quinta-feira, 21 de julho de 2016

PONTUAÇÕES... CLASSIFICAÇÕES...

NADA ESTÁ ESQUECIDO!

APENAS NÃO TEM HAVIDO TEMPO DISPONÍVEL... E NÃO É POR CAUSA DAS FÉRIAS!

OU MELHOR, É MESMO POR CAUSA DAS FÉRIAS... DOS OUTROS, QUE FAZEM COM QUE O TRABALHO DE VÁRIOS COLEGAS RECAIA EM BEM MENOS...

CONFRADES E "DETECTIVES", APENAS UM POUCO MAIS DE PACIÊNCIA, QUE TUDO VAI "APARECER"...

OBRIGADO!


domingo, 17 de julho de 2016

POLICIÁRIO 1302


MEIO CAMPEONATO PERCORRIDO

Chegamos ao meio das nossas competições de 2016, com a publicação das soluções oficiais dos dois desafios que integraram a prova n.º 5.
A parte I, problema de características tradicionais, tem como autor o confrade Inspector Boavida, que nos traz ainda uma excelente notícia: Há uma nova secção policiária!

“O DESAFIO DOS ENIGMAS”
ABRE PORTAS NO QUINZENÁRIO “NOVO AUDIÊNCIA”

No jornal quinzenal “NOVO AUDIÊNCIA”, que se publica em Vila Nova de Gaia, o confrade Inspector Boavida, iniciou um espaço designado “O Desafio dos Enigmas”, que vai ser mais um divulgador do nosso passatempo e para o qual ficam, desde já, todos os “detectives” convidados.
A experiência do confrade, bem como a sua qualidade na produção e na decifração de enigmas policiários, são a garantia de que o nosso passatempo passa a dispor de mais um bom instrumento para divulgação dos inegáveis méritos do Policiário no desenvolvimento de um pensamento lógico e estruturado.
Os contactos poderão ser efectuados directamente para o orientador, pelo endereço salvadorpereirasantos@hotmail.com.
Para a nova secção, desejamos vida longa e objectivos cumpridos, para bem do Policiário!


CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2016
SOLUÇÕES DA PROVA N.º 5
PARTE I - “SMALUCO NO RÉVEILLON” - de INSPECTOR BOAVIDA

