domingo, 22 de maio de 2016

POLICIÁRIO 1294



CONVÍVIO POLICIÁRIO, ANIVERSÁRIOS E AHPPP

A uma semana do XIII Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade (TPL), o Policiário dá mais uma oportunidade a todos os nossos “detectives” para experimentarem o ambiente que se respira neste nosso mundo.
Entretanto e porque é Maio, vamos ainda dar os parabéns a dois confrades de eleição que viram a luz do dia neste mês e dar notícias da saga do nosso confrade Jartur no contínuo enriquecimento do Arquivo Histórico da Problemística Policiária Portuguesa.

XIII CONVÍVIO DA TPL

Vai ocorrer na Quinta do Rio, entre Azeitão e Sesimbra, perto da povoação de Alto das Vinhas, onde será montado o quartel-general da tertúlia, pronto para receber todos os confrades que desejem um dia de saudável convívio, com o Policiário em pano de fundo.
Para chegar à Quinta do Rio, anotem as voltas a dar:
 O acesso é pela EN 379, que liga Vila Nogueira de Azeitão a Santana/Sesimbra. Assim, vindo de Lisboa pela EN 10, mal se acaba de passar Brejos de Azeitão (antes de Vila Nogueira de Azeitão), corta-se à direita, para a EN 379, no sentido de Sesimbra. A entrada da Quinta do Rio aparece cerca de 5,5 km depois, à esquerda, numa subida e no início de uma curva para a direita. Vindo do lado de Santana, a entrada da Quinta surge à direita, cerca de 5,0 km depois de se deixar Santana, numa descida, a seguir ao Alto das Vinhas.
As inscrições e pedidos de esclarecimento podem ser feitos para os organizadores do evento, por nós designados como “núcleo duro da TPL”, ligando para: 214719664 ou 966102077 (Pedro Faria-Verbatim); 213548860 ou 966173648 (António Raposo- A. Raposo & Lena); 219230178 ou 965894986 (Rui Mendes- Búfalos Associados).
Mais notícias, sempre ao alcance dum “clic”, no nosso blogue CRIME PÚBLICO, em http://blogs.publico.pt/policiario.


ANIVERSÁRIOS DE MAIO

O distrito de Leiria foi pródigo para o Policiário, no mês de Maio, registando o nascimento de dois dos “detectives” mais carismáticos, se bem que com uns anitos de diferença. Referimo-nos aos confrades Nove e Zé, a quem endereçamos os (atrasados) votos de parabéns!
O confrade Nove, nasceu em Leiria no dia 24 de Maio de 1936 e, como referiu por variadas vezes, descobriu tarde o Policiário, tendo adoptado este pseudónimo por, no seu entender, retratar essa situação, ou seja, NO de novo “detective” e VE de velho em idade (o que não é verdade, de resto!).
Protagonizou enormes lutas policiárias e conquistou muitos e variados títulos. Destaque para o de Campeão Nacional em 2003/2004, numa época de ouro em que foi também Policiarista do Ano, finalista da Taça de Portugal, apenas perdendo para o confrade Zé, numa final emocionante, (repetindo o desfecho do ano anterior em que perdeu a final para o confrade Daniel Falcão), concluindo ainda a época como número 1 do ranking!
Autor de bons problemas policiais, numa altura em que estes não abundam, viu a sua qualidade reconhecida com a obtenção do título de vice-campeão nacional na época 2005/2006, para além de outros excelentes resultados.
Elemento importante da extinta Tertúlia Policiária da Linha de Sintra, é hoje um dos responsáveis pela Tertúlia Policiária da Liberdade, promovendo o convívio saudável, na linha da tradição criada e desenvolvida pelo saudoso Sete de Espadas.
Afastado voluntariamente da competição desde a época passada, aguardamos o seu regresso com redobrada expectativa, para podermos assistir às suas sempre excelentes participações.

