terça-feira, 19 de Agosto de 2014

PRAZO TERMINA AMANHÃ!



Uma alteração é sempre uma alteração! Representa uma mudança de hábitos que, muitas vezes, causa confusões involuntárias.





Por isso, aqui estamos a recordar aos nossos confrades e detectives que o prazo para envio das propostas de solução aos desafios da prova n.º 6, termina amanhã, dia 


deste mês de



E atenção que as classificações da prova n.º 5 estão a caminho...


domingo, 17 de Agosto de 2014

POLICIÁRIO 1202


[Transcrição da secção n.º 1202 publicada 
hoje no jornal PÚBLICO]


HOMENAGENS DO MÊS DE AGOSTO: 
DIC ROLAND E K.O.


Fruto, talvez, de um certo envelhecimento do Policiário, pelo menos no que diz respeito aos confrades que normalmente estão no topo das classificações, no período de pouco mais de um ano, entre 9 de Agosto de 2006 e 24 do mesmo mês, mas do ano de 2007, passámos pela rude experiência do desaparecimento de dois dos nossos Amigos e, ao mesmo tempo, “monstros sagrados” deste passatempo singular: Dic Roland e KO.

Podíamos seguir a táctica da avestruz e ignorarmos.
Podíamos levar até aos nossos leitores os torneios, as classificações, sem mais. Podíamos aplaudir vencedores sem rosto...
Mas, no Policiário não é assim! Nunca foi e nunca será enquanto por cá andarmos.

No Policiário queremos muito mais, queremos conhecer as pessoas, queremos ter um rosto associado a cada pseudónimo, queremos que todos os leitores e concorrentes sejam, também, confrades, companheiros de viagem, que partilhem connosco o prazer de decifrar enigmas e de conviver.

A inexorável lei da vida não perdoa.
Ficamos com uma singela homenagem a dois dos nossos, que deixaram marcas que não serão esquecidas e que certamente vai despertar nos nossos confrades recordações de um passado de convivência e de competição saudável.





DIC ROLAND


Completaram-se no passado dia 9 de Agosto, 8 anos sobre o desaparecimento deste nosso confrade, que deixou uma marca muito profunda no nosso passatempo e em todos os que tiveram o privilégio de com ele conviverem.
Pessoa de enorme estatura moral e intelectual, assumiu desde a primeira hora desta nossa secção, em 1 de Julho de 1992, o Policiário como sua modalidade de eleição, quer na vertente de competição, em que conquistou praticamente tudo na modalidade de decifração ou na de produção, quer na vertente de convívio, em que foi um grande campeão, marcando presença em praticamente todos os eventos onde o Policiário estivesse.
Inicialmente, vivia no Retaxo – Castelo Branco, onde dirigia uma estalagem e apesar de contar já uma certa idade, era vê-lo marcar presença em todos os eventos. Umas vezes levantava-se de madrugada e vinha “por aí abaixo”, outras vinha de véspera, para não correr o risco de não chegar a tempo!
Depois mudou-se para junto da Barragem do Fratel, para dirigir uma outra estalagem, onde chegámos a realizar um excelente convívio Policiário, com visita a Nisa e às Termas da Fadagosa.
Finalmente, “estacionou” em Vila Nova de Santo André, onde criou o grupo Poliandré, com os confrades Vilnosa e Sinid Agiev organizando alguns dos mais extraordinários convívios, sempre com uma vertente cultural associada, fosse uma visita às ruínas romanas de Miróbriga, fosse um safari no Baddoca Park…
A vida pessoal e profissional de Dic Roland passou por Goa onde desempenhou funções oficiais e de lá trouxe uma forma especial de contar histórias e muitos dos seus problemas retrataram momentos aí vividos, com notas do exotismo que associamos ao Oriente e à Índia em particular.
Infelizmente, os seus problemas são muito extensos, feitos numa altura em que dispúnhamos de mais espaço nesta nossa secção, o que os torna de difícil republicação, mas vamos tentar encontrar alguma produção sua que possa ser “encaixável” no espaço de que dispomos, para que os novos “detectives” possam contactar com o que Dic Roland produziu.
A sua capacidade de bem escrever, decifrar e contar histórias, fazia com que cada solução que elaborava para dar resposta aos enigmas de outros confrades, fossem autênticos tratados, quase sempre correctos e certeiros, o que fazia dele um crónico candidato às melhores soluções de cada problema. Também por isso, acabou por dar nome ao actual prémio das melhores soluções.
Possuidor de uma enorme capacidade de comunicação e um gosto especial pela decifração de enigmas e crimes, Dic Roland não deixava ninguém indiferente, sendo uma daquelas pessoas de quem não se pergunta se vai estar presente neste ou naquele evento, porque teria de acontecer algo de muito fortemente impeditivo para não marcar a sua presença.
Oito anos passados sobre a sua morte, o confrade Dic Roland continua bem vivo entre todos os que se revêem na sua exemplar postura de sempre.



