terça-feira, 29 de janeiro de 2019

EDIÇÃO 1431



UM OBRIGADO AO CAMACHO, ANTIGO COLEGA DE PROFISSÃO E GRANDE ANIMADOR DO QUINTOBAIRRISMO (5.º BAIRRO FISCAL DE LISBOA DOS ANOS 70 E 80) QUE NÃO SENDO UM POLICIARISTA DE CONCORRER A TORNEIOS, SEMPRE SEGUIU A NOSSA PÁGINA, TAL COMO O VÍTOR (OUTRO GRANDE QUINTOBAIRRISTA). AMBOS FIZERAM QUESTÃO DE RECLAMAR JUNTO DO DIRECTOR CONTRA O ENCERRAMENTO.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

NOVA VIDA!



Depois de algum tempo em luta para procurar um novo poiso para o Policiário, com contactos e conversas, algumas das quais prometedoras, chegámos à realidade através de uma mensagem do confrade Rui Mendes, já denotando alguma preocupação pela falta de notícias
.
Tem toda a razão, ele e os confrades que já se interrogavam sobre um luto que parecia eterno. Foi imperdoável a nossa atitude silenciosa e dela nos penitenciamos, perante todos.

Na verdade, se bem que não haja portas encerradas, também não estão franqueadas e por isso mantemos o impasse, a que urge pôr cobro.

O Policiário não pode nem deve parar e por isso, à falta de melhores soluções, pelo menos para já, vamos avançar.

Ponto Um: Vamos concluir as competições de 2018, tarefa a que será dada prioridade. Vamos retomar as classificações e encontrar os nossos campeões. O Crime Público será o veículo encontrado para o fazer e será no blogue que os resultados de 2018 verão a luz do dia;

Ponto Dois: Estamos a pensar o futuro em duas vertentes: com um apoio físico de um jornal ou revista; ou apenas em blogue, que não passará pela manutenção do actualmente existente.

No processo de saída, foi-nos proposto que nos mantivéssemos na plataforma do Público, situação a que eles condescenderiam, para não nos cortarem as asas, digamos assim.

A solução não nos interessou, naturalmente, mas não demos qualquer resposta, como era pretendido. Para nós, passou a ser crimepublico.blogspot.com e assim continuará até à extinção, se for caso disso.

Resumindo, terminado o tempo de reuniões e discussões, vamos retomar a nossa actividade, de forma mais ou menos regular, para já recuperando os atrasos.

A todos os confrades, fica uma palavra de agradecimento pelos excelentes momentos que proporcionaram, pela magnífica competição que sempre tiveram, com o mais que sagrado respeito e Amizade entre todos.

O Policiário é isso mesmo e enquanto por cá andarmos, jamais deixará de o ser!

Em breve publicaremos algumas mensagens que nos foram endereçadas e que mostram à saciedade o que o jornal perdeu com o encerramento da secção…

Até breve!



quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

VOLTAREMOS EM BREVE!

Em primeiro lugar, agradecer as palavras reconfortantes de muitos dos nossos confrades, a quem procurámos fornecer todos os dados sobre o que se passou e o modo “estranho” como fomos tratados em todo este processo. Não nos sentimos completamente confortáveis com as palavras elogiosas que nos foram dirigidas, por serem exageradas na apreciação, mas há uma enorme sensação de dever cumprido que não podemos deixar de assumir. Muito obrigado a todos. 

Referir igualmente, porque assim deve ser, a solidariedade de muitos antigos e actuais jornalistas do Público, entre os quais alguns que exerceram cargos de direcção e se manifestaram estupefactos com a suspensão da secção. 

Agora, terminado este ciclo, arquivado o processo na pasta devida, ficamos com um amargo na boca por nos termos deixado colocar num ponto de que não haveria retorno, como aconteceu. 

O Policiário estava em perda, não de participantes, como é visível, mas de visibilidade e acção. Poucos eventos, pouquíssimos desafios para resolver, sucessivos apelos a maior participação dos produtores – algo que foi usado como último recurso para podermos terminar uma época. Assumimos que não devíamos ter requisitado os confrades nas páginas da secção e que isso terá sido um erro, não determinante para o encerramento, mas um erro para todos os efeitos. 

Estes últimos dias foram demolidores, primeiro pela ausência da actividade que vínhamos exercendo há mais de um quarto de século, parecendo sempre que nos falta completar alguma coisa e depois por muitos contactos que fomos tendo, na expectativa de podermos retomar o trabalho em outro local de visibilidade semelhante. 

Não é fácil, num país e numa época em que pouco ou nada conta aquilo que possa fazer pensar e nem um telefonema do presidente seria capaz de o fazer, estamos certos. 

Vamos, pois, seguir em frente, para já na nossa vertente blogue. Terminaremos as competições, encontraremos os nossos vencedores e só depois revelaremos o que pretendemos para o Policiário, sendo quase certo que não passará pelo Crime Público que agora ficará liberto da sua carga associada ao jornal. Aliás, desde logo divulgámos que o blogue estaria em crimepublico.blogspot.com, apesar de nos garantirem que poderia ficar alojado na plataforma do jornal, situação que jamais aceitaríamos.

Para os nossos confrades, fica novamente o agradecimento e o pedido de desculpas por este silêncio mais prolongado.

Voltaremos em breve. 


segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

FELIZ ANO NOVO DE 2019!


São os votos para todos os nossos confrades e Amigos!


PERTURBAÇÕES...

As perturbações e confusões das últimas semanas acabaram por impedir que houvesse  "cabeça" para as pontuações e classificações que estavam prometidas para a noite que se avizinha.

Não será por isso, estamos certos, que o Policiário não fará parte da noite de Ano Novo, para quem a ele se dedicou durante todo um ano.

Em breve, nos próximos dias, estaremos aqui a divulgar vencedores e campeões, ao mesmo tempo que ultimamos um texto para reflexão sobre os acontecimentos e sobre as culpas que também nos cabem para chegarmos a este fim de ciclo.

Estaremos por cá, com a frontalidade que sempre procurámos ter...  

domingo, 30 de dezembro de 2018

POLICIÁRIO 1430




POLICIÁRIO INTERROMPE POR DECISÃO DA DIRECÇÃO DO PÚBLICO

Quando iniciámos esta caminhada, no remoto dia 1 de Julho de 1992, no suplemento “Férias”, que se iria publicar diariamente até 31 de Agosto, a ideia base era aumentar a oferta de produtos diferenciadores, que fizessem do PÚBLICO um jornal único, como aconteceu, capaz de preencher e atrair nichos já existentes e organizados de diversas actividades. Este critério assentava como uma luva no Policiário, um passatempo que existia há décadas e que sempre aglutinou uma imensa legião de seguidores, amantes da literatura policial, uma das mais lidas em todo o mundo.

Não causou surpresa, pois, que após o suplemento “Férias” surgisse o convite da direcção para continuarmos, na edição nobre dos domingos e no corpo do jornal, tal era o êxito alcançado, numa época em que a correspondência postal era a única existente. Milhares de cartas e postais davam a medida exacta da aposta inteiramente ganha. Quando chegávamos à redacção, na rua Amílcar Cabral, para deixar textos e recolher correspondência, eram os próprios funcionários e jornalistas que nos perguntavam a solução deste ou daquele problema policial do Inspector Fidalgo! Era a “fidalgomania”, como muito bem apelidava uma das secretárias da direcção!