OOO-XXX-OOO

O confrade Zé, muito conhecido como de Viseu, não é, afinal, natural da cidade de Viriato! Adoptou-a como sua e, podemos dizer também, foi por ela adoptado!
Nasceu na Marinha Grande no dia 9 de Maio de 1942, mas cedo “caiu” na cidade de Viseu para iniciar a sua carreira académica, como professor de português e francês e por lá foi ficando, até hoje!
No Policiário, desde os tempos gloriosos do Sete de Espadas no Mundo de Aventuras, o confrade Zé coleccionou títulos atrás de títulos, mas o que mais lhe agrada exibir é o de “Campeão da Amizade”, que muitas vezes lhe foi atribuído por quem com ele teve oportunidade de conviver, em todos os momentos policiários, desde a década de 70 do século passado.
Na nossa secção, foram muitos os pontos altos, desde os primórdios em que foi o primeiro provedor da secção, até ao título de campeão nacional na época 2005/2006, ou as conquistas da Taça de Portugal nas épocas de 2003/2004 e 2008/2009, ou os títulos de Policiarista do Ano e n.º 1 do ranking, nesta mesma época.
Possuidor de uma enorme capacidade de análise e de síntese, cada proposta de solução aos desafios é um autêntico tratado de bem solucionar os enigmas, o que o torna um competidor temível, a par de uma excelente capacidade de contagiar positivamente todos os que estejam á sua volta, onde não há lugar para más disposições.


ARQUIVO HISTÓRICO DA PROBLEMÍSTICA POLICIÁRIA PORTUGUESA

Continua a saga do confrade Jartur, membro da Tertúlia Policiária do Norte, para reunir a máxima informação sobre as memórias do nosso passatempo, no Arquivo Histórico da Problemística Policiária Portuguesa (AHPPP).
Sendo certo que o confrade Jartur conseguiu reunir um espólio único de uma actividade de muitas décadas, que vai partilhando connosco, a que se juntaram as diversas edições que a Associação Policiária Portuguesa (APP) promoveu durante a sua actividade, aguardamos todos pela notícia que revele haver “fumo branco” sobre a instalação do AHPPP, concretizando sonhos antigos.
Enquanto tal não acontece, vamos dando conta no nosso blogue Crime Público, sempre que o confrade nos envia “novo” material. Cabe aqui um lembrete de que Jartur envia mails periodicamente a todos os confrades que o solicitarem para jarturmamede@aeiou.pt, com a “últimas novidades” das suas investigações.


sexta-feira, 20 de maio de 2016

TAÇA DE PORTUGAL - 2016

CONFRONTOS DA 4.ª ELIMINATÓRIA

Jit Iliev – Siro San; A Bola – Daniel Falcão; Inspector Kulpado - Inspector Ulmeiro; Zeca Poirot – Dr. Quaresma; Protozóico – Arco da Velha; Ribeiro de Carvalho – Azimute; Daniel Flores – Inspector Almeida e Silva; Duca Holmes – Luna Bala; Okaka – Hamlet; Experimentia – Rigor Mortis; Futrica – A Zerth; Inspector Jagodes – Abrótea; Zé – Amaral Neto; Tarano – Inspector Januário; Prof. Tarik – Bruno Finuras; Free Love – Sargento Estrela; Luís Zero – Inspector Aranha; Comissário Maigret – Detective Cyber; Inspector Xabalo – Inspector Boavida; Zé Ferry – Detective Pilantra; P Sintrão – Ritalina; Fina Live – Inspector Moscardo; Visionário – Búfalos Associados; Dr. Fonseca – Agente Guima; Fic – A Raposo & Lena; Troikosta – Milit.com; Dyr 800 – Deco; Viriato – Zappa; Dr. Sócrates – Carreto Marrão; Ego – Larama Coyote; Sertório – Mister H; Detective Sorkos – Zé Zero; Yutelmi – Muralha; Procopo – Detective Jeremias; Clark Quente – Inspector Sá; Major Alvega – Inspector Sonntag; Microlta – Joe Troiko; Cuore Dolce – Paulo; Inspector Ventoinha - Vamp 99; Anduócrime – Padre Amaro; Carlos Costa – Bernie Leceiro; Agente Zapata – Brilhantina; Zézé Gordo – CSI Brandoa; Good Files – João Nespera; Zurc – Detective Manita; Querubim – Luís Holmes; Lenkinha – Verbatim; Lx Portex – Quimtrofa; A Fresh – A A Nogueira; Carolina Pimpão – Académico; Dalila – Ph Bat; Flo & Tânia – Essec; Udaca – Mr. Corbin; Scripto – Inspector Gigas; Metrossex – Seyl; Merridale – Karl Marques; Ariam Semog –Inspector 24N; P Coruja –Detective Vampírico; FCP –Rui Esteves; Trotinetas – Syriza; Malone – Abreu; Corto Maltese – Dr. Mello; Picrats – Armelim; Miss Marple – Unicafor.  



TAÇA DE PORTUGAL - CONFRONTOS PARA A 4.ª ELIMINATÓRIA

 
AINDA HOJE
 
AQUI!

domingo, 15 de maio de 2016

POLICIÁRIO 1293




MAIS DOIS CRIMES RESOLVIDOS

Mais dois casos têm hoje o seu epílogo, culminando investigações que decorreram de modo positivo para a maioria dos nossos investigadores.
À medida que a competição vai evoluindo, também os nossos “detectives” vão criando mais “calo” e prestando mais atenção aos pormenores que ditam as soluções correctas.
Como é natural, cada produtor de problemas policiários escolhe pequenos motivos para contradição, que têm de ser encontrados pelos decifradores e que originam as conclusões que resolvem os enigmas. Cabe, pois, aos candidatos a “detectives” estarem particularmente atentos a tudo o que é transmitido no enunciado do problema. Como veremos, no caso do problema do Zé Pincel, quase tudo era jogado no início do problema, quando era anunciado que o ex-recluso mostrava as marcas de ter estado mais de 10 anos numa prisão onde não chegava sequer o sol.
No outro problema, de autoria da dupla A. Raposo & Lena, para além da natural atenção aos pormenores, era necessário encadear alguns raciocínios e retirar conclusões para chegar à alínea certa.
Francamente, entendemos que os “detectives” estão a ter um desempenho excelente este ano, como provam os resultados obtidos, com elevadas percentagens de acertantes, sendo que muitos dos que já perderam pontos o fizeram por manifesta falta de atenção na leitura do que foi transmitido nos problemas.
Uma vez mais podemos afirmar que uma leitura adequada e criteriosa dos textos representa uma enorme mais-valia para uma resolução correcta dos problemas.
Logicamente que os desafios tenderão a complicarem-se, e exigirem mais dos “detectives”, mas ficamos com a certeza que todos os criminosos que aflorarem nos problemas que apresentamos não vão ter vida fácil e acabarão invariavelmente atrás das grades!


CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2016
SOLUÇÕES DOS PROBLEMAS DA PROVA N.º 3

PARTE I

“O REGRESSO DO ZÉ PINCEL À LIBERDADE ” –  de SSAS

O problema começa logo por dar a pista para a sua própria resolução ao dizer que eram visíveis as marcas que mais de 10 anos deixam numa pessoa. A descrição posterior vem a revelar que a prisão era mesmo muito dura e os presos só muito esporadicamente conseguiam ver o sol. Não era sequer a questão de receber os raios solares, mas vê-los no topo das torres de vigia, que já constituía uma alegria para os reclusos. Assim sendo, qualquer que fosse o estado físico do recluso, uma coisa teria de acontecer sem qualquer margem de dúvidas e isso seria estar branquinho, por ausência de sol.
Depois de mais de 10 anos literalmente “à sombra”, seria natural aparecer pálido e sem cor.
Foi precisamente isso que o inspector notou no Zé Pincel, que não havia consonância entre as suas afirmações de que estivera todo o dia na praia e no mar, matando saudades da areia, do sol e do mar e a cor pálida com que se apresentou e que era visível, como é descrito.
O Zé Pincel não passou o dia como refere, ou estaria com um escaldão de todo o tamanho.
Se foi ele que deu o “tratamento” ao denunciante, isso é outro caso que não é pedido que se esclareça, mas certamente que o inspector, muito experiente, o interrogará de modo a aclarar toda a situação. O Zé Pincel está, certamente, metido em nova alhada.


PARTE II

“UMA INVESTIGAÇÃO DE OLHO VIVO E PÉ LIGEIRO”
 de A. RAPOSO & LENA


A vítima queixou-se de ter levado uma facada na omoplata esquerda, terem-lhe retirado a mala de puxão e, não se ter apercebido da aproximação do agressor.

O Inspetor que observou a cena de longe, por ser já noite não distinguiu o meliante e tentou persegui-lo mas aquele foi mais lesto e desapareceu na penumbra.

Estes dados transmitem-nos a informação: - o atacante seria esquerdino, bom corredor e não faria ruido ao andar.

Por eliminação começamos por retirar dos suspeitos o Tó Lirú que era coxo.
Outro a ser eliminado será o Xico “três dedos”. Não teria na mão esquerda forma de segurar uma faca.

Eliminamos o Arturzinho portuense dado que usava sempre bota alta o que ao andar faria ruído ao pisar a calçada.

Resta-nos o Zé Fininho. Era canhoto e usava sempre as sapatilhas Nike, boas para correr e de sola de borracha. Silenciosas, portanto. Apertado pela polícia terá que confessar.

Resposta correcta: B – Foi o Zé Fininho.


ATENÇÃO AO XIII CONVÍVIO DA TPL!

Aproxima-se em passos largos o dia em que o Mundo Policiário se reúne, anualmente, sob a batuta da Tertúlia Policiária da Liberdade, numa tradição que se vai consolidando.
Este ano é o regresso ao “local do crime”, onde os confrades e “detectives” já foram (e vão ser novamente) muito felizes!
No dia 29 de Maio, na Quinta do Rio, entre Azeitão e Sesimbra, perto da povoação Alto das Vinhas, assistiremos à maior concentração de “detectives” por metro quadrado, onde haverá sempre ligar para mais um!

As inscrições e pedidos de esclarecimento podem ser feitos para os organizadores do evento, por nós designados como “núcleo duro da TPL”, ligando para: 214719664 ou 966102077 (Pedro Faria-Verbatim); 213548860 ou 966173648 (António Raposo- A. Raposo & Lena); 219230178 ou 965894986 (Rui Mendes- Búfalos Associados).
Mais notícias, sempre ao alcance dum “clic”, no nosso blogue CRIME PÚBLICO, em http://blogs.publico.pt/policiario.


sexta-feira, 13 de maio de 2016

NOVAS JARTURICES

Ilustres e ilustradíssimos "sherlocks".
Só mesmo uma sexta-feira 13, para que eu me atrevesse a "ressuscitar" esse importante torneio.
O evento estava prometido, e a ser preparado desde há muito tempo, mas faltava-me localizar a solução do último problema do certame. Foi o meu... nosso grande Amigo Manuel Barata Dinis, que me enviou, recentemente, uma fotocópia da página do «Diário Popular», "Sábado Policial", que era então elaborada pelo Clube de Literatura Policial. É, pois, ao MBD Big-ben Figaleira que se ficará a dever o arranque desta nova série de Jarturices, também Figaleirices.
E a propósito, deixem-me recordar que foi precisamente numa sexta-feira 13, há quatro  cinco lustros de anos, que se realizou uma magnífica e diabólica noite de fantasmas, em
que convivemos umas dezenas de "sherlocks", com o Gentil Marques bancando o Holmes e o Inspector Aranha recebendo-nos à entrada daquele "inferno", disfarçado de carrasco, com o seu ameaçador cutelo. Quando me aparecerem, a capa e as páginas do «Correio da Manhã», - que preservei para memória futura - onde a inolvidável cerimónia foi noticiada, prepararei um «Recort" especial.
Entretanto, alguns de vocês, que estiveram presentes, podem dar largas à "recordação"... já que, recordar é reviver.
Revigoremos as nossas amizades, com um grande abraço do
Jartur



 III  TORNEIO  NACIONAL  DE  PROBLEMÍSTICA  POLICIÁRIA
                                                                       Ressuscitado por: Jartur Mamede
1.º Problema - 1.ª Eliminatória
O CASO DO COLAR DESAPARECIDO        Publicado em: “O Gosto do Mistério”
Original de: BIA SOTAM                                 «Flama» # 570 – 06.02.1959

