domingo, 7 de fevereiro de 2016

POLICIÁRIO 1279



TIRO DE PARTIDA PARA A ÉPOCA 2016

Damos hoje início a mais uma época de competições, que vai culminar em pleno mês de Dezembro com a divulgação dos grandes vencedores das diversas classificações. Tratando-se de uma época muito longa, a exigência requerida aos confrades e “detectives” é, igualmente, muito grande.
Não há grandes recomendações a fazer, para além de chamarmos a atenção para que haja sempre o máximo de atenção com a leitura dos textos e sua interpretação, antes da passagem para a elaboração dos relatórios. Cada “detective” deve procurar responder àquilo que o autor do problema pede, apresentando argumentos e provas.
Chamamos ainda a atenção para o facto de as soluções a este problema serem determinantes para o apuramento dos 512 confrades que passarão à segunda eliminatória da Taça de Portugal, ao contrário do que acontecerá a partir daqui, em que as eliminatórias serão sempre decididas em confrontos de um contra um.

CAMPEONATO NACIONAL E TAÇA DE PORTUGAL – 2016
PROVA N.º 1 – PARTE I
O ASSALTO – ORIGINAL DE INSPECTOR JAGODES

De mãos nos bolsos das calças, andar gingão, assobiando as melodias da moda, o João ia percorrendo as centenas de metros que mediavam entre o Café Estrela e casa onde morava a sua tia Eulália e a prima Catarina, debaixo da chuva diluviana que se abateu no seguimento de trovoada que andava no ar.
Já se aproximava da casa quando ouviu um estrondo, semelhante ao do bater de uma pesada porta, logo seguido do ruído insistente de um tropel pelas escadas abaixo. Logo depois, um vulto dobrou a esquina da porta da rua, na sua direcção, mas logo inverteu o sentido da marcha, correndo rua acima. Pareceu-lhe reconhecer o Toneca, um tipo que achava ser fixe e que andava embeiçado pela sua prima Catarina, de quem se considerava namorado.
- Olha, olha, mais uma zanga. Este gajo ainda não percebeu que a prima é uma fera…
Deteve-se um pouco a vê-lo desaparecer no cimo da rua, numa correria louca, para ele, sem qualquer sentido. Mas enfim, cada qual foge do que quer, mas o mais certo era no dia seguinte lá estar com falinhas mansas e melosas para a priminha. Arrufos…
Subiu as escadas, continuando a treinar as melodias com o assobio, quando se apercebeu de gemidos que vinham de um recanto do corredor do primeiro andar. Subiu mais apressadamente, a dois e dois, os restantes degraus e deparou com a prima deitada no chão, sangrando do nariz ou dos lábios, respirando ofegantemente…
- A tia… A tia…
Correu para dentro de casa e viu a senhora idosa deitada no chão, a carteira aberta a seu lado, revolvida, armários com gavetas abertas. Tinha passado por ali um autêntico tufão, obra de quem andava à procura de bens.
A senhora já não respirava, embora não houvesse sinais de violência física. Certamente o coração não resistiu a tamanha confusão, como veio a ser provado mais tarde na autópsia.
O João perguntou à prima se estava bem e perante o seu sinal positivo, disse-lhe para chamar o 112, não mexer em nada, nem deixar ninguém mexer e logo se pôs a caminho, descendo as escadas e seguindo o rumo que o vulto tomara, até ao salão de jogos do Pelintra, onde quase tinha a certeza de encontrar o Toneca. O sol já brilhava e o calor fazia-se sentir.
Lá estava ele, como sempre a jogar a dinheiro, quase sempre com paradas bem altas, muito superiores ao que seria a sua disponibilidade monetária, sem que houvesse uma explicação plausível. Para ele, eram sempre uns “dinheiritos que ganhou”, não revelava era onde.
João acercou-se do balcão e perguntou dissimuladamente ao Pixote há quanto tempo durava aquele jogo.
- Há cerca de dez minutos. O Toneca só chegou nessa altura, mas o jogo já vinha de trás e foi retomado. O gajo disse que teve de ir lá acima porque estava mal disposto…
- Lá acima, onde?
- Aqui ao primeiro andar onde tem um quarto alugado...
O João aproximou-se do Toneca e disse-lhe que o acompanhasse de imediato porque a Catarina fora assaltada.
De um salto, Toneca largou tudo e, pegando no casaco, correu para a porta, descendo a rua em grande velocidade. Da porta dos bilhares, João seguiu-o com o olhar, até o ver entrar no prédio onde morava a sua namorada.
A polícia já tinha chegado e o Toneca foi detido para interrogatório, ao qual respondeu dizendo que não tinha conhecimento de nada, até o João lhe ter dito que Catarina fora assaltada.
Por sugestão de João, a polícia vistoriou a impecável e cara roupa de Toneca, procurando nos bolsos do casaco qualquer indício comprometedor e foi ao quarto dele, por cima da casa dos bilhares, mas nada encontrou de significativo.
 O João, com os seus dotes detectivescos, começava a perceber que talvez as suas suspeitas iniciais não fossem correctas, ou havia mais alguma coisa que lhe escapava.

