segunda-feira, 20 de março de 2017

TAÇA DE PORTUGAL - CONFRONTOS PROVA N.º 2


TAÇA DE PORTUGAL – 2017

CONFRONTOS PARA A PROVA N.º 2


Bluman – Det. Cuecas; Sobola – César Augusto; Sul Airam – CSI PT; Búfalos Associados – Somadul: Tarra – A Troikista; Super Dragon – Tazo; Corto Maltese – Tia Mia; Tiko – Army 715; Trotinetas – Det. Blimunda; Carolina Pimpão – Tó; BA Loko – Troikeiro; Tanita Tananca – Tigana; Udumastic – Det. Vira Casaca; Barius – Vetamina; Toygrosso – Calvin; Vampirina – Det. Servar; André Urtiga – Vari Sela; Super Alpha – Alta Li; Mister H – Suraia; Bibó – Vi Da; Vercce – Della Street; Vasco Vaz – Dr. Quaresma; Bruno Capas – Udino; Badmix – Von Strugger; VIP – Ayko; Urso Pardo – Celina Catau; Wagner Cuba – X; Txis – Det. Jeremias; Bel Beto – Talismã; Agente Mila Sousa – Xakal; Yek – Cibernético; Xico Gordo – CSI Brandoa; Gold Track – Irmão Metralha; Marius Kosa – Azimute; Xá – Apitus; Vampiro do Ó – Trecolareco; Buz – Vidal; Det. Marafado – DDLP; Tortulho – C Zorro; Amargo Salgado – Wesblog; Alonso – Teresa M; Gina Frutis – Super Tónio; Ya Meu – Ébano; Teatrina – Caramujo; Branco & Preto – Ubi; Babaco – Tolinhas; Zé – Gafto; Efigénia – Articrime; State 01 – Basalita; Tó Bimbo – Zé Bacalhau; Amaral Neto – Macrocéfalo; Tapioca – Det. Jagodes; Zázá – Zé do Castelo; A Selenix – Xis; Spiridon – Daniel Falcão; Tó Santos – Chico Zé; Big Luna – Tropa K; Chepnow – Rao Kito; Vera – Linda Bera; Yull – Assavil; Green 8 – Alarve; Louro Sai – X Edevaldo; Teresa Afonso – Tino Abreu; Dr. Jaguar – Boatola; Berkock – Det. 2010; XPTO – Pokemon; Syriza – Insp. Podemos; Bart Simpson – Www; Comissãrio Utak – Ordoc; Professor Tarik – Agente Limão; Z – Aldino Pires; Elói – Uniaque; Insp. Azul – Sossavart; Daccar – GPS; Wimsey – Insp. Boavida; Bruno Finuras – Mitola; Acacrime – Rio Tagus; Máfrica – Ego; Wanda Milá – Clorindo Felga; Vigantol – Algarvio; Galileu – Pedro & Paulo; Det. Jota Carica – U; Zabiá – Bella; Tó Corneta – C Pierre; Miss Dócis – Insp. Ventoinha; Al Kátedra – Syd; Det. Alfacinha – Vuvu; Vata – Det. Zorga; Turista – Capitão Mário; Bala Xis – Sorgan; Albano Pistacho – Trinitá; Troikosta – Cachapa; Tenente Lis – BZZ; Det. Mokada – Académico; Ivo Ponte – Aldo Pimenta; Insp. Martelada – João Vitola; Homem Aranha – Lego; Guarda Abel – Abreu; Agente Tuca – Lucifer; João Nespera – Lord Peter; Lima Amaro – Carlos Vinte; Macal – Agente Jota; Insp. Senutna – Maria Bruxa; LR – Mila 18; Mercocola – Axacal; Eu & Tu – Erme Linda; MB Silva – Miss Key; Manitu - Kim Mila; Essec – Guedes Ohm; Agente Irish – Maria Papoila; Lenkinha – FX; Mister Figueira – Fochild; A Neal – Mello; Mapei – Big Gib; Ndéti – Dona Xepa; Jo.com – O Alto; Insp. Troca-Tintas – O Gato Preto; Albano Fatela – Licas; Obelix – MSS; Noitne – Ezexel; Bruna Amado – Haal; Carlos Leão – Okaka; PPRC – Mimi; Hilária Clintona – Luís Ferro; Floribella – Agente Diabólico; Padeiro do Aljube – Agente Lontra; Papari – QM; Francis – Piaxo; Insp. Moscardo – Det. Jota; O Telo – Geringonça; Agente Troikas – Prof. Marcelo; Falamil – Joe Troiko; Quinto Portal – Gacol; Alex – Ria Sol; Enfermeiro – Milit.com; Pirómano – Erzália; Radialista – Agente Jacto; Hugo Foguete – Ronaldo; JP- Pronto.pt; Ribeiro de carvalho – Agá Dois Ó; Onis – Fina Live; Jack Boamassa – Rui Catal; A. Raposo – KG; Emoh Pu – Bistroiko; SK – JJ Neta; Profile – Juz Cougar; Lady Shira – Det. Espinho; Agente Dourado – Sayes; Dr. Fonseca – Merridale; Sininho – Índio Papua; Insp. Africano – Logopins; Doc Petronas – Sir Francis; Sixolina – Alberto Alves; Pastor – António Xavier; David Belga – Seyl; Insp. Aranha – Sir Lapidus; Silumano – Mirrala; 4G – Carla Pina; Agente Gordo – Free Love; J Belchior – Prussian Boy; Serra – Cárgula; Senhor Porco – GO; Lira Corrupta – Prof. Ordoc; Agente Guima – Samir; Det. Cartouche – Luís Zero; Pecador militante – Insp. Abelha; Primeira Hora – Brilhantina; JJ – FCP; Arco.com – Saké; Cromoxis – A Rocco; Juno – Helicor; ME12T – Insp. Birrento; Rigor Mortis – Big Dog; Agente Facebocas – Quimtrofa; Insp. Ulmeiro – Pepe Rápido; Lady Betty – Fic; Moratti – Det. Lam; Aruzu – Marcos Serra; Cota Mil – Manuel Sousa; Insp. Mizzi – Gel; Karl Marques – A Fresh; Luis Poirot – Akarú; Hidrolitro – Minotauro; CR007 – Lotrox; Altibonsom – Joca Porreta; Lua Nova – Gaba; Merlim – Chico Máximo; Dr. Famoso – Agente Júlio; Paulo – Anoli; Inspª Hélia – Dual Post; Dr. Zerinho – The Zanath; Betina – Number One; Zé Ferry – Det. Anjos; Zé Janeca – Agente Alturas; Tola Meco – Quaresma; Insp. Cristiano – Frade; Aldina Mendes – Zurc; Faquir – Comissário Maigret; Tarra Mecce – Insp. Columbo; Decifrador Lopes – Emetec; Família Adams – Zeca Lupas; Nagudo – Zé Zarolho; Dr. Libório – Beta; Agente Mali – Cordélio; The Lion King – Zé Rambo; Nine Nine – Pedroski; Dr. Sócrates – Peter O; Insp. Caldas – Atuga Silca; Febras – Adelix; Zorba Syriza – Det. Holmes; Insp. Juca –Taar; Hulk – Larama Coyote; Cisco Kid – Falcao; Almiro Gomes – Funny; Zzz – Marta Finória; Zuzarte – Insp. Vilaverde; Insp.ª Fátima – Bianca Vera; The Indian – Adélia; Dib Rasco – Padre Amaro; Insp. Isótopo – Zurrapão; Almúnio – Ikon; Crapocci – Ozela; Prof. Elyka – The Boss; Zézé – Ato Final; Conselheiro Acácio – Det. Juca; Insp. Xunga – Zé Zero; Rei Faruk – Xappo; Agente Pincelada – Prof. Tonecas; Visionário – Agente ABC; Zé Mula – Insp. Burc; Dr. Mostarda – Viriato; Gasos Pancali – Tobuz; Pink – Bino; Otsop – Dique Forte; Bruna Lins – Malone; Amaral – Tiranossauro; Insp. Jack – Killer Man; TT – Agente Malaposta; The Bilas – Charlie; Frolico – Testa Rossa; Reguso – Amuru; Andi – Kuskas; Det. Polinésio – João Belo; RCP – Albino; Agente Alxara – Marek Cardoso; Capitolina – Procopo; Red Zara – Bóris; Pikachu – Det. Sherry; Chocolari – Major Alvega; Action F – Dama; Insp. Xappa – Deco; Mary Doll – Bertolino; Bebinca – Luna Bala; Hybrid – Lusito; Insp. Ferro – Agente Salgado e Carreto Marrão – Alix. 

           

CONFRONTOS PARA A PROVA N.º 2


AINDA HOJE, AQUI!

 

domingo, 19 de março de 2017

POLICIÁRIO 1337




PRIMEIRAS SOLUÇÕES DESTE ANO


Publicamos hoje as soluções oficiais dos dois primeiros enigmas desta época de 2017, precisamente os apresentados pela dupla de “detectives” A. Raposo & Lena. Tratando-se de dois problemas de alguma simplicidade, dirigidos à globalidade dos nossos “detectives”, uma vez que não exigiam investigações muito complexas, mas principalmente algum trabalho de pesquisa, ficámos com a sensação de que cumpriu excelentemente o papel de “aquecimento das células cinzentas” para o que se avizinha.
Cabe aqui o reforço daquilo que já defendemos em outras ocasiões, em defesa dos problemas essencialmente de busca e pesquisa. Na verdade, apesar de muitos confrades acharem que não são problemas policiais, porque não há um processo de investigação com os pressupostos entendidos como necessários para tal, mas apenas e só um trabalho inútil de procura em enciclopédias ou, mais recentemente, na internet, a realidade é que o factor de procura aturada e sistemática de pormenores ou factos, faz mesmo parte de qualquer investigação, seja ela qual for. Um “detective” tem que assumir essa faceta como parte integrante da sua actividade de investigador, metódica e pacientemente, para poder avançar; ou delegar esse trabalho em outros, normalmente estagiários, como forma de lhes dar a calma, a paciência, a resiliência necessária para no futuro poderem encarar com normalidade as “paragens” que uma investigação sempre tem, os “becos sem saída” que se apresentam e que só com trabalho e método são ultrapassados.
Um “detective” não pode entender que há tarefas que são dispensáveis ou inúteis. Tudo é importante e igualmente necessário e sem cumprimento destas tarefas, aqui no nosso torneio, não haverá vencedores!


CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2017
SOLUÇÕES DA PROVA N.º 1 – de A. RAPOSO & LENA

PARTE I – “TEMPICOS MELANCÓLICO”

A resposta é:

A gravura foi gravada por Durer, artista alemão da renascença e que deu o título ao quadro “Melencolia 1”.

No canto direito, um rectângulo contém outros rectângulos numerados cujo somatório na vertical, horizontal ou em oblíquo sempre surge o número 34.

O livro da antiga coleção Vampiro com o nº 34 é o Falcão de Malta.

Tem na capa de Cândido Costa Pinto, esse nosso grande artista, a quem aqui prestamos homenagem uma estatueta de um Falcão: O Conhecido falcão de Malta.

Sinónimo de um nosso amigo do policiário – por sinal campeão de 2016 – o confrade Daniel Falcão.

PARTE II – “TEMPICOS E O TEMPLO DE DELFOS”

Resposta n.º 1.- Dez ou mais.

  1. A acção passa-se na Grécia antiga no tempo de Sócrates entre 469 e 399 a.C.
  2. A Bélgica enquanto País só se fundou séculos depois.
  3. A bicicleta tinha que esperar muitos e muitos anos para ser inventada.
  4. Sócrates não deixou obra escrita.
  5. Sócrates, Platão e Xenofonte não escreveram parcerias.
  6. O livro mencionado sobre Sócrates não tinha o título mencionado.
  7. “Graças à virgem Maria” não poderia ser dito pela belga visto a açcão se passa antes de Cristo.
  8. O zip foi inventado em 1800. (depois de Cristo!)
  9. Bacanal houve em Roma e acabou sendo proibido pelo Senado Romano.
  10. Portugal não existia e muito menos o “portuga”.
  11. Bacalhau não era petisco da época era peixe das águas frias.
  12. Batatas vieram da América depois de 1500.
  13. Relógios de pedra só funcionam com sol.
  14. Cerveja de garrafa não havia no tempo.



“O DESAFIO DOS ENIGMAS”


O DESAFIO DOS ENIGMAS, secção orientada pelo Inspector Boavida no quinzenário AUDIÊNCIA GRANDE PORTO, tem neste momento em curso duas iniciativas:
1-      “Um Caso Policial em Gaia” é o tema de um concurso de contos aberto a todos, jovens e menos jovens, que se queiram “aventurar” na ficção policial, com uma particularidade, não tem limite de páginas, permitindo assim o desenvolvimento da acção, sem constrangimentos de espaço. Tratando-se de contos temáticos, obrigatoriamente a decorrer no concelho de Vila Nova de Gaia, aqui está a oportunidade excelente para dar luz a escritos que vão ficando na gaveta por falta de locais para publicação. O regulamento prevê que a entrega dos originais ocorra em Abril, sendo a partir daí sujeitos à apreciação de um júri que os ordenará em três classificações distintas: a primeira, para todos os contos a concurso; a segunda, para aqueles que nunca tenham publicado qualquer conto; e, a terceira, destinada exclusivamente aos mais jovens.
2-      O “Torneio Policiário’ 2017” é uma competição constituída por oito enigmas de índole policiária, especialmente produzidos para o efeito e teve já o seu início no mês de Fevereiro e o prazo para envio da primeira solução terminou no passado dia 10, mas todos os “detectives” estão sempre a tempo para responderem aos restantes desafios, medindo forças com os restantes confrades.
Os regulamentos e notícias estão acessíveis no blogue LOCAL DO CRIME, em http://localdocrime.blogspot.pt, que já retomou o seu funcionamento após prolongada ausência, como caixa-de-ressonância da secção O DESAFIO DOS ENIGMAS no espaço cibernético.
Para qualquer contacto mais personalizado, o endereço do orientador do espaço, está sempre disponível: salvadorpereirasantos@hotmail.com.



quarta-feira, 15 de março de 2017

PONTUAÇÕES EM MOVIMENTO!

 
DECORRE A TAREFA DE ORGANIZAR AS PONTUAÇÕES DA PROVA N.º 1
 
COMO PRIMEIRA PROVA, NÃO É TAREFA FÁCIL E EXIGE MUITO TRABALHO, PELO QUE APELAMOS À COMPREENSÃO DOS CONFRADES MAIS APRESSADOS E IMPULSIVOS... NÃO SOMOS DE FERRO... E SE FOSSEMOS TAMBÉM PODIAMOS ENFERRUJAR...
 
UM POUCO MAIS DE PACIÊNCIA,
POR FAVOR!

domingo, 12 de março de 2017

POLICIÁRIO 1336



À DESCOBERTA DO SEGREDO DO COFRE

Conclui-se hoje a prova n.º 2, com a publicação da sua segunda parte, um problema de resposta múltipla, em que cada “detective” apenas terá de indicar a alínea que considera correcta. Ao invés do problema da passada semana, que exige, como é sabido, a elaboração de um relatório que contenha todas as explicações relativas a cada conclusão retirada do texto apresentado.
Também de autoria do confrade Rigor Mortis, vamos ver o que nos traz o cofre dos diamantes e como o abrir…

CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2017
PROVA N.º 2 – PARTE II
“O COFRE DOS DIAMANTES” - Original de Rigor Mortis

Afonso tinha tido uma vida extraordinariamente rica.
Nascido quatro anos antes da Grande Guerra, fugira de casa aos 14 anos, embarcando como grumete num navio mercante que se dirigia a Angola e Moçambique. Chegado a Àfrica, enamorado pelas magníficas paisagens, abandonara o navio e tentara a sua sorte em terra. Saltando de sítio para sítio, foi calcorreando toda a zona sul do continente, usando a sua inteligência arguta para se ir safando.
Um ano depois já era conhecido em muitas paragens, como o rapaz capaz de conseguir fosse o que fosse. Passo a passo, foi-se atrevendo a aventuras capaz vez mais arriscadas. E cada vez mais proveitosas! Discretamente, sem alardes, foi acumulando uma fortuna considerável.
Aos 40 anos, resolveu regressar à sua terra natal, a poucos quilómetros de Lisboa.
Casou com Maria Antónia, teve três filhos – Carlos, Jorge e Deolinda – e cinco netos – Alberto, Eduardo, Íris, Orlando e Úrsula.
A aventurosa vida que tivera não lhe permitira estudos formais. Foi a escola da vida que o formou, estimulando dia a dia a sua inteligência e a sua sensibilidade.
Talvez por causa dessa vida aventurosa, Afonso era um homem gentil, chegado à família, apoiando cada um deles quer emocional quer materialmente. Sempre irónico, sembre bem-humorado, sempre pronto a provocar os outros com alguma adivinha simples e ardilosa.
O nascimento de cada um dos netos foi uma enorme alegria para ele, dedicando-se gostosamente a acompanhá-los no seu crescimento. Consciente do que o levara a ser Homem, Afonso procurou por todos os meios estimular a criatividade, a inteligência e a sensibilidade dos pequenos. Sem descurar que eles tivessem o benefício da escola formal, algo que ele nunca tivera.
Afonso faleceu aos 80 anos, deixando imensa tristeza na mulher e em cada um dos seus filhos, noras, genro e netos. Deixando também a cada um deles um largo pecúlio em herança.
E deixando um pequeno cofre fechado e uma carta. Nesse dia, os seus doze familiares estavam juntos, para lerem essa carta. Assim rezava ela:
“Olá!
Hoje não estou junto de vós! Mas estou, e estarei sempre, dentro de cada um de vós!
Felizmente, a vida deu-me forma de vos poder deixar algo que materialmente assegurará o vosso futuro, sem problemas de maior. Isso deixa-me feliz!
Este cofre contem 5 diamantes, que há muitos anos extraí com as minhas próprias mãos do solo, nas minhas andanças pela África do Sul. É um para cada um dos meus netos!
A sua limpidez, a sua transparência e a sua pureza representam o que eu penso deve ser a vida de cada um de vós, em cada um dos seus dias!
Mas lembrem-se, a vida nunca dá nada de borla… Terão que descobrir o segredo do cofre…
Decerto que o poderiam arrombar, ainda que com algum esforço… Mas tal não abonaria nem a vossa inteligência nem a vossa honestidade! Acredito que não o farão, porque acredito em cada um de vós!
Estou certo de que conseguirão abrir este cofre! Para tal, só terão que mentalmente rodar quatro vezes as cinco vogais e que as saber somar…
Boa sorte!”
Os doze olharam para o cofre de segredo, pequeno, pesado e antigo, de aparência extremamente sólida. Num dos lados, quatro pequenos discos, cada um deles com os algarismos de 0 a 9.
O longo silêncio que se fez foi rasgado pela voz doce de um dos pequenos:
– Já sei!

Caro Leitor, qual era o segredo do cofre?
A – 1111.
B – 6666.
C – 1234.
D – 3342.

E pronto.
Depois deste desafio lançado pelo confrade Rigor Mortis, tal como o publicado no passado domingo, resta aos nossos “detectives”, impreterivelmente até ao próximo dia 31 de Março, enviarem as propostas de solução, para o que poderão usar um dos seguintes meios:
- Pelo Correio para: Luís Pessoa, Estrada Militar, 23, 2125-109 MARINHAIS;
- Por entrega em mão ao orientador, onde quer que o encontrem.
Uma vez mais chamamos a atenção dos “detectives” para a necessidade de efectuarem leituras atentas dos textos propostos, porque a maioria dos erros cometidos deve-se a leituras deficientes, com conclusões retiradas apressadamente.
Recordamos que já nesta prova a passagem à eliminatória seguinte da Taça de Portugal depende da elaboração de uma solução superior à do adversário directo de cada “detective”. Para tal, serão publicados em breve os confrontos, aqui na nossa secção e também no blogue Crime Público (http://blogs.publico.pt/policiario).
E já agora, pedimos que cada confrade identifique as soluções que envia, com o respectivo pseudónimo, porque quando tal não acontece, há um trabalho extra de procurar atribuir cada solução ao seu autor, onde se perdem horas e horas.
Boas deduções!



domingo, 5 de março de 2017

POLICIÁRIO 1335



UM CASO DO INSPECTOR VELHOTE
Publicamos hoje o primeiro desafio da segunda prova desta época, de autoria do confrade Rigor Mortis:
CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2017
PROVA N.º 2 – PARTE I
“TRUFAS E MORTE” -  Original de Rigor Mortis
O jantar estava magnífico. Edgar, o mordomo, fora impecável a organizá-lo, como sempre. Na sumptuosa sala de jantar da mansão ribatejana do patrão, de imponente pé direito, a sólida e longa mesa rectangular de mogno estava luxuosamente posta, a ementa era excepcional, os vinhos espectaculares, o serviço inexcedível.
A mansão passava o ano fechada, isolada, a uns três quilómetros da aldeia mais próxima e a uma hora de automóvel de Lisboa, já que a família só lá ia para o jantar de aniversário de Jeremias, o seu proprietário. Semana e meia antes o Edgar e vários criados tinham ido até lá, para limpar tudo cuidadosamente e preparar a casa para esse jantar, como faziam todos os anos. Nesses dias estivera sempre gente em casa, mesmo à noite, com excepção do domingo anterior à tarde, dois dias antes do jantar. Só o Jeremias, os seus três filhos e o Edgar tinham a chave da mansão. Os dois filhos mais velhos, Alberto e Sofia, tinham lá ido durante as limpezas, separadamente, mas não se tinham demorado mais do que uma ou duas horas. Catarina, a mais nova, detestava a mansão.
Jeremias, sentado ao topo da mesa, nem ligava a isso. Não apenas porque já a tal estava habituado, como porque a sua natureza autoritária e egocêntrica nem outra coisa alguma vez toleraria.
À volta da mesa, mais nove pessoas. À direita e à esquerda do Jeremias, as suas duas irmãs cinquentonas, por quem ele não sentia mais que uma leve condescendência. A seguir, os respectivos maridos, imprestáveis na sua opinião. Depois, os dois sobrinhos, por quem Jeremias não sentia a mais leve simpatia. E no outro extremo da mesa os seus três filhos, Alberto, Sofia e Catarina, a meio da casa dos vinte anos, tal como os primos.
Jeremias casara tarde, bem dentro dos cinquenta, com uma linda mulher trinta anos mais nova, Genoveva. Três filhos em três anos, todos com gravidez muito complicada, tinham dado cabo da saúde da esposa, que viria a falecer ao dar à luz Catarina. Esses três anos tinham sido vividos na mansão ribatejana, tal como os doze seguintes, até que Jeremias se mudara para Lisboa.
Numa acusação semiconsciente, Jeremias desprezava os filhos, que tratara sempre com uma rigidez e aspereza impossíveis de suplantar. O desprezo de Jeremias pelos filhos era retribuído com o ódio destes, que não esperavam outra coisa senão a sua morte e a correspondente herança, sabidamente enorme. Não obstante, as três crianças foram crescendo, revelando-se inteligentes e hábeis de mãos. Num ambiente de todo sem características familiares, viraram-se para os estudos – Alberto licenciou-se em Direito, Sofia em Engenharia, Catarina em Economia – partilhando permanentemente um gosto acentuado por tecnologias, sobretudo electrónicas. Alberto e Sofia tinham-se distinguido nos desportos, durante o liceu e a universidade, Catarina fora sempre franzina e muito feminina, cuidada na sua aparência ainda que independente, afirmativa, determinada e de personalidade forte. Sofia, de muito maior estatura, era esbelta e musculada, consequência da intensa prática desportiva, nada dada a valorizar a sua feminilidade.
O ambiente era muito pesado. Como sempre, nos jantares de aniversário do Jeremias, única altura em que este se dignava conviver com a sua família.
“Magnífico consommé! O Edgar levou a cozinheira a exceder-se!” O pensamento sobrepunha-se ao pano de fundo do ódio pelo pai.
A conversa à volta da mesa, esparsa, centrava-se nos elogios ao repasto.
– Sinceramente, Edgar, este é o melhor jantar de sempre! – elogiou uma das irmãs do Jeremias.
– Podes crer! – corroborou o cunhado.
“Lá isso é… E desta vez ele abriu mesmo os cordões à bolsa… Risoto de trufas brancas com camarão!... Só este prato deve ter custado mais de mil euros… Que lhe terá passado pela cabeça?! Será que ele desconfia de alguma coisa?... De mim, ou dos meus irmãos?...”
O prato de carne, rósbife com puré de alcachofras, estava simplesmente divinal.
– Que maravilha! – comentou um dos sobrinhos do Jeremias, logo secundado por todos os outros convivas. Todos menos o Jeremias, claro, silencioso e soturno como sempre.
“Ai estas tias… Vê-se bem que nasceram e cresceram no século passado… É só rendas, folhos e receitas… Hoje não sobreviveriam na adolescência! Seriam levadas pelo primeiro que lhes aparecesse à frente! Felizmente, uma mulher hoje é muito mais que roupas e culinária!”
A sobremesa excedeu tudo o que lhe tinha antecedido. Trufas de chocolate recheadas com maracujá, deliciosas, crocantes mas que se derretiam simplesmente na boca. Mais uma vez, os elogios.
“Mais trufas, agora doces… É o momento!”
O disparo sobressaltou todos à volta da mesa. Sangue apareceu na face do Jeremias, brotando do buraco que se abrira do seu lado esquerdo. Imóvel durante uns segundos, com a cabeça encostada ao espaldar da cadeira, o tronco do Jeremias curvou-se lentamente para a frente, caindo desamparadamente sobre o prato da sobremesa, esmagando os restos das trufas de maracujá.
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O inspector João Velhote, de pé em cima da mesa de jantar, com os pendentes mais baixos do imponente lustre que iluminava a sala a centímetros da cabeça, mirava com curiosidade não disfarçada a engenhoca que descobrira aí camuflada, fixa ao seu eixo central. Uma pequeníssima pistola cromada estava habilmente disfarçada pelos ramos do lustre. Ao gatilho estava preso um fio metálico, com a outra extremidade soldada a um êmbolo, semi-envolto por um solenóide colado de lado na coronha da arma, ligado a uma pequena pilha através de um minúsculo circuito electrónico. Uma pequena antena era visível na base do conjunto. A pistola, de um único tiro, estava directamente apontada à parte superior da cadeira onde Jeremias estivera sentado ao jantar.
Velhote tinha tido a inspiração de procurar no lustre quando o seu ajudante lhe levara uma outra engenhoca, descoberta no caixote do lixo, na cozinha, que era manifestamente um emissor de sinais electrónicos de reduzidas dimensões, aparentemente um comando de porta de garagem.
Dos interrogatórios, João Velhote ficou a saber de todos os pormenores quanto à mansão, à sua preparação para o jantar, ao decorrer deste e ao que era relevante relativamente a cada um dos membros da família. Facilmente entendeu que Jeremias não era estimado por nenhum deles. O único que tinha consideração por ele era o Edgar, mordomo de sempre. As irmãs e as respectivas famílias directas suportavam-no apenas, já que não tinham que conviver com o Jeremias senão uma vez por ano. Os filhos odiavam-no claramente. Os três tinham estado em Lisboa nas últimas semanas, mas só se tinham encontrado no domingo anterior, almoçando juntos. Nessa tarde Alberto e Sofia tinham ido ver um jogo de râguebi da antiga equipa do Alberto, mas Catarina preferira ir ao cinema.
O inspector João Velhote estava de mau humor. O seu tique habitual, mordiscando o lábio superior e expondo os incisivos inferiores por baixo do bigode grisalho, manifestava nesse momento consternação e preocupação. Tinha todas as razões para crer que sabia quem tinha sido o assassino, mas prová-lo iria ser muito complicado. A pistola, a engenhoca associada e o comando de garagem, que se tinha verificado estarem limpos e sem quaisquer impressões digitais, eram as suas únicas pistas materiais. Descobrir onde e quem os teria adquirido iria ser o cabo dos trabalhos. Encontrar alguém que tivesse visto um dos familiares do Jeremias ir à mansão noutra altura que não àquele jantar seria igualmente muito difícil.
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E você, caro Leitor? De quem suspeita?
Não basta um simples palpite… Analise as circunstâncias e junte as pequenas evidências, justificando a sua resposta com plausibilidade.

E pronto.
Resta aos nossos “detectives”, impreterivelmente até ao próximo dia 31 de Março, enviarem as propostas de solução, para o que poderão usar um dos seguintes meios:
- Pelo Correio para: Luís Pessoa, Estrada Militar, 23, 2125-109 MARINHAIS;
- Por entrega em mão ao orientador, onde quer que o encontrem.
Boas deduções!


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

PRAZO ALARGADO ATÉ SEGUNDA-FEIRA, DIA 6 DE MARÇO


NOTÍCIAS QUE NOS CHEGAM REFEREM QUE ALGUNS CONFRADES ESTÃO COM DIFICULDADES NO ENVIO DAS PROPOSTAS DE SOLUÇÃO AOS ENIGMAS DA PROVA N.º 1, CUJO PRAZO TERMINAVA HOJE.

MEUS CAROS, O PRAZO É ALARGADO ATÉ À PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA, 
DIA 6 DE MARÇO.

TODOS OS CONFRADES QUE JÁ ENVIARAM AS SOLUÇÕES, PODEM REFAZÊ-LAS E VOLTAR A ENVIAR, DESDE QUE REFIRAM QUE ESTA ANULA E SUBSTITUI A ANTERIOR.