segunda-feira, 31 de agosto de 2015

CLASSIFICAÇÃO DA PROVA N.º 5

AINDA HOJE, SE NÃO HOUVER PROBLEMAS INESPERADOS, TEREMOS AQUI OS RESULTADOS DA PROVA N.º 5 DO CAMPEONATO NACIONAL - 2015

ATÉ MAIS LOGO...

domingo, 30 de agosto de 2015

POLICIÁRIO 1256



HOMENAGEM A JARTUR E AO AHPPP


Falar do confrade JARTUR, hoje, é falar do Arquivo Histórico da Problemística Policiária Portuguesa (AHPPP) e do espectacular trabalho que tem vindo a desenvolver para que possamos conhecer as nossas origens policiárias.
Tratando-se de um confrade com mais de cinco décadas de Policiário, de que se assumiu divulgador de excelência, quer na orientação de múltiplos espaços em jornais e revistas de expressão nacional, quer como decifrador de enigmas, com variados torneios e prémios conquistados, quer ainda como produtor de excelentes problemas policiais, torna-se difícil definir os pontos mais altos de uma vida dedicada ao nosso passatempo.

Talvez por isso mesmo, este nosso confrade nascido em Aveiro e residente na cidade do Porto, tem marcado sucessivas gerações de policiaristas, mercê do seu estilo desprovido de qualquer conflitualidade ou arrogância, apesar de possuir um currículo absolutamente impressionante.

Após muitas décadas de orientação de secções e de participação activa nos torneios que proliferavam, respondendo aos desafios e elaborando intricados problemas, que faziam as delícias dos “detectives”, Jartur abraçou um projecto notável quando, sem quaisquer meios, se lançou na recolha de todos os indícios da presença de policiário em Portugal, para organizar o AHPPP, não perdendo nunca de vista o que se vai fazendo em termos da problemística policiária, fazendo parte da Tertúlia Policiária do Norte e sendo o patrocinador do troféu “Lupa de Honra”, com que tem distinguido os mais ilustres vultos do nosso passatempo.
Diariamente, no blogue Crime Público (http://blogs.publico.pt/policiario), tem o confrade alimentado as JARTURICES, com assinalável êxito.

O Jartur é hoje uma das figuras maiores e mais respeitadas do nosso “pelotão” policiário, mercê de uma postura que sempre se manifestou equilibrada e simples. Nunca negou a sua ajuda quando solicitado para produzir um problema policiário e por isso vamos republicar hoje um dos seus desafios, que viu a luz do dia no semanário regional “O Almeirinense”, no dia 15 de Julho de 2007, na secção Mundo dos Passatempos, superiormente orientada pelos “Três Zés”, o Zé propriamente dito (o de Viseu), o Zé dos Anzóis (o Inspector Aranha, de Santarém) e o Zé da Vila (o “mestre” M. Constantino, de Almeirim).


VAMPIROS DE PRATA
Um problema de JARTUR

 “Vampiros de Prata” era o nome da heróica esquadrilha que se exibia naquelas manobras militares, efectuadas numa extensa região montanhosa…
 Durante a manhã, no decurso dos exercícios, os aparelhos supersónicos sulcaram o céu em todas as direcções, desenhando, a velocidades incríveis, as mais arriscadas acrobacias.
 Incapazes de dar valor às suas próprias vidas, os pilotos lamentaram sinceramente a morte do sargento Barradas, cuja causa foi atribuída à temeridade dos jovens aviadores.
 O corpo caíra da alta pedreira, quase verticalmente, parcialmente despedaçado, junto à base da elevação de onde se despenhara.
Como é costume fazer-se nestes casos, foi aberto um inquérito para tentar apurar as causas do sucedido. Com os depoimentos das testemunhas oculares, elaborou-se o respectivo processo, de modo a encontrar-se a quem (ou a que) atribuir as responsabilidades do acidente.
O cabo Félix, única pessoa que no momento do desastre se encontrava próximo do sargento Barradas, afirmara aos inquiridores:
– Nós estávamos a planear o itinerário para o exercício da tarde, quando ouvi o ruído dos jactos. Voltei-me imediatamente e, ao aperceber-me de que eles vinham na nossa direcção, no máximo da velocidade e a pequena altura, atirei-me ao solo, gritando ao sargento que fizesse o mesmo. Ele, porém, não deve ter ouvido a minha advertência e… foi projectado no abismo...
Por sua vez, o major J. Ramos, comandante da esquadrilha, declarara:
– Efectivamente, nós picámos várias vezes, na velocidade máxima, sobre o sítio da pedreira, mas retomávamos altura sempre no momento conveniente, de modo a não fazer perigar a nossa própria vida ou a de qualquer pessoa que se encontrasse no solo. É muito estranho, pois, que o militar possa ter sido projectado pelo sopro de algum dos nossos aparelhos…