Pergunta-se: Terá sido o Toneca a cometer os crimes?
Em caso afirmativo ou negativo, justifique todas as suas conclusões.

E pronto!
Resta aos “detectives” lerem correctamente o problema, analisando todos os detalhes e depois de retirarem as suas conclusões, elaborarem os respectivos relatórios para serem enviados, impreterivelmente até ao dia 29 de Fevereiro, para o que poderão usar um dos seguintes meios:

- Pelos Correios: Luis Pessoa, Estrada Militar, 23, 2125-109 MARINHAIS;
- Por entrega em mão ao orientador, onde quer que o encontrem.


Boas deduções!


COMPETIÇÕES 2016 COMEÇAM HOJE!

HOJE É O DIA EM QUE SE ABRE MAIS UMA ÉPOCA COMPETITIVA!

MAIS LOGO, AQUI, O PRIMEIRO DESAFIO DE 2016!

BEM VINDOS AO POLICIÁRIO!

domingo, 31 de janeiro de 2016

POLICIÁRIO 1278



ÚLTIMA CHAMADA PARA AS COMPETIÇÕES DE 2016

Dentro de uma semana será dado o tiro de partida para mais um ano de competições, com a publicação do primeiro desafio.
Regressam, assim, as emoções e a adrenalina que sempre invadem os nossos “detectives” quando há um enigma para resolver, seja qual for o seu grau de dificuldade.
O início de uma nova temporada acarreta sempre ansiedade, sobretudo após algum tempo de paragem, principalmente por durante algum tempo andarmos a publicar regulamentos, avisos e recomendações, todos os anos repetidos, criando uma monotonia que só a publicação dos primeiros desafios pode dissipar.
Portanto, fica o alerta para redobrada atenção ao PÚBLICO do próximo domingo, em que vai haver um problema policiário que vai ser a porta de entrada na competição de 2016.
Entretanto, enquanto esperamos, vamos publicar um pequeno desafio que terá como missão fazer um pré-aquecimento das células cinzentas, para o que aí vem.
Será também um pretexto – como se tal fosse necessário – para prestarmos uma justíssima homenagem a um confrade de eleição: BIG BEN, também conhecido no nosso espaço pelo pseudónimo de Figaleira.

UM DESAFIO DE BIG BEN PARA AQUECER AS “CINZENTAS”

Quando em 1975 nos iniciámos nestas coisas do Policiário, nas páginas do “Mundo de Aventuras” e pela mão do saudoso Sete de Espadas, havia um grupo de magníficos e experientes “detectives” que nos provocavam uma admiração imensa. Nomes como Big Ben, Detective Misterioso, Detective Invisível, M. Constantino, Leiria Dias, Inspector Aranha, Jartur, Inspector Moisés, Doutor Aranha, M. Lima e tantos outros, muitos deles infelizmente já desaparecidos, mereciam-nos um respeito total.