            Porque será que nos TORNEIOS NACIONAIS não aparecem produções de «sherlocks» se saias?... Na verdade, uma coisa que se tem notado em todas as secções existentes é que, quase sempre, as produções são feitas por homens; porquê?
            Será que neste aspecto, como em outros (não em todos), os homens têm mais jeito?
            Pensando nisto, e quando já faltava pouco para terminar o prazo de inscrição para o III Torneio Nacional, enchi-me de coragem e pensei: - Porque não envio eu uma produção? – Alguma terá de ser a primeira!...
            Bem, a ideia estava forjada, mas quem é que eu havia de pôr a investigar o caso… Sim, porque não fica bem ser eu a investigar…Na verdade estas coisas ficam melhor aos homens, não concordam?
            Estava pensando nestas coisas quando o meu telefone tocou!
            Mister… Io perguntava-me se eu e o SABOT já tínhamos feito a inscrição para o Nacional… Aproveitei logo e pedi-lhe um conselho, e realmente, fiquei satisfeita pois deu-me uma ideia que ainda não tinha tido, talvez porque SABOT era ainda um «sherlock» pouco conhecido, estava agora a iniciar-se nestas coisas. Mas ficou assente, o investigador seria o meu marido.

* * * * *

            Acabavam de dar as 11 badaladas no relógio do Seminário, quando a campainha da nossa porta tocou…
            Cheguei à janela, que escaldava pelo sol que lhe batia de chapa, e olhei para baixo… Um homem perguntou:
            - É aqui que mora o sr. SABOT?
            - Sim é aqui, que deseja?
            - Entregar-lhe uma carta urgente!
            Dentro de momentos, meu marido que ainda envergava o seu roupão, lia com avidez, o seguinte:

                        Sr. Sabot
            Agradecia que viesse imediatamente à residência da senhora Baroneza de X… Pois acaba de se dar um roubo. O colar de pérolas da senhora Baroneza, desapareceu.
            Quem vos escreve é a criada Miquelina… Ainda vi o gatuno fugir pela janela da casa das jóias.
            Como calcula estou deveras aflita, pois não sei como hei-de dizer do desaparecimento da jóia quando regressar a senhora Baroneza e a filha, que foram a Bruxelas.
                                                                                              Miquelina


 *  *  *  *  * 
            SABOT depois de se arranjar convenientemente, fez subir o portador da carta para o seu carro e partiu.
            Pelo caminho foi sabendo mais pormenores, e assim teve conhecimento de que a senhora Baroneza era viúva, e partira com a filha, havia uma semana. Dispensara o resto da criadagem, ficando apenas Miquelina e António (o portador da carta), com a incumbência de zelarem pelo palacete.
      *  *  * 

            Chegaram… Um edifício de dois andares dentro de um enormíssimo jardim bem tratado, e cercado por alto gradeamento… O portão achava-se fechado e era António quem possuía a chave.
            Miquelina encontrava-se sentada numa cadeira, na casa das jóias (assim denominada pela senhora Baroneza por ali estarem depositadas todas as jóias).
            Miquelina, logo que SABOT entrou, dirigiu-se-lhes nestes termos:
            - Oh! Meu senhor! Apanhe o ladrão… Que vai ser de mim quando a senhora Baroneza voltar!
            - Vamos lá a saber. Que é que você viu afinal? – Diz que ainda viu o gatuno, pode dar-me os seus sinais?
            - Mas, é impossível senhor! Tinha o rosto tapado por uma máscara, e eu confesso, fiquei de tal forma aflita, que nem gritar pude. Só passado algum tempo consegui reunir forças para telefonar ao António, que se encontrava no rés-do-chão, contando-lhe o sucedido.
            - Diga-me então quais os seus passos até eu chegar!
            - Os meus passos? Não percebo!
            - Sim, o que fez, onde foi… Todos os seus passos, percebe?
            - Bem, eu vinha fazer limpeza a esta casa, quando, ao abrir a porta vi um vulto fugir… Ele ainda me notou, pois vi que ele me olhava. Como disse, fiquei de tal forma transtornada, que de momento nem pude fazer nada, porém, logo que o consegui, dirigi-me ao telefone que fica logo a seguir à porta desta sala, no corredor, e liguei para o António. Sabe, nós temos uma ligação que nos permite falar para o rés-do-chão. Logo a seguir apareceu o António, dirigi-me então àquele armário, onde há papel e tinta, e escrevi a carta para si. Depois… bem, depois aqui tenho estado sentada nesta cadeira a chorar, e esperando que o senhor chegasse.
            - A senhora Baroneza levou muitas jóias para Bruxelas? – perguntou SABOT.
            - Não, quando vai para o estrangeiro leva apenas o indispensável, pois receia sempre um roubo… tem-se visto tanta coisa…
            SABOT olhou para toda a dependência; dois móveis, um armário, algumas cadeiras e dois «maples» naquela sala pequena de duas janelas.
            Querendo ver a altura que ía da janela ao solo, SABOT abriu a janela e olhou para baixo…
            Logo a seguir estava descoberta a chave do mistério!
            O que SABOT viu, foi o suficiente para descobrir tudo.
            Quando a Baroneza chegasse, o colar estaria já no seu devido lugar.
                       