 Quinze dias depois, em Tribunal Militar, foi o caso dado por encerrado, tendo-se concluído que…


Pois é, o confrade Jartur interrompeu a sua narrativa neste ponto e lançou o desafio a todos os leitores. É também o que vamos fazer, neste tempo de férias para alguns confrades e prenúncio das mesmas para outros, convidando todos os nossos leitores a desafiarem-se a si próprios e darem uma solução a este problema.
Em brece, aqui teremos o confrade Jartur a dar a solução…


AGRADECIMENTO DA TPL

Recebemos da Tertúlia Policiária da Liberdade (TPL) palavras de agradecimento pela homenagem que nestas páginas foi levada a cabo, na nossa edição 1251, de 26 de Julho passado.
Como é óbvio, a justeza da homenagem que aqui fizemos é por demais reconhecida por todos os confrades, tendo sido muitos os comentários aprovadores que recebemos. Na verdade, a TPL tem assumido o papel principal de uma das vertentes mais queridas e praticadas pelo Sete de Espadas, que é a do Convívio Policiário.
Registamos e partilhamos com os nossos leitores o texto que nos foi remetido:

“Agradecimento da Tertúlia Policiária da Liberdade

Como membros da Tertúlia Policiária da Liberdade (TPL) lemos com prazer, na secção Policiário do Público de 26 de Julho de 2015, as palavras muito amáveis de Luís Pessoa sobre a actividade da TPL. Gostámos, como é natural, de ver apreciadas positivamente as acções desenvolvidas, as quais tendo sido sempre levadas a efeito com muita alegria, foram-no, também, com bastante empenho.
A verdade, contudo, é que, na TPL, temos a impressão de que somos mais devedores da generalidade dos nossos confrades, sempre dispostos a colaborar naquilo que nos passa pela cabeça e animar-nos com a sua jovial presença, do que os confrades são de nós.
Também não é menos verdade que sem a página Policiário do jornal Público, de que Luís Pessoa é o orientador, a TPL não seria aquilo que é. Esta secção semanal constitui, sem dúvida, um extraordinário elemento congregador de policiaristas. E a TPL muito beneficia disso.
Resumindo, sem vós, caros confrades, e sem a página do Público, pouco valeríamos. Só temos que agradecer a festa que nos permitem fazer convosco. TPL”



JARTURICE 241

      

             PROBLEMAS POLICIAIS – 244 - # 241
                    (Diário Popular # 5928 – 11.04.1959)

«Mas, meu caro Fauvel» - disse Pierre Bouchard - «você está em contradição: ensina a investigação do crime por processos científicos e, no entanto, mantém que, na maioria dos casos, não se encontra o criminoso pela técnica, mas graças à observação e ao bom senso».

«Sim, é exacto» - disse o inspector a sorrir, enquanto aproximava o seu cadeirão do lume que crepitava na lareira.

«Quando a ciência se revela ineficaz é interessante ver os resultados que a lógica permite obter. No caso Delachat, por exemplo, a defesa acentava inteiramente no facto de que era necessário provar perante um júri, não demasiado científico, que Julie Delachat era surda do ouvido esquerdo e que como o seu ouvido direito, doente, havia sido tapado com algodão, ela não ouvira o tiro fatal, disparado com um silenciador, na sala onde ela se encontrava. Como é que se podia provar que ela tinha razão ou mentia?»