De entre eles, destacamos hoje um desses “monstros sagrados”, precisamente o Big Bem, mais tarde Mêbêdê, usando as iniciais do seu próprio nome, Manuel Barata Dinis e ainda Figaleira, formado a partir dos nomes dos seus netos.
Natural de Alvares, a terra dos seus amores, radicado na Amadora há muitas décadas, a simples citação do seu pseudónimo era suficiente para causar algum frémito entre os “detectives”, pela certeza de estarmos perante um decifrador de tal qualidade que não deixava ninguém indiferente.
Também como produtor de enigmas policiários brilhou a grande altura, com problemas de bom nível, com destaque para um que publicou no “Mistério…Policiário” do Mundo de Aventuras, com um pormenor de excelente recorte e que provocou uma hecatombe nas classificações, utilizando os seus conhecimentos profissionais de uma especificidade de um tipo de tecido, pormenor até aquele momento completamente ignorado por todos.
Homem de boa cultura e grande amante da Língua Portuguesa, conseguia “brincar” com as palavras e transformá-las em jogos de Palavras Cruzadas e Charadas, tornando-se um dos expoentes maiores do nosso país, sob o pseudónimo de Mr. King.
Infelizmente para nós, este confrade está retirado da actividade policiária, por alguns problemas de visão, que fizeram com que fosse “proibido” pelos médicos de a esforçar em leituras prolongadas.
De qualquer forma, não queríamos deixar de lhe prestar esta singela homenagem, de sincero respeito e admiração por um “detective” de eleição. Não nos foi possível encontrar, em tempo útil, o tal problema especial, que tanto nos marcou, mas deixamos aqui um outro, bem mais recente, publicado pelos três “Zés”, o dos Anzóis, o da Vila e o de Viseu, na secção “Mundo dos Passatempos”, do jornal “O Almeirinense”, em 15 de Outubro de 2006.

O LEITOR RESOLVE

O leitor tem um amigo que é grande estudioso de História e colecciona peças, artigos e relíquias históricas, o qual teimou consigo para o acompanhar a uma exposição em que se vendem "troféus históricos a um preço inigualável", organizada por um antiquário de renome, que diz vender parte da sua colecção para custear outra viagem arqueológica.
O leitor e o seu amigo entram na sala e são apresentados ao expositor, que se mostra muito agradável e se dirige convosco para as mesas e vitrinas onde se encontram os exemplares e troféus. Ele pretende convencer-vos, fazendo comentários sobre os objectos e o seu preço. Pega num e diz: "Eis uma pulseira de ouro puro, encontrada no túmulo de um dos mais antigos faraós egípcios. Reparem nos característicos hieróglifos que contém. E aqui (acrescenta ele, apontando para uma figura de um oriental, rechonchudo e de cócoras) está um Buda autêntico, vindo do Tibete."
Depois, conduz-vos para outra mesa, pegando noutro objecto: "Eis um verdadeiro tesouro (exclama) – uma inscrição recolhida num túmulo persa." Passa os dedos sobre os caracteres, já amarelecidos e ressequidos, apontando para um canto da folha. "Olhem para isto – 60 a.C. É o que, realmente, lhe dá um valor incalculável! Ah, como lamento ser obrigado a vender todos estes tesouros!"
Ambos continuam a apreciar as demais peças expostas – antigos toucados indígenas, armas, roupas, utensílios de cozinha e coisas do género. Entretanto, o expositor pede desculpa e afasta-se, para atender uma chamada telefónica.
O seu amigo vira-se para si, entusiasmado: "Não é maravilhoso? Esta é uma oportunidade como há poucas, de enriquecer a minha colecção. Estou desejoso de começar a falar com ele sobre os preços.
O leitor detém o seu amigo pelo braço e diz-lhe: "Se estivesse no seu lugar, começaria por investigar, seriamente, a origem de certos objectos. Alguns podem ser autênticos, mas um, pelo menos, tenho a certeza de que é uma falsificação…”

Pergunta-se: Qual a razão desta afirmação do leitor?

A solução oficial do problema, apresentada em 15 de Novembro, refere, na sua simplicidade:

O objecto que tem a indicação de 60 a.C. é falso, por ser impossível indicar aquilo que ainda não sucedera; isto é – 60 anos antes de Cristo!






sábado, 30 de janeiro de 2016

POLICIÁRIO DE BOLSO (RE)APRESENTA-SE AO SERVIÇO!

Boas novas dos lados de Santarém!

A DETECTIVE JEREMIAS deitou a mão ao Cabo de Esquadra com o mesmo nome, Jeremias, com quem não tem o mínimo relacionamento familiar, diga-se desde já e trouxe-o ao blogue POLICIÁRIO DE BOLSO.

O Cabo Jeremias é uma criação de outro ilustre detective, o António Raposo, aqui mais conhecido por A. Raposo e que anda normalmente na companhia (excelente, diga-se em abono da verdade) da sua Lena - A. Raposo & Lena!

As primeiras crónicas do Cabo de Esquadra Jeremias já estão no blogue e vão continuar a aparecer!