* * * * *

PERGUNTA-SE
                                   Que viu Sabot?
                                   Houve algum procedimento que lhe pareceu estranho? Qual?


  Jarturice. III TNPP (01)
 Divulgada em 13.05.2016

segunda-feira, 9 de maio de 2016

RECORTES "À JARTUR"!

 Bom dia, estimados Amigos.
          Ando a fazer uma arrumação geral nas minhas papeladas policiárias, e já tive a agradável surpresa de encontrar recortes de valiosa utilidade para o nosso AHPPP, ou de curiosas notícias de relativo interesse, mas sempre de insólita recordação.
          Ao regressar há pouco do Café Tremendão, onde estive a ler o Policiário/Público com o problema do Inspector Boavida, encontrei no chão da minha "oficina", a olhar para mim, Poe,  aquele que dizem ser o pai da literatura que nós admiramos. E então, como idiota que sou, tive
a ideia de começar a compartilhar com os meus Amigos ou afins, alguns recortes que não se enquadram na história da problemística policiária, mas têm algum interesse para quem "lê" os autores da literatura policial, e se interessa por tudo o que à mesma diz respeito.
          Aí vai o primeiro, como exemplo, e digam-me se querem ser "clientes".
          Abraços do Jartur


Sendo certo que o confrade JARTUR não cessa de nos surpreender, esta ideia é mesmo de "aceitar" com as duas mãos!
Os recortes que não andarão espalhados pela "oficina" do JARTUR!!!
O Crime Público está, como sempre, disponível para divulgar as preciosidades que forem aparecendo...





domingo, 8 de maio de 2016

POLICIÁRIO 1292



O SUBCHEFE PINGUINHAS INVESTIGA
NA CIDADE DO PORTO

Regressamos uma vez mais à cidade do Porto, desta vez na companhia do subchefe Pinguinhas, que vai matar saudades das pessoas e ambientes onde se sente bem. Esta viagem, que fazemos com todo o gosto, leva-nos a uma cidade onde as tradições ainda existem e são-nos transmitidas por um seu “filho adoptivo”, o Inspector Boavida, que as retracta com o sentido de um “tripeiro” assumido.
Chamamos a atenção para o facto de neste tipo de problemas ser essencial que cada “detective” assinale explicitamente a alínea que considera a correcta para resolver o enigma. Não é válido que se disserte sobre o problema, retirando múltiplas conclusões e no final não se assuma qual é a opção tomada. Se tal acontecer, a pontuação será afectada e a solução considerada incorrecta.
Vamos, então, acompanhar o subchefe Pinguinhas:

CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2016
PROVA N.º 4 – PARTE II
“A CRIATURA VISITA O CRIADOR” – Original de INSPECTOR BOAVIDA
                                       
