sábado, 30 de maio de 2015

JARTURICE 149

                                                                      
                         PROBLEMAS POLICIAIS – 152 - # 149

                   (Diário Popular # 5173 – 02.03.1957)
Professor Fordney, não poderá fazer alguma coisa por ela? – implorou a atraente Janet Biodle, acrescentando:
- Eu sei que Mona Fontaine recebeu o estupefaciente do edifício Forest, mas não sei em que andar e porta. Ela acaba de matar-se e é uma rapariga tão simpática…
- Certamente que farei, minha amiga. – respondeu o professor Fordney – Alegro-me pelo facto de me ter procurado.
                                               *
Mona Fontaine bateu à porta do número 302 do edifício Forest. Não obteve resposta. Tornou a bater, com mais força. O terror começou a apoderar-se dela. Bateu na porta com os punhos. Da sombra surgiu o professsor Fordney.

                                                           *
Foi uma história trágica, a que Mona contou a Fordney. Tendo ficado viciada após uma doença, consumia agora mais do que seis grãos de morfina por dia. – E roubara o dinheiro para pagá-la! Era verdade que comprara o estupefaciente no 303, mas não sabia o nome do vendedor.
Da descrição de Mona e outras informações, o criminologista inferiu que o homem que operava no 302 era um Joe Famenti ou Louis Burjer; e também o seguinte:
1 – O vendedor de estupefaciente tinha sido sócio do conhecido distribuidor de droga Duke Devore.
2 – Tanto Burger como Famenti sabiam que Devore tinha fugido para a América do Sul quando um rival, enraivecido por ter sido traído, o denunciara à Polícia.
3 – Durante várias semanas Famenti vigiara cuidadosamente Louis Burger, pois suspeitava que ele tivesse denunciado Devore à Polícia.
Embora fossem estes os únicos dados com os quais Fordney tinha de investigar, o vendedor de estupefacientes foi rapidamente identificado, preso e condenado.

Quem era o vendedor de estupefacientes?

      (Divulgaremos amanhã, a solução oficial deste caso)


  *     *     *     *     *







Solução do problema # 148
(Diário Popular # 5166 – 23.02.1957)

O assassino, cujos óculos se tinham quebrado durante a luta com Clarence, foi forçado a roubar o par sobresselente de Bradford. O professor Fordney sabia que ele fora obrigado a isso, porque andar sem óculos levantaria imediatamente suspeitas.
Como, porém, os três irmãos usavam óculos de aros idênticos o assassino sentia-se em segurança porque tinha o par sobresselente de Bradford. Quando Bradford partiu o seu outro par de óculos, precisamente depois de Kelley ter ordenado que escrevessem, o assassino sentiu que os deuses o protegiam. Agora, haveria, duas caligrafias irregulares – a dele e a de Bradford. Mas foi exactamente este facto que denunciou Russel como assassino ao professor. Era natural que a caligrafia de Bradford fosse irregular e saísse das linhas – porque ele não usava óculos – mas quando a caligrafia de Russel se apresentava nas mesmas condições, isso era a prova de que ele não usava os seus próprios óculos, mas sim os que roubara a Bradford. Russel confessou o seu crime.


Jarturice-149 (Divulgada em 30.Maio.2015)






APRESENTAÇÃO E DIVULGAÇÃO
DE: J A R T U R
jarturmamede@aeiou.pt


Sem comentários: