PROBLEMAS
POLICIAIS publicados em 1954
(Diário Popular # 4039 – 02.01.1954)
A
atenção do professor Fordney foi atraída para um volume suspeito, na algibeira
direita de um estupendo sobretudo de pelo de camelo, atirado descuidadamente
para cima do casaco cinzento de Skamp, nas costas de uma cadeira.
-
Aquilo é seu? – Perguntou o professor a John London.
- É sim, senhor.
Eu…
-
Um momento – interrompeu o professor. Quando verificou que o tal volume
suspeito era afinal uma inofensiva caixa de chocolates, não pôde esconder um
sorriso. Ao examinar o casaco cinzento, uma ideia lhe ocorreu. Talvez que os
chocolates tivessem algum significado…
Fordney
examinara já o cadáver de Henry Skamp que jazia no soalho do quarto. Skamp fora
apunhalado.
-
Muito bem – disse Fordney, voltando-se para John London. – Continue.
-
A noite passada, Henry voltou para casa um pouco embriagado, acordou-me e, como
eu me tivesse recusado a ouvir a história de namoro que ele queria impingir-me,
despiu o casaco, atirou-o para cima da cadeira e deitou-se em cima da cama,
vestido. Como estava muito fatigado, voltei-me para o outro lado e adormeci.
Quando acordei esta manhã, por volta das nove horas, vi-o morto, ali no chão, e
apressei-me a chamar a polícia.
-
Depois de ter adormecido pela segunda vez, não voltou a acordar, despertado por
algum ruído insólito? – Inquiriu o professor.
-
Não, senhor. Estava muito fatigado e, além disso, tenho o sono pesado.
-
E não mexeu em nada, neste quarto, antes de telefonar à polícia?
-
Não, senhor.
-
Há quanto tempo compartilhava este quarto com Henry Skamp?
-
Há quase dois anos.
-
Onde trabalhava Skamp?
-
Ah! Esqueci-me de lhe dizer. O Henry desempregou-se há dois meses, e desde
então, passou a andar sempre tristonho. De vez em quando, embriagava-se…talvez
para esquecer.
-
Hum… - Fordney ficou pensativo por alguns momentos. De súbito, voltou-se para
London:
-
Você mentiu. Fica detido para averiguações.
Porque motivo Fordney deteve London?
(Divulgaremos amanhã a
solução oficial)
* *
* * *
Solução do problema # 007
(Diário Popular # 4033 – 26.12.1953)
No próprio dizer de Wylie, a noite estava
escura e não havia lua nem estrelas. Não há animal algum cujos olhos brilhem se
não houver uma luz que eles reflictam. Os olhos humanos NUNCA brilham, quaisquer
que sejam as circunstâncias.
Por conseguinte, Wylie nunca poderia ter
visto um par de olhos brilhantes pousados nele. Tratava-se, evidentemente, de
um assassínio.
ESCREVE
E APRESENTA:
JARTUR
(jarturmamede@aeiou.pt)
Por dificuldades do confrade JARTUR em fazer seguir os trabalhos, alguns confrades ficaram sem acesso aos mesmos, como foi o nosso caso.
Restabelecida a "ponte", vamos retomar a publicação.
Para já esta JARTURICE 008. Dentro de algumas horas, publicaremos a 009 para retomarmos o ritmo normal.
Para os nossos leitores, ficam as desculpas pelo facto.
LP
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