K.O.


No mês de Agosto de 2007, foi o confrade Arlindo Matos, o K.O., que se despediu do nosso convívio, depois de um período atribulado, de avanços e recuos face à doença que o atormentava.
Foi no dia 24 que o confrade e Amigo Nove nos transmitiu a dolorosa - já esperada, mas nem por isso menos chocante – notícia:
- O K.O. faleceu!

Conhecemos o K.O. logo no início deste nosso espaço, no ano de 1992. Era já um policiarista antigo, que andara por muitos dos acontecimentos mais marcantes da nossa actividade e que naquele momento regressava “a casa”, à sua casa Policiária.
Decifrador de elevada craveira, entusiasta do Policiário, desde logo se destacou pelas soluções elaboradas que produzia, ao ponto de serem muitas as vezes em que combinava connosco um encontro no parque de estacionamento de um hipermercado no Cacém, para entregar um “embrulho” que continha a sua proposta de solução, à tarde, quando ele regressava a casa em Mem Martins, vindo da “sua” escola, onde leccionava e fazia parte da direcção.
Vencedor por natureza, K.O. acumulou títulos e prémios, espalhou a sua simplicidade, simpatia e entusiasmo por todos os locais por onde o Policiário passou, deixando um rasto de admiração pelas suas qualidades, muito bem secundado pela sua inseparável mulher, a D. Isaurinda, sua verdadeira “alma-gémea” em tudo, sendo difícil encontrar duas pessoas tão completas, tão Amigas dos seus Amigos, tão interessadas com o bem estar de todos à sua volta!...
Não são palavras de circunstância que nos levam a dizer que o Policiário ficou bem mais pobre. Há um vazio físico que fica, mas atenuado pela certeza de que todos nós ficámos bem mais ricos com o tempo que pudemos usufruir da sua companhia.




HOJE, HOMENAGEM AOS CONFRADES DIC ROLAND E K.O.

O Policiário também são memórias!
Memórias antigas ou menos antigas de uma actividade que caminha para um século de existência, sempre com muitas pessoas dentro.
Para isso, para relembrar e homenagear, também servirá o Arquivo Histórico que o confrade JARTUR vai enriquecendo a cada dia que passa, mas igualmente a secção do PÚBLICO e o blogue.
Hoje, regressamos aos nossos queridos e saudosos DIC e KO, como memórias (MUITO BOAS) mais recentes de dois excelentes policiaristas e, SOBRETUDO, seres humanos, convivas, Amigos.










domingo, 10 de Agosto de 2014

POLICIÁRIO 1201

[Transcrição da secção n.º 1201 publicada 
hoje no jornal PÚBLICO]



 QUE DISFARCE USOU O LARÁPIO PARA ROUBAR A CANETA VALIOSA: CINDERELA, PINÓQUIO, PRÍNCIPE OU BRANCA DE NEVE?