Ao longo destes 26 anos e meio de permanência nas páginas do PÚBLICO, sempre com audiência em crescendo – neste último ano batemos o nosso record de participantes nos torneios! – passámos por diversas vicissitudes: no início tinhamos uma página inteira; mais tarde, uma partilhada; a seguir fomos reduzidos a duas colunas, ao mesmo tempo que o jornal o era, também; deixámos de poder contar com os prémios pagos pelo jornal aos vencedores, etc.
Mas o Policiário continuou sempre, teimosamente com cada vez mais concorrentes e mais aguerridos na disputa dos torneios, mesmo sem haver prémios físicos!
O grande prémio surgiu agora: um telefonema de breves minutos de alguém que se identificou como editor passou a certidão de óbito a um espaço que foi companhia dos leitores durante mais de um quarto de século. Em nome de uma remodelação do P2 - que aceitamos com naturalidade, porque tudo muda e as ideias e conceitos de quem manda também - disseram-nos que deixou de haver espaço para nós.
O que deixa um profundo sentimento de mágoa é não termos direito a uma palavra de respeito pelo trabalho desenvolvido, após tantos anos com a camisola do PÚBLICO vestida, em todos os acontecimentos Policiários por este país, em colóquios, conferências, encontros com núcleos de amantes do policial. Uma atenção que sempre houve no passado, em cada alteração, em cada momento em que foi necessário modificar a estrutura ou o modo de nos apresentarmos.

São assim os sinais dos tempos novos, dirão alguns, mas nós, já com muitas décadas em cima, não culpamos os tempos novos, porque a falta de respeito por quem deu tudo por uma causa, é coisa de educação e de princípios e não admite meio-termo: ou há, ou não há!

Fecha-se, desta forma, um ciclo.

O Policiário continuará o caminho de muitas décadas, que foi trilhado pelos seus vultos mais importantes, com o Sete de Espadas à cabeça e sobreviverá, como sempre aconteceu no passado, porque por aqui há e sempre houve, frontalidade, mente aberta e muito respeito.

Votos de um Bom Ano Novo e que 2019 traga a todos os “detectives” e leitores que nos acompanharam aquilo que mais desejam.

Luís Pessoa

LOCAIS POLICIÁRIOS


CORREIO POLICIAL

Secção que semanalmente é publicada no semanário regional Correio do Ribatejo, que se publica em Santarém.
O espaço é gerido por um dos “monstros sagrados” do Policiário, o confrade Inspector Aranha (d.cabral@sapo.pt). Privilegia a publicação de contos policiais e problemas, de antigamente e de agora, fazendo a divulgação do policial nas suas múltiplas dimensões.

CRIME PÚBLICO

Notícias, classificações, informações, alguma da nossa história, tudo vai passando pelo blogue.
Atenção à grande noite policiária de 31 de Dezembro, com todos os resultados deste ano competitivo.
O Crime Público está em http://crimepublico.blogspot.com.


CLUBE DE DETECTIVES

É o sítio de autoria do confrade Daniel Falcão, confrade de Braga, que disponibiliza imensa informação, quer do andamento das competições, quer dos problemas publicados e respectivas soluções.
Destaque para a bibliografia disponível e vasto material do Arquivo Histórico da Problemística Policiária Portuguesa (AHPPP) recolhido pelo infatigável Jartur. Obrigatório!
Pode ser acedido em http://clubededetectives.pt.


POLICIÁRIO DE BOLSO

Um blogue de grande qualidade, feito a partir de Santarém pela Detective Jeremias, uma das policiaristas mais importantes do novo policiário. Apesar de estar pouco activo, actualmente, por este blogue passou a divulgação de alguma da imensa obra do nosso mestre Manuel Constantino, que pode ser consultada.


POLICIARISMO

Um blogue especialmente dirigido à memória do Policiário que por cá se fez no após 1975, ou seja, na fase do regresso em força, pela mão do inevitável Sete de Espadas. São memórias de convívios, de competições, de problemas, de todo um mundo que fervilhou nas décadas de 70 e 80 do século passado.
Para reviver memórias ou tomar conhecimento dessa realidade, em http://policiarismo.blogspot.pt.


O DESAFIO DOS ENIGMAS

No jornal quinzenal “NOVO AUDIÊNCIA”, que se publica em Vila Nova de Gaia, o confrade Inspector Boavida mantém este espaço, que se assume, cada vez mais, um divulgador e dinamizador do nosso passatempo.
Os contactos poderão ser efectuados directamente para o orientador, pelo endereço salvadorpereirasantos@hotmail.com.


LOCAL DO CRIME

Um blogue que serve de apoio ao “DESAFIO DOS ENIGMAS” e que pode ser encontrado em http://localdocrime.blogspot.com. Tem sempre em curso iniciativas importantes, a merecerem máxima atenção, quer no campo da produção de enigmas, quer da sua decifração.

ARS EST CELAREM ARTEM

Pela batuta do confrade Abrótea, a partir de Setúbal, muitos passatempos e histórias a não perder, em http://ricardoma1.comunidade.net/


TEXTO INTEGRAL DA SECÇÃO 1430



POLICIÁRIO INTERROMPE POR DECISÃO DA DIRECÇÃO DO PÚBLICO


Quando iniciámos esta caminhada, no remoto dia 1 de Julho de 1992, no suplemento “Férias”, que se iria publicar diariamente até 31 de Agosto, a ideia base era aumentar a oferta de produtos diferenciadores, que fizessem do PÚBLICO um jornal único, como aconteceu, capaz de preencher e atrair nichos já existentes e organizados de diversas actividades. Este critério assentava como uma luva no Policiário, um passatempo que existia há décadas e que sempre aglutinou uma imensa legião de seguidores, amantes da literatura policial, uma das mais lidas em todo o mundo.

Não causou surpresa, pois, que após o suplemento “Férias” surgisse o convite da direcção para continuarmos, na edição nobre dos domingos e no corpo do jornal, tal era o êxito alcançado, numa época em que a correspondência postal era a única existente. Milhares de cartas e postais davam a medida exacta da aposta inteiramente ganha. Quando chegávamos à redacção, na rua Amílcar Cabral, para deixar textos e recolher correspondência, eram os próprios funcionários e jornalistas que nos perguntavam a solução deste ou daquele problema policial do Inspector Fidalgo! Era a “fidalgomania”, como muito bem apelidava uma das secretárias da direcção!

Ao longo destes 26 anos e meio de permanência nas páginas do PÚBLICO, sempre com audiência em crescendo – neste último ano batemos o nosso record de participantes nos torneios! – passámos por diversas vicissitudes: no início tinhamos uma página inteira; mais tarde, uma partilhada; a seguir fomos reduzidos a duas colunas, ao mesmo tempo que o jornal o era, também; deixámos de poder contar com os prémios pagos pelo jornal aos vencedores, etc.
Mas o Policiário continuou sempre, teimosamente com cada vez mais concorrentes e mais aguerridos na disputa dos torneios, mesmo sem haver prémios físicos!

O grande prémio surgiu agora: um telefonema de breves minutos de alguém que se identificou como editor passou a certidão de óbito a um espaço que foi companhia dos leitores durante mais de um quarto de século. Em nome de uma remodelação do P2 - que aceitamos com naturalidade, porque tudo muda e as ideias e conceitos de quem manda também - disseram-nos que deixou de haver espaço para nós.

O que deixa um profundo sentimento de mágoa é não termos direito a uma palavra de respeito pelo trabalho desenvolvido, após tantos anos com a camisola do PÚBLICO vestida, em todos os acontecimentos Policiários por este país, em colóquios, conferências, encontros com núcleos de amantes do policial. Uma atenção que sempre houve no passado, em cada alteração, em cada momento em que foi necessário modificar a estrutura ou o modo de nos apresentarmos.

São assim os sinais dos tempos novos, dirão alguns, mas nós, já com muitas décadas em cima, não culpamos os tempos novos, porque a falta de respeito por quem deu tudo por uma causa, é coisa de educação e de princípios e não admite meio-termo: ou há, ou não há!

Fecha-se, desta forma, um ciclo.

O Policiário continuará o caminho de muitas décadas, que foi trilhado pelos seus vultos mais importantes, com o Sete de Espadas à cabeça e sobreviverá, como sempre aconteceu no passado, porque por aqui há e sempre houve, frontalidade, mente aberta e muito respeito.

Votos de um Bom Ano Novo e que 2019 traga a todos os “detectives” e leitores que nos acompanharam aquilo que mais desejam.

Luís Pessoa