Um rebate de consciência ou um ataque súbito de saudades levou o subchefe Pinguinhas até ao Porto para um encontro com o seu criador. O Inspetor Boavida não o sabia, mas a criatura ganhara vida e vontade próprias. Ainda não eram seis horas da manhã e já Pinguinhas estava na Estação de Santa Apolónia para apanhar o primeiro comboio Alfa Pendular do dia, tal era a sua enorme vontade de voltar ao norte, de estar de novo com o seu criador e de rever alguns confrades, como o Jartur, o Agente Guima ou o Sargento Estrela. E tinha ainda a secreta esperança de que o bracarense Daniel Falcão e o viseense Zé rumassem também eles à cidade Invicta para dois longos dedos de conversa. Só não queria encontrar-se com o fanfarrão e mitómano Smaluco, mas este devia andar pelos lados da cadeia de Tires, onde a sua amada Natália Vaz está presa.
Para se ocupar durante as quase três horas de viagem, Pinguinhas abasteceu-se de diversos jornais e revistas do dia, que foi esfolheando, página a página, até cair num sono profundo, depois da leitura atenta e cuidada de uma análise acerca da crise política nacional, ultrapassada duas semanas antes com a tomada de posse do novo Governo, contra a vontade do Presidente da República (que preferia ter dissolvido a Assembleia, mas…); de um perfil da responsável pela Pasta da Cultura (um setor de atividade de que é apaixonado); de um artigo de opinião sobre o papa dos presidentes dos clubes de futebol nacionais (um homem que admira profundamente); de uma crítica a um novo espetáculo do Teatro Nacional São João (uma instituição que muito aprecia)... Estas e outras matérias jornalísticas preencheram-lhe as meninges antes de chegar a Coimbra B.
Quanto o comboio parou nas Devesas, em Gaia, Pinguinhas despertou e logo se afundou em pensamentos mais ou menos saudosistas. Fora ali, numa tasca mesmo em frente da Estação que ele nascera, alguns anos antes, da pena e imaginação do seu criador. Já então havia sido criado o seu irmão Smaluco, a quem foi dado todo o protagonismo, sendo ele relegado para o esquecimento. Desgostoso, fugiu para Lisboa, onde reside e desenvolve atividade numa esquadra de Polícia na baixa da cidade. Esteve algum tempo sem dar cavaco ao seu progenitor, mas pretende agora fazer as pazes com ele. Talvez o Inspetor Boavida, ao perceber o seu arrependimento, o aceite de volta sem quaisquer ressentimentos e lhe dê a oportunidade de inscrever finalmente o seu nome nas lides policiárias, conquistando um lugar na galeria das personagens mais assíduas.
O subchefe Pinguinhas fez com sentida emoção a travessia da ponte de São João cantarolando baixinho a canção de Rui Veloso: “Quem vem e atravessa o rio / Junto à Serra do Pilar / Vê um velho casario / Que se estende até ao mar”. E continuou, de olhos emudecidos: “Quem te vê ao vir da ponte / És cascata são-joanina / Erigida sobre o monte / No meio da neblina”. Parou de cantar e murmurou: “E é sempre a primeira vez / Em cada regresso a casa / Rever-te nessa altivez / De milhafre ferido na asa”. Quando o comboio parou na Campanhã, Pinguinhas saiu lesto e apressou-se a tomar um táxi para o centro da cidade. Não havia tempo a perder. Quatro desejos animavam-no como missão para aquele seu primeiro dia no Porto, mas só um deles era concretizável. Qual?

a) - Pedir uma audiência ao Presidente da Câmara do Porto, Rui Rio;
b) - Visitar o Museu do Futebol Clube do Porto;
c) - Assistir a um concerto do pianista Pedro Burmester;
d) - Cear no restaurante DOP, do Chef Rui Paula, com o Inspetor Boavida.

E pronto.
Uma vez apresentado este caso, será a ver dos nossos “detectives” dizerem de sua justiça, indicando a alínea que resolve o problema, impreterivelmente até ao próximo dia 31 de Maio, para o que poderão utilizar um dos seguintes meios:
- Pelo Correio: Luís Pessoa, Estrada Militar, 23, 2125-109 MARINHAIS;
- Por entrega em mão ao orientador, onde quer que o encontrem.
Boas deduções!

XIII CONVÍVIO POLICIÁRIO DA TPL

QUINTA DO RIO, 29 DE MAIO DE 2016

Aproxima-se a data do XIII Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade, que se realizará a 29 de Maio, na Quinta do Rio, entre Azeitão e Sesimbra, perto da povoação Alto das Vinhas.
As inscrições e pedidos de esclarecimento podem ser feitos para os organizadores do evento, por nós designados como “núcleo duro da TPL”, ligando para: 214719664 ou 966102077 (Pedro Faria-Verbatim); 213548860 ou 966173648 (António Raposo- A. Raposo & Lena); 219230178 ou 965894986 (Rui Mendes- Búfalos Associados).