É verdade que o tipo de sangue mais raro do mundo é o AB Rh negativo, sendo encontrado em média apenas numa pessoa em cada 170. Mas isso não prova que aquele sangue seja de Smaluco, a não ser que um exame de ADN o comprove. Mas, mesmo assim, o detetive pode ficar descansado. Tudo o que aconteceu no CBS não passou de uma partida, na qual colaborou Natália Vaz, que no momento em que faltou a luz no salão cirandava feliz e sorridente pelo bar. E quando Smaluco lhe comunicou que era suspeito de ter assassinado o Dr. Brotas, por ser seu o sangue que constava do cartão-de-visita encontrado junto ao corpo, ela rebentou de riso, para desespero do seu amado.
Recorde-se que Smaluco considerou insólito o convite para participar na festa do CBS, onde não conhecia ninguém, embora não lhe fosse estranho um dos presentes, um tal sujeito de porte altivo e com modos de anfitrião (o dirigente que tinha a seu cargo a receção dos convidados): o médico analista (por quem passam vários tipos de sangue!). E isto pode explicar a origem do sangue com que foi escrito o seu nome. E o sangue até pode nem ser dele. É certo que aquele é o seu grupo sanguíneo, mas qualquer pessoa pode saber isso, desde que conheça alguém da sua intimidade (Natália) ou tenha acesso ao seu sangue recolhido para análises ou… à sua ficha de antigo funcionário da PJ.
E será que o tal jovem inspetor era mesmo… inspetor da PJ? Atente-se no facto de ele ter aparecido no CBS menos de uma hora depois de o tesoureiro do clube se ter ausentado com o propósito de telefonar para a polícia. E será que telefonou? A verdade é que o tal inspetor apareceu bem cedo demais, numa noite de fim de ano em que os efetivos de plantão são escassos, sem que antes tenha aparecido um guarda da PSP, como seria normal. Estamos portanto perante um falso inspetor da PJ, que se dispôs a fazer parte desta brincadeira de mau gosto para atormentar o pobre detetive Smaluco.
A forma como os convivas se encontravam vestidos (Cinha Quintal estava mascarada de pobre, Lili Malveira fantasiada de Marilyn Monroe, Gaya vestida de futebolista…), pode muito bem ser a prova de que aquele Réveillon tinha como mote o Carnaval. E, como muito bem sabemos, o Carnaval é pródigo em partidas, sendo fértil no uso de armas: espingardas, pistolas e… punhais. O que parece certo é que toda a gente sabia da brincadeira, exceto Smaluco, que acreditou mesmo no assassinato do presidente do CBS. Mas como é possível que não tenha percebido que ele não morrera?
Quando o tal falso jovem inspetor chegou ao CBS certificou-se de que o salão já tinha sido evacuado, o que quer dizer que todos os convivas foram afastados do local logo que o Dr. Brotas foi encontrado caído no chão, mal dando tempo a Smaluco para reparar que aquele não havia morrido. Até porque estava no meio de médicos das mais várias especialidades e acreditou que a morte fora imediata e devidamente certificada por aqueles. Mas, na realidade, o que acontecera fora simplesmente isto: conforme combinado, mal a luz do salão foi apagada, o Dr. Brotas aproximou-se o mais possível de Smaluco; Lili, Cinha e Gaya gritaram: “não empurrem!”, “cuidado, não me pisem!”, “larguem-me!”; o presidente do CBS encaixou um punhal de carnaval no lado esquerdo do seu peito, onde havia uma bolsa de sangue que rebentou, molhando-lhe a mão direita. Atirou-se de seguida para o chão e a sua mão esquerda ficou a segurar o punhal, deixando, antes, junto de si o cartão-de-visita com o nome de Smaluco. E a luz voltou!...

PARTE II – “O ASSALTO AO BOLO DE CHOCOLATE” – de PAULO

1 - O Luís não gosta de Chocolate nem de Morangos;
2- A Sofia será a quem está destinado o pão com passas;
3 – O Marco por ser o único que gosta de maçã é aquele a quem se destinam os folhados de maçã;
4- De 1, 2 e 3 conclui-se que o Luís não comeria o bolo de chocolate, a tarte de morango (1), o pão com passas (2) nem os folhados de maçã (3), ou seja o Luís ficaria com os croissants;
5 – Ficam ainda sem destino o bolo de chocolate e a tarte de morango;
6 – Como a Raquel é alérgica ao chocolate, fica com a tarte de maçã;
7 – Por exclusão de partes, o bolo de chocolate estava destinado à Beatriz;
8 – Como no texto é dada a indicação que quem “assaltou” o bolo de chocolate foi a criança a quem ele estava destinado, não restam dúvidas que terá sido a Beatriz a “assaltante”.


domingo, 10 de julho de 2016

POLICIÁRIO 1301

            




O INSPECTOR GARRETT PROCURA VÉNUS DE MILO
 E INVESTIGA MORTE DE D. LINA


Continuamos nas “asas” dos nossos confrades Búbalos Associados para mais um desafio, desta vez de resposta múltipla.
Trata-se de um problema que exige alguma atenção para que nada escape aos sentidos dos nossos “detectives” e não haja amargos de boca pela perda de qualquer ponto.
Relembramos que é indispensável indicação da letra correspondente à hipótese que for entendida correcta, podendo depois, se houver interesse e vontade, explicar os motivos que levam a optar dessa maneira e não de outra qualquer.
Vamos voar nas “asas da Vénus de Milo”… Enquanto aproveitamos para refrescar as ideias nuns mergulhos no mar ou na piscina!
Boas férias, para quem as tem!


CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2016

PROVA N.º 6 – PARTE II

AS ASAS DA VÉNUS DE MILO – Original de BÚFALOS ASSOCIADOS

     Pelas seis e meia da tarde, o 112 recebeu de um tal Raul Beleza um pedido de socorro para a moradia de D. Lina de Freitas, onde ela fora encontrada sem vida ao fundo das escadas do interior de sua casa. Deixara na queda vestígios de sangue nos degraus e nas paredes, provenientes sobretudo de uma grande ferida visível na nuca.
     A entrada na casa fazia-se directamente para uma grande sala que, por uma escada de tiro de 15 degraus, comunicava com o andar de cima onde se situava o escritório. Não havia qualquer telefone fixo e D. Lina não usava telemóvel. A casa era isolada, rodeada por um pequeno jardim e situada num pequeno beco mal iluminado, sem saída e terminando num alto muro. Das investigações realizadas o inspector Garrett apurou os seguintes dados:
    - D. Lina vivia sozinha, era viúva de um rico industrial do norte e dedicava-se há alguns anos a emprestar largas quantias em dinheiro, a troco da entrega de objectos de valor (jóias, obras de arte, etc.) cobrando elevados juros. Tudo era feito em dinheiro e sem recibos. Para aquele domingo de Dezembro tinha convocado pelo correio os quatro maiores devedores com o intuito de lhes fazer um ultimato, pois há muito já que os prazos tinham expirado e os juros atingiam montantes importantes.
    - No escritório, sobre a secretária, foi encontrado um papel com a ordem das entrevistas: às 15 horas Amílcar Santos, às 16 Raul Beleza, às 17 Luis Gomes e às 18 Daniel Aldeia. Garrett apurou que os quatro homens não se conheciam entre si e ao ser-lhes perguntado, em separado, como correra a conversa, declararam:
    - Amílcar disse ter chegado à hora aprazada e que a conversa com D. Lina fora rápida. Esperava poder pagar em breve, após fechar um negócio. Ela não lhe parecera nada bem- disposta e chamou-lhe a atenção uma estatueta em ouro, réplica da Vénus de Milo, poisada em cima da secretária. Perguntou-lhe pelo valor da peça ao que ela respondeu ser incalculável. Pesaria mais de 7 quilos, era em ouro maciço e o trabalho artístico devia ser valioso.
    - Raul disse ter chegado atrasado, pois morava bastante longe de Lisboa, e ter prometido pagar em breve. Saíra de volta a casa por volta das 16.45 e disse nem ter reparado em qualquer estatueta da Vénus de Milo em cima da secretária. Mais tarde, seriam seis horas, quase a chegar a casa, verificou que se tinha esquecido do telemóvel em cima da secretária da senhora. Voltou e, ao arrumar o carro à entrada da rua, ainda viu um vulto a correr na sua frente, levando algo debaixo do braço, mas não o reconheceria pois só o viu de costas. Encontrou a porta da rua escancarada e a D. Lina caída no chão ao fundo das escadas, aparentemente morta. Nem chegou a subir e chamou o 112, tendo tido o cuidado de esperar na rua sem tocar em nada. 
    - Luis declarou ter chegado um pouco antes da hora e ter reparado num carro estacionado perto, com alguém dentro lendo um jornal que lhe tapava a cara. Teve uma longa conversa com a senhora que lhe pareceu muito irritada, tentou acalmá-la e até lhe entregou uma importante verba para amortizar a dívida, em notas que ela colocou debaixo de uma curiosa réplica em ouro da Vénus de Milo. Prometeu pagar o resto em breve. Quando saiu, seriam quase seis horas, depois de fechar a porta da rua, recordava-se de ter visto o mesmo carro com uma pessoa dentro, estacionado ali perto.
    - Não foi fácil contactar com o Daniel, que disse ter andado todo o dia em compras de Natal e ter-se esquecido completamente da entrevista com a D. Lina. Mas não queria vir a perder o direito a reaver uma estatueta em ouro representando "uma mulher sem braços, nua da cintura para cima", que em tempos lhe tinha entregado como penhor de um avultado empréstimo. Só que ainda não tinha com que lhe pagar. E no fim exclamou: "Não me digam que aconteceu alguma coisa à gaja!"
    - O relatório médico da policia concluiu que a morte ficara a dever-se a uma fortíssima pancada na nuca com objecto muito duro, pancada que antecedeu a queda pela escada abaixo, a qual provocou outros ferimentos. Foi já depois dos interrogatórios que a polícia constatou que a Vénus de Milo não foi encontrada na casa, nem sequer dinheiro algum. Um cofre estava inviolado.
     E o inspector Garrett acabou por concluir que:

            A ) Não há indícios que permitam apontar um criminoso.
            B ) O criminoso teve claramente um cúmplice.
            C ) Pelo menos cinco pormenores denunciaram o criminoso.
            D ) Tudo indica que o Daniel mentiu e é ele o culpado.


E pronto.
Resta aos confrades identificarem explicitamente a hipótese por que optam e, impreterivelmente até ao próximo dia 10 de Agosto enviarem a sua participação, para o que poderão usar um dos seguintes meios:

- Pelo Correio: Luís Pessoa, Estrada Militar, 23, 2125-109 MARINHAIS;
- Por entrega em mão ao orientador, onde quer que o encontrem.
Boas deduções!

           

                                                                        

domingo, 3 de julho de 2016

POLICIÁRIO 1300

           


ENTRADA NO 25.º ANO DE POLICIÁRIO
COM “TRAGÉDIA FAMILIAR”


Entramos no 25.º ano de publicação ininterrupta do Policiário no PÚBLICO!
Foi a 1 de Julho de 1992 que pela primeira vez nos apresentámos aos leitores do então jovem jornal, iniciando uma série absolutamente fora das melhores previsões, à época. Esta longevidade deve-se, por inteiro, aos nossos leitores e “detectives” que jamais deixaram de comparecer e participar, sempre em crescendo, fazendo a secção que somos hoje. Para todos, o nosso sincero agradecimento.
Durante todo este ano que se vai seguir, iremos falando dos nossos 25 anos, daqueles que nos acompanharam e dos que deixaram de o fazer, por saturação ou motivos de maior força e recordar aqueles que mais desejariam estar connosco fisicamente, sem o poderem fazer…
Procuraremos fazer de cada edição uma festa e um espaço de recordação, para o qual chamamos todos os nossos confrades, “detectives” e leitores, para que ninguém falte nem fique esquecido!
O problema que hoje publicamos tem a autoria de uma dupla que retracta em absoluto aquilo que somos e queremos ser: Decifradores de grande nível; produtores sempre disponíveis e de qualidade reconhecida; convivas de excelência, presentes em todas as iniciativas policiárias; militantes na organização da Tertúlia Policiária da Liberdade. Referimo-nos aos BÚFALOS ASSOCIADOS, a quem saudamos, como representantes de todos e de cada um dos nossos “detectives”, razão única para estarmos aqui.
Muitos parabéns!


CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2016

PROVA N.º 6 – PARTE I

“UMA TRAGÉDIA FAMILIAR” – Original de BÚFALOS ASSOCIADOS
             

O inspector Garrett nunca perdera o hábito de, antes de adormecer, reler algumas páginas de um bom romance, num prazenteiro regresso ao passado, o que lhe estimulava recordações, melhores ou menos boas conforme os casos. Naquela noite chegara mais uma vez ao fim do livro e não conseguiu reprimir o gesto de voltar ao início e ler as primeiras palavras que lhe lembravam sempre a tragédia familiar que tantas vezes a sua tia Laurinda comentara com ele: "As famílias felizes parecem-se todas; as famílias infelizes são-no cada uma à sua maneira."
O sucedido remontara aos finais do século dezanove, quando a trisavó Carolina faleceu esmagada por um combóio na estação do Rossio, tragédia que enlutou a família e chegou mesmo a agitar a sociedade lisboeta da época, uma vez que a senhora era basto conhecida e detinha uma importante fortuna, a qual veio a acabar nos bolsos do marido, o trisavô Leopoldo, que também ficou curador da parte que caberia à criança que tinha nascido algum tempo antes. E a tia Laurinda, sempre que contava a história, não reprimia o desespero por o seu bisavô Leopoldo ter esbanjado toda a fortuna, em lautas estúrdias em Paris no seu luxuoso apartamento dos Champs-Élysées, onde reunia a melhor sociedade de Paris. Graças ao gastador bisavô ficou a família na penúria, lamentava-se amiúde a tia Laurinda aos amigos mais chegados.
Tudo aconteceu numa manhã dos primeiros dias de Março de 1900, e durante anos permaneceu a dúvida se teria sido suicídio ou se alguém teria empurrado a senhora para a linha quando da partida do combóio. Essa dúvida era um dos pormenores em que o episódio familiar se afastava do romance. Havia na altura dois suspeitos: o marido e Adérito, um amigo que por vezes era visto na companhia da senhora. O caso chegou aos tribunais, pois não faltaram as acusações contra cada um dos homens, os quais, segundo a boataria popular, teriam razões para o possível crime. A verdade é que corriam vozes por entre a sociedade lisboeta de que a Carolina, à época no esplendor dos seus vinte e sete anos, se teria envolvido, já depois de casada, num "affaire" com o tal Adérito, um jovem oficial de cavalaria, o que dificilmente escapara á bisbilhotice nacional e todos sabiam ser verdade. Isso e a fortuna da senhora levantavam as maiores suspeitas de um crime passional. Mas a verdade é que todos saíram ilibados do julgamento, no qual acabou por concluir-se que tudo não passara de suicídio, por falta de provas contra o Leopoldo, contra o Adérito, ou contra quem quer que fosse. Talvez que, de facto, a Carolina, num acto quase tresloucado, não tenha conseguido resistir ao remorso e ao vexame do adultério, atirando-se para debaixo de um combóio.
Mas mais tarde, de vez em quando, em família, o caso vinha à baila. E não faltavam as suspeitas sobre o Leopoldo, das quais ele se defendia, enquanto foi vivo, calorosa e veementemente. E Garrett ainda se recordava de ter ouvido falar das razões que o seu velho trisavô apontava, sempre que a sua inocência era posta em causa. Que nem sequer estaria em Portugal à data do incidente, já teria partido para Paris, pois não queria perder todos os acontecimentos ligados à Exposição Universal desse ano, principalmente porque por nada deste mundo queria faltar à inauguração da Torre Eiffel. Lembrava-se perfeitamente da data porque foi nesse ano que em Agosto viria a morrer em Paris o Eça de Queiroz. Lembrava-se ainda porque esse ano era bissexto e não mais esquecera ter partido para Paris no dia 29 de Fevereiro. Outra coisa que não esquecera tinha sido o falecimento do poeta António Nobre ocorrido em Março desse ano.
Quanto ao Adérito, foi ilibado por ter conseguido provar que à hora da tragédia, estava muito pacatamente a comer um belo arroz de lampreia numa casa de pasto em Tomar.
    -"O bisavô nunca foi muito dado a falar verdade e o facto de se ter livrado da acusação talvez tenha ficado a dever-se à ineficácia da justiça da época. Mas as dúvidas perduraram." -concluía a Tia Laurinda. 
E o inspector Garrett inquiria os seus alunos, quando lhes contava a história: "Será que ficarão sempre dúvidas sobre o sucedido?
Há certamente coisas a dizer sobre esta tragédia familiar e tudo o que a rodeia.
Quem começa?"