 Como nos dizia um confrade há poucos dias, “o Policiário não dá tréguas, nem em Agosto”.
É bem verdade, mas foi uma opção que tomámos, depois de muitas tentativas de “encaixar” a nossa época competitiva no calendário das pessoas, respeitando os seus tempos de outros lazeres. Também os 22 anos que já levamos neste espaço, leva-nos aos tempos em que apenas o jornal publicava os desafios e quem não conseguisse arranjá-lo nos locais para onde ia de férias, ficava obrigado a malabarismos vários, desde fotocópias que outros confrades disponibilizavam, até cópias dos problemas que o orientador enviava… As facilidades da via “internet” aconteceram muito depois…
Aconteceu, então, que dividimos a época em duas partes, interrompendo nos meses de Julho e Agosto, tendo verificado que ocorria um “corte” que desmobilizava, ou pelo menos “arrefecia” as células cinzentas… Igualmente tentámos fazer épocas de competição entre os meses de Outubro e Junho, destinando Julho e Agosto a classificações, homenagens, recordações, mas também assim não nos sentíamos bem, parecia que faltava alguma coisa, era estranho haver um campeão de uma época e não de um ano, um Policiarista do Ano, sem ano, enfim, uma qualquer coisa que não jogava…
Acabámos por regressar ao ponto de partida: Competições de um ano civil, com prazos mais alargados nos meses de férias, para que ninguém fique excessivamente pressionado por estar longe e sempre com a “muleta” do nosso blogue Crime Público ou do sítio Clube de Detectives.

CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL - 2014
PROVA N.º 7 – PARTE II
“IDENTIDADE USURPADA” – Original de PAULO

Charles Grimm Andersen, famoso escritor de contos infantis, estava hospedado no hotel La Fontaine. Foi para esse local que eu me desloquei a seu pedido, com a concordância do diretor do hotel, com o objetivo de descobrir quem lhe roubara uma valiosa caneta de ouro incrustada com diamantes.
O autor tinha convocado algumas das suas personagens mais famosas para discutir com elas possíveis sequências das histórias de que eram protagonistas.
De acordo com a investigação que o detetive do hotel, um tal Hércule Dupin, já fizera, haveria quatro suspeitos que eu deveria interrogar e investigar.
Cinderela que, de origens humildes, surgia agora sempre elegantemente vestida, após o casamento com um príncipe, que lhe devolvera o sapato que perdeu num baile mesmo antes da meia-noite. Pinóquio, um estranho homem de madeira que ganhara vida e tentava transformar-se em humano. O Príncipe, apenas conhecido por este nome, que salvara de um sono de 100 anos uma bela princesa que todos conheciam por Bela Adormecida. A princesa Branca de Neve, acompanhada da sua corte de sete anões, que também se alojara no hotel.
Tendo chegado ao hotel pela uma da madrugada e tendo falado com o incompetente Hércule Dupin,- incompetente por ainda não ter descoberto o ladrão e necessitar da minha ajuda-, decidi ficar acordado toda a noite, vigiando os quartos dos quatro suspeitos.
Consegui descobrir coisas espantosas, que não surgem nas histórias infantis, mas que estas quatro personagens protagonizaram. O Pinóquio dormiu no quarto da Cinderela e a Branca de Neve passou a noite no quarto do Príncipe.
E andavam estas personagens a dar lições de moral e comportamento às crianças, enquanto se divertiam a trair os seus cônjuges.
Decidi interrogar um de cada vez, questionando-os sobre o que tinham feito na noite anterior, para testar a sua apetência para a mentira, e na tarde em que ocorrera o roubo.
Em relação à noite anterior todos referiram ter estado sozinhos nos seus quartos. No que concerne à tarde do roubo, Cinderela disse ter andado sozinha a visitar sapatarias, claro que todas com sapatos de cristal. Pinóquio contou que passara a tarde no quarto. O Príncipe fora visitar um antiquário, pretendendo adquirir uma valiosa coleção de agulhas de costura para oferecer à sua Bela, - e eu bem percebia porquê-. Branca de Neve ficara no quarto a conversar com o espelho mágico que a sua madrasta abandonara.
Lindas respostas. Todos uns grandes mentirosos. Mesmo que alguma verdade existisse no que diziam em relação à tarde em que ocorrera o roubo, não sabia como iria fazer para o comprovar. Cada vez estava mais irritado pelo Hercule Dupin não ter resolvido o caso e ter que me chamar a mim para ultrapassar a sua inépcia.
Enquanto me dirigia ao quarto do escritor para o colocar ao corrente da situação, pensava nos rostos impenetráveis e imóveis, sem mexerem um único músculo, a mentirem-me sobre o que se passara na noite anterior e sem revelarem o mínimo deslize que me permitisse dizer que mentiam.
Charles Grimm Andersen revelou-me a sua preocupação. Temia que além daquele roubo mais alguma coisa pudesse acontecer. Suspeitava que um dos seus convidados não fosse quem dizia. Alguns pequenos incidentes pareciam indicar a presença de um estranho no grupo, com identidade falsa, embora ele não conseguisse descobrir quem seria, e poderia ser esse estranho ou estranha quem roubara a caneta. Sabia que as suas personagens andavam a ter problemas de ordem sentimental, mas que isso não as transformava em ladrões. Para roubar, só um estranho ou estranha. Nunca poderia ser uma das suas criações. Alguém se disfarçara da sua verdadeira personagem.
Eu já tinha uma ideia sobre o assunto e expus-lha, concluindo, embora sem provas, que quem tinha a identidade falsa também poderia ter roubado a caneta.
Quem acha que está com a identidade falsa?
A-    A Cinderela
B-    O Pinóquio
C-    O Príncipe
D-    A Branca de Neve


E pronto.
Resta aos nossos “detectives”, encontrarem a alínea que responde ao problema do confrade Paulo.
Depois, é tempo de enviarem a proposta de solução e este enigma e ao que publicámos na passada semana, do mesmo autor, impreterivelmente até ao próximo dia até ao dia 15 de Setembro, usando um dos seguintes meios:
- Pelos Correios para Luís Pessoa, Estrada Militar, 23, 2125-109 MARINHAIS;
- Por e-mail para um dos endereços:
- Por entrega em mão ao orientador da secção, onde quer que o encontrem.

Boas férias, para quem as tiver e boas deduções!






domingo, 3 de Agosto de 2014

POLICIÁRIO 1200

[Transcrição da secção n.º 1200 publicada 
hoje no jornal PÚBLICO]


ADÉRITO PINTO ASSASSINADO EM CENTRO COMERCIAL

Em pleno período de férias, na praia ou em qualquer outro local, sempre sobra um momento para exercitar as células cinzentas.
Hoje é o desafio do nosso confrade Paulo que nos vai fazer pensar, entre dois mergulhos refrescantes…

CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2014
PROVA N.º 7 – PARTE I
CRIME NO CENTRO COMERCIAL – Original de PAULO

Passavam poucos minutos das nove horas quando a polícia foi chamada. Quarenta minutos depois já toda a equipa responsável pela investigação da cena do crime se encontrava no gabinete da vítima, no mais recente e moderno Centro Comercial da cidade.
A zona de gabinetes onde ocorrera o assassinato ficava logo no piso de entrada, ao qual havia que somar dois pisos subterrâneos, dedicados a estacionamento e a áreas técnicas, e dois pisos acima do nível do solo.
Narciso Morais, o veterano inspector, entrou na área reservada aos gabinetes ocupados pelos elementos responsáveis por aquele espaço de comércio. Uma porta dava acesso a esse pequeno átrio, onde à esquerda ficava o gabinete em que fora encontrado o morto, director-geral do Centro Comercial. À direita ficava o gabinete do director de segurança, Francisco Azevedo. Ao fundo, em frente, havia duas portas. À esquerda a do gabinete do director de marketing e publicidade, José Camões, e à direita a que dava acesso ao gabinete do director financeiro, Rui Balboa.
Antes de entrar no gabinete da vítima, Narciso Morais foi informado de que havia uma câmara que filmava a entrada para aquele espaço reservado às quatro salas, e que se estava a fazer o necessário para obter as gravações.
No local do crime havia uma secretária com alguns documentos em cima, uma confortável cadeira atrás, e mais duas em frente, que se destinariam a pessoas com quem a vítima pretendesse falar. Havia ainda um armário com dossiês. Um computador e uma impressora estavam sobre a mesa.
Adérito Pinto jazia no chão com um ferimento na cabeça, que aparentava, e mais tarde se viria a confirmar, ter sido feito por uma arma de fogo, que as análises balísticas determinariam ser de calibre 9 mm. Num bengaleiro estava o casaco de Adérito, onde foram encontrados o seu telemóvel e a chave do gabinete.
O cadáver não sangrara muito, provavelmente porque a morte fora imediata. Uma análise feita no local do crime, nas zonas visíveis do corpo, logo a pós a chegada da polícia, não mostrava sinais de movimento post-mortem do cadáver. A rigidez cadavérica já tomara conta de todo o corpo. A temperatura do aposento rondava os 20 graus e durante a noite não teria descido muito abaixo desse valor.
Narciso Morais ocupou o gabinete de José Camões, semelhante ao de Adérito, para os primeiros interrogatórios, que lhe permitissem conhecer melhor o ambiente local e os intervenientes.
José Camões disse que na véspera tinha saído por volta das seis e meia. Estivera quase sempre fora do gabinete e não se lembrava de, durante a tarde, se ter cruzado com Adérito. Tinha uma mensagem enviada às seis da manhã a comunicar que ele precisava de lhe falar, de manhã, às nove e meia.
Rui Balboa afirmou que no dia anterior passara pouco tempo no gabinete. Saíra na véspera às cinco horas e tinha entrado nesse dia cerca das nove menos um quarto, uma vez que Adérito lhe mandara um sms, de noite, dizendo-lhe que queria falar com ele às nove horas. A essa hora foi ao gabinete dele. Bateu à porta, como ninguém respondeu, rodou o puxador, a porta abriu e ele viu Adérito no chão. Depois chamou a polícia.
Francisco Azevedo disse que por norma o segurança nocturno não entrava naquela área dos gabinetes. Ele saíra, no dia anterior, eram quase sete horas. Precisara de, um pouco antes de sair, falar com Adérito, mas não o encontrara e a porta do gabinete estava fechada à chave. Também recebera um sms, de madrugada, a marcar um encontro para as dez horas.
Narciso Morais pediu para ver todos os telemóveis, incluindo o da vítima, e o envio e recepção de mensagens estavam de acordo com as declarações. Após o visionamento das imagens da câmara de vigilância foi possível determinar que a vítima entrara na zona dos gabinetes no dia anterior às duas horas e treze minutos e não saíra mais. Rui Balboa saíra na véspera às 17:43 e entrara no dia do crime às 8:47. Francisco Azevedo saíra às 18:55 e José Camões às 18:28. Os dois tinham chegado nessa manhã já após a polícia se encontrar no local. As gravações não mostravam mais ninguém a entrar ou sair daquele espaço.
Narciso Morais circulou pelo Centro Comercial, conseguindo obter mais algumas informações. Adérito ia ser transferido para outro Centro Comercial e iria dar uma sugestão para o seu substituto à administração do grupo económico proprietário do espaço. Rui Balboa e os outros dois directores estavam em conflito. Tinha sido aberto um inquérito interno pois o director financeiro acusara-os de má gestão com consequências graves nas receitas. Francisco e José também estavam incompatibilizados, havendo uma mulher na origem do conflito.
Antes de sair, cerca de treze horas, Narciso Morais ainda passou pelo local do crime. O cadáver preparava-se para ser retirado. Da arma continuava a não existir notícia e ninguém ouvira o disparo.
Deixemos Narciso Morais ir almoçar e pergunte-se: quem acha que poderá ter cometido o crime e porque faz essa afirmação? 

