domingo, 22 de julho de 2012

POLICIÁRIO 1094


A propósito da passagem do nosso XX Aniversário, deixámos aqui a notícia da iniciativa do confrade Jartur, que fez a recuperação daquilo que foram os primeiros tempos deste nosso espaço e está a enviar a quem lho solicitar para o seu endereço jarturmamede@aeiou.pt, o exacto teor dessas secções, no dia da respectiva publicação, mas 20 anos depois!

Esta iniciativa do Jartur não surpreende, uma vez conhecido o imenso trabalho que tem vindo a desenvolver ao serviço do Policiário, na recolha e compilação de todos os documentos que se relacionem com o nosso passatempo, no Arquivo Histórico da Problemística Policiária Portuguesa (AHPPP), uma realidade já bem presente.

Tratando-se de um confrade com mais de cinco décadas de Policiário, de que se assumiu divulgador de excelência, quer na orientação de múltiplos espaços em jornais e revistas de expressão nacional, quer como decifrador de enigmas, com variados torneios e prémios conquistados, quer ainda como produtor de excelentes problemas policiais, torna-se difícil definir os pontos mais altos de uma vida dedicada ao nosso passatempo.

Talvez por isso mesmo, este nosso confrade nascido em Aveiro e residente na cidade do Porto, tem marcado sucessivas gerações de policiaristas, mercê do seu estilo desprovido de qualquer conflitualidade ou arrogância, apesar de possuir um currículo absolutamente impressionante.

Após muitas décadas de orientação de secções e de participação activa nos torneios que proliferavam, respondendo aos desafios e elaborando intricados problemas, que faziam as delícias dos “detectives”, Jartur abraçou um projecto notável quando, sem quaisquer meios, se lançou na recolha de todos os indícios da presença de policiário em Portugal, para organizar o AHPPP, não perdendo nunca de vista o que se vai fazendo em termos da problemística policiária, fazendo parte da Tertúlia Policiária do Norte e sendo o patrocinador do troféu “Lupa de Honra”, com que tem distinguido os mais ilustres vultos do nosso passatempo.

O Jartur é hoje uma das figuras maiores e mais respeitadas do nosso “pelotão” policiário, mercê de uma postura que sempre se manifestou equilibrada e simples. Nunca negou a sua ajuda quando solicitado para produzir um problema policiário e por isso vamos publicar hoje um dos seus desafios, que viu a luz do dia no semanário regional “O Almeirinense”, no dia 15 de Julho de 2007, na secção Mundo dos Passatempos, superiormente orientada pelos “Três Zés”, o Zé propriamente dito (o de Viseu), o Zé dos Anzóis (o Inspector Aranha, de Santareém) e o Zé da Vila (o M. Constantino, de Almeirim).


VAMPIROS DE PRATA
Um problema de JARTUR

 “Vampiros de Prata” era o nome da heróica esquadrilha que se exibia naquelas manobras militares, efectuadas numa extensa região montanhosa…
 Durante a manhã, no decurso dos exercícios, os aparelhos supersónicos sulcaram o céu em todas as direcções, desenhando, a velocidades incríveis, as mais arriscadas acrobacias.
 Incapazes de dar valor às suas próprias vidas, os pilotos lamentaram sinceramente a morte do sargento Barradas, cuja causa foi atribuída à temeridade dos jovens aviadores.
 O corpo caíra da alta pedreira, quase verticalmente, parcialmente despedaçado, junto à base da elevação de onde se despenhara.
Como é costume fazer-se nestes casos, foi aberto um inquérito para tentar apurar as causas do sucedido. Com os depoimentos das testemunhas oculares, elaborou-se o respectivo processo, de modo a encontrar-se a quem (ou a que) atribuir as responsabilidades do acidente.
O cabo Félix, única pessoa que no momento do desastre se encontrava próximo do sargento Barradas, afirmara aos inquiridores:
– Nós estávamos a planear o itinerário para o exercício da tarde, quando ouvi o ruído dos jactos. Voltei-me imediatamente e, ao aperceber-me de que eles vinham na nossa direcção, no máximo da velocidade e a pequena altura, atirei-me ao solo, gritando ao sargento que fizesse o mesmo. Ele, porém, não deve ter ouvido a minha advertência e… foi projectado no abismo...
Por sua vez, o major J. Ramos, comandante da esquadrilha, declarara:
– Efectivamente, nós picámos várias vezes, na velocidade máxima, sobre o sítio da pedreira, mas retomávamos altura sempre no momento conveniente, de modo a não fazer perigar a nossa própria vida ou a de qualquer pessoa que se encontrasse no solo. É muito estranho, pois, que o militar possa ter sido projectado pelo sopro de algum dos nossos aparelhos…

 Quinze dias depois, em Tribunal Militar, foi o caso dado por encerrado, tendo-se concluído que…


Pois é, o confrade Jartur interrompeu a sua narrativa neste ponto e lançou o desafio a todos os leitores. É também o que vamos fazer, neste tempo de férias para alguns confrades e prenúncio das mesmas para outros, convidando todos os nossos leitores a desafiarem-se a si próprios e darem uma solução a este problema.
Na próxima semana, aqui teremos o confrade Jartur a dar a solução…






1 comentário:

Anónimo disse...

Justíssima homenagem a uma das figuras maiores do nosso passatempo!
Parabéns