«Então – prosseguiu Fauvel – a defesa escreveu duas cartas de texto diferente, mas com igual tamanho que mostrou ao júri e sugeriu que elas fossem lidas em voz baixinha aos ouvidos de Julie Delachat, a qual diria ao tribunal o que tivesse escutado, e assim se fez. Julie repetiu sem hesitação o que lhe foi murmurado junto do ouvido direito e afirmou que não ouvira nada do que lhe haviam sussurrado junto da orelha esquerda…»

Bouchard pareceu desconcertado e disse: «Parece-me que necessito de uma explicação. Julie era ou não surda do ouvido esquerdo?»

Pode o leitor dar uma opinião?

 (Divulgaremos amanhã, a solução oficial deste caso)

  *     *     *     *     *







Solução do problema # 240
(Diário Popular # 5921 – 04.04.1959)        

Se o acidente se tivesse verificado como Luber e Fern Holt pretendiam, Rita teria sido atirada para trás, para dentro do barco, e não para a água. O choque provocado causou a fractura do crânio de Rita, posteriormente atirada para a água pelos criminosos.


 Jarturice-241 (Divulgada em 30.Agosto.2015)




APRESENTAÇÃO E DIVULGAÇÃO
DE: J A R T U R
jarturmamede@aeiou.pt





sábado, 29 de agosto de 2015

JARTURICE 240

          PROBLEMAS POLICIAIS – 243 - # 240
 (Diário Popular # 5921 – 04.04.1959)
                                                                                                       
Fern Holt roubou o bloco de notas de estenografia de Rita Mayo, a secretária do almirante Snow, e transmitiu ordens secretas referentes à partida de um comboio. Kurt Luber, o famoso espião, estava muito satisfeito.
«Tenho medo, Kurt», disse Fern, «quando Rita der pela desaparição do seu bloco na segunda-feira…»  
«Impossível; ela não suspeita de nós e além disso aceitou o meu convite para domingo; então…» - Luber riu… Fern estremeceu…
                                                        *
O inspector Fauvel, que pescava num ponto não muito distante, compareceu, rapidamente, no local.
Luber explicou:
«Rita estava de pé, a meio do banco de trás, voltada para a água, como era seu costume, embora eu já lhe tivesse dito que isso era perigoso. Em grande velocidade, chocámos com o tronco de uma árvore e ela caiu à água. Eu estava à frente, com «miss» Holt e ambos ficámos aniquilados com o desastre. Rita afogou-se, mas procurei recolher o seu corpo».
                                                        *
O inspector Fauvel viu que Rita tinha o crânio fracturado. Reflectiu
profundamente e disse: «As algas agarradas ao corpo de «miss» Mayo provam que ela lutou desesperadamente dentro de água. Há rochedos por aqui? Ela era boa nadadora?»
         «Miss» Fern respondeu que sim.
         «Em que direcção seguiam?» - prosseguiu Fauvel.
         «Através do lago, para oeste».
         O inspector interrogou outras pessoas que se tinham cruzado com o barco de Luber e todos responderam que, efectivamente, Rita estava de pé no banco de trás, virada para a água, como era seu hábito. Voltando ao local da tragédia, Luber mostrou a Fauvel um tronco de árvore que aflorava à superfície do lago.
         O inspector sacou o seu revólver e apontou para o casal.

         Por que motivo é que Fauvel suspeitava que eles eram os assassinos de Rita? Como sabia ele que a morte dela não era acidental?


 (Divulgaremos amanhã, a solução oficial deste caso)

  *     *     *     *     *






Solução do problema # 239
(Diário Popular # 5914 – 28.03.1959)        

O inspector Fauvel compreendeu que o impresso que Carat lhe mostrava era falso, porque tinha um cabeçalho da Polícia Judiciária Canadiana. Ora isso era impossível porque do Canadá tinham telefonado dando a descrição do suspeito. E a polícia não tinha a fotografia. O inspector tinha razão: Carat aliás Cassu, procurava desviar as suspeitas para Servetti, um conhecido ladrão italiano, mas mostrara-se demasiado inteligente. E Carat foi preso por roubo.