E pronto.
Resta aos nossos “detectives” responderem ao apelo e começarem, dando resposta ao problema, impreterivelmente até ao dia 10 do mês de Agosto (prazo mais alargado, de férias!), para o que poderão usar um dos seguintes meios:

- Pelo Correio: Luís Pessoa, Estrada Militar, 23, 2125-109 MARINHAIS;
- Por entrega em mão ao orientador, onde quer que o encontrem.
Boas deduções!

                                                           

sexta-feira, 1 de julho de 2016

XXIV ANIVERSÁRIO DO PÚBLICO-POLICIÁRIO

Entramos hoje no 25.º ano da nossa secção policiária no jornal PÚBLICO!


São memórias já algo longínquas que vamos chamando à realidade e logo sentimos quão distantes no tempo elas estão!


Foi um longo percurso, com altos e baixos, momentos de euforia pelas conquistas que iam sendo feitas e outros de tristeza, sobretudo por assistirmos ao desaparecimento de muitos confrades queridos...


24 anos ininterruptamente nas páginas do PÚBLICO é um feito que não estava nas mais optimistas previsões, mas a realidade é que todos nós o conseguimos! Muitas vezes com esforço, outras com sensações de fim de linha, mas sempre caminhando em frente!



Hoje, pela 24.ª vez, estamos de parabéns, todos nós...


Para o ano, se tudo correr como esperamos, festejaremos o 25.º, uma meta que, pensamos, nunca foi alcançada no Policiário! 







domingo, 26 de junho de 2016

POLICIÁRIO 1299



QUINTA ELIMINATÓRIA DA TAÇA

A “Festa da Taça”, como é designada na linguagem futebolística, tem hoje mais uma etapa com o resultado do sorteio da 5.ª eliminatória.
Tempo e espaço, ainda, para fornecermos algumas coordenadas de acesso a outros locais onde o Policiário está presente e onde podem descobrir boas surpresas.

TAÇA DE PORTUGAL – 2016
CONFRONTOS DA 5.ª ELIMINATÓRIA

À medida que a competição da Taça de Portugal vai evoluindo, a selecção dos “detectives” vai sendo cada vez mais apertada e cada um dos sobreviventes vai avançando rumo à final, objectivo supremo.
É evidente que neste género de prova há um factor que pode ter muita importância e esse factor chama-se “sorte”. Um sorteio favorável pode fazer com que um “detective” que nem sequer acerte o problema e tenha pontuação baixa, possa superar o seu opositor e seguir em frente, se este tiver uma prestação inferior à sua. Pelo contrário, um confrade com uma solução brilhante, pode ficar pelo caminho, se o seu opositor directo for ainda mais brilhante na sua solução, na óptica do orientador, o que é sempre bastante subjectivo.
Enfim, numa competição a eliminar, todos os factores são relevantes, mas os “detectives” têm sempre de ter em mente que podem superar o opositor e superar-se a si mesmos, se necessário, produzindo propostas de solução de grande qualidade, aumentando, assim, as hipóteses de superação do seu concorrente directo. Daí a relevância de haver o conhecimento do opositor, antes de terminar o prazo para resposta aos problemas.
De qualquer forma, quando cada confrade faz o seu melhor, mesmo que não chegue para apuramento, merece o aplauso de toda a nossa tribo policiária, porque aquilo que está sempre subjacente à nossa actividade é a contínua superação e aperfeiçoamento das capacidades de dedução.
No sorteio da 5.ª eliminatória, a “D. Sorte” a que se referia o saudoso Sete de Espadas, ditou os seguintes confrontos:   

