raposo & Lena, uma dupla que responde sempre presente e que coloca um desafio que nos parece acessível, após alguma consulta.

CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2017

PROVA N.º 1 – PARTE I

“TEMPICOS MELANCÓLICO” – Original de A. RAPOSO & LENA


Talvez não saibam mas Tempicos é um homem culto porém modesto.
Tem uma cultura abrangente, forte vontade de sempre mais saber, domina línguas.
Mas, não é esquisito. Gosta das boas coisas da vida.

É solteiro e está sempre recetivo a uma boa proposta, de preferência que junte duas virtudes: rica e bonitona e já agora, inteligente por acréscimo…

Descansando de um violento dia de trabalho, esparramado, estava no sofá – saboreando um trago – e a ver um programa da tv. Uma interessante reportagem em que artistas gráficos reproduziam enquanto o locutor ia explicando, as épocas, e os autores.

A certa altura ficou surpreendido por uma obra – uma gravura – de composição complexa da renascença.

A imagem tinha imensos adereços na sua composição: Uma figura de expressão pensativa, uma criança sentada numa mó de pedra. Balança, sineta, uma paisagem ao longe e muitas ferramentas. Ao canto um retângulo contendo diversos quadrados numerados em que os somatórios eram sempre os mesmos algarismos, quer na horizontal, vertical e oblíquo.

Tempicos acabou por passar pelas “brasas” e ao acordar lembrou-se dos factos e foi à sua velhinha biblioteca da Vampiro antiga – cuja coleção possui – e retirou o livro com a excelente capa do saudoso Cândido Costa Pinto, que correspondia ao somatório do quadro visto na tv, há pouco e que representava um animal na capa, que por coincidência, corresponde a um velho pseudónimo de um nosso amigo policiarista distinto. 

Pergunta-se: qual o nome da gravura e do autor. Qual o número do somatório que corresponde ao livro da Vampiro. Qual o pseudónimo do nosso confrade.

E pronto.
Neste começo de competição, resta aos “detectives” analisarem bem o problema e elaborarem a respectiva solução, que deverá ser enviada impreterivelmente até ao próximo dia 28 de Fevereiro, usando um dos seguintes meios:

 - Pelo Correio: Luís Pessoa, Estrada Militar, n.º 23, 2125-109 MARINHAIS;

- Por entrega em mão ao orientador, onde quer que o encontrem.
Boas deduções!

SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO PASSADO DOMINGO

O INSPECTOR FIDALGO E O MORTO NO RIBATEJO

Numa primeira análise, é necessário ler muito bem o texto, situar a cena, tendo em linha de conta os diversos factores, nomeadamente:
– Espaço temporal e condições climatéricas: É de dia ou de noite? Está a chover ou faz sol? Está enevoado, há nevoeiro? Há vento e de onde sopra? A que horas se passa a acção? etc.;
– Personagens e sua colocação na cena: Quantos intervenientes há? Onde estão e o que fazem? Que intervenção tem, cada um, na acção?
– Local e suas características: Onde se passa a acção? Em local de fácil acesso ou difícil? Há obstáculos a vencer em certas condições, por exemplo em caso de chuva, de neve, etc.
– Factores externos: Há animais que possam dar alarme? Há sistemas de segurança eléctricos ou electrónicos que apenas possam ser iludidos por quem os conheça?
– Testemunhas visuais, auditivas ou outras: Quem esteve no local que possa fornecer elementos? Quem estava suficientemente perto para ouvir sons que se possam relacionar com o que está na cena?
– Oportunidades: Quem teve oportunidade de praticar o acto, que encontros e desencontros teriam de haver para correr bem a acção a cada um deles?
No nosso caso, temos um crime cometido em zona não fechada, portanto sem dificuldades especiais de acesso.
Alarcão diz que estava nevoeiro cerrado; que o vento era gelado e quase cortava a cara; que foi tratar dos cães muito rapidamente; que não ouviu nem viu nada.
Os pais do jovem não deram por nada e encontraram o moço, por volta das 8 horas.
O padeiro afirma ter visto o Alarcão a regressar lá do fundo, ainda antes das 8 horas.
Os restantes moradores da casa de Alarcão não notaram nada.
Os vizinhos do outro lado do pinhal referem a algazarra dos cães depois das 7.30 horas, que só poderiam ouvir se o vento estivesse de feição.
A filha do padeiro está totalmente posta de lado.
Há evidentes contradições entre depoimentos, a saber:
Alarcão refere nevoeiro cerrado e o vento gelado. Vento e nevoeiro não combinam. Com vento, o nevoeiro não se forma ou, já existindo, dissipa-se rapidamente.
O padeiro afirma ter visto Alarcão a regressar de casa do caseiro para a sua. Com nevoeiro cerrado, isso não seria possível porque a distância era grande.
Os vizinhos declararam que os cães fizeram a algazarra própria de quando o seu dono regressava a casa, mas só era audível quando o vento soprava… Portanto, afastada a hipótese de haver um conluio entre Alarcão e os seus vizinhos, por ilógica e não razoável, para que estes ouvissem os cães era necessário que houvesse vento, portanto sem nevoeiro (que mais ninguém refere); logo, ao encontro do depoimento do padeiro, que também confere com o regresso de Alarcão a casa e a algazarra dos cães, que o padeiro não refere por estar longe (a estrada era distante) e por soprar vento que levaria o som para o outro lado do pinhal, portanto, não na sua direcção. Os cães fizeram algazarra por detectarem que o seu dono estava por ali.
 Ficamos, pois, com o culpado – o Alarcão. Em grande parte por mentir, mas também por ter a oportunidade, o tempo disponível e por a sua versão não encaixar nos depoimentos dos restantes intervenientes, cujas afirmações se complementam, sem erros.











sábado, 4 de fevereiro de 2017

M. CONSTANTINO VAI ESTAR PRESENTE EM 2017!

M. CONSTANTINO


O campeão nacional em título, M. Constantino vai comparecer na nossa competição de 2017 com um problema policial.

O "MESTRE" COM O INSPECTOR VARATOJO...



Apesar das dificuldades que o nosso Mestre e Amigo regista, por problemas vários de saúde, entre os quais o da visão, bastante incapacitante, o Policiário não seria o mesmo, num ano de grande comemoração pelos seus 25 anos nas páginas do PÚBLICO, sem a presença de um dos seus mais brilhantes participantes, a quem devemos desafios de enorme qualidade.
... E COM O INSPECTOR FIDALGO






Fica, assim, garantida mais uma presença entre os autores convidados, ficando apenas a faltar o confrade QUARESMA.DECIFRADOR, de quem aguardamos notícias.