Confrades, toca a ir ao blogue! 

policiariodebolso.blogspot.pt

A apresentação foi assim:

O POLICIÁRIO DE BOLSO ENTRA DE NOVO AO SERVIÇO


Hoje, o blogue inicia a publicação do primeiro de uma série de contos (muito) curtos, protagonizados pelo cabo de esquadra Jeremias. Personagem único, tem a particulariedade de ser desconhecido por todos. Cada conto do cabo Jeremias será uma verdadeira caixa de suspresas, que irá ser revelada e construída, pouco a pouco, em cada episódio.

Caros leitores, em rigoroso exclusivo, apresentamos

O CABO DE ESQUADRA JEREMIAS*

Autor: A. Raposo

*Sem qualquer grau de parentesco com uma das autoras do blogue.

domingo, 24 de janeiro de 2016

POLICIÁRIO 1277




DÚVIDAS E ESCLARECIMENTOS
NO INÍCIO DE UMA ÉPOCA

Em todos os inícios das épocas competitivas surgem perguntas e dúvidas por parte dos nossos novos “detectives”, que se vão tornando mais frequentes à medida que o prazo para resposta à primeira prova se aproxima.
De uma forma geral, as dúvidas são recorrentes e daí que hoje recordemos algumas das questões mais frequentes e as respostas para elas.
Não queremos deixar de frisar que a nossa secção está aberta a novos aderentes, muitos dos quais nunca concorreram a qualquer desafio policiário, pelo menos com caracter regular. Daí pedirmos aos mais experientes a sua indulgência para a repetição que todos os anos somos levados a fazer.

DÚVIDAS MAIS FREQUENTES

- O que é preciso para começar a concorrer?
- A resposta é simples: Nada, para além de vontade! Tudo o que há a fazer é ler os desafios, interpretá-los e elaborar a solução que pareça de acordo com o problema ou identificar a alínea que entende resolver o problema, no caso dos desafios de escolha múltipla.

- É obrigatório inventar um nome para concorrer?
- Não é obrigatório, mas é usual nas relações entre “detectives”. Sempre que nos encontramos e nas nossas trocas de correspondência, tratamo-nos pelo pseudónimo e raramente sabemos, sequer, o nome real dos confrades. Isso é uma das coisas que mais espanta quem está por fora do nosso Policiário ao ouvir-nos chamar por nomes “esquisitos”, mas que, por outro lado, nos torna muito especiais!

- É preciso fazer uma pré-inscrição para a primeira eliminatória da Taça de Portugal?
- Não. Todos os concorrentes que respondam à primeira prova da época (aos dois desafios, tradicional e escolha múltipla), estão desde logo seleccionados para a Taça de Portugal. Os 512 “detectives” que sejam totalistas (12 pontos) e elaborem as melhores propostas no desafio tradicional, são apurados para a 2.ª eliminatória, desta vez já a eliminar no um contra um, depois do sorteio dos pares.

- É obrigatório um endereço de e-mail?
- Não. Por uma questão de facilidade, a maioria dos nossos confrades já usa as novas tecnologias para enviar as suas soluções, mas ainda há uma parte que se mantém fiel ao suporte papel, quer enviando pelos Correios, quer entregando em mão. Qualquer dos meios é possível.

- Se verificarmos que nos enganámos, podemos rectificar a solução?
- Dentro do prazo concedido para cada prova é sempre possível proceder ao envio das soluções rectificativas que pretenderem, mas a última chegada é a que conta para efeitos de classificação. É obrigatório, no entanto, que em cada nova versão enviada se faça referência ao facto de já ter enviado outra anteriormente, para evitar duplicação no trabalho de leitura e classificação das soluções.

- Quando se refere que o prazo vai até ao dia “x”, a partir de quando deixam as soluções de serem aceites?
- A data indicada, por exemplo 31 de Março, significa que à meia-noite desse dia encerra o controlo para aceitação das soluções enviadas por suporte electrónico e as entregues em mão. Quanto às enviadas pelos Correios serão aceites se a sua data estiver no prazo, independentemente do dia a que cheguem por atrasos não imputáveis aos “detectives”.

- Existe algum júri para apreciar e seleccionar os problemas a publicar?
- Não. Os problemas enviados pelos seus autores são objecto de uma leitura atenta do orientador, que os selecciona para publicação, se entende que merecem, ou propõe ao autor alterações para o seu eventual melhoramento.

- Os problemas têm que ser enviados com a solução?
- O autor tem que enviar conjuntamente o problema e a solução que apresenta para ele e deve juntar, sempre que tal se justificar, as fontes de consulta que usou, se a solução se baseia em pormenores apenas verificáveis em locais pouco divulgados.