Académico – Sargento Estrela; Detective Vampírico – Paulo; Siro San – Mister H; Agente Guima – Mr. Corbin; Inspector Sonntag – Abreu; Comissário Maigret – A. Raposo & Lena; Daniel Falcão – Microlta; Ribeiro de Carvalho – Trotinetas; Yutelmi – Zé; Abrótea – Dr. Quaresma; Carreto Marrão – Detective Jeremias; Anduócrime – Búfalos Associados; Inspector Kulpado – Rigor Mortis; Bernie Leceiro – Metrossex; Miss Marple – Arco da Velha; Detective Manita – Ritalina; Inspector Aranha – Zé Ferry; Inspector Moscardo – Corto Matese; Inspector Ventoinha – Inspector Boavida; Duca Holmes – Armelim; Verbatim – A Zerth; Inspector Almeida e Silva – Rui Esteves; Hamlet – Bruno Finuras; Zé Zero – Karl Marques; Inspector Sá – Flo & Tânia; Ariam Semog – Inspector Januário; Troikosta - A. A. Nogueira; Inspector Gigas – Zezé Gordo; João Nêspera – Ego; Zappa – Agente Zapata; Quimtrofa – Luís Holmes; Deco – Ph Bat.


O POLICIÁRIO EM MOVIMENTO

Para além deste nosso espaço, o Policiário é vivido em outras publicações, sítios e blogues, que podem constituir bons locais para os confrades procurarem mais informação sobre o nosso passatempo. Aconselhamos uma visita, mesmo que seja rápida, com a certeza de que ficarão “clientes”.

CORREIO POLICIAL

Secção que semanalmente é publicada no semanário regional Correio do Ribatejo, que se publica em Santarém.
O espaço é gerido por um dos “monstros sagrados” do Policiário, o confrade Inspector Aranha (d.cabral@sapo.pt), diversas vezes premiado e titulado como campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal. Privilegia a publicação de contos policiais e problemas, de antigamente e de agora, fazendo a divulgação do policial nas suas múltiplas dimensões.
Um espaço de leitura obrigatória.

CRIME PÚBLICO

É o blogue que está associado a esta nossa secção, servindo de seu suporte, no sentido de fornecer informação atempada, que uma secção semanal não permite. Notícias, classificações, informações, alguma da nossa história, tudo vai passando pelo blogue, agora também com muita informação sobre o Arquivo Histórico da Problemística Policiária Portuguesa, a cargo das investigações do confrade Jartur, que nos confere o privilégio da sua divulgação.
O Crime Público está em http://blogs.publico.pt/policiario.


CLUBE DE DETECTIVES

É o sítio de autoria do confrade Daniel Falcão, confrade de Braga, também campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal, que disponibiliza imensa informação, quer do andamento das competições, quer dos problemas publicados e respectivas soluções. É, aliás, de acompanhamento obrigatório para todos os “detectives” que participam nos nossos torneios, para ficarem sempre ao corrente do que se vai passando.
Destaque para a bibliografia disponível e vasto material da AHPPP. Obrigatório!
Pode ser acedido em http://clubededetectives.pt.


POLICIÁRIO DE BOLSO

Um blogue de grande qualidade, feito a partir de Santarém pela Detective Jeremias, uma das policiaristas mais importantes do novo policiário, campeã nacional em título. Por este blogue passou a divulgação de alguma da imensa obra do nosso mestre Manuel Constantino e agora decorre uma série de crónicas ficcionadas de autoria do confrade A. Raposo, sobre histórias de um passado que parece longínquo, mas foi vivido por muitos de nós, mesmo que à distância.


POLICIARISMO

Um blogue especialmente dirigido à memória do Policiário que por cá se fez no após 1975, ou seja, na fase do regresso em força, pela mão do inevitável Sete de Espadas. São memórias de convívios, de competições, de problemas, de todo um mundo que fervilhou nas décadas de 70 e 80 do século passado.
Para reviver memórias ou tomar conhecimento dessa realidade, em http://policiarismo.blogspot.pt.




segunda-feira, 20 de junho de 2016

CLASSIFICAÇÃO DIC ROLAND

 
PROVA N.º 3 - AS MELHORES
 
1.º DETECTIVE JEREMIAS - 5 PONTOS
2.º DANIEL FALCÃO - 4 PONTOS
3.º INSPECTOR ARANHA - 3 PONTOS
4.º ZÉ - 2 PONTOS
5.º BÚFALOS ASSOCIADOS - 1 PONTO