segunda-feira, 15 de outubro de 2018

UM CASO POLICIAL EM GAIA


Em Novembro de 2017 publicámos este texto:


CONCURSO DE CONTOS POLICIAIS

 O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 1 de Novembro de 2017 divulgou os resultados do concurso de contos “Um Caso Policial em Gaia”, a que demos o devido relevo e divulgação ao longo do prazo para apresentação dos trabalhos. Eis o teor da notícia:
 LUÍS PESSOA É O GRANDE VENCEDOR DO CONCURSO DE CONTOS. Luís Pessoa, contista, ensaísta, produtor de enigmas, amante e divulgador da escrita policial, animador da secção Policiário da edição dominical do jornal Público, rubrica que mantém viva há mais de vinte e cinco anos, é o grande vencedor do Concurso de Contos “Um Caso Policial em Gaia”. Nos lugares seguintes, posicionaram-se os concorrentes Rigor Mortis, António Raposo e António Jesus de Serra Nunes, por esta ordem, com os contos “Cruzeiro no Rio Douro”, “O Roubo da Abelha Gaia” e “Assalto ao Banco”, respetivamente. Recordamos, entretanto, que o Júri distinguiu ainda com menções honrosas os concorrentes Madame Eclética e Daniel Gomes, com os contos “Uma Noite no Convento” e “Viagem de Teleférico”, respetivamente. No caso do grande vencedor, para além do respetivo troféu, conquistou também o direito à publicação do seu conto nas páginas do AUDIÊNCIA GP”.
Na notícia ficou a faltar o título do conto vencedor, “Sol de Inverno”, que começou a ser publicado, em partes devido à sua extensão (recordamos que os regulamentos não definiam um limite máximo de páginas), no blogue Local do Crime, em localdocrime.blogspot.pt. e que esperamos poder vir a publicar na íntegra, tal como todos os restantes contos mencionados, no nosso blogue Crime Público.
Um apontamento final de agradecimento ao confrade Inspector Boavida, o “pai” desta iniciativa, que conseguiu pôr muitos “detectives” a escrever, uma prática cada vez mais rara e estranha nos tempos que correm. À sua decepção por não ter contado com uma adesão ainda mais significativa, contrapomos o mérito de colocar na ordem do dia a escrita policial em português e reunido, ao que nos é dado saber, bons trabalhos, a pedir novas iniciativas.

Hoje podemos confirmar a publicação de TODOS os contos premiados e referenciados pelo júri de selecção, graças à deferência do confrade e Amigo Inspector Boavida, que agradecemos.

Muito em breve, iremos tentar dar a máxima relevância aos contos, com publicação cuidada e, quando possível, acompanhada de outros motivos de interesse, quer sobre os autores, quer sobre os escritos.

domingo, 14 de outubro de 2018

POLICIÁRIO 1419




O MISTÉRIO DO CADÁVER NA PRAIA

Um cadáver encontrado na praia depois de uma noite de copos a as suspeitas levantadas contra os seus parceiros de noitada, são o mote para mais um desafio de resposta múltipla, desta feita de autoria de Bimba.
Verdadeiramente, entramos numa das derradeiras “curvas” que antecede a recta final das competições desta época, razão mais do que suficiente para que todos os “detectives” apurem todos os seus sentidos para evitarem surpresas desagradáveis, leia-se, perca de pontos preciosos.

CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2018
PROVA N.º 9 – PARTE II
“CADÁVER NA PRAIA” – ORIGINAL DE BIMBA

O corpo estava de bruços, assente na areia há pelo menos duas horas, quando ocorreu a maré baixa. No local onde estava, não poderia deslocar-se muito, uma vez que havia rochas em todos os lados, formando uma espécie de caixa com fundo arenoso e paredes de rocha que, no entanto, deixavam entrar e sair a água do mar. Parecia ser de um homem de meia-idade, cabelo grisalho ralo.
Rapidamente o agente da Polícia Marítima conseguiu reunir quatro suspeitos, precisamente os que foram captados por câmaras de vigilância de estabelecimentos comerciais da zona, que os detectaram na companhia da vítima durante a noite e princípio de madrugada, em curtas deslocações de bar para bar.
Por causa das marés e do estado da vítima, a autópsia viria a situar a hora da morte com muita segurança, por volta das duas da madrugada e com esse dado e os depoimentos prestados pelos suspeitos, o agente procurava decifrar este caso.
Depoimento do José: Andei nos copos com ele, com o Carlos, o Paulo e o Luís. É só uma forma de dizer porque eu não bebi, tenho estado um bocado avariado “das entranhas” e acabei mesmo por ir às urgências do hospital esta madrugada. Consideraram que não era urgente e passei lá uma série de horas, entre a 1.30 e as 6.00, como podem ver neste comprovativo que me passaram lá (exibiu o comprovativo da hora de entrada nas urgências e de saída, que o agente confirmou com os serviços médicos). Receitaram-me uns comprimidos e queriam que eu tomasse um remédio lá, mas como não estava sóbrio, tive de esperar aquele tempo todo. Quando me livrei daquilo, passei pela praia e foi quando dei com o António naquele estado, afogado, com os olhos muito abertos a fitarem-me. Horrível. Vi logo que estava morto e chamei a Polícia Marítima.
Depoimento de Carlos: Não sei de nada, andámos todos nos copos até perto da 1.20, mais coisa menos coisa, quando o José disse que ia para o hospital e deixou o grupo. Como eu tinha de me apresentar hoje cedo no Tribunal, andei por aí e pela madrugada passei pela praia e notei a confusão que por lá andava, com o achado do António. Não tenho álibi para depois da 1.45, mais ou menos, quando deixei os outros.
Depoimento de Paulo: Fui eu que chamei a Polícia Marítima por o António estar morto na praia, meio coberto de areia. Vi logo que tinha uma ferida feia no rosto, provavelmente feita na queda e que estava morto, isso tenho a certeza. Estava com os copos, como todos os outros e não me apercebi de nada mais.
Depoimento de Luís: Eu estava bêbado de todo. Não sei o que se passou depois da 1.00, mais ou menos. Tenho uma ideia muito ténue de que cada um de nós foi para seu lado e não nos reencontrámos mais, mas certezas não tenho. Sei que acordei hoje de manhã com a Polícia a bater-me á porta e cá estou. Disseram-me que o António apareceu morto, afogado no mar, coitado. Se calhar escorregou ou coisa assim, não sei…
O agente da Polícia Marítima confirmou que a chamada telefónica que denunciou a situação foi feita de um telemóvel registado em nome do Paulo e que foi ele que se identificou como sendo o autor do telefonema. A causa da morte não foi afogamento mas sim uma pancada violenta de objecto contundente na fronte, que apesar das diligências não foi encontrado. Sem margem para qualquer dúvida, fora agredido e atirado para aquele local, ficando de bruços a flutuar, até a retirada da água o ter depositado em cima da areia.
O agente questionava-se sobre quem seria o responsável, afastada que estava a possibilidade de haver conivências:
A-    O Luís;
B-    O Paulo;
C-    O Carlos;
D-    O José.


E pronto.
Depois de apresentado o caso, resta aos nossos “detectives” indicarem qual a letra correspondente ao responsável pela morte do companheiro de copos, impreterivelmente até ao próximo dia 31 do corrente mês de Outubro, podendo usar um dos seguintes meios:
  - Pelo Correio para Luís Pessoa, Estrada Militar, 23, 2125-109 MARINHAIS;
- Por entrega em mão ao coordenador da secção, onde quer que o encontrem.
Boas deduções!



TAÇA DE PORTUGAL

O sorteio dos quartos de final veio a determinar confrontos de enorme valia e incerteza quanto ao desfecho da eliminatória, uma vez que coloca frente a frente vencedores e finalistas de outras edições, o que nos dá a certeza de estarmos perante “especialistas” no um contra um!
Vejamos os confrontos que a D. Sorte, essa “instituição” de que falava o saudoso Sete de Espadas, escolheu:

PAULO – INSPECTOR BOAVIDA
ZÉ – BÚFALOS ASSOCIADOS
MISTER H – DETECTIVE JEREMIAS
X. BOAVISTA – DANIEL FALCÃO

Com este rol de confrades e com estes confrontos, será caso para parafrasearmos um conhecido futebolista que dizia que “prognósticos, só no fim do jogo!”.
Aguardamos com ansiedade para sabermos quem se vai apresentar no sorteio das meias finais!

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

domingo, 7 de outubro de 2018

POLICIÁRIO 1418




NATAL REPLETO DE TRADIÇÕES

O Natal vai ser o motivo de mais um desafio, o penúltimo desta época, no que diz respeito aos problemas chamados “tradicionais”. E é de tradições que este desafio vive, provocando a busca nas nossas memórias e, como é óbvio, em algo mais, que hoje a internet está sempre à distância de um “clic”.
Entretanto, algumas dificuldades pessoais do coordenador deste espaço, fizeram com que se registem atrasos na publicação das pontuações e classificações, situação que está, cremos, em vias de cabal resolução. Pedimos aos confrades que acompanhem todas as evoluções no nosso blogue Crime Público, em http://blogs.publico.pt/policiario, onde tudo acontecerá em primeira mão!
Finalmente, uma nova chamada de atenção aos confrades para a necessidade de um maior envolvimento na produção de enigmas policiários, a base efectiva de toda a nossa actividade e de que dependemos.
Sem problemas policiários, sem matéria-prima, não poderemos desafiar-nos na nossa capacidade para decifrar enigmas, para pormos as nossas células cinzentas em movimento, num exercício mais do que recomendável, em qualquer idade.

CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2018
PROVA N.º 9 – PARTE I
“UMA NOITE DE NATAL EM SOLAR MINHOTO” – Original de EMIL

Aquela família era muito antiga, havia relatos e histórias que passavam de boca em boca, sobre coisas que se passaram naquela propriedade verdejante e de que o solar brasonado foi testemunha.
Hoje, passados séculos sobre o primeiro ocupante, as tradições ainda eram as mesmas e havia um esforço para que qualquer dos ancestrais se sentisse em casa, se por qualquer acaso pudesse regressar.
Era Natal e no solar vivia-se a azáfama do costume, num corrupio de empregados a percorrerem a cozinha e áreas adjacentes, tratando alimentos e preparando o repasto que tradicionalmente era servido nessa noite mágica. Por todo o lado sentiam-se os odores próprios do banquete que se aproximava em passos largos, com natural destaque para o do bacalhau cozido, esse rei por uma noite.
A D. Mafalda, a actual senhora da casa, supervisionava todos os detalhes para que a festa fosse aquilo que sempre fora ao longo dos séculos, desde a forma como se confeccionavam os alimentos e iguarias, até aos apetrechos e até a electricidade era desligada, dando lugar aos archotes e à fogueira que ardia incessantemente no centro da sala, numa lareira gigante.
Longe ia o jantar, que naquela casa era servido pontualmente às 12.30 horas e a merenda que aconchegava os estômagos até à ceia, essa sim, a verdadeira estrela de um dia especial, por que crianças e adultos esperavam durante todo um ano.
Algumas “novidades” em relação à tradição mais radical, eram afastadas da sala, ocupando outros compartimentos, não faltando mesmo uma televisão ou um enorme pinheiro de Natal, se bem que este fosse decorado à antiga, com bolas coloridas de vidro e pequenas molas que se prendiam aos ramos e ostentavam velas de várias cores, que eram acesas alguns momentos antes da meia-noite. Mas essa tradição não era completamente nossa, fora herdada de locais nórdicos e, apesar de ter sido adoptada pelas nossas gentes, aqui eram relegadas para outros espaços.
- Senhora Dona Mafalda, os meus parabéns pela manutenção de toda a nossa tradição mais arreigada e por este repasto maravilhoso. – agradeceu o Dr. Fonseca, um historiador famoso, amigo da família e convidado neste ano – é com exemplos destes que conseguimos manter uma identidade nossa. Muito obrigado por me permitir regressar aos meus tempos de infância.
- Senhor doutor, é muita amabilidade sua. Esforço-me por manter bem viva a herança que transporto de toda a minha Família que nestas terras sempre habitou e respeitou as tradições. Tenho procurado nas minhas memórias de infância o que a minha avó me transmitiu e aconselho-me com muitos anciãos destas terras e desejo não ter defraudado a tradição, mas o senhor doutor, como renomado historiador, certamente melhor poderá avaliar o esforço.
- Minha senhora, a sua acção foi valorosa e importante e apenas consegui encontrar uma coisa nesta sala, que não corresponderá integralmente ao que os nossos ancestrais praticavam naqueles tempos, nesta época natalícia… As tradições vão mudando, como sabemos e muitas delas acabam por ser assumidas como sendo muito mais antigas do que são na realidade. Muitas coisas com apenas meia dúzia de décadas são tratadas como herança cultural quando são praticadas com regularidade em certas épocas do ano e nos acompanham ao longo do nosso crescimento. É um fenómeno natural e normal.
- Senhor doutor, obrigada pela sua franqueza, creia que foi completamente involuntário qualquer erro cometido. Peço-lhe que o revele, para não mais ocorrer nesta casa!
É isso que se pretende. Que nos digam qual terá sido o erro cometido naquela sala e justifiquem devidamente a resposta.

E pronto.
Depois de efectuadas todas as leituras que forem necessárias, resta aos nossos “detectives” enviarem os relatórios, impreterivelmente até ao próximo dia 31 de Outubro, podendo usar um dos seguintes meios:
  - Pelo Correio para Luís Pessoa, Estrada Militar, 23, 2125-109 MARINHAIS;
- Por entrega em mão ao coordenador da secção, onde quer que o encontrem.
Boas deduções!


sábado, 6 de outubro de 2018

QUARTOS DE FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL 2018


PAULO - INSPECTOR BOAVIDA
ZÉ - BÚFALOS ASSOCIADOS
MISTER H - DETECTIVE JEREMIAS
X BOAVISTA - DANIEL FALCÃO


sexta-feira, 5 de outubro de 2018

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

CLASSIFICAÇÃO DIC ROLAND - AS MELHORES

DIC ROLAND - A ARTE DE BEM DECIFRAR

PROVA N.º 6

1,º EGO - 5 PONTOS
2.º BÚFALOS ASSOCIADOS - 4 PONTOS
3.º DETECTIVE JEREMIAS - 3 PONTOS
4.º DANIEL FALCÃO - 2 PONTOS
5.º INSPECTOR ARANHA - 1 PONTO