- Qual é o prazo para envio dos problemas para publicação?
- Não há prazo estabelecido. Em qualquer momento um candidato a produtor pode enviar os seus trabalhos, mas terá todas as vantagens em remetê-los o mais rapidamente que for possível porque no início tem mais hipóteses de publicação.

- Poderá haver vários problemas do mesmo produtor?
- Sim. Desde logo pode haver um tradicional e um de escolha múltipla do mesmo autor, mesmo que seja também concorrente em decifração. Quanto a vários da mesma espécie, pode acontecer, mas apenas se o seu autor não for concorrente em decifração. A enorme dificuldade em encontrar produtores e problemas policiários a isso pode obrigar.


PRODUÇÕES

Assegurada, como sempre, a disponibilidade dos produtores mais activos da nossa secção, uma disponibilidade que não nos cansamos de agradecer, a verdade é que necessitamos de “sangue novo”, novos métodos e processos de escrita, novidades, em suma, que evitem uma certa estagnação.
Um problema passa sempre pelo contar de uma história, uma cena verosímil, capaz de ter ocorrido em qualquer lugar, que envolva um enigma e a sua resolução. Terminada a exposição dos factos, no exacto momento em que o investigador vai passar à fase de apresentação das conclusões e exibir as provas em que se baseia para apontar o responsável, o produtor interrompe o seu conto e lança os seus desafios. Alguns produtores escolhem o método de fazer algumas perguntas, que querem ver respondidas, outros optam por simplesmente interromperem o texto e aguardarem pelos relatórios. No caso dos de escolha múltipla, o texto termina com as quatro hipóteses de solução, de entre as quais o decifrador terá que escolher uma.
Caríssimos “detectives”, à semelhança do que vamos desejando todos os anos, queremos que 2016 seja um marco, também no que se refere à produção de enigmas. Não é aceitável que tenhamos hoje um universo de participantes nos nossos desafios de mais de dois milhares de confrades, que os lêem e estudam, se dão ao trabalho de escreverem as soluções, mas não tenham a curiosidade de testarem os seus dotes de escrita de desafios!
Vamos todos dar uma resposta, produzindo um desafio? Mas atenção aos regulamentos, que já publicámos e estão disponíveis no blogue CRIME PÚBLICO, porque há quesitos que são obrigatórios.
O Policiário agradece!





domingo, 17 de janeiro de 2016

POLICIÁRIO 1276



 A NOVA ÉPOCA – 2016

Quando se aproxima a passos largos o início de uma nova época, depois de publicarmos os regulamentos que nos vão reger, é chegado o momento de pormenorizarmos algumas das questões que sempre se vão levantando, sobretudo pelos “detectives” que chegam de novo à nossa secção, uma vez que tudo o que se vai dizer é já recorrente para os confrades que nos seguem há vários anos.

A estrutura competitiva vai manter-se e cada uma das 10 provas que vão fazer a competição deste ano, será composta de dois desafios, um de características tradicionais, em que o autor vai solicitar aos decifradores que respondam às questões por ele levantadas no final do desafio e outro com características de escolha múltipla, em que o autor coloca no final do problema quatro hipóteses de solução, em que apenas uma será verdadeira, cabendo ao “detective” escolhê-la.
A competição vai decorrer ao longo de todo o ano, de molde a que possa estar concluída, o mais tardar no dia 31 de Dezembro, à semelhança do que vem acontecendo e voltou a acontecer em 2015, com a última noite do ano a servir de pano de fundo à divulgação dos vencedores das diversas classificações, “em directo” no nosso blogue CRIME PÚBLICO, em http://blogs.publico.pt/policiario.