Jarturice-240 (Divulgada em 29.Agosto.2015)






APRESENTAÇÃO E DIVULGAÇÃO
DE: J A R T U R
jarturmamede@aeiou.pt




sexta-feira, 28 de agosto de 2015

JARTURICE 239

Bom dia, bons Amigos:

Na sua rubrica de "NOTICIÁRIO", na secção policial «O CRIME NÃO COMPENSA», em 23 de Abril de 1959, Álvaro Trigo escrevia:
- Uma das secções que mais se têm distinguido pela sua orientação e pela variedade de assuntos tratados, é a orientada pelo nosso amigo Mr. Jartur, na «FLAMA».
Em boa verdade «MR. JARTUR», tem se revelado um bom orientador, com bons assuntos focados, vasto espaço e... bons solucionistas.

Nota minha:
Pelo menos em relação ao que está escrito depois das reticências, o mestre Álvaro tinha toda a razão. Quanto ao resto... quem é o Jartur para o contradizer?! 

Faltava-me dizer-vos, que encontrei aquele texto por acaso, ontem, ao copiar coisas de «O BENFICA», e fiquei surpreendido, pois não tive conhecimento dele na "ocasião", pois não assinava aquele jornal, donde agora estou a recuperar, para o nosso AHPPP tudo o que tiver importância para os "ficheiros históricos".

Os habituais abraços do
Jartur 

                 PROBLEMAS POLICIAIS – 242 - # 239
 Diário Popular # 5914 – 28.03.1959)
                                                    
O inspector Forget, da Polícia Judiciária, pediu ao seu amigo Fauvel, de regresso a Paris, que o ajudasse a resolver um caso de roubo particularmente desconcertante: 25 milhões de francos em notas. O que havia de curioso no caso é que o dinheiro havia sido roubado em Toronto, no Canadá.

Após seis semanas de investigações, as autoridades canadianas sugeriram que o roubo havia sido praticado por um certo Raymond Cassu, que deixara o Canadá logo após o roubo. O chefe da Polícia de Toronto telefonou para Paris, informando quais os sinais do suspeito e enviou as suas impressões digitais. Era tudo o que a Polícia sabia. Cassu havia estado preso no Canadá por chantagem e por isso conheciam a sua identidade.

Durante três semanas Fauvel, e Forget fizeram as suas investigações que os conduziram ao escritório de Jean Carat, detective particular.

«Sabe alguma coisa sobre o caso Cassu?» - perguntou-lhe Forget quando ele e Fauvel se sentaram no escritório.

«Sim e não».

Fauvel olhou o homem atentamente.

Carat tirou da secretária um impresso da Polícia Judiciária, com uma fotografia e a descrição do suspeito, dada por Toronto.

«Em minha opinião as autoridades enganam-se. Conheci Raymond Cassu no Canadá e este retrato não se lhe assemelha. Mas eu sei quem é.

«Quem é? – perguntou Forget.

«Alfred Servetti. Tenho a certeza».

«Que significa então essa fotografia falsa?» - perguntou Fauvel.

Como é que o inspector sabia que a fotografia era falsa?

(Divulgaremos amanhã, a solução oficial deste caso)

  *     *     *     *     *







Solução do problema # 238
(Diário Popular # 5907 – 21.03.1959)

A segunda letra de cada um dos nomes indicados, deu a Fauvel a solução do enigma: ALGER.

Jarturice-239 (Divulgada em 28.Agosto.2015


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jarturmamedeou.pt

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

JARTURICE ESPECIAL "GLORIANA"