E pronto.
Resta aos nossos “detectives” elaborarem os seus relatórios e remeterem-nos, impreterivelmente até ao dia 15 de Setembro, usando um dos seguintes meios:
- Pelos Correios para Luís Pessoa, Estrada Militar, 23, 2125-109 MARINHAIS;
- Por e-mail para um dos endereços:
- Por entrega em mão ao orientador da secção, onde quer que o encontrem.

Boas férias, para quem as tiver e boas deduções!




domingo, 27 de Julho de 2014

POLICIÁRIO 1199

[Transcrição da secção n.º 1199 publicada 
hoje no jornal PÚBLICO]


SORTEIO DITA MAIS UMA ELIMINATÓRIA
 DA TAÇA DE PORTUGAL


Pé ante pé, de forma segura, vão prosseguindo as nossas competições desta época, aproximando-nos do momento de todas as decisões.
Como sempre acontece, muitos dos nossos “detectives” vão deixando a competição, pelos mais variados motivos, uma situação perfeitamente natural.
Por vezes há muita incompreensão sobre as atitudes de alguns confrades, quando decidem parar, mas a realidade é que nenhum de nós é profissional do Policiário (e mesmo os profissionais de qualquer actividade desistem quando é necessário), todos andamos cá por pura satisfação pessoal e portanto é perfeitamente natural que haja circunstâncias em que não é possível levar por diante um torneio exigente.
A vida pessoal e profissional ou mesmo uma saturação momentânea poderão levar a uma interrupção, mais ou menos longa, mas há sempre a certeza de que o “bichinho” está lá e, mais tarde ou mais cedo, cada “detective” escolherá o seu momento de regressar ao nosso convívio, enquanto competidor, porque continuará sempre a acompanhar o desenrolar da nossa actividade.

Neste tempo de férias, queremos saudar todos os confrades, quer estejam em actividade ou em período de pausa e desejar bom repouso e que o recarregar das “baterias” ocorra da melhor forma.
Apesar de tudo, com muito Policiário e boas leituras!


TAÇA DE PORTUGAL
SORTEIO DOS 1/16 AVOS DE FINAL



Entretanto, o sorteio da Taça de Portugal revelou os confrontos para mais uma eliminatória e, desta vez, com muito para contar!
À medida que nos aproximamos da final da competição, nenhum confrade pode estar à espera de facilidades e se os sorteios não têm juntado os “detectives” mais candidatos à vitória final, esta eliminatória começou a inverter essa lógica e revela-nos confrontos, no mínimo, muito interessantes.
Os confrades que constam deste sorteio eliminaram os seus opositores, mediante respostas mais valiosas, no critério pessoal do orientador da secção, aos desafios que compuseram a prova n.º 5 do Campeonato Nacional,
Vamos ao resultado do sorteio:

Inspector Boavida – Milt.com; Karl Marques – A Raposo & Lena; Búfalos Associados – Jo.com; Detective Jeremias – Verbatim; Deco – AA Nogueira; Agente Guima – Ribeiro de Carvalho; Paulo – Bernie Leceiro; Mister H – Detective Wysel; Inspector Aranha – Rigor Mortis; Zappa – Inspector Pi; Rip Kirby – Sargento Estrela; Ego – Inspector Sonntag; Inspector Moscardo – Daniel Falcão; Hamlet – Zé; Flo & Tânia – Inspector Columbo e Inspector Gigas – Vorsicht-25.

Destaque para o confronto entre a Detective Jeremias e Verbatim, dois bons candidatos à vitória final.
Grande emoção, pelo esperado equilíbrio, para os confrontos entre Karl Marques e A Raposo & Lena ou entre Paulo e Bernie Leceiro; Grande expectativa para um excelente embate em perspectiva, entre uma revelação, o confrade Rigor Mortis e um veterano muitas vezes premiado, Inspector Aranha…

Enfim, cada confronto terá a sua história e nós cá estaremos para contar.
Recordamos que estes confrontos serão decididos pelas soluções apresentadas aos desafios da prova n.º 6, que foram publicados nas nossas edições dos dias 6 e 13 do corrente mês e cujo prazo limite para envio é o dia 20 de Agosto.
Qualquer dos desafios está disponível para leitura ou consulta no blogue Crime Público, em http://blogs.publico.pt/policiario ou no sítio Clube de Detectives, do confrade Daniel Falcão, em http://clubededetectives.net.


SECÇÃO “CORREIO POLICIAL”

Com origem em Santarém, prossegue o seu rumo, a secção policiária orientada por Domingos Cabral, o Inspector Aranha, no Correio do Ribatejo, um semanário que se publica desde 1891.
Com um variado leque de assuntos, a publicação de problemas e contos policiários, de autoria de grandes mestres da arte de bem produzir e de bem contar histórias, é uma das suas vertentes mais interessantes, mas há muitas ideias e projectos em andamento, com convite aos leitores para decifração de enigmas
Para que os nossos “detectives” possam tomar contacto com a secção, que está a registar assinalável êxito, muito graças à sua excelente qualidade, podem enviar um e-mail para d.cabral@sapo.pt ou escreverem para Correio do Ribatejo, a/c Domingos Cabral, Rua Serpa Pinto, 94, 2000-214 SANTARÉM.
Acreditem que vale mesmo a pena ler e acompanhar.


PROPOSTA PARA UM ESCRITO DE FÉRIAS…


O nosso confrade setubalense Ricardo, que para nós é o Abrótea, remeteu um mail com uma proposta “à navegação” para a feitura de um conto (ou algo mais) a várias mãos…
Eis o teor da missiva:

“Votos de muita saúde para todos/as, agora que as férias estão mesmo, mesmo próximo, e com mais tempo livre para trabalhar em tudo, pensei em vos convidar para participar num conto colectivo. Cada um de nós escreverá uma pequena parte, e poderemos segui-lo nas nossas homepages. Aceitam-se sugestões. Gostaria da participação de todos.
Forte abraço do amigo ao dispor
Abrótea”

Aqui está uma boa proposta para quem está de “papo ao sol”, refastelado numa praia qualquer, com o ruído do mar em fundo… Ou para quem está repousadamente junto às águas calmas de um rio, à espera que um incauto peixe morda…
Numa altura em que nos debatemos com uma crise terrível de falta de produções policiárias, ao ponto de haver o risco real de não conseguirmos levar a cabo os torneios a que nos propusemos, qualquer iniciativa que ponha pessoas a escrever, será sempre de incentivar e divulgar.
O nosso confrade pode ser contactado para o endereço semumtusto1@gmail.com para onde devem ser enviadas todas as dúvidas e sugestões.

sexta-feira, 25 de Julho de 2014

TAÇA DE PORTUGAL - SORTEIO DOS 1/16 AVOS DE FINAL

... E os confrontos são...

Inspector Boavida – Milt.com; Karl Marques – A Raposo & Lena; Búfalos Associados – Jo.com; Detective Jeremias – Verbatim; Deco – AA Nogueira; Agente Guima – Ribeiro de Carvalho; Paulo – Bernie Leceiro; Mister H – Detective Wysel; Inspector Aranha – Rigor Mortis; Zappa – Inspector Pi; Rip Kirby – Sargento Estrela; Ego – Inspector Sonntag; Inspector Moscardo – Daniel Falcão; Hamlet – Zé; Flo & Tânia – Inspector Columbo e Inspector Gigas – Vorsicht-25.