 A TAÇA DE PORTUGAL

A Taça é uma prova a eliminar. Portanto, a regra geral é a de que há um sorteio entre os confrades que estão em prova, de forma que cada um deles defronte outro e apenas esse. Assim, se um confrade, por sorteio, tem como opositor um outro, passará à eliminatória seguinte desde que obtenha uma pontuação superior ou, em caso de igualdade, uma solução mais conseguida, sob a óptica do orientador.
A única excepção a essa regra é na primeira eliminatória em que não haverá confrontos directos, mas sim o apuramento para a segunda eliminatória dos 512 “detectives” que elaborarem as melhores soluções.
No caso de um dos opositores faltar à prova, não enviando proposta de solução, será eliminado, em favor do seu opositor, desde que este tenha comparecido.
Nos casos em que ambos faltam, será apurado o titular da melhor solução entre todos os “detectives” eliminados nessa prova.
Exemplo prático: Nos quartos de final, portanto com 8 “detectives” em prova e portanto com 4 confrontos, faltam os dois contendores de um dos confrontos. Ora, nos restantes 3 confrontos serão encontrados, com naturalidade, os 3 apurados para as meias-finais, sendo o último participante, o autor da melhor solução apresentada pelos 3 confrades que seriam eliminados nesses confrontos.
Num caso extremo, por exemplo de faltarem muitos “detectives”, haverá sempre o apuramento dos que forem possíveis, mas em caso algum haverá repescagem de provas anteriores. Um exemplo: Com os mesmos 8 concorrentes em prova, faltavam 6. Apenas ficariam apurados os 2 respondentes, que passavam imediatamente à final. Se faltassem 7, ficava encontrado o vencedor da Taça e se faltassem todos, não havia vencedor, a Taça não era, pura e simplesmente, atribuída!
Outra questão importante é a do conhecimento atempado do sorteio dos confrontos, de modo a que cada participante saiba com quem se vai defrontar, a tempo de elaborar a respectiva solução.
Este aspecto foi completamente subvertido na última época, por incapacidade organizativa e será uma situação que não se poderá repetir. É evidente que a verdade desportiva não é alterada, porque está presente a igualdade entre todos os participantes e, estamos certos, nenhum dos nossos “detectives” elabora as suas soluções de acordo com o seu opositor, mas certamente é mais confortável o seu conhecimento antecipado.


PRAZOS DE ENVIO DAS SOLUÇÕES

Cada prova decorrerá num mês completo. Assim, tendo como exemplo a prova n.º 1, as soluções dos dois desafios têm que ser enviada até às 24 horas do dia 29 de Fevereiro, este ano por ser bissexto, último dia do mês.
Se nos envios por meios electrónicos e nas entregas em mão, esse prazo é facilmente verificável, já nos envios pelos Correios a situação muda de figura. Neste caso é sempre aconselhável que o “detective” tome as suas precauções, quer enviando com alguma antecedência, quer verificando na Estação dos Correios se a data aposta no sobrescrito é a do dia 29, sob pena de ver o seu esforço anulado. De qualquer forma, nenhum confrade será excluído se puder provar que o envio foi anterior ao término do prazo, independentemente de chegar depois, como é justo.


CRITÉRIOS PARA AS MELHORES E MAIS ORIGINAIS

Uma das questões que os confrades mais colocam é sobre o que conta efectivamente para que as soluções possam ser consideradas melhores ou mais originais e terem direito aos pontos especiais.
Na realidade, não existe uma resposta concreta, tanto mais que um critério de avaliação deste tipo tem sempre uma componente elevada de subjectividade e até de humor do avaliador!
A questão das melhores soluções será sempre relativa ao modo como as propostas de resolução dos enigmas vão mais além daquilo que é pedido, com lógica e profundidade. Neste sentido, o orientador avaliará o modo como é feita a abordagem e o desenvolvimento da investigação, a par da sua correcção.
No que se refere à originalidade, os factores aleatórios são muito mais relevantes. Uma solução muito original, exótica, diferente, deixa de o ser a partir do momento em que é apresentada. Ou seja, se um outro confrade apresentar uma solução semelhante à que outro ou ele mesmo fizeram em momento anterior, a componente original já não existe. O mesmo acontece com a utilização de materiais.
Portanto, se no caso das melhores soluções, cada “detective” pode, com alguma certeza, desenvolver a sua investigação para além do estritamente necessário e assim candidatar-se aos pontos em disputa, no caso das originais será sempre muito mais imprevisto e susceptível de já ter sido “inventado” aquilo que se pretende original!

Não podemos, pois, falar de fórmulas feitas.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

LIMA RODRIGUES OPERADO COM ÊXITO!


Uma vez mais pela voz do confrade Domingos Cabral, ficamos a saber que decorreu com normalidade a intervenção cirúrgica a que foi sujeito o nosso confrade Lima Rodrigues, residente em Santarém e que foi durante longos anos provedor do policiário da nossa secção do jornal PÚBLICO..
Aguarda-se e  deseja-se a sua integral recuperação, para o que pode esperar a solidariedade e apoio de todo o Mundo Policiário.

Votos de boa e rápida recuperação e regresso ao convívio da nossa Família Policiária!