                                            
 Estimados Desportistas:
Hoje vamos falar de "O Benfica", e de alguns benfiquistas. (Fiquem sabendo que eu sou do "Sport Clube Beira Mar"... portanto, nada de gozo.)
No jornal «O Benfica» n.º 692, em 1 de Março de 1956, apareceu, pela primeira vez, a secção policial «O CRIME NÃO COMPENSA», dirigida pelo nosso amigo ÁLVARO TRIGO, que a manteve até 15 de Setembro de 1966, ultrapassando os DEZ anos de existência, que então dava entrada no célebre livro dos recordes. (Atenção, L.P. candidata-te.) 
Já pesquisei toda a secção, com os seus cerca de 45 problemas, sem contar com os que constituíram os Torneios Nacionais a que a secção concorreu e deu apoio.
Como é evidente, essa secção vai ter o seu ficheiro inscrito e escrito, no nosso AHPPP.
Mais tarde falaremos, ou escreveremos, sobre a secção que, sob a mesma orientação, andava
andava na revista do mesmo clube, BENFICA ILUSTRADO.
E encerramos, com uma referência ao Cloriano Monteiro de Carvalho e ao "Big-Ben", Manuel Barata Diniz, que foram merecedores de um Torneio de Homenagem.
Abraços para todos, e a duplicar para os aqui referidos.
Jartur 








             Como o Cloriano fazia parte do “glorioso”, acharam
      por bem promovê-lo a Gloriano.


Foto publicada na secção policial “O Crime Não Compensa”, no jornal «O BENFICA» n.º 1211, em 27 de Janeiro de 1966.



Grande abraço do contemporâneo Jartur.

JARTURICE 238

             
       PROBLEMAS POLICIAIS – 241 - # 238
(Diário Popular # 5907 – 21.03.1959)
         Pierre Duroc, o comandante do cruzador «L’Indomptable» mostrava-se imperturbável, enquanto o seu navio saía lentamente da baía para mergulhar no espesso nevoeiro do mar.
Na camarata dos oficiais, pairava um ar de mistério: ninguém, nem mesmo eles, sabiam o destino para o qual o almirante da esquadra enviava o navio. O comandante navegava sob ordens secretas que tinha recebido numa simples folha de papel antes da partida. Mas nem ele nem o Estado-Maior do almirante, que se encontrava também a bordo do cruzador, tinham posto ao corrente quem quer que fosse.
O ajudante de campo do almirante e o inspector Fauvel estavam sentados no salão.
- Não gostaria de saber qual o porto para que nos dirigimos, inspector? – perguntou o oficial.
- Estou ansioso por sabê-lo – disse Fauvel sorrindo.
O oficial riu por sua vez:
- Parece-me que é a primeira vez, desde há muitos anos, que o inspector não consegue desvendar um mistério. E, dizendo isto, estendeu a Fauvel a folha de papel que continha as ordens secretas, acentuando:
- Está aqui indicado o nosso destino, e o almirante disse-me que lhe pagava um a caixa de charutos, se conseguisse descobrir o nome da cidade para onde nos dirigimos. Devo dizer-lhe ainda que, não sendo nenhum dos que se indicam nesse papel, neles se contém, afinal, a chave do enigma. Quer tentar?
Ao pegar no papel, Fauvel viu que os nomes das cidades nele indicados eram os seguintes. MADRID – CLERMOND – AGEN – BEIRUT – BRISTOL.
E, volvidos alguns minutos, exclamou:
- Dê cá os charutos!
E indicou o nome do porto de destino.

Qual era ele?

 (Divulgaremos amanhã, a solução oficial deste caso)

  *     *     *     *     *








Solução do problema # 237
(Diário Popular # 5900 – 14.03.1959)

O criado tinha encontrado a porta envidraçada do estúdio escancarada, às 6 e 30. E o inspector fechou-a às 6 e 50. Uma hora e quinze minutos mais tarde, quer dizer, às 8 e 5, as rosas saídas da estufa conservavam ainda toda a sua frescura e perfume. Isto bastou para convencer o inspector de que alguém da casa tinha roubado as prendas e feito parar o relógio, atirando-o em seguida ao chão: e, após ter deixado sinais de arrombamento na porta do estúdio, deixara o local, alguns minutos somente antes das6 e 30, por saber que o criado não tardaria a chegar. Ora, se a porta tivesse ficado aberta entre as 3 e 20 e as 6 e 50, as rosas saídas da estufa teriam murchado, batidas como seriam pelo vento glacial que durante todo aquele tempo sopraria no compartimento. O ladrão tinha, portanto, operado do interior. 

Jarturice-238 (Divulgada em 27.Agosto.2015)

APRESENTAÇÃO E DIVULGAÇÃO
DE: J A R T U R
jarturmamede